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TODOS AO “LOMANTÃO NO DOMINGO

Carlos Albán González – jornalista 

O regulamento da Copa Governador do Estado, promovida pela Federação Bahiana de Futebol (FBF), garante a presença do campeão e vice, no próximo ano, na série “D” do Campeonato Brasileiro e na Copa do Brasil. Os finalistas terão que optar por um dos torneios nacionais. O Vitória da Conquista poderá conseguir uma dessas vagas, dependendo somente de um empate contra a Jacuipense, no próximo domingo, às 16 horas, no Estádio Lomanto Júnior.

Os ingressos para esse confronto pelas semifinais da Copa – o time conquistense venceu a partida de ida, por 2 a 1, atuando em Riachão do Jacuípe – já estão à venda. Chegou a hora dos amantes do futebol desta cidade e dos municípios vizinhos demonstrarem que o Vitória da Conquista é sua segunda paixão. A primeira é perceptível nas cores das camisas de clubes do Rio e São Paulo, exibidas, com orgulho, pelos conquistenses. Há até torcidas organizadas, cujos membros assistem aos jogos dos seus times nos canais Premiere, em encontros animados nos bares da cidade, regados com muita cerveja e espocar de fogos.

Vamos, portanto, substituir o rubro-negro do Flamengo ou o alvinegro do Corinthians pelo verde e branco do Conquista. Os quatro jogos (três vitórias e um empate) disputados pela Copa, segundo o presidente Ederlane Amorim, deram um prejuízo superior a R$ 7 mil, que pode ser coberto pela arrecadação de domingo, mesmo com as taxas abusivas cobradas pela FBF.  Fundado em dezembro de 1979, o Serrano cansou de esperar pelo apoio do torcedor e do empresariado. Em 2013, “arrumou as malas” e se mudou para Teixeira de Freitas, e, no ano seguinte, para Porto Seguro.

Correr atrás de patrocinadores é uma das cansativas atividades dos dirigentes dos clubes de futebol no Brasil. A Caixa Econômica Federal  (CEF) tem sido a grandes fonte de custeio de dezenas de times, inclusive de Bahia e Vitória. Cervejarias e bancos privados preferem investir em festas populares. Recentemente, um grande conglomerado financeiro patrocinou um torneio internacional de tênis em Nova Iorque. O Corinthians trocou a marca de uma cerveja nacional por uma espanhola, a mesma que patrocina Celta de Vigo e Deportivo La Coruña, clubes da Galicia. :: LEIA MAIS »

O GRITO DOS INDIGNADOS

Tanto no primeiro turno quanto no segundo, os insatisfeitos indignados que se abstiveram e os que votaram nulos e brancos, foram os vencedores em várias capitais do Brasil nas eleições municipais, marcadas pela onda conservadora da extrema direita.

No Rio de Janeiro, por exemplo, do pastor da Universal do Reino de Deus, Marcelo Crivella, eleito com um milhão e 700 mil de votos, os insatisfeitos somaram quase dois milhões. Quase metade dos eleitores (47%) deu um não à política. No Brasil os insatisfeitos somaram mais de 30% e os que se abstiveram 21,5%. Não dá mais para aturar tantos desmandos!

Em Porto Alegre e Belo Horizonte esse grupo também saiu vitorioso das urnas e bateu os candidatos do retrocesso. Aqui mesmo em Vitória da Conquista, mais de 20%, o equivalente a pouco mais de 52 mil pessoas preferiram ficar em suas casas ou foram fazer outras atividades, deixando de fora os políticos. Agora é chegada a hora de também virar as costas para eles.

Mesmo aqueles que foram votar, inclusive militantes do próprio PT e de outras correntes de esquerda, também estão insatisfeitos com o atual quadro. Gostaria de saber quem vai ouvir o clamor dos insatisfeitos que começaram a dar os primeiros sinais de fadiga contra os políticos nas manifestações de 2013?

Naquela época, a então presidente Dilma disse que havia entendido o recado das urnas, só que nada fez de concreto para mudar a situação. Prometeu plebiscito e Constituinte. Não adianta dizer apenas que entendeu o recado. Se a crise moral, ética e política persistir, se nada for feito de novo, os insatisfeitos vão ser os candidatos mais votados nas próximas eleições de 2018, e em maior número.

