SALVABOA
Nova versão, de autoria de Jeremias Macário
SalvaBoa, navegar de saveiro!
Conhecer um Terreiro;
Velha e antiga Lisboa,
Onde nasceu o fado;
Misturar Amado com Pessoa;
Em Belém, com muita fé,
Mirrar a Torre, comer pastel,
Ou passear pelo Sodré.
Da Piedade, São Bento/Pelourinho;
Chile, Praça de Thomé,
Na Salvaboa, em todos cantos,
Olhando cada pedacinho;
O mar de Todos os Santos;
Soledade a Liberdade,
Pode-se ir a pé, numa boa,
Vendo Lacerda/Catedral da Sé.
Do Contorno da Gamboa,
Lembro da minha Lisboa,
Dos azulejos no casario;
De Nazaré, como quiser,
Ou do Canela a Paralela,
Corre-se noite e dia,
Pra preencher o vazio,
Desse PIB que diluiu.
De Ondina-Amaralina, coroa,
Passe uma “Tarde em Itapuã”,
Do poetinha, o seu fã,
No céu azul da Salvaboa.
De lá, vá ao Abaeté;
O avião rasga o vento;
Esqueça o senhor tempo;
Ouça o samba e o axé,
Ou o relincho do jumento;
Siga até o aeroporto,
Pelo túnel do bambuzal,
E leia notícias do jornal.
ELEIÇÃO PARA ARTES CÊNICAS E O DEBATE SOBRE O PLANO MUNICIPAL DE CULTURA
Nesta quinta-feira (dia 03/03), a diretoria do Conselho Municipal de Cultura vai proceder a eleição para os membros (titular e suplente) do eixo 3 (artes cênicas – teatro, dança, mímica, cinema, audiovisual e circo), os quais renunciaram aos seus cargos.
O pleito será realizado às 14 horas, na sede do Memorial Regis Pacheco, sob a condução da comissão constituída por Jeremias Macário, Marley Vital, Valéria Vidigal, Rosa Aurich e Armênio Santos. Esperamos contar com a presença dos artistas conquistenses do setor para compor o nosso Conselho de Cultura. Os eleitos serão, imediatamente, integrados ao colegiado.
Na segunda-feira, dia 07, às 18h30min, no mesmo local, será realizada reunião ordinária do CMC, e um dos debates importantes da pauta será a criação do Plano Municipal de Cultura que irá nortear as diretrizes básicas da nossa cultura em Vitória da Conquista.
É o primeiro passo, porque a constituição de um plano demandará certo tempo, mas o propósito da nova diretoria do Conselho é deixar esse projeto concluído para a posteridade até o final do seu mandato, no próximo ano. Como sabemos, Conquista nunca elaborou seu plano cultural, e essa será uma tarefa árdua, mas possível de ser concretizada, inclusive com apoio da Secretaria de Cultura, Turismo, Esportes e Lazer.
DISCRIMINAÇÃO ESCANCARADA
Agora, ficou bem escancarada a discriminação e a seleção étnica racial entre os próprios refugiados ucranianos e por parte das nações vizinhas. A entrada em outros países é por raça e cor, ficando os negros como últimos da fila. Está bem clara a prática nazifascista da Alemanha de Hitler durante a II Guerra Mundial. Uma vergonha!
Conforme citei, os refugiados árabes da Síria, do Iraque, do Afeganistão e africanos foram rejeitados e banidos pelos mesmos europeus que hoje recebem os ucranianos com plaquinhas de doações e abrigos decentes. Os outros foram simplesmente enxotados, encurralados e tratados como escória e lixo.
Outra marca dessa guerra é a carga de mentiras de ambos os lados, mas, principalmente, pelo mundo ocidental, que sempre baixou a cabeça para as invasões dos Estados Unidos na América Latina, na Ásia e outros continentes, inclusive apoiando ditaduras que são de seus interesses econômicos e políticos.
Sobre este assunto, meu amigo e companheiro jornalista, Carlos Gonzalez, fez a seguinte observação:
Seu comentário de hoje (ontem, dia 20/02) está recheado de verdades. Acrescentaria somente o seguinte: as pedras dos palestinos, expulsos de seus territórios, pelas balas dos israelenses, presenteadas pelos EUA; os mísseis de Israel lançados contra escolas e hospitais da Palestina e do Líbano; soldados americanos armados, em vez de médicos e enfermeiros, que invadiram o Haiti após um dos maiores terremotos da História; a manutenção de uma prisão em Cuba, destinada a receber e torturar supostos terroristas; e, por fim, as bombas atômicas, que o mundo não esqueceu, lançadas contra Hiroshima e Nagasaki, cidades japonesas habitadas unicamente por civis.
