Os países da América do Sul sempre foram o quintal dos Estados Unidos, ora nas ditaduras tiranas, ora com seu fascismo de extrema como está ocorrendo agora. Os entreguistas não tiram férias, enquanto a esquerda foi perdendo suas origens e abandonou suas bases populares, hoje na mira dos jagunços do facínora do Trump.

   Muitos governos, como no Brasil, para manter a tal governabilidade, se renderam a elementos da pior espécie com passado de corrupção e malfeitos, pessoas aliadas da elite burguesa capitalista que sempre colocaram entraves contra a distribuição de renda, aumentando cada fez mais a ignorância e as desigualdades sociais.

  Tudo fizeram contra a melhoria de um povo sofrido desde os colonizadores há mais de 500 anos quando aqui chegaram os espanhóis e os portugueses. De lá para cá, foram só matanças, fome, misérias, massacres, dominação dos opressores, regimes ditatoriais, violência e subdesenvolvimento.

  Precisamente, nesta era Trump, o facínora que saiu dos infernos, dos doze países da América do Sul, sete possuem governos de direita ou centro-direita, destacando a Argentina, do maluco Javier Milei, Chile liderado por José Antônio Kast, Colômbia, de Abelardo de la Espriella, Equador, sob a gestão de Daniel Noboa, Bolívia, de Rodrigo Paz, Paraguai, administrado por Santiago Pena e o Peru, alinhado ao campo conservador de Keiko Fujimori.

  Não podemos deixar de citar a Venezuela, o oitavo, que foi invadida pelas tropas assassinas do Trump, cujo presidente foi sequestrado e levado para o território dos Estados Unidos. Uma violência internacional consentida pelo resto do mundo, como tem sido os genocídios de Israel e de outros países.

O Brasil pode ser o novo na lista dos extremistas. É um projeto planejado que absorve as massas tragadas pelo fundamentalismo religioso. Nisso tudo está a ação dos evangélicos e as crenças neopentecostais com os slogans de Deus, Pátria e Tradição.

   “América para os Americanos” resume muito bem a doutrina Monroe, criada pelo presidente dos Estados Unidos, James Monroe, em dezembro de 1823. Tudo não passou de um conchavo com os europeus para não mais se meter nas políticas das Américas.

Todo domínio passava para as mãos dos norte-americanos. Simplesmente foi uma troca de patrão do senhor soberano. Essa política serviu para justificar o poder e a interferência do governo ianque na América Latina, incluindo os países da América Central também hoje sob o jugo trumpista.

  Os governos brasileiros que procuraram enfrentar a fúria dominadora dos Estados Unidos (até pouco tempo era Brasil dos Estados Unidos) foram derrubados pelos próprios brasileiros entreguistas traidores da pátria, como Carlos Lacerda contra Getúlio Vargas e tantos outros abomináveis excrementos.

  Agora estamos assistindo a mesma cena no palco dos insensatos ou o filme dos bandidos do faroeste. O Javier Milei é um dos fantoches do Trump, do qual os argentinos deveriam se envergonhar.

  Infelizmente, boa parte do nosso povo latino americano, incluindo os brasileiros, está contaminada pela peste bubônica do extremismo fascista fundamentalista que corrói essas mentes imbecis conservadoras que apoiam as ideias medievais do racismo, da xenofobia, da misoginia e do moralismo falso.

   O mais chocante de tudo isso é que vemos hoje negros, pobres, mulheres, excluídos da sociedade e uma camada de expolidos escravos do capital no Brasil se colocarem ao lado desses abomináveis que detestam esses apoiadores de inocentes úteis.

   Por incrível que pareça, são os masoquistas ferrados idolatrando seus sádicos carrascos. Poderia ser a Síndrome de Estocolmo, uma condição psicológica em que as vítimas criam afeto por agressores sequestradores?

Pode ser também que esses brasileiros estejam contaminados pela Síndrome de Stocco dos Santos, uma doença genética rara ligada ao cromossomo X. Aí, então, só a ciência explica o mal e como deve ser tratado e curado. As características desta síndrome são deficiência intelectual, atraso no desenvolvimento da fala e estrabismo.

 Acho até que o Milei foi mandado pelo mafioso gângster Al Capone a falar impropérios em território brasileiro com seu bando de cangaceiros que se passam de salvadores da pátria, quando, na verdade, não passam de traidores ignóbeis nojentos.

A corrida eleitoral começou suja, e o Brasil é a bola da vez para ser o nono país onde o Trump irá fincar suas patas malignas. A nossa esquerda, especialmente o PT com sua ala de prepotentes e arrogantes que trocaram a nossa cachaça pelo uísque, tem muita culpa nos acontecimentos desse abismo político que o Brasil está cada vez mais se afundando. Nesse fundo do poço ainda tem mais lamaçal.