abril 2026
D S T Q Q S S
 1234
567891011
12131415161718
19202122232425
2627282930  

:: ‘Notícias’

ALARMES E COISAS INEXPLICÁVEIS

Não dá para tentar encobrir que o governo chinês não foi culpado pela disseminação do coronavírus (Covid-19) no mundo, que começou lá no final do ano passado. Por ser uma ditadura fechada, como qualquer outra faria, os primeiros casos foram abafados e escondidos até quando a situação fugiu de controle meses depois, e aí o vírus já havia feito um rastro de destruição em várias regiões do pais e transportado para outros vizinhos asiáticos.

Agora imagina se essa pandemia tivesse acontecido durante a ditadura civil-militar no Brasil, especialmente nos anos de chumbo do governo Médici (1969 a 74)! Certamente, por algum tempo, os generais teriam confinado o vírus em seus quartéis, e a sociedade teria o mínimo de informações. Mesmo assim, as notícias seriam censuradas. Naquele tempo, muitos casos dessa natureza tiveram sua divulgação proibida para a população.

E OS PAÍSES AFRICANOS?

Isso acontece em todas as ditaduras que, para não comprometer a governabilidade, seus governantes carimbam esses acontecimentos na lista dos arquivos de segurança nacional. Mal ou bem, estamos numa democracia de tempos de redes sociais onde as notícias correm como rastilho de pólvora, muitas das quais falsas, desencontradas, exageradas, incompletas, inexplicáveis e até em forma de pânico e demagogia.

Todos os dias recebemos um monte de notícias do coronavírus nos países europeus (Itália, França, Espanha, Portugal, Inglaterra e outros), asiáticos (Japão, China, Malásia) e dos Estados Unidos, mas nada com relação ao continente africano. Por lá o Covid-19 não passou? Por que esses países são excluídos do noticiário?

SEM ESTARDALHAÇOS

“O número de contaminados só faz crescer na Bahia” – diz em tom enfático uma repórter da TV. Isso em termos psicológicos só causa pânico e mal-estar na população. Passa uma sensação de terrorismo jornalístico quando a linguagem deveria ser outra.

Numa democracia, o jornalismo precisa ser feito com responsabilidade e sem estardalhaços, procurando ao máximo evitar o sensacionalismo em momentos críticos. Os programas mais parecem um show de espetáculos. A profissão de infectologista nunca esteve em alta.

Os apresentadores insistem o tempo todo que as pessoas fiquem em casa, lavem as mãos com álcool e gel e usem máscaras. Quase nada se fala que todos precisam se alimentar e têm outras necessidades para sobreviver. Por acaso os governos vão levar comida e dinheiro na porta de cada cidadão? Os pobres das periferias têm condições de comprar álcool, gel e máscaras? A grande maioria passa fome e vive em barracos sem o mínimo de saneamento básico. Isso o jornalismo não comenta e nem questiona.

Estamos chegando ao fim do mês quando uma grande leva de aposentados precisa ir aos bancos para tirar seu dinheirinho, para fazer a feira e comprar seus remédios. Vão proibir os idosos de irem aos caixas para sacar seus benefícios? O governo vai mandar levar o pagamento de cada um em sua casa?

O governador do Rio de Janeiro falou em distribuir cestas básicas para desempregados, idosos e os mais pobres. Não explicou como ele vai fazer isso. Vai montar um mutirão de funcionários com caminhões de produtos higienizados para entregar em cada porta? Ele já mapeou esse contingente, ou vai cadastrar cada um para receber os alimentos? Se for fazer isto, com certeza haverá aglomerações de filas.

SUBMISSÃO VERGONHOSA AOS EUA

Muitas medidas anunciadas não passam de demagógicas porque, não somente a União, mas a grande maioria dos estados está quebrada sem recursos nem para bancar a saúde se o quadro da pandemia piorar. Será que agora vai adiantar muito fechar portos, aeroportos e rodoviárias? Quem vai sustentar as perdas econômicas? Como as pessoas vão conseguir sobreviver sem dinheiro? Vamos entrar na pandemia da fome? Vão criar campos de concentração para os idosos?