É isso mesmo, Gonzalez, todos nós somos contra a qualquer tipo de guerra que só causa sofrimento e dor, e não compactuamos com intervenções em outros territórios. Defendemos a soberania de qualquer povo, mas volto a afirmar que os Estados Unidos não têm e nunca tiveram moral de condenar seus opositores, e foi bom você colocar a questão da Palestina, contra a qual os israelenses não cedem as terras ocupadas e praticam ali um verdadeiro massacre humano, com o consentimento dos ianques e seus aliados europeus.
“EU SÓ QUERIA ENTENDER”
Como falava o personagem do “macaco” num programa humorístico de Jô Soares, “eu só queria entender”, quando algum ato era esdruxulo e contraditório. No Brasil, existem coisas que não dão para entender. São os chamados absurdos da Bahia, comentado pelo ex-governador Otávio Mangabeira.
Essa de feriado durante o carnaval, que não pode ser realizado por causa da pandemia, é uma delas onde “eu só queria entender”. O decreto da prefeita de Vitória da Conquista, Sheila Lemos, assinala que um dos motivos do feriado é para economizar gastos. Será que compensa mesmo em relação às perdas com a arrecadação e os usuários que deixam de ser atendidos?
Outros argumentam que os feriados beneficiam o fluxo do turismo que movimenta mais dinheiro. Como ficam os outros setores que param suas atividades? É o mesmo que cobrir um santo e deixar o outro descoberto. Se for colocar na balança das finanças e da produção de bens, perde mais o Brasil.
E quanto as pessoas que entram na onda do viajar e ficam endividadas até o pescoço? E os acidentes com mortes nas estradas que aumentam? A criminalidade também. A maior vantagem fica para os bares, restaurantes, hotéis, vendedores ambulantes e agências de viagens.
Repetidas tantas vezes, o Brasil tem muitos feriados, talvez bata o recorde em comparação a outros países. Nesse nosso rico pobre país, os brasileiros precisam trabalhar mais e passear menos. Menos muvucas e mais atividades, mas o povo insano gosta e cai dentro.
Temos uma desigualdade social monstruosa, e um grande déficit na educação e na saúde. A inflação está aí a todo vapor e se alimenta mais ainda nesses feriados. Enquanto uns ficam mais ricos, outros aprofundam a pobreza. A ressaca chega depois no monte de contas de início de ano.
Como não tem o carnaval para evitar a infestação do vírus, o mais coerente seria que tudo continuasse no normal. Esses feriados propiciam mais aglomerações em festas, praias, restaurantes, pontos turísticos, aeroportos, rodoviárias e outros locais.
Como consequência, pode ocorrer uma nova onda, com mais despesas para o poder público na área da saúde. Mais um motivo para quebrar o argumento de que fortalece o turismo e corte de despesas nas repartições públicas. É aquela velha história: “Me engana que eu gosto”.
Eu continuo com aquela pergunta do “macaco”: “Eu só queria entender”! Além da educação que é vital para o desenvolvimento econômico e social de qualquer país, o trabalho afinco entra como mola propulsora para tirar uma nação do seu atraso.
Mirem no exemplo da Alemanha que saiu de duas grandes guerras e se tornou potência com o trabalho. O Japão, a Coréia do Sul e a China também são outros exemplos a serem seguidos. Portanto, eu só queria entender esses decretos, mas tem muito mais coisas no Brasil que a nossa vã filosofia não consegue compreender. São coisas que me deixam perplexo, como certas leis que nunca vigam e medidas descabidas e paradoxais.
AS DIFERENÇAS ENTRE REFUGIADOS E UM SER HUMANO DISCRIMINATÓRIO
Numa guerra, a maior vítima é a verdade, conforme já se pronunciou um certo historiador, mas o que pretendo falar mesmo é sobre o tratamento dado entre refugiados de etnias diferentes, no caso os ucranianos em fuga de uma guerra sob invasão da Rússia, e o povo árabe, como iraquianos, afeganistões, sírios e africanos quando também foram vítimas de perseguições. Estes últimos foram isolados em campos de concentrações.
