O LUTHIER QUE DÁ VIDA À MÚSICA
Com calma e muita paciência, as guitarras, os cavaquinhos, bandolins, as violas, violões e outros instrumentos de corda, através das placas finas do jacarandá, vão tomando forma nas mãos de Gilberto Ribeiro Sousa, o luthier que há 30 anos faz o som emocionar e transformar pessoas nos acordes e nas vozes dos artistas da música em suas apresentações nos palcos da vida.
Na verdade, o primeiro sopro musical é de seu Gilberto quando dá por concluída sua arte de confeccionar instrumentos que vão ser as vedetes nos shows, concertos e festivais. Ao passar a viola ou o violão para o outro artista que vai atrair e levantar plateias, é dele a primeira afinação e o veredicto de que está pronto para encantar os ouvintes.
Pelas suas mãos lixando, moldando e juntando as madeiras de jacarandá, cedro ou pinho, a guitarra é como uma criança que nasce e vai crescendo com o músico até ficar adulta e ter os sucessos merecidos. Quando acontece um problema com o instrumento, leva um arranhão ou uma pancada, lá está o luthier como um médico de hospital para tratá-lo e fazer voltar aos palcos.
A depender das circunstâncias, das encomendas e das demandas por consertos, um instrumento pode levar de três a quatro meses para ser concluído, como apontou seu Gilberto para um violão quase pronto pendurado na parede de sua oficina de fabricar sons e dar vida à música, no alto do Guarani, na Rua João Gonçalves.
De profissionais mesmo em Vitória da Conquista, que há anos trabalham no ramo, só três são de credibilidade. Existem outros por aí que não passam de curiosos e não merecem confiança. Seu Gilberto Ribeiro conta que começou a profissão artística de luthier porque não deu certo na carreira musical de violinista. “Um dia disse para minha mãe: Vou fazer violão”, e aprendeu por conta própria.
Há 30 anos seu Gilberto trabalha construindo instrumentos, com muito carinho, como o bom sapateiro, o alfaiate, o relojoeiro, o ferreiro, o amolador de facas e outros profissionais da arte pouco admirados por aí no mundo atual das sofisticadas tecnologias que exigem pouco esforço e dedicação.
Nesse compasso da vida onde cada um precisa criar seu roteiro para sobreviver, o luthier vai, através da criação de seus instrumentos, dando notas ao som, como o maestro que rege uma orquestra dando a devida afinação, de modo a deixar a plateia encantada.
ENCONTRO COM AGRICULTORES FAMILIARES
Com o objetivo de fortalecer ainda mais a Alimentação Escolar em Caetité, a Diretoria de Fomento e Apoio Municipal (Difam) realizou na manhã dessa quarta-feira (25/01), no auditório da Casa Anísio Teixeira, uma reunião com cerca de 60 agricultores familiares do município.
O encontro contou com a participação da diretora da Difam, Auta Rosa Gotardo, e da Nutricionista, Angélica Fagundes. Na oportunidade, foi discutida a importância social e financeira do fornecimento de alimentos para a merenda escolar através da agricultura familiar, além de ter sido feito o cadastramento dos agricultores presentes.
Do total de recursos repassados do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), no âmbito do Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE), no mínimo, 30% deve ser utilizado na aquisição de gêneros alimentícios diretamente da agricultura familiar. Em Caetité mais de 42% dos recursos são utilizados para esse tipo de aquisição.
“Nosso objetivo é fazer com que esse percentual aumente ainda mais. Não estamos contentes com apenas 40%. Continuaremos servindo merenda escolar de qualidade do primeiro ao último dia de aula e contaremos cada vez mais com o apoio da agricultura familiar”, declarou o prefeito Aldo Gondim. (Diretoria de Comunicação de Caetité)
—
COMO ACONTECE A EUGENIA NO BRASIL DOS PODEROSOS
Durante séculos, desde o início da colonização, a elite capitalista brasileira sempre foi opressora, tirânica e nunca aceitou repartir os benefícios das riquezas com os mais pobres, principalmente com os negros que serviram de escravos sujeitos ao tronco e à chibata. É bom lembrar que a desigualdade no Brasil sempre foi estrutural, não resultado das crises.
