De Jeremias Macário, jornalista e escritor, do livro do autor “NA ESPERA DA GRAÇA”

Quero ser livre como Condor;

Não seja dor e ódio, seja amor;

Seja semente com sua mente.

 

Voa, voa mente inteligente!

Voa como no rasgo do falcão,

Cortando a linha do horizonte,

Entre o céu azul daquele monte.

Voa mente dessa sofrida gente;

Do nascente ao vermelho poente;

Clareia toda nossa imaginação!

 

Voa minha mente peregrina!

No meu intrincado pensamento;

Nas asas do gavião e do carcará,

Desta terra guerreira nordestina,

Onde lá vou plantando vento,

Para soprar velas desse tempo,

De volta às raízes do meu luar.

 

Voa, voa mente em seus fragmentos!

Faz que medite como aquele monge;

Leva pra bem longe meus tormentos,

Pro Olimpo da antiga sábia Grécia,

Onde possa desvendar controvérsia.

Me tira desse caminho curvo e escuro;

Ilumina meu presente para o futuro.