Os políticos de Brasília que criaram seu próprio território particular dentro do Brasil, com suas regras e normas protetoras deles mesmos, optaram por não ouvir o recado das urnas e permanecem legislando de costas para a opinião pública. Na concepção deles, o povo e a plebe que se lasquem.

Empurram-nos goela abaixo uma PEC para cortar recursos em setores essenciais da vida social, os quais já estão exauridos e em estado de calamidade pública. Mais uma vez, em reunião a portas fechadas, tramam aprovar um projeto de anistia aos criminosos que praticaram o caixa 2 em campanhas eleitorais passadas.

Outro engodo é a propalada reforma política, mais um remendo para blindar suas mordomias e privilégios com o dinheiro extraído do povo.   Como disse o historiador e cientista político baiano, Luiz Alberto Moniz Bandeira, o Brasil está se derretendo.

A coisa está ficando de mal a pior, agora mais ainda com a onda conservadora dos evangélicos na linha de frente, e ainda metem Deus no meio dessa guerra suja de hipocrisias e moralismos bestiais.  Pelo que estou vendo, a salvação está no crescimento dos insatisfeitos e indignados porque Catilina, alvo do tribuno romano Cícero, já abusou demais da nossa paciência. Até quando?

A LAVA JATO VAI ENTRAR EM CAMPO

Carlos Albán González  – jornalista

Política e esporte no Brasil vestem a mesma camisa e jogam no imbatível time dos escândalos financeiros, batizado com o nome de Corrupção, dirigido por cidadãos sem escrúpulos e patrocinado por empresários excessivamente  ambiciosos e por órgãos estatais.   O Ministério Público Federal (MPF), ainda com uma certa timidez, através da Operação Lava Jato, tem feito bloqueio de bens, apreensão de documentos, oferecido denúncias e efetuado prisões. As ações, longe de atender ao desejo dos brasileiros, tem se restringido a empreiteiros, ex-diretores da Petrobras, doleiro, publicitários e políticos sem mandato. 

“Olheiros” têm observando que existe uma movimentação  na Lava Jato, uma espécie de “aquecimento”,  para entrar em campo. O futebol, mais particularmente a Arena Itaquera, de propriedade do Corinthians, seria inicialmente o alvo da operação, que, no futuro, poderia se estender aos órgãos diretivos do esporte (CBF, Comitê Olímpico Brasileiro (COB), confederações ditas amadoristas, federações estaduais e ligas do interior dos estados).  

Todos devem estar lembrados que a justiça norte-americana deu um passo importante, promovendo uma devassa na FIFA, com ramificações que se estenderam  até a Uefa e Conmebol, entidades diretivas do futebol na Europa e América do Sul. O ex-presidente da CBF, José Maria Marin está sob custódia num apartamento em Nova Iorque, e o seu substituto, Marco Polo del Nero tem receio de ser preso ao cruzar uma das nossas fronteiras. 

O MPF , a Polícia Federal (PF) e o Tribunal de Contas da União (TCU) procuram desde março respostas sobre a construção do Itaquerão, mas não conseguem avançar pela falta de documentos sobre os gastos excessivos com a obra. A Odebrecht foi contratada pelo Corinthians em 2011 para erguer o estádio, palco da abertura da Copa do Mundo de 2014, obtendo junto ao BNDES um empréstimo de R$ 400 milhões. O restante (R$ 420 milhões) seria coberto pela prefeitura de São Paulo, através de emissão de Certificados de Incentivo ao Desenvolvimento (CIDs), questionada pela assessoria jurídica do município. 