Este poder capital egoísta dos donos absolutos da terra na forma dos coronéis e depois da burguesia urbana “progressista” comercial e industrial, porém conservadora, terminou por fincar no Brasil as raízes de um processo lento de eugenia através das profundas desigualdades sociais que vão eliminando os mais fracos.
No nazismo da Alemanha houve uma política pré-estabelecida de um partido que procurou fazer a depuração das raças ao condenar à morte milhões de considerados impuros. No Brasil, o próprio sistema exploratório e predatório de subjugação se encarregou de depurar e excluir as pessoas. Também tivemos e temos aqui nossos campos de extermínios.
Quando a coisa esquenta um pouco, esse pessoal da plutocracia fala em diálogo, só que os poderosos nunca abriram mão de nada e fecham o cerco todas as vezes que o pobre começa a ganhar um dinheirinho. Para disfarçar e enganar, criam secretarias da mulher, do idoso, do negro e agora inventaram a Secretaria Nacional da Juventude que cheira mais a fascismo.
Foi assim no Governo de Getúlio Vargas no seu segundo mandato a partir dos anos 50 quando os dominadores da riqueza acossaram o presidente e tentaram um golpe. Getúlio se suicidou em 54, mas eles nunca desistiram. Voltaram com toda força em 1964 contra as reformas de base e depuseram com tanques, fuzis e metralhadoras o presidente João Goulart.
No poder, os opressores generais, com apoio dos Estados Unidos e aval da burguesia oligarca nacional, impuseram o maior arrocho aos trabalhadores, aposentados e demais categorias desfavorecidas. Todos tiveram que sofrer calados. Milhares foram torturados e centenas mortos nos porões da ditadura. Com a tirania dos coturnos militares foi mais fácil praticar a eugenia.
Bastaram ocorrer as barbaridades de esquartejamentos nas penitenciárias do Norte e do Nordeste, regiões de baixo índice de desenvolvimento humano, para o secretário da Juventude dar uma declaração nazista, diz ele que neste ponto era um coxinha, de que deveria ter rebeliões todas as semanas, com mais e mais matanças. Na sua visão, só assim se acabaria de vez com a raça dos marginais, vítimas de uma sociedade individualista.
UM DISCURSO NAZISTA
Vamos ser claros e diretos, sem rodeios: O discurso ufanista e nacionalista da posse de Donald Trump na presidência dos Estados Unidos tem o odor do nazismo de Hitler quando assumiu a chancelaria da Alemanha em 1933.
Naquela época da Alemanha arrasada e destroçada pela I Guerra Mundial, o povo sem autoestima apoiou as ideias nacionalistas do primeiro ministro e deu sequência a uma série de ações que levaram milhões de judeus, ciganos e minorias à morte, inclusive em campos de concentrações.
A diferença agora é que os Estados Unidos não atravessam período de decadência. Pelo contrário, a economia cresceu, o desemprego caiu e a inflação é quase zero.
No entanto, existem muitas semelhanças entre Trump e o nazismo, como seu estilo discriminatório, o conservadorismo de boa parte da população e as investidas de censura do novo presidente contra a mídia que não lhe agrada.
Agora, no lugar dos judeus de Hitler, os mulçumanos, negros e os imigrantes em geral são seu alvos prediletos de ódio. A história e os bárbaros massacres se repetem, o que denota estarmos anos luz de alcançarmos a civilização humanista prevista pelos sociólogos, filósofos e otimistas de plantão.
Vejo o prenúncio de uma era mais turva e turbulenta, carregada de rancores e separações entre fronteiras através de muros. Como na Alemanha dos 30, os grandes conglomerados empresariais e os chefes das principais nações do planeta também apoiaram os primeiros atos nacionalistas de Hitler, inclusive a anexação da Áustria e a invasão da Polônia, e deu no que deu depois.
Para um povo pedante, arrogante e que se acha superior a todos como os norte-americanos, o discurso de Trump é mais gasolina na fogueira das vaidades. Como os republicanos conservadores dos Estados Unidos, os congressistas da Alemanha também deram seus votos de confiança nas loucuras de Hitler.