O governo federal tomou a decisão de fechar os aeroportos brasileiros para a entrada de aviões de diversos países europeus, mas manteve a porta aberta para os norte-americanos onde lá a situação já é crítica em muitos estados. O ministro da Justiça tenta explicar e inexplicável, ou aliás, ficou bem escancarada a vergonhosa submissão aos ianques. Eles podem vir e contaminar os brasileiros.

Por que os governos não cancelaram o carnaval quando o vírus já estava contaminando muitos países? Tudo soa a demagogia, e agora, de maneira atabalhoada, e imitando outros países, querem se aparecer como salvadores da pátria quando não passam de alarmistas de plantão.

 

A PANDEMIA JORNALÍSTICA E O MEIO AMBIENTE NUM PLANETA DESGASTADO

O OUTRO LADO DA HISTÓRIA DE UMA DESPOLUIÇÃO FORÇADA DA NATUREZA

Não há dúvida de que a situação da propagação do coronavírus, o Covid-19, no planeta já desgastado por doenças e desastres da natureza, provocados pela intervenção predatória humana, é muita séria e requer cuidados. No entanto, houve, desde o início, uma pandemia no noticiário jornalístico que criou pânico e histeria na população, com informações desencontradas e muitas outras que nem foram esclarecidas.

Na história da humanidade já ocorreram várias pandemias de vírus, pestes e doenças, como a bubônica no século XVIII e a gripe espanhola, em 1918, mas esta é devastadora e está fazendo a terra parar, como na música “No Dia Em Que a Terra Parou”, do místico compositor baiano Raul Seixas. A mídia tem o papel de fazer sua parte na divulgação, mas não sensacionalismo exagerados, na grande maioria, matérias demasiadamente repetitivas ao longo do dia.

As medidas de confinamentos e os decretos, muitos dos quais desastrosos, de fechamento de repartições, portos, aeroportos, rodoviárias, serviços de alimentação (bares e restaurantes), hotéis e de outras atividades batem em cadeias em nossas portas, e não se sabe aonde vamos chegar nos próximos dias. Por que não cancelaram o carnaval? Hipocrisia e falta de moral! A maioria individualista só pensa em abastecer suas dispensas. Tudo parece um apocalipse de final de mundo.

O MEIO AMBIENTE AGRADECE

De forma desordenada e abrupta, prefeitos e governadores tomam suas posições de fechamento de suas fronteiras e criam as mais diversas barreiras. Nessa histeria de paralisações, multidões, até poucos dias como formigueiros, estão deixando de circular e, consequentemente, emitindo menos gases tóxicos poluidores no ar, causando menos impacto ao meio ambiente, o maior beneficiário nessa catástrofe.

Nesse momento tão difícil, muita gente pode até achar irônica esta reflexão, mas o meio ambiente agradece em não estar recebendo tantas sujeiras, plásticos e outros bagulhos advindos do consumismo supérfluo. O certo é que está havendo uma despoluição forçada do planeta, com milhões de pessoas fora de circulação.

Esse é o outro lado da história, hoje focada quase que cem por cento no coronavírus, num país em desespero e sem estruturas para combater, controlar e atender às pessoas contaminadas. Sem recursos suficientes para testar e hospitalizar o contingente que cresce de infectados, os pobres, principalmente os idosos, serão as maiores vítimas dessa pandemia, como sempre acontece em ocasiões de tragédias e até mesmo através do aquecimento global. Vão confinar os idosos em campos de concentração?

Até quando a economia brasileira, já fragilizada, vai aguentar esse tranco de fechar os meios de produção e serviços? Como vai se sustentar com a abrupta queda na arrecadação, inclusive diante da necessidade premente de acudir a saúde com volumosos recursos? Não se sabe o que pode ocorrer nos próximos dias e até meses, como se comenta.

