Quem aqui não se lembra, entre os mais velhos, que quando se terminava o curso médio (clássico ou científico naquela época) e o indivíduo precisava trabalhar, tinha logo que fazer um curso de datilografia para ingressar no mercado, principalmente num banco ou escritório de uma empresa? Pois é, mas hoje você tem que ser muito bom em informática. Era a era do rádio e início da televisão, sem contar o jornal impresso, muito mais antigo. Quem não se recorda do mimeografo, que servia até para imprimir às escondidas folhetos subversivos de protestos contra o governo? A máquina fotográfica era analógica com rolos de filmes e hoje tudo é digital. O gravador para o jornalista fazer uma entrevista mais parecia com um tijolo de alvenaria. As gravações atuais são através de um celular ou um micro aparelho cheio de memórias e chips. Os telefones eram fixos e complicados para uma conversa mais longa. O repórter quando ia a uma cidade para uma cobertura jornalística não dispunha dos recursos que existem hoje, mas fazia um bom trabalho, talvez melhor que nesses tempos do avanço tecnológico, na tela virtual. Lembro bem de um dia que fui obrigado a passar uma matéria de Bom Jesus da Lapa através do telefone público, cheio de moedas na mão, na maior agonia. Quando não havia laboratório fotográfico na cidade pequena ou estava fechado em final de semana, era um “terror” para enviar o filme. Tudo era muito mais complicado para qualquer veículo de comunicação e para o profissional, mas o cara tinha que se “virar nos trinta”.

O avanço tecnológico facilitou em muito a evolução dos meios de comunicação de massa. Com esse progresso, as notícias e os fatos são divulgados de forma instantâneos, mas nada substitui o conteúdo e a qualidade se não houver uma boa formação profissional da escola. Mesmo com toda essa evolução, não houve, em termos proporcionais, uma melhoria do material que hoje é oferecido ao público ou à sociedade. A culpa disso tudo está no ensino que sofreu uma queda na aprendizagem.  Fala-se muito em mudanças tecnológicas nos meios de comunicação, no sentido do visual, na parte gráfica, no áudio e outros itens, mas a qualidade do trabalho ainda deixa muito a desejar.