A Odebrecht, mesmo sem os R$ 420 milhões, deu continuidade à construção do estádio, motivo de reclamação dos dirigentes corintianos, sob alegação de que alguns anexos não foram concluídos, inclusive parte das arquibancadas.  Foi ai que a Caixa Econômica entrou no negócio, repassando para a empreiteira o restante dos recursos. Marcelo Odebrecht, então presidente da companhia, que se encontra preso em Curitiba, atuou pessoalmente junto à CEF. O Corinthians ficou obrigado a quitar o empréstimo, com parcelas mensais de R$ 5,7 milhões. O pagamento foi interrompido em março. O clube alegou que as rendas das bilheterias caíram. A dívida a ser paga até 2028 deve passar de R$ 1,64 bilhão, dinheiro suficiente para se erguer três estádios de médio porte. 
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O PONTO DA QUESTÃO

PESQUISAS ERRARAM

macariojeremias@yahoo.com.br

Em Vitória da Conquista as duas pesquisas que avaliaram a campanha eleitoral (Painel Brasil e o Eleva) erraram os índices. A Painel deu 64,75% para Hérzem (PMDB) e 35,75% para José Raimundo (PT). O Eleva apontou 48,91% para Hérzem e 38,82% para o candidato do PT. Na apuração final deu 57,78% para o PMDB e 42,22% para o PT. Não dá mesmo para confiar em pesquisa. O certo mesmo é a coerência política.

Além do desgaste nacional (dos 57 municípios brasileiros que foram para o segundo turno, incluindo 18 capitais, o PT disputou em sete e perdeu em todos), o marketing da campanha de José Raimundo, em Conquista, errou feio no período do programa eleitoral ao apontar seu alvo para o campo nacional contra o Temer e os membros do PMDB envolvidos na Operação Lava Jato (o PT também está).  Melhor seria ter se concentrado nas questões municipais.

Como em todo país, Conquista também teve números altos de abstenções (mais de 20%), nulos e brancos. Dos 230 mil eleitores, compareceram 178.513 e 52.457 se abstiveram. Votos nulos somaram 8.516 e brancos 3.402. É a onda crescente dos insatisfeitos contra os políticos e a atual situação. A mídia regional nada falou como vai ficar o quadro na Câmara de Vereadores com a eleição de Hérzem Gusmão. Como sempre, tudo se ajeita, e a minoria passa a ser maioria.

ALÇAPÃO DOS CONSERVADORES

Ao eleger políticos ideologicamente de direita, o povo decidiu mesmo entrar de vez no alçapão ou no covil dos conservadores com inclinação ao retrocesso. Não se sabe o que pode acontecer a partir de agora. Os primeiros pronunciamentos, misturados a seitas religiosas e rezas, dão sinais claros de que o Estado está cada vez mais deixando de ser laico. Vamos adotar um sistema iraniano onde quem manda é a religião? Uma grande temeridade!

ENCOLHIMENTO

E os petistas, hem, encolheram e muito! De 644 prefeituras em 2012 ficaram com apenas 256. As receitas desses municípios passaram de 110 bilhões de reais para 15,8 bilhões e a população de 38 milhões para 6 milhões, abaixo dos demistas (DEM) com 9 milhões. De quatro prefeituras de capitais, ficou com apenas Rio Branco, no Acre.

DERROTAS SIGNIFICATIVAS

Nos municípios do ABCD paulista, berço do sindicalismo que fundou o PT, a derrota mais significativa foi em Santo André, do ex-prefeito Luiz Marinho. Com 20 anos no poder, Vitória da Conquista, na Bahia, também foi uma grande perda, mas a mídia nacional não deu bola e quase nada comentou. No período eleitoral e na apuração, bem que Conquista merecia uma grande cobertura jornalística a nível nacional. Triste mídia!

As siglas que mais elegeram prefeitos, incluindo primeiro turno, foram PMDB com 1038 (venceu metade das seis capitais na disputa do segundo turno), PSDB 807 (partido que mais cresceu e levou cinco das oito capitais), PSD ficou com 541 prefeituras, o PP elegeu 495 e o PSB 418.

INSATISFEITOS NA POLÍTICA

Em comparação com 2012, as abstenções cresceram em 2016, atingindo o total de 21,55% do eleitoral que não compareceu às urnas, contra 19,11% da eleição passada. O total de abstenções, nulos e brancos foi de 32%, contra 26% em 2012. Das 57 cidades, somente uma mulher conseguiu se eleger na disputa do segundo turno. Foi Raquel Lyra (PSDB) em Caruaru, Pernambuco.

A maior insatisfação política ocorreu no Rio de Janeiro onde 47% dos eleitores não votaram em nenhum dos dois candidatos (Marcelo Crivella e Marcelo Freixo). Lá a eleição se encerrou com o mais alto índice de votos em branco (4.18%), nulos (15,9%) e abstenções (26,85%).