Como cidadão comum, queria aproveitar a oportunidade para fazer algumas considerações e indagações, e também expressar minha revolta com a atitude criminosa do capitão-presidente, que virou um simples fantoche no Quartel General do Planalto. Mesmo suspeito, num gesto irresponsável, se misturou aos seus amarelinhos correligionários (convocados por ele) na frente do Planalto.

Não dá para entender como ele foi o único a acusar negativo no teste do Covid-19 entre a comitiva infectada quando retornou dos Estados Unidos. Não se sabe muito bem os motivos dessa viagem à terra do Tio Sam (a mídia não explicou), quando o vírus já havia se alastrado na maioria dos países. Como um presidente diz ser um problema só dele em estar, ou não com o vírus? Em resposta, recebeu os panelaços da mesma classe que bateu para Dilma Rousselff.

MANIPULAÇÃO CIENTÍFICA?

Todos sabem que o coronavírus começou na China, mas até hoje não explicaram a sua verdadeira origem. Pode ter sido resultado de uma manipulação, ou experimento científico num laboratório onde alguma coisa deu errada e o “bicho” ganhou mundo através do pesquisador? Como ele surgiu? Ainda é um mistério a ser desvendado, mas a mídia não investiga esse outro lado. A verdade é que, por muito tempo, o governo chinês escondeu sua existência.

Por que até agora nada se fala da sua possível propagação nos países africanos? Essas nações não foram atingidas? Quanto à nossa realidade de país pobre e doente, não se vê mais notícias sobre os avanços da dengue, da chicunkuhya, da zica e de outras enfermidades. Não se mostra mais a precariedade dos hospitais públicos, e se algum deles está fazendo tratamento de algum doente da Covid-19. Os ricos e poderosos estão indo para o Sírio Libanês e para os particulares.

Todos os dias se vê, incansavelmente, as imagens televisivas (muitas distorcidas) de máscaras e o lavar de mãos com álcool e gel. Depois do lavar de mãos com todo aquele ritual, as pessoas não pegam mais em nada? Ficam imóveis? Qual a validade de tempo do produto para evitar a infecção. Vamos ter que passar o dia todo lavando as mãos? E o tempo de uso da máscara? Os governos vão ter que desinfetar, diariamente, todas as cidades brasileiras, o que é impossível.

Álcool e gel são as palavras mais usadas nessa avalanche de reportagens, e aí os oportunistas gananciosos desgraçados (acham que nunca vão morrer) aproveitam para estocar o produto e aumentar, assustadoramente, os preços para 30 e até 50 reais, inclusive numa máscara que custava cerca de cinco reais por unidade nas farmácias.

Infelizmente, a pandemia também serve para mostrar o lado cultural do colonizador nos termos estrangeirados, quando se podia muito bem se expressar em português, como o tal trabalho em casa, ao invés do “home office”, como se fosse mais elegante. Renegamos a nossa cultura para incorporar a do colonizador, e tome termos inglesados.

 

 

CÂMARA HOMENAGEIA AS MULHERES

Fotos do jornalista Jeremias Macário. Pronunciamento da vereadora Lúcia Rocha

Numa sessão especial bastante concorrida, a Câmara Municipal de Vereadores de Vitória da Conquista homenageou, ontem, (dia 11/03), o Dia Internacional da Mulher que aconteceu no último domingo (dia 08/03).

A vereadora Lúcia Rocha foi a autora da indicação em homenagem às mulheres e falou das conquistas do gênero feminino nos últimos anos, apesar de ainda se ter muito a avançar no âmbito político, trabalhista, econômico e social, numa sociedade ainda com a cara patriarcalista.

Em seu pronunciamento, Lúcia Rocha discorreu sobre sua trajetória de vida como mulher desde os anos 80, culminando com sua eleição para assumir uma cadeira no legislativo conquistense em 1992 onde permanece até hoje como parlamentar atuante.

Citou o nome de várias mulheres que galgaram seus espaços antes ocupados pelos homens, destacando a luta de Loreta Valadares que combateu a ditadura civil-militar de 1964 e sofreu torturas por defender a liberdade de expressão.