O PONTO DA QUESTÃO
A VELHA POLÍTICA CORONELISTA
Mudaram-se os métodos truculentos dos coronéis onde quem mais tinha terras, jagunços e capangas mandava mais na política, mas o jeito caduco de governar continua o mesmo, apenas com nuances mais modernas e sofisticadas, sem escancarar aquela força bruta dos fuzis de papo amarelo e do corta cabeças.
A começar pelo processo eleitoral dos favores e do assistencialismo, todo sistema continua arcaico e decadente. Enquanto perdurar o fisiologismo na política das horrorosas coligações de aluguel, do QI-Quem Indica, sem levar em conta o mérito e a capacidade das pessoas em cargos estratégicos, o poder público vai continuar um fracasso em suas ações sociais.
No fisiologismo, depois de eleito, o governante não passa de uma figura acorrentada às alianças e termina não realizando uma gestão mais técnica que política voltada para os anseios da população porque ele está cercado de incompetentes bajuladores, os chamados puxas-sacos.
Seus secretários também porque são obrigados a engolir auxiliares indicados pelos partidos da coalizão. É a chamada cota política dos que apoiaram a campanha. Entram ai os interesses particulares de cada um e não a coletividade. Este formato coronelista está ainda mais arraigado no interior.
CAMPEÃO DE PROJETOS
Bem que a Câmara de Vereadores de Vitória da Conquista deveria se espelhar no exemplo do vereador Everaldo Lopes dos Santos, o Beca, do PPS, em Salvador. Foi considerado o campeão de projetos. Lá, o parlamentar apresentou durante sua legislatura que se findou, 29 projetos contra 26 do atual presidente da Casa, Leo Prates, do DEM, e outros 19 do executivo.
Um dos projetos dá folga ao servidor no dia do seu aniversário e outro cassa o alvará do posto que adulterar o combustível. Vereador é para fiscalizar e legislar e não para dizer amém para o prefeito. Basta de tantas indicações e moções de aplausos, sem contar as discussões fúteis, superficiais e monótonas do tipo feijão com arroz de todo dia. Na Câmara também manda o fisiologismo onde praticamente inexiste o mérito dos assessores escolhidos. Resultado: não temos projetos, nem temos conteúdo. As sessões são vazias e sem importância. O povo vota por obrigação e a maioria pelo favor recebido, mas não acredita mais neles.
AUDIÊNCIA ANTES DA LICITAÇÃO
Não entendi essa de se fazer uma audiência pública para construção da Barragem do Catolé antes da licitação da obra. Só pode ser mais um esquema da política para enganar o povo que há anos sofre com a escassez de água em Conquista. Não vamos repetir os governos passados que fizeram inúmeras reuniões e assinaram papéis fajutos sem nada de concreto, só palavreado.
Como perguntar quando será iniciada a obra se ainda nem lançaram a licitação? Basta de enrolação! Outra questão é que estas audiências públicas servem para formalizar o projeto que já vem pronto lá de cima. Depois falam em democracia participativa. É por estas e outras que as nossas instituições caíram no descrédito.
AOS TRANCOS E BARRANCOS NAS MORDOMIAS DOS PODERES EM DESORDEM
Com as férias da força tarefa da Operação Lava Jato, do legislativo e do judiciário, os pequenos sinais de melhora da economia passaram a ocupar os espaços da mídia nacional, principalmente a televisiva (somente interrompidos com as matanças nas penitenciárias), como se tudo isso fosse curar as feridas lacerantes da crise política, moral e ética que historicamente levou nosso país a viver aos trancos, barrancos e reboques.
A impressão que se tem é que basta a economia crescer um pouco com a queda da inflação, dos juros e do desemprego para que se esqueça de vez a praga letal da corrupção praticada pelos membros da organização criminosa instalada nos três poderes da República. É justamente isso que os inimigos da Lava Jato do governo Temer estão pretendendo fazer. Este desejo está escrito na testa deles, incluído aí também os quadrilheiros dos governos petistas.
Se for para zerar as sujeiras e livrá-los da cadeia, todos eles, progressistas e retrógrados, coxinhas e mortadelas se unem contra a população, e ai o Brasil continuará na base do tranco e do reboque como vem sendo assim desde os tempos coloniais. Agora mesmo saímos do ruim e entramos no pior incerto e perturbador cheio de injustiças e atos medievais como as masmorras e as decapitações nas penitenciárias. Esta esquerda e esta direita tupiniquim acabam nos levando para os piores dos infernos.