Os números de abstenções, nulos e brancos foram maiores que as votações dadas aos candidatos vencedores em várias capitais, como Rio de Janeiro (2 milhões contra 1,7 milhão de Crivella), Porto Alegre e Belo Horizonte.

EM NOME DO CAPETA

É bom lembrar que lá também é palco do fundamentalismo religioso representado pela Igreja Universal do Reino de Deus, de Crivella, pastor e sobrinho de Edir Macedo, e da Assembleia de Deus Vitória em Cristo, do bispo ultraconservador Silas Malafaia que, após a vitória, berrou ao seu estilo extremista: Chora, capeta, chora, Freixo e chora PSOL. É, ou não é extremismo? Deus foi o nome mais usado na boca dos vitoriosos, e Ele já pediu pra ficar de fora dessa politicagem rasa.

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RICO EM DINHEIRO PARA AS CASTAS E TÃO DESIGUAL NO CORTE DOS GASTOS!

A PEC 241 dos 20 anos de cortes nos gastos públicos é o maior pecado mortal de todos os mandamentos fazendários de um país contra a educação e a saúde, principalmente a partir de 2018. É o método irracional mais simples de uma oligarquia burguesa egoísta para não bulir nas mordomias dos marajás entranhados há séculos nas três castas dos poderes. É mais um corte drástico da ração dada à plebe para que a deles continue vitaminada. É como rifar a criadagem para sustentar o castelo e seus reis e rainhas.

Ora, o Brasil tem o Congresso Nacional (um Senado que pode ser dispensado) mais caro do mundo (cada parlamentar gasta mais de 200 mil reais por mês, sem contar as assembleias e as câmaras de vereadores) e um judiciário (fora o Supremo Tribunal Federal) com 14 milhões de processos em tramitação que leva 79 bilhões de reais por ano dos contribuintes. A maior mentira é dizer que todos os poderes serão afetados.

O executivo tem milhares de comissionados e marajás que ganham salários indecentes se comparados aos de um mestre ou doutor, sem falar do mínimo passa fome que torna este país tão desigual, violento e injusto. As grandes fortunas e heranças não são tributáveis e o governo não quer cobrar as dívidas bilionárias dos grandes sonegadores porque dá muito trabalho e incomoda a elite que alicerça e sustenta o poder, ou os poderes. Nem tampouco o governo se dispõe realizar uma auditoria independente na dívida pública que já superou os três trilhões de reais.

Bastaria fazer esta manobra do cortar esta gordura obesa e cobrar de quem deve milhões e bilhões de reais e não seria necessário editar esta PEC do pecado mortal que vai garrotear mais ainda a educação e a saúde. O Brasil é um país rico em dinheiro onde as taxas de juros estão entre as mais altas do mundo e se tem uma das piores gestões de controle dos gastos, sem contar o criatório de monstros que se alimentam da corrupção.

No apertar da corda que já enforca o povo, vamos continuar pagando o máximo para um Estado que nos vai dar o mínimo do mínimo. Todo brasileiro que nasce já é por natureza um endividado, e os mais pobres quando morrem nos corredores dos hospitais, ou fora deles por falta de atendimento médico, não têm dinheiro para pagar os sete palmos do chão. É mais um Zé ninguém que se vai. A prática do genocídio serve de delírio para a elite.

Vamos citar aqui algumas distorções gritantes de uma política torta para manter a casta dos poderes, o monstro de três cabeças. A dívida pública brasileira chegou a três trilhões de reais em setembro com a colocação de títulos no mercado acima do valor gasto com o pagamento de títulos vencidos, além das despesas com juros.

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MAIS NACIONAL QUE MUNICIPAL

Quem não assistiu ao último debate político na televisão entre os candidatos a prefeito de Vitória da Conquista, José Raimundo (PT) e Hérzem Gusmão (PMDB) não perdeu nada porque os dois ficaram trocando farpas sobre qual partido mais se envolveu com a Operação Lava Jato do Petrolão.

Enquanto um apontava que seu adversário era candidato de Temer, Cunha e Gedel Vieira Lima, o outro retrucava que seu opositor era o representante de Lula, Dilma, Palocci, Dirceu e companhia, e assim foi quase todo o transcorrer das discussões. Dois telhados de vidro e um jogando pedra no outro. E eu que imaginava que isso não iria acontecer! Estava enganado!