Os trabalhos foram abertos pelo presidente da Casa, Luciano Gomes, que passou o comando das atividades para sua colega Viviane Sampaio. Após a formação da mesa, composta por representantes de entidades das mulheres conquistenses, houve a apresentação do Coral de Libras que entoou várias músicas e foi bastante aplaudido pela plateia.

Os discursos, como já era esperado, foram focados na questão da violência contra as mulheres, que ainda persiste nos tempos atuais e do aumento de feminicídios registrados em Conquista, na Bahia e no Brasil durante o ano passado.

Na oportunidade, foi elogiado o trabalho da “Ronda Maria da Penha” em proteção às vítimas de espancamentos, principalmente por parte de seus companheiros. Foram denunciados também os abusos sexuais, inclusive contra menores, sofridos pelas mulheres e crianças.

A sessão especial, que acontece todos os anos, não se resumiu a homenagens, mas foi também uma forma de mobilização visando o reconhecimento da força da mulher na sociedade atual.

CAMINHADA DO BODE PELO AGRESTE NORDESTINO

Carlos González – jornalista

Livre do rebaixamento para a série B do Campeonato Baiano de 2021, o Esporte Clube Primeiro Passo Vitória da Conquista, com a vitória no domingo diante do Fluminense de Feira de Santana, soma 7 pontos ganhos, com chances remotas de vir a disputar as semifinais do torneio deste ano. Mandando as suas partidas num estádio que não oferece o mínimo conforto à população da terceira cidade do estado, onde as condições climáticas, na maior parte do ano, são instáveis, o time conquistense foi incentivado em casa, nas três primeiras apresentações no Baianão, por apenas 3.413 torcedores, que deixaram nas bilheterias R$ 57.800, ficando o Conquista com R$ 4.924,02.

Contando unicamente com a ajuda financeira dos patrocinadores – o clube, acredito, ainda não foi buscar o apoio da Havan, que tem colaborado com o esporte nas cidades onde instalou suas lojas – e dos sócios, o Vitória da Conquista vai ficar por dois meses longe de sua torcida. O tempo vai permitir que a Comissão Técnica aprimore o elenco que vai disputar a série D do Campeonato Brasileiro, a partir de 23 de maio. A Prefeitura deve também aproveitar esse período para melhorar as instalações do estádio Lomanto Júnior – o gramado que custou R$ 1 milhão necessita de tratamento -, que vai receber atletas, torcedores e imprensa esportiva de outros estados, além dos nossos.

Depois de ouvir o choro dos seus filiados mais pobres (as classes C e D), reclamando que, a maioria dos seus profissionais, após realização dos campeonatos estaduais, de janeiro a março, ficam desempregados até o início do ano seguinte, a CBF decidiu ampliar para 64 o número de participantes do Brasileirão da série D, além de estender o torneio, com 26 datas, por seis meses.

Os 64 times serão divididos regionalmente, para evitar viagens longas, em oito grupos, com jogos de ida e volta. Significa que, cada equipe fará, no mínimo, 14 partidas. Após a primeira fase, com término em 4 de julho, os quatro melhores classificados de cada chave seguirão na competição. A final está prevista para 22 de novembro, qualificando os semifinalistas para a série C do próximo ano.

O Vitória da Conquista, Atlético de Alagoinhas e Bahia de Feira de Santana serão os representantes do futebol baiano. Incluído no grupo 4, o alviverde, em algumas viagens, vai trocar as baixas temperaturas do inverno conquistense pelo calor do Agreste nordestino. Na verdade, o habitat natural do bode, a mascote do clube. Seus adversários serão o ABC de Natal, Freipaulistano (Frei Paulo, Sergipe), Itabaiana (da cidade sergipana do mesmo nome), Potiguara (Mossoró, Alagoas), Jacyobá (Pão de Açúcar, Alagoas), Central (Caruaru, Pernambuco) e Coruripe (da cidade alagoana do mesmo nome).