O presidente mordomo reconheceu que os poderes estão em desordem e resolveu chamar as forças armadas para controlar as penitenciárias, um prenúncio de que elas também podem tomar as ruas. Conforme preceitua um artigo da Constituição (este artigo foi colocado pelos militares em fim da ditadura), em caso de desordem social e política as forças armadas podem entrar em ação para colocar ordem na Casa. No caso das prisões não vai também resolver o problema. Como não existem mais lideranças, vamos ter que importar um presidente.
Um leitor de um jornal da capital escreveu que existe muita similaridade entre facções criminosas dos presídios e o Congresso Nacional com seus partidos. Eles implicam prejuízos para o erário contra o povo “que paga com impostos essas pocilgas”. Nos presídios acontecem os motins e rebeliões sangrentas com centenas de assassinatos violentos. No Congresso também ocorrem motins e rebeliões, mas por cargos, dinheiro e poder.
O ideário neoliberal é seguido por países de economias fortes que se tornaram mais empoderados (palavra mais usada em 2016) com a globalização. De forma paradoxal, um país pobre como o Brasil adota o neoliberalismo, com a retórica de modernização nas relações entre capital e trabalho onde o mercado é o protagonista e o social o figurante.
O Estado do Bem-Estar Social se derrete com as medidas draconianas da Previdência Social (afastamento das aposentadorias), redução dos direitos trabalhistas (parcelamento de férias), negociação livre entre patrão e empregado, contratos temporários e a terceirização das atividades-fim que nada mais é que uma escravidão onde o operário se submete a ganhar o mínimo em condições degradantes nos serviços.
Agora vejamos bem como eles (os políticos e governantes em geral) nem estão aí para o resto dos injustiçados que recebem as migalhas de seus banquetes, para os mais de 12 milhões de desempregados (podem chegar a 13 milhões em 2017) que estão passando fome, para as profundas desigualdades sociais advindas, principalmente, da falta de uma educação de qualidade e para as penitenciárias que se transformaram em casas de horror onde facções degolam e esquartejam facções.
CAETITÉ REALIZARÁ ENCONTRO DE TERNOS DE REIS E VIOLEIROS
Um momento de fé e cultura que traz muita alegria para o povo caetiteense.
Por uma iniciativa da Prefeitura de Caetité, através das Secretarias Municipais de Cultura e Desenvolvimento Social, o município será palco, no dia 08 de janeiro de 2017, da 31ª edição do Encontro de Ternos de Reis e Violeiros.
O tradicional evento terá seu início com um desfile, às 08h na Praça da Catedral e contará com uma programação especial ao longo de todo o domingo.
Confira a programação completa:
- 08h – Chegada na Praça da Catedral
- 08h30 – Desfile
- 09h30 – Benção dos Reseiros
- 10h – Abertura
- 15h – Festival de Viola
- 18h30 – Encerramento
Participe desse emocionante momento cultural do nosso município, que será apresentado por Luiz Benevides e Zé Vieira. (Diretoria de Comunicação Social)
COMO COMEÇOU O SARAU DO VINHO VINIL
Era para ser uma simples reunião de uns poucos amigos, mas se tornou uma festa. Foi a reunião de sexta feira (23/07/2010) na casa do jornalista Jeremias Macário regada a vinhos finos e vinis. A ideia partiu do fotógrafo D’Almeida para ouvirmos os maravilhosos vinis da coleção de Jeremias que ele guarda com muito carinho. E aí começou a sessão. Velhas canções italianas (Tornero), francesas, (Aline) espanholas e tangos argentinos dos saudosos anos 60/70 do século passado. Os tira-gostos rolavam a todo instante. Castanha do Pará, amendoins, frango desfiado, mortadela, salsichas e queijo de várias qualidades e sabores. Daí começou a chegar os convidados e cada um trazendo uma garrafa de vinho. Os vinis foram mudando de país e de ritmo. E aí alguém disse: “toca Raul”, e o discotecário não se fez de rogado, meteu na radiola a chamada. “Viva a sociedade alternativa”. Foi o início do rock roll que estava para acontecer naquela noite.

