É cada um tentando empurrar sua “merda” fedorenta para o outro e ninguém consegue limpar sua sujeira jogada debaixo do tapete. Todos são genéricos; o discurso e o verbo são os mesmos; e não se vê um candidato ao poder executivo com um programa de governo na mão.

   O horário do programa eleitoral na televisão e no rádio é um lixo, bem como as entrevistas e os debates onde eles procuram tergiversar e não respondem as perguntas. Cada eleição sai pior porque o próprio sistema eleitoral é arcaico e se falar em reforma é um palavrão.

  Só do fundo eleitoral são cinco bilhões de reais pagos pelos contribuintes e que são desperdiçados para eles falarem mentiras e um monte de besteirol para os eleitores que não aguentam mais ouvir esses cabras da peste, incluindo os que pleiteiam o legislativo.

   Por menos instrução que tenha, o eleitor já está de saco cheio desse discurso mofo e bolorento, seja da esquerda, do centro ou da direita, mas os caras de paus não se tocam e continuam a nos fazer de otários. O pior é que somos mesmo.

   Sabemos que as eleições fazem parte do regime democrático porque uma ditadura seria bem mais dolorosa, mas temos que reconhecer que elas (as eleições) não trazem mudanças políticas, sociais e administrativas, e isto vem sendo comprovado há séculos no Brasil.

  As eleições não resultam em mudanças, justamente porque todo sistema, parecido com o dos tempos dos coronéis, está podre e viciado. O indivíduo pode ser um cafajeste, corrupto, ultrapassado e até extremista, mas termina sendo eleito se tiver “bala na agulha” e a máquina do poder na mão.

Não passamos de um bando de masoquistas alimentando os sádicos. Até o pobre, o negro, o excluído e a mulher votam naqueles que os detestam e os discriminam. É um faz de conta que tudo vai melhorar.

  Até a propaganda do Tribunal Superior Eleitoral é enganosa quando fala da importância de se exercer a cidadania num país de cultura rasa e de nível educacional baixo, sem consciência política formada. Aliás, candidato nenhum trata da questão da cultura que é vista como um jarro de decoração em suas mesas.

A única coisa que o brasileiro tem é a cultura do voto. O idoso de mais de noventa anos ainda se arruma todo no dia da eleição e vai se arrastando até a urna. Fica feliz da vida.

  Como papagaios, os jovens de 16 anos, a maioria manipulados pelos pais, colegas ou pela religião, repetem os mesmos bordões de sempre nas entrevistas.

 Milhares votam por favores recebidos, o que representa o mesmo que se vender por dinheiro, ou são influenciados pelas famílias. No final, tudo fica como dantes na Casa de Abrantes, com insignificantes renovações nos quadros. Cada eleição sai pior.