Os sofrimentos e as angústias interiores em uma guerra são os mesmos, mas destaco aqui as diferenças entre refugiados, e como o ser humano é discriminatório e racista quando se trata de etnias ditas inferiores e consideradas eixo do mal, como disse, certa vez, o presidente Busch, dos Estados Unidos. Por estar envolvida diretamente em cobrir os fatos do dia-a-dia, a mídia não chegou a mostrar esses dois lados cruéis.
As imagens mostram os refugiados ucranianos saindo de carros, ônibus ou trens, arrastando malas chiques, bem vestidos e sendo recebidos pelas estradas e fronteiras com doações de alimentos, água e provimentos necessários para continuarem suas jornadas. Nos países limítrofes são bem recebidos, e seus líderes já se pronunciaram que as portas estão abertas. Não há barreiras.
Agora, alguém aí lembra da precária situação dos refugiados sírios, afegãos, iraquianos e africanos do norte do continente se retirando das guerras e da fome, por terra e por mar? Com suas mochilas e trouxas (muitos nem sem isso), eles vagavam maltrapilhos e esfarrapados pelo deserto até os campos de concentração de cercas de arame farpado, na Turquia e nas ilhas gregas.
Milhares se aventuraram por campos e montanhas perigosos até as fronteiras de países europeus, principalmente do leste oriental onde foram expulsos brutalmente à força, com tiros e gás lacrimogênio. Com raras exceções, como na Alemanha de Ângela Merkel, no popular, esses refugiados árabes foram recebidos com um pé na bunda, como na Hungria e na Polônia que construíram muralhas e cercas elétricas com arames.
Por questões puramente étnicas, diziam que eles eram assassinos, ladrões, gente ruim e até terroristas, que iriam impactar o ambiente social e comportamental de suas populações. Na verdade, eram vistos pelos Estados Unidos e pela Europa como perigosos e baderneiros. Muitos morreram no meio do caminho, a grande maioria afogados no mar quando tentavam chegar ao litoral europeu.
Basta de tanta hipocrisia e falsidade! No momento atual, no caso da Ucrânia (não vou aqui entrar no mérito da invasão russa), os negros e pessoas de cor que moram naquele país oriental estão sendo barradas nos transportes e nas fronteiras. Somente os brancos estão tendo acesso e recebem abrigos “confortáveis” se comparados com os campos de concentração oferecidos aos refugiados árabes e africanos. São imagens que mostram o outro lado podre da moeda.
A discriminação racial e étnica está em toda parte, e isso é uma mancha ou nódoa, impregnadas na pele das pessoas, desde o início da humanidade. Está na história dos povos. Os ucranianos, desde que brancos de olhos azuis, são tipos de refugiados bem-vindos, ao contrário das etnias árabes e africanas que foram pisoteados e escorraçados como animais ferozes.
Quanto a invasão em si, a Rússia e pais algum têm o direito de violentar a soberania de outra nação, com justificativas históricas que não convencem. A Rússia carrega o DNA de ser império desde os tempos dos czares. Vlademir Putin incorporou o espírito de Stalin. O mesmo vale para Estados Unidos que não têm nenhuma moral de simplesmente condenar os russos.
A história está recheada de violações dos norte-americanos nos países da América Latina, para implantar suas ditaduras, nas Filipinas onde praticaram um verdadeiro massacre e, mais recentemente, no Iraque e no Afeganistão. Sempre expandiram seu poderio militar para impor seus regimes e tirar proveito econômico, roubando as riquezas dos outros.
CURIOSIDADES NO TRÁFICO DE ESCRAVOS
O livro de Laurentino Gomes, “ESCRAVIDÃO” mostra muitas curiosidades do tráfico negreiro, muitas das quais de horror, mas que precisam ser conhecidas por historiadores, estudantes e todos brasileiros sobre o que aconteceu nos quase 350 anos de escravidão no Brasil.
Vamos aqui destacar algumas delas:
No auge do tráfico, por volta de 1780, os cativos eram capturados e comprados ao longo do litoral africano, numa extensão de quase seis mil quilômetros de cumprimento por mil de largura, da atual fronteira da Mauritânia com o Senegal até o sul de Angola. Nas décadas seguintes, essa faixa costeira se estenderia por outros quatro mil quilômetros, com a inclusão de Moçambique no roteiro do Brasil.
