:: 28/set/2023 . 22:37
PRIMAVERA OU VERÃO?
Com o aquecimento global que muitos ainda não se atentaram para o problema, ou como no popular, a ficha ainda não caiu, e ficam colocando a culpa no El Nino, o malvado menino, as estações estão misturadas no planeta com tragédias e catástrofes. Nem sabemos mais o que é primavera e verão. O calor fora do comum é o termômetro. Primavera ou verão? O cenário está aí, só não ver quem não quer e passa o tempo no consumismo e na ganância do ganhar dinheiro, jogando milhões ou bilhões de toneladas de lixo no velho planeta cansado de guerra. Os desmatamentos e as queimadas são provas de que a humanidade está caminhando para sua autodestruição. Ainda temos algumas reservas de florestas e, nas cidades, árvores nos jardins para nos refrescar e respirar um pouco de ar “puro”, como no jardim da Praça Tancredo Neves, em Vitória da Conquista, que a nossa máquina flagrou. No entanto, muitos passam despercebidos na correia da vida. Outros até entram e curtem este pequeno pedaço da natureza na selva de pedra, mas não param para refletir no que está acontecendo e continuam a destruir nosso meio-ambiente em seus atos politicamente incorretos. A verdade é que as estações não são mais as mesmas, a não ser nas datas em que nelas estão pontuadas pela ciência e os serviços de meteorologia. As mudanças climáticas estão ditando o ritmo dessas misturas malucas. Primavera ou verão? As flores podem nos responder a pergunta.
SEM TEMPO NO TEMPO
Poeminha inédito de autoria do jornalista e escritor Jeremias Macário
Ando sem tempo,
Para te amar, ler e sorrir,
Para te abraçar,
Nem para um alô,
Para meu amor,
No tempo que segue seu compasso.
Só que nossa gente,
Vive em disparada,
Negando a existência do tempo,
No acelerado passo:
Diz não ter tempo;
Tropeça no poste da frente,
No tempo do celular;
Ultrapassa o sinal,
No laço do capital.
Ando sem tempo,
Dentro do tempo,
Que gira como a roda,
Que o próprio tempo inventou,
No sonho da meia noite,
Que o homem sonhou,
E você dorme e acorda,
Com a agenda na mão,
Como código de Humurabi,
Nem sabe
Da Lei do Talião,
E esquece do tempo,
Que te envelhece.
Ah, desculpa, irmão!
Ando sem tempo,
Na corrida da vida,
Nem vi sua mensagem,
E na hora, do aqui e agora,
Se depara de cara,
Sem levar bagagem,
Na partida da última estação,
Do seu tempo, oh Senhor!
Que o vento levou.
- 1











