ÊTA VIDA!
De autoria do jornalista e escritor Jeremias Macário
Êta vida!
Renhida de tanta lida:
Do nascer e crescer,
Do envelhecer e partir,
Do amar e odiar,
Do chorar e sorrir,
Do descansar e lutar,
Onde um vai, outro fica,
E o pobre a trabalhar,
Pro patrão se enricar.
Êta vida!
Vou a vagar por ai,
Como nobre ou faquir,
Com direito ao existir.
O tempo gira, gira,
O vento corta lento,
Às vezes veloz e algoz,
Arrastando tudo pela frente,
E essa gente diferente,
Nesse trem passageiro,
Na correria do dinheiro.
Êta vida!
Muitos dizem que ela é sabida,
Pela mulher foi parida.
Bodoque de atiradeira,
De descida e ladeira.
Êta vida!
De Natal e Réveillon,
Canção, amor e som,
Que atravessa o ano,
Com meta de plano,
Branco, dourado, verde/azul:
Superstição para cada um,
E eu não entendo mais nada,
Faço apenas meu zum,
Nesse mundaréu de povo,
Pra começar tudo de novo.