Os jogos do Conquista no Lomantão estão programados para os sábados, às 20h20, exceto das 6ª e 10ª rodadas, diante do Itabaiana e Central, respectivamente, marcados para uma quarta-feira, no mesmo horário. Tabela do representante baiano na primeira fase do Brasileirão da série D:

23/5 – Coruripe (em casa)/6

30/5 – Freipaulistano

13/6 – ABC (em casa)

20/6 – Potiguar (em casa)

27/6 – Central

01/7 – Itabaiana (em casa)

04/7 – Jacyobá

11/7 – Jacyobá (em casa)

18/7 – Itabaiana

22/7 – Central (em casa)

01/8 – Potiguar

08/8 – ABC

15/8 – Freipaulistano (em casa)

22/8 – Coruripe

 

 

 

A VIA BAHIA FOI ALVO PRINCIPAL DA CÂMARA EM MEIO A BATE-PAPOS

As sessões da Câmara de Vereadores de Conquista se transformaram em bate-papos de encontro. A de ontem, dia 7/03, não foi diferente com muitas conversas paralelas, tanto dos parlamentares entre eles, como da plateia. Mesmo assim, o alvo das críticas foi a Via Bahia que, durante todos esses anos, não cumpriu com seus contratos de melhorias da BR-116 (Rio-Bahia) e ainda quer a renovação da concessão que foi cortada pelo governo federal.

Em Seu pronunciamento da Tribuna, o vereador Jacaré foi duro nas críticas contra a Via Bahia que nada fez no trecho de Conquista, como as construções das passarelas, dos viadutos no anel viário e a duplicação da rodovia entre Planalto e Bate Pé, sem contar outros serviços nesse corredor viário.

Comissão em Brasília

Na ocasião, informou que uma comissão da Câmara, formada por ele, o presidente da Casa, Luciano Gomes e Nildma Ribeiro, esteve semana passada em Brasília junto ao Ministério dos Transportes que prometeu realizar essas obras assim que outra empresa assumir a concessão, visto que o acordo foi definitivamente cortado com a Via Bahia. Ressaltou que, se a outra firma não fizer, que o governo federal faça.

Outros parlamentares, como Bibia, David Salomão e Cícero Custódio se juntaram às críticas contra a empresa. Por várias vezes, Custódio teve que interromper sua fala por causa do bate-papo avançado, inclusive com relação à Mesa Diretora e outros colegas que ficam conversando enquanto outro parlamentar faz seu discurso.

Mais no papel de prefeito do que de vereador, Álvaro Phiton fez rasgos de elogios ao prefeito Hérzem Gusmão, principalmente no tocante às suas ações na área da educação que, segundo ele, vem sendo levada a sério com bons resultados no ensino. Como mais uma das suas realizações, citou a inauguração de uma escola no bairro de Campinhos.

Em seguida, pediu licença da Mesa, como se fosse o próprio prefeito, para se retirar da plenária porque iria visitar o bairro Panorama para ver de perto os estragos provocados pelas fortes chuvas da madruga, que arrebentaram várias ruas da cidade.

O temporal, com relâmpagos e trovões, (choveu mais de 70 milímetros de água) provocou vários transtornos em Conquista, atingindo em cheio a Praça Bartolomeu de Gusmão. A tempestade arrastou carros, derrubou muros e alagou várias casas e lojas, sem falar que deixou ruas e avenidas cobertas de pedras que sempre descem da Serra do Piripiri.

O vereador Coriolano Moraes lembrou das comemorações do Dia da Mulher, neste sábado, dia 8 de março, destacando o aumento de feminicídios no Brasil durante o ano passado, e condenou os ataques diários contra as mulheres, incluindo os abusos sexuais e maltratos contra crianças e adolescentes. Bibia pediu mais atenção do poder público para a situação de precariedade do bairro de Nossa Senhora Aparecida e solicitou que a TV Sudoeste fosse lá registrar os fatos, ao invés de ficar fazendo picuinhas políticas.