O banco de dados Slave Voyages registra que havia um total de 188 portos de partida de cativos no continente africano. Vinte deles respondiam sozinhos por 93% de todo tráfico no Oceano Atlântico. Até início do século XIX, o tráfico era o maior e o mais internacional de todos os negócios do mundo.
A rede de interesses envolvia agentes comerciais e controles contábeis das transações, uma estrutura de fornecimento de água e comida, e até instituições religiosas para batizar e catequizar os escravos. Abrangia ainda seguradoras, estaleiros e armadores, bancos de crédito, empresas de transportes que forneciam navios, apoio logístico, além de um complicado esquema burocrático.
Na economia escravagista, havia até um negócio paralelo tão transgressor que nunca recebeu destaque na história, que era a reprodução sistemática de cativos, com objetivo de vender as crianças, como se comercializa animais. Ocorreram experiências conduzidas em Portugal, Espanha e nos Estados Unidos. Uma delas aconteceu no Palácio Ducal de Vila Viçosa, sede dos duques de Bragança a partir do fim da União Ibérica, em 1640, com a ascensão de D. João IV ao poder. Havia um centro de reprodução de escravos.
Sobre as comparações de preços, Laurentino cita que o tráfico era uma atividade altamente organizada, sistemática, complexa e tão arriscada quanto lucrativa para seus investidores. Alimentava uma vasta rede de compradores, vendedores e fornecedores de serviços, produtos e suprimentos ao redor do mundo.
Entre as mercadorias brasileiras mais valorizadas no tráfico estavam a cachaça, tabaco, couro, cavalos, farinha de mandioca, milho, açúcar, carnes e peixes secos e salgados, além de ouro e diamante contrabandeados. Um historiador calculou que a cachaça foi responsável pela aquisição de 25% de todos escravos traficados da África para o Brasil entre 1710 a 1830. Somados, a cachaça e o tabaco, serviram para adquirir 48%, quase a metade de dois milhões e 27 mil cativos que chegaram vivos ao Brasil entre 1701 e 1810, segundo Luiz Filipe de Alencastro.
Durante décadas, a coroa portuguesa proibiu o uso da cachaça na compra de escravos, para não prejudicar a concorrência dos vinhos produzidos em Portugal. Nada adiantou porque passaram a fazer negócios clandestinos, principalmente em Angola.
Uma devassa feita pelo governo português descobriu que o governador de Angola, João da Silva e Sousa, era dono de quatro navios que levavam escravos de Angola para o Brasil e, na volta, iam carregados com pipas de cachaça.
A organização do negócio negreiro chegou a tal ponto que os traficantes da Bahia tinham sua própria irmandade e seu santo de devoção, que era São José, cuja imagem podia ser vista na pequena igreja de Santo Antônio da Barra, em Salvador. Vamos ter mais curiosidades nas próximas postagens da Coluna de Livros.
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FARTURA TEMPORÁRIA
Se nunca deram importância para a revitalização e recuperação ciliar das margens do Rio São Francisco, o “Velho Chico”, castigado há séculos pelas mãos predadoras do homem, imagine agora que ele está cheio pelas chuvas fortes que bateram nos últimos meses em seus afluentes de Minas Gerais e Bahia! A mídia faz festa de imagens dizendo que tudo é fartura, mas não questiona que essa bonança pode ser temporária. Esquecem que há dois ou três anos, o “Velho Chico” estava seco e pedindo socorro, como um doente terminal de UTI. Basta São Pedro mandar chuvas, para não mais se falar em processo de recuperação e revitalização! É mais um motivo para acomodação com a Barragem de Sobradinho transbordando mais de três mil metros de água por segundo. E quando vier uma nova seca? Com certeza, toda essa fartura vai se acabar, e o nosso rio nordestino pode até morrer de vez! Vamos, então, ouvir aquela mesma lengalenga e lamento de sempre, de que é preciso tomar providências urgentes para salvar o “Velho Chico”. Até quando vamos ficar dependentes do tempo da abundância das chuvas? Essa fartura pode apenas ser temporária!
NAS TRINCHEIRAS
NAS TRINCHEIRAS
De Danilo Jamal, em seu livro “POESTO – Ação Direta”. O autor é um artista de rua, poeta inquieto, ousado, contestador e engajado com questões concernentes à comunidade negra, principalmente periférica, segundo palavras de Marilza Oliveira, que prefaciou sua obra.