Aliás, esse fenômeno adverso não ocorreu somente no debate de sexta-feira (dia 28/10), mas durante toda campanha, se acentuando mais no segundo turno, quando ai a política transcorreu mais a nível nacional que municipal, objetivo principal da disputa.

Sem projetos, planos e propostas concretas para o futuro desenvolvimento de Conquista em todos os setores, os candidatos se limitaram a colocações genéricas e a promessas de trabalho. A água e o aeroporto, como já era de se esperar, foram os protagonistas de toda campanha, mas o município demanda urgentemente de outros serviços como na área de mobilidade urbana, cujo o trânsito está travado.

Confesso que esperava uma campanha centrada nas questões locais do município, com apresentações de programas viáveis em termos econômicos e políticos, mas o que vimos foi bate-boca e acusações de ambos os lados. Creio que não era isso que a comunidade também queria ver, mesmo porque os dois partidos têm membros envolvidos até o pescoço na corrupção.

Para desalento nosso, pouco se falou, a não ser pelo alto, sobre cultura, segurança, trabalho e renda, agricultura e até mesmo da educação e da saúde, dois pontos críticos do município e de todo o Brasil. Agora é só aguardar que o eleito arregace as mangas e trabalhe com honra, ética e dignidade, nomeando secretários e auxiliares competentes e com mérito.

A ROSETA E O COMETA

Das bases espaciais, os cientistas que brincam de desvendar os ministérios e a origem do universo, pulam, se abraçam e festejam a lua de mel entre a roseta e o cometa cigano. Bilhões e bilhões de dólares são gastos em naves, foguetes e cápsulas ultrassofisticados para em breve pousar em marte e nele bilionários fazerem viagens de passeio, veraneios e até moradia.

Muito lindo o amor entre a roseta e o cometa com imagens explícitas de beijos e transas com direito a longos e inesquecíveis orgasmos dos terráqueos e dos enamorados. Tudo filmado e muitos aplausos dos deuses cientistas para as comoventes cenas dos momentos mais íntimos. Foi um amor à primeira vista e que seja “eterno enquanto dure”, como dizia o poeta.

Fico daqui a imaginar com meus botões o quê o cometa deve ter dito à roseta no memorável encontro? Certamente reclamou que estava sendo invadido em sua privacidade e que foi vítima de um beijo roubado e forçado. Mais ainda que a casa da roseta está suja, bagunçada e cada vez mais sujeita ao aquecimento. E quem são aqueles idiotas branquelos que batem palmas?

E a ai a roseta respondeu serem seus criadores que nunca conseguiram criar a felicidade, o bem-estar e a igualdade social. O diálogo não foi muito amigável quando a roseta passou a relatar os massacres e horrores do seu pequeno planeta azul que um dia foi gelado e que agora se derrete.

Falou das invenções, de prazeres do luxo, do consumismo e de coisas até boas, mas, pelo conjunto da obra, o cometa não se sentiu entusiasmado nem muito interessado em seus causos e estórias. Preferiu dormir e continuar a viajar pelo seu universo mágico e indecifrável.

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POBRE FUTEBOL DE CONQUISTA

Carlos Albán González – jornalista

O jogo tinha o rótulo de decisão. O Vitória da Conquista precisava vencer para passar às semifinais da Copa Governador do Estado, um torneio tipo caça- níquel, organizado pela Federação Bahiana de Futebol (FBF), para enganar os clubes chamados de pequenos, que passam o ano todo de “pires na mão”, buscando uns trocados. Numa tarde fria, com ameaça de chuvas, o Estádio Lomanto Júnior recebeu apenas 1.430 torcedores, que saíram satisfeitos com a goleada de 7 a 2  infligida ao Teixeira de Freitas, deixando nas bilheterias a insignificante quantia de R$ 3.915.

