SOMBRA ARTIFICIAL
De autoria do jornalista e escritor Jeremias Macário
Sonhei que era uma sombra,
De um primitivo passado,
De antigos ancestrais,
De atraso e evolução;
Um ente invisível global,
Fora do corpo, com razão,
Sem o emotivo sentimental.
Era mesmo uma sombra,
De inteligência artificial,
Uma cópia do carbono,
Dentro de um longo sono,
Na forma de outro animal.
Sonhei ser a deusa Atenas,
Das penas dos sábios imortais,
Sombra parida do cristão-judaico,
Dos imperadores romanos generais,
Das trevas do pensador arcaico,
Cruzado do inquisidor carrasco,
Filha dos ideais dos iluminismos,
Saída do frasco das eras dos ismos,
Sombra anarquista-comunista,
Mistura entre direita-esquerdista.
Sonhei ser apenas uma sombra,
Que se foi no vulto da luz,
No escurecer do lenho da cruz,
Em noites de sonhos me assombra,
Essa máquina maluca artificial.