Pelas trincheiras da sociedade
Observando o submundo da maldade,
Dói a realidade…
Embora tudo isso seja verdade,
Existe algo que nos trava.
Falta mais sentimento…
Muito mais alma
Para sairmos da fornalha
Que queima os corações sofredores.
Digam-me senhores,
Felizes com seus horrores?
Mas é isto.
A massa gosta de atores.
OS NEGACIONSITAS ATACAM
Em Salvador, na Unidade de Saúde da Família, no Bairro de São Cristóvão, uma mulher atirou pedras contra os trabalhadores após ser orientada a usar máscara nas dependências do posto. Não é somente um caso isolado, mas outros estão ocorrendo contra profissionais da saúde durante essa maldita pandemia.
Nem precisa dizer que se trata de um absurdo nos tempos de hoje, em pleno século XXI, mas isso reflete o mau exemplo que o dito cujo capitão-presidente faz com suas aglomerações e até tirando máscara de criança, sem contar o incentivo ao uso de armas; dizer que não vai vacinar sua filha; destruição do meio ambiente; e comportamentos racistas, homofóbicos, intolerância religiosa e misóginos.
Numa casa onde o pai não dá o devido exemplo, a probabilidade da família (ainda fala de família, pátria e tradição) ser desajustada é bem maior. Ele dá a senha, e aí arrebanha milhões de seguidores, principalmente num país de maioria inculta e sem instrução. Os enrustidos, como os fanáticos evangélicos, saem do armário, e atacam com violência.
Aqui mesmo em Vitória da Conquista, num posto de saúde, vi uma mulher debochar do funcionário porque ele tentava ordenar o distanciamento da fila de vacinação. Simplesmente, ela disse que não adiantava em nada, e tanto fazia juntos como separados, a Covid pegava. Outro resistiu não redar pé do lugar em que estava.
Na capital baiana, a situação está tão grave nas unidades de saúde, que se criou o movimento “Parem de Agredir”! A mobilização do Sindicato dos Servidores da Prefeitura de Salvador tem o objetivo de chamar a atenção do poder executivo, no sentido de garantir segurança aos funcionários.
Um profissional chegou a dar uma entrevista afirmando que as agressões têm sido constantes. “Hoje a gente vem levando até tapa na cara, soco na boca e pedradas (coisa da Idade Média, ou da Antiga mesmo). Para coibir esses atos, a Prefeitura Municipal solicitou aos órgãos de segurança a realização de rondas ostensivas nas regiões dos postos de saúde.
Como pragas do Egito, os negacionistas e fanáticos estão em todas as partes para confundir os incautos. A morte de um idoso vacinado é um prato cheio para eles irem soltando suas fake news. De imediato, apontam o dedo de que foi a vacina que matou, ou que ela em nada adiantou.
Não querem nem saber do histórico de doenças da pessoa, ou se o falecido estava com a imunização completa. Tem muitos que vieram a óbito porque resistiram se vacinar lá atrás e, somente agora, resolveram tomar a primeira dose.
É a chamada turma dos atrasados, sem o reforço, que está totalmente desprotegida. Outros, quando chegam no hospital, têm vergonha de falar que não estão vacinados. Tomei as três aplicações nas datas certas; tive Covid, e só fui acometido de sintomas leves.
CONSELHO DE CULTURA CONVOCA ELEIÇÃO PARA ÁREA DE ARTES CÊNICAS
A diretoria do Conselho Municipal de Cultura está convocando os artistas conquistenses para eleição do Eixo 3 de Artes Cênicas (teatro, circo, mímica ópera, audiovisual, cinema) e dança, a ser realizada no próximo dia 3 de março (quinta-feira) às 14, na sede do Memorial Casa Regis Pacheco, em decorrência de seus membros (titular e suplente) terem renunciado aos seus cargos.
Na ocasião, os trabalhos do pleito serão coordenados pela comissão do colegiado, constituída por Jeremias Macário de Oliveira (presidente), Marley Vital (secretário), Valéria Vidigal, Rosa Auriche, Valdemir Dias e Armênio Santos. Os eleitos, titular e suplente, serão imediatamente integrados como membros efetivos do CMC, e empossados na próxima reunião do dia 7 de março, marcada para as 18 horas e 30 minutos.