Tanto na política quanto no futebol, uma considerável legião de nordestinos troca o duvidoso pelo certo. Aqui, em Vitória da Conquista, por exemplo, deixando de lado a sucessão municipal, encaro como um absurdo trocar o verde e branco, as cores da cidade, pelo vermelho e preto, a linha do orixá Exu. Programar uma partida para o Lomantão, no mesmo horário em que a TV aberta mostra Flamengo x Corinthians, direto do reformado Maracanã, onde o rubro-negro briga pela liderança do Campeonato Brasileiro, é como apostar no prejuízo.

Da arrecadação de domingo passado no Lomantão, o famigerado time das despesas, que inclui até lanche para os policiais, que, por obrigação, devem manter a segurança dos eventos públicos, ficou com R$ 4.607. O Vitória da Conquista, detentor de quatro títulos do torneio, a grande atração do espetáculo, teve um prejuízo de R$ 796,85, que, somado aos R$ 266,80 do jogo anterior com o Fluminense de Feira de Santana, dá um total de R$ 1.063,65. Estou deixando de computar, porque me faltam dados, as despesas do jogo fora contra o Cajazeiras, além de transporte, alimentação, concentração, medicamentos e gratificação dos jogadores.

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O PONTO DA QUESTÃO

PARA CONFUNDIR

O programa eleitoral do segundo turno em Vitória da Conquista veio para confundir a cabeça do eleitor menos esclarecido, deixando um vazio em termos de propostas de trabalho para o município. É o que sempre digo que numa campanha política, a verdade é a maior vítima. Com montagens, informações falsas e propagandas enganosas, prevalecem as mentiras.

Os candidatos deveriam respeitar os eleitores, empunhando a ética e a seriedade em seus programas pagos pelo povo. Aliás, uma pena que a maioria da nossa castigada gente nem sabe disso. Tudo isso é resultado de um sistema desgastado que precisa urgentemente de uma reforma profunda e não de arremedos e remendos como se faz numa calça velha. Daí o descrédito nos políticos.

FIAÇÃO E AS ÁRVORES

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Mais uma vez passando por Juazeiro, não deixei de observar atentamente a cidade margeada pelo Velho Chico que continua a pedir socorro dos homens que aos poucos lhe ferem de morte. Vi que o perigo mora na Praça da Catedral entre galhos de centenárias árvores e a fiação da Coelba, podendo ocorrer uma tragédia de grandes proporções se a Prefeitura Municipal e a empresa de eletricidade não tomarem uma providência.

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Senti este perigo bem debaixo de mim no quarto do hotel onde me hospedei. Basta uma tempestade mais forte e tudo se arrebenta vindo a provocar um acidente grave. Por desleixo das autoridades, os fios de alta tensão passam entre os galhos das árvores que visivelmente estão comprometidas com o tempo, sem levar em conta as raízes que foram cimentadas. Os fios passam rentes às janelas dos edifícios. Dá muito medo!

CABEÇA DE PORCO

Será que o próximo prefeito vai ter coragem política de retirar aquela cabeça de porco que é o Terminal de Ônibus da Lauro de Feitas que enfeia a cidade de Vitória da Conquista, ou apenas vai dar uma maquiagem? Até quando vai continuar aquela poluição sonora e visual, sem contar as sujeiras das fuligens dos carros e ônibus? Bem que ali poderia se transformar num ponto de encontro noturno com calçadão e barzinhos culturais de música popular de voz e violão, galarias de artes, encontros de literatura e outras atividades artísticas, diferentes das muvucas da Olívia Flores e adjacências.

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NATAL LUZ DE CAETITÉ

A Prefeitura de Caetité, através da Secretaria de Desenvolvimento Social, está a todo vapor com os preparativos da oitava edição do Natal Luz – o Natal das Famílias. Em um trabalho coletivo, que conta com o apoio de equipes de todas as secretarias do município, peças estão sendo limpas e restauradas, outras novas confeccionadas.

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Para a secretária de Desenvolvimento Social, Cléia Montenegro, o Natal Luz tem o intuito de envolver os caetiteenses no espírito natalino, através da decoração da cidade. “Esse é um projeto que traz cores e brilhos às nossas praças, além de uma programação cultural que valoriza os laços familiares e a tradição local. Tenho muito orgulho de termos realizado desde o primeiro ano da nossa gestão uma iniciativa tão bonita, que encanta todas as famílias da nossa cidade”, destacou a secretária.

Diretoria de Comunicação de Caetité





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