Ainda sobre a questão da Via Bahia, que nesta semana fez uma reunião conclamando a comunidade a apoiar a continuação de sua permanência no contrato da BR-116 (compareceu pouca gente no encontro), Itamar Figueiredo, do Movimento Pró-Conquista, também endossa as críticas e apoia o seu cancelamento como concessionária porque durante todo esse tempo quase nada fez em benefício da região de Conquista.

Disse que os serviços de duplicação e viadutos do anel viário são muito importantes para o desenvolvimento da cidade e do município, especialmente agora com o novo Aeroporto Glauber Rocha. A duplicação, de acordo com os vereadores, fortaleceria o escoamento da produção, sem falar que evitaria os acidentes de trânsito com mortes que sempre estão ocorrendo em torno da cidade.

O CORONEL DAS DESCULPAS

Quem bate esquece, mas quem apanha, não. Dias desses vimos umas cenas de brutalidade de um policial desajustado esmurrando um jovem de menor em Salvador, se não me engano numa das ruas de Paripe ou Piripiri. O coronel deu suas justificativas costumeiras e chamou a mãe ao seu quartel para pedir desculpas pelo comportamento estúpido do militar.

O que me chamou a atenção foi que o coronel, comandante da Polícia Militar da Bahia, foi o mesmo que pediu desculpas à família do pintor de Dias D´Ávila que foi alvejado e morto por uma ação atrapalhada de seus subordinados. Isto aconteceu no ano passado e depois disso ninguém mais tocou no assunto.

Nesta semana ocorreu outro episódio idêntico de espancamentos em Salvador. Como todos já sabem, as vítimas são sempre negras e pobres das periferias, o que denota preconceito, racismo e homofobia, como foram registradas através das palavras proferidas pelo policial que nunca deveria ter vestido uma farda da corporação.

O caso Maicon

Fico aqui a imaginar, no primeiro fato a que me referi, por exemplo, como um cara daquele, que deu porrada no menino (as cenas são fortes), passou no concurso e no teste de psiquiatria! Será que ele perdeu e teve um QI (Quem Indica por fora). Falo isso porque conheci um fato assim.

No momento em que descrevo essas atitudes de violência desmedida e de tamanha ignorância, veio-me à cabeça o caso do menino Maicon aqui de Vitória da Conquista, que foi morto por policiais numa diligência atabalhoada. Primeiro, desapareceram com a criança. São quase dez anos e não se deu nenhuma solução para o problema. É mais um processo arquivado em nossa cidade, e a sociedade não se manifestou. Afinal, trata-se de uma família pobre e humilde.

Agora, pedir desculpas virou um marketing de relações públicas para dar condolências aos familiares e explicar, diante da mídia, que a instituição não tolera e nem compactua com esse tipo de abordagem brutal, e que vai apurar e punir os responsáveis. Nem é preciso dizer que tudo depois cai no esquecimento, e a imprensa pula para outra cena de tortura. Investigar mais o quê, senhor comandante? As imagens já dizem em tudo! Fosse comigo, ou com algum parente meu, dispensaria no ato as desculpas.

Nos últimos tempos essas práticas chocantes de violência contra os cidadãos civis, que têm seus direitos desrespeitados publicamente, e até mesmo de desvios de conduta dentro da corporação, se tornaram corriqueiras e comuns, e não mais fatos isolados e excepcionais como antigamente. Está havendo uma generalização, e a única coisa que ainda a pessoa tem coragem de clamar, entre choro e lágrimas, é por justiça, que quase nunca chega.

A instituição precisa ser repensada

Quero deixar bem claro que, quando faço essas críticas, não me julguem que quero colocar a polícia contra a população. Meu intuito é expressar meu pensamento, minha revolta e minha opinião (há anos que venho falando isso), de que esta instituição precisa urgentemente ser repensada, reformulada e recriada em outros moldes de atuação, com outra filosofia de trabalho. Não adianta discutir isso com um oficial. Sabemos qual é a resposta.

O nome “polícia militar”, como sistema de segurança, só existe no Brasil. Para começar, a corporação precisa criar e praticar o conceito de segurança pública onde não se confunda firmeