Autoria do jornalista Jeremias Macário

Sou dos tempos do candeeiro,

Do pavio no óleo da mamona,

Pilada no velho pilão,

Pra clarear o forró do sanfoneiro,

A sanfona do Gonzagão,

E o xaxado dos cabras de Lampião.

 

Sou dos tempos do candeeiro,

Do oi de casa!

Oi de fora. É de bem?

É da paz, que a paz esteja nesta casa!

Louvado seja Nosso Senhor Jesus Cristo!

Para sempre seja louvado!

Saudavam o rancho e o rancheiro,

Com abraços e café no bule,

Pra com fé prosear,

Em noites de luar.

 

Sou dos tempos do candeeiro,

Do ferro em brasa,

Da goma de engomar,

Pra missa da Vila Umbuzeiro,

Que o padre não se atrasa,

Quando o sino toca pra rezar.

 

Sou do candeeiro,

Do fole do ferreiro,

Da ferradura na tropa do tropeiro,

Do namoro distante respeitoso,

Do jovem que respeitava idoso.