Este texto foi postado pelo companheiro MannodiSousa em 27 de julho de 2010. De lá para cá se passaram seis anos e o Encontro do Vinho Vinil se transformou num grande sarau entre amigos artistas da música, da poesia, do cordel e da literatura. Durante esses anos vários temas rolaram, sempre nas noites de sábado. Na roda entraram Vinicius de Morais, Milton Nascimento, Geraldo Vandré, Bob Dyllan, os tropicalistas, Patativa, Luiz Gonzaga, Humberto Teixeira, Afrânio Peixoto, Neruda e outras discussões no campo da política, da economia e da cultura em geral.
A sintonia sempre foi forte em nossos encontros que não ficaram somente nos vinhos e nos vinis. A música popular brasileira tomou conta do espaço cultural, hoje denominado de Cascalho, com o suporte do Blog Aestrada. Como não poderia deixar de ser, outros ingredientes, como a cerveja e uma cachacinha entraram no cardápio diversificado trazido pelos participantes mais assíduos, como o professor Itamar Aguiar, Moacir Morcego, Marta Moreno, Mano Di Sousa, Walter Lages, Dorinho, Cleide, Jésus, Baducha e muito mais gente que vai se juntando ao grupo que vara as noites nas cantorias. A anfitriã da casa, Vandilza Gonçalves, sempre recebeu todos muito bem com sua graça, alegria e sorriso.
O último sarau aconteceu no dia 17 de dezembro de 2016 e contou com mais de 30 pessoas embaladas por canções e recitais de poemas, sem contar o bom papo de causos e piadas, pois nunca faltaram o improviso e o talento, principalmente depois de uma taça de vinho e um tira-gosto. Outros irão acontecer neste ano de 2017, com mais inovações, como exposição de fotografias e artes plásticas, tudo por conta dos frequentadores. São noites memoráveis na maior harmonia, por mais que os ânimos se exaltem nos debates. Já temos no espaço cultural um painel de fotos históricas, desde o início do Vinho Vinil de 2010, registrado por Mano Di Sousa.
O PONTO DA QUESTÃO
MAIS POLÍTICO QUE TÉCNICO
Esperava-se uma equipe mais técnica que política do novo prefeito eleito de Vitória da Conquista, Hérzem Gusmão. Diante da crise econômica que se prolonga, 2017 não vai ser nada fácil, o que requer gente mais preparada e experiente para fazer os devidos ajustes que serão necessários. Diante das dificuldades de recursos, os novos secretários vão ter que trabalhar com mais criatividade, numa interação constante com os principais segmentos da sociedade e setores privados.
As finanças da Prefeitura Municipal não andam nada boas, tanto que o ex-prefeito Guilherme Menezes teve dificuldades para pagar o funcionalismo, deixando de fazer o Natal da Cidade, um evento que fez muita falta no final do ano de 2016, já que Conquista tem poucas opções de lazer e cultura. Para fechar as contas, ele teve que demitir, com antecedência, cargos de confiança. O décimo terceiro, por exemplo, saiu bastante apertado.
Vamos esperar para ver no que acontece, mas a impressão que deixa é que não vai demorar muito e o novo prefeito vai ser obrigado a fazer uma reforma administrativa mais consistente à altura dos problemas da cidade. Sempre digo que Vitória da Conquista, a terceira maior cidade da Bahia, cresceu muito e não comporta mais projetos paliativos e de resoluções imediatistas.
A questão hoje não é apenas manter as ruas limpas e pagamentos em dia. Hoje são enormes as demandas nas áreas da saúde, da educação e dos transportes, principalmente, sem falar do suporte na cultura (precisamos de uma política cultural). Governar o município hoje não é a mesma coisa de há 30 anos. Não é somente atender as carências mais urgentes. Tem que haver um planejamento a médio e longo prazo.
ENTREGOU A DEUS
Deu a louca no prefeito de Guanambi, Jairo Magalhães! Numa canetada só o evangélico derrubou o Estado Laico e colocou Deus como executivo e tesoureiro da prefeitura. O Onipotente deve ter dito lá do alto: Mas, meu filho, você foi o eleito e tem por obrigação descascar seu abacaxi. Se vire, cabra! Talvez se sentindo incapaz de gerir o caos, o novo prefeito achou melhor entregar as chaves do município a Deus. Mesmo assim, se achou rei ungido por Deus ao decretar sua palavra irrevogável. Numa tacada só, seu decreto ofendeu todas as religiões e credos. Deu um branco, ou ele foi sabido? Qualquer coisa errada é só dizer que foi Deus que quis, ou mandar que rogue a Ele. Os políticos estão mais cercados de bajuladores do que assessores competentes que corrijam seus chefes nas horas certas, para que não façam besteiras demais.
NORTE TEM MAIORES SALÁRIOS
Este nosso Brasil é mesmo um paradoxo cheio de contradições. Por incrível que pareça, os salários públicos na região Norte são maiores 31% que os pagos no sudoeste do país, bem mais rica. Por outro lado, a remuneração na iniciativa privada é mais baixa em 4% do que a pública. Excluindo Brasília, onde estão alojados os marajás, o Norte lidera o ranking das maiores diferenças do Brasil entre salários públicos e privados, segundo estudos do Forum de Economia da Fundação Getúlio Vargas. Mesmo no Nordeste, um funcionário com ensino médio ganha 108% mais que o da iniciativa privada. No ensino superior, a diferença é de 76% a mais. Um empregado público do fundamental ganha 62,5% a mais que o do setor privado.
TEMPO DE EMBEBEDAR JUMENTOS
Num filme iraniano, comerciantes dão bebida aos cavalos para que eles possam romper a longa travessia de neve na fronteira com o Iraque. Faz lembrar o Brasil onde os dirigentes políticos passam o tempo embebedando os súditos com festas, muita cachaça, cerveja, orgias e consumismo para que o povo consiga vencer as crises econômica, política e moral, sem muito reclamar, e ainda com esperança de dias melhores. Somos jumentos de carga que embebedados suportam as intempéries para dar mais lucros, mordomias e boa vida às castas privilegiadas. Até quando vamos ser jumentos? Vem ai o carnaval que faz esquecer as corrupções, os desmandos e a fronteira violenta das PECs.
AS MENINAS DE CONQUISTA ENTRAM EM CAMPO
Carlos Albán González
O futebol conquistense venceu a última competição oficial de 2016 promovida pela FBF. Pela quinta vez o Vitória da Conquista ficou com a Taça Governador do Estado. Agora, será a vez das garotas. A partir do próximo domingo, às 16 horas, no Estádio Edvaldo Flores, o Juventude inicia a disputa – o segundo jogo está marcado para o dia 15, em Salvador – contra o Vitória, pelo título de campeão baiano do ano passado. As jovens conquistenses, que estão pedindo o apoio dos desportistas locais, principalmente do público feminino, cumpriram a seguinte campanha no decorrer do campeonato: seis vitórias, um empate e duas derrotas.
Quem não conhece o Juventude, que adotou o verde e o preto no seu uniforme, aqui vão algumas informações: fundado em 6 de agosto de 2012 pelo ex-zagueiro Claudir de Oliveira Prado, campeão brasileiro de 1988 pelo Bahia, o clube veio atender às reivindicações de centenas de adolescentes que, nos finais de semana, se misturam aos meninos nos babas disputados em quadras e campos da cidade. Essa iniciativa contou com a ajuda do ex-prefeito Guilherme Menezes, homenageado pelo clube com uma placa de agradecimento, dias antes de deixar o cargo.
Uma espécie de faz-de-tudo (de presidente a técnico), Claudir atendeu aos apelos das jovens futebolistas. Na primeira “peneira” realizada no Estádio Lomanto Júnior compareceram 360 candidatas com idade acima dos 16 anos. Depois de horas de observação, foram selecionadas, inicialmente, 160, elenco reduzido hoje para 54 moradoras das zonas rural e urbana, que têm como fonte de inspiração a conterrânea Formiga e a alagoana Marta..
Em menos de quatro anos de fundado o Juventude foi inscrito na FBF, estreando em 2015 em competições oficiais. O objetivo de Claudir é representar a Bahia no Brasileiro (sub 20 e adulto) de 2018, vaga ocupada hoje pelo São Francisco do Conde, campeão baiano por 14 anos consecutivos.
Futebol masculino :: LEIA MAIS »



















