UM PROGRAMA SEM ALTERNATIVAS
Tudo que é dado como benefício para tirar a pessoa da miséria tem que ter o seu limite de terminar para que não se torne em esmola e dependência para sempre. Quem me ler já sabe que estou falando do Bolsa Família de 600 reais e mais 150 para ajudar os filhos menores.
Não estou sendo contra alimentar a quem tem fome porque essa tem pressa e dói muito no indivíduo, principalmente na criança, tanto espiritual no psicológico como fisicamente. O que me incomoda é que o governo federal não apresenta um projeto alternativo do tipo popular de ensinar essa gente excluída a pescar.
Pelo que sei, essa Bolsa Família, que teve seus primeiros passos lá no Governo de Fernando Henrique Cardoso (vale gás) e foi oficializada com Lula, incluindo aí o Auxílio Brasil com o presidente-capitão Bozó durante a pandemia, já tem mais de 30 anos.
De lá para cá, pelo que eu saiba, a pobreza só fez aumentar engrossando o número de dependentes, como na Bahia, o estado com mais inscritos no Brasil. Daqui a mais 30 anos estaremos na mesma situação ou até pior. Não são as três refeições diárias que vão fazer com que as famílias passem à condição de pobreza para classe média baixa. Vão continuar na miséria.
Sem uma alternativa de emprego, obras de saneamento, de treinamento e de educação de qualidade para todos nas escolas públicas, elas vão permanecer pobres morando nas favelas e nas periferias das periferias. Esse benefício vai continuar para sempre, com um alto custo de bilhões, sem uma perspectiva de reduzir o número de beneficiários?
Por outro lado, sabemos que todo programa desse tipo está sujeito a fraudes por mais que seja aperfeiçoado. Sempre vão ter milhares recebendo esse dinheiro quando não deveriam ser contemplados, o que constitui injustiça social. Por que não investir em saneamento básico, casas populares e empregar, de preferência, esse próprio pessoal?
Outro aspecto é que é fato e notório que muitos pegam esse dinheiro para adquirir outros bens, muitas vezes deixando a casa sem o básico alimentar. Sei de muita gente, como moradores de rua que são acolhidos em abrigos municipais que sacam esses 600 e vão comprar drogas ou para uma boate gastar em bebidas e com mulheres. Como controlar quem faz isso e cortar o benefício? É impossível fazer essa fiscalização e apurar os desvios.
O Bolsa Família, que visa dar comida a quem tem fome, sem um projeto de trabalho e renda, é uma dívida social que nunca fecha, além de ser geradora de votos, mantendo o mesmo sistema de poder político que não tem o interesse de melhorar o nível de instrução do povo brasileiro. Melhor assim porque é mais fácil manipular a ignorância.











