Um país sem saneamento básico (mais de 40% da nossa população não dispõem desse serviço) é um país doente do corpo e, sem educação, cultura e leitura, é também doente da mente. Hoje, 23 de abril, é o Dia Internacional do Livro, pouco lido nos tempos atuais porque o celular fofoqueiro e superficial se tornou bem mais valioso.

Portanto, infelizmente, somos um país doente do corpo e da mente, fácil de ser manipulado pela politicagem rasa em épocas de eleições. Não se trata de ser negativista quando se tem a realidade escancarada. O Brasil é um país que está no pódio das desigualdades sociais no ranque mundial, e as regiões Norte e Nordeste são as mais pobres e doentes, conforme estatísticas do IBGE.

Dengue, zica, chikungunya, febre amarela, leptospirose, varíola, sarampo, catapora, poliomielite, cólera, febre ourochoupe, malária e tantas outras fazem parte do nosso rol de doenças em pleno século XXI, muitas das quais nem existem mais nos países desenvolvidos. Há vacinas para combater essas “pestes”.

“Melhor prevenir que remediar” – diz o ditado popular, ou sabedoria popular, mas nosso país prefere remediar gastando fortunas de milhões e bilhões com vacinas e remédios caros importados. Os planos de saneamento básico (fala-se em bilhões de investimentos no setor) são sempre adiados e postergados.

Os gastos públicos são astronômicos nos três poderes (as três castas dominadoras), gerando déficits fiscais primários (gasta-se mais do que se arrecada) no que termina faltando dinheiro para educação (greves nas universidades), para a saúde e o saneamento básico, que é uma prevenção às doenças. Germes, vírus, bactérias estão soltos matando os mais pobres e superlotando as unidades precárias do SUS.

É uma vergonha porque o Brasil é um país rico e tem muitos recursos (não é falta de dinheiro) que são desviados, mal-usados, boa parte destinada às mordomias e a projetos mirabolantes superfaturados que nunca são concluídos. Por isso é que somos doentes do corpo e da mente.

Este nosso país precisa é de um bom administrador Phd que exerça o cargo de diretor executivo, como se fosse uma empresa privada que controla seus gastos, onde o presidente seja apenas uma figura política, mas o cancro do Congresso Nacional, o espírito de porco, impede todo processo de desenvolvimento e nos afunda cada vez mais na pobreza e na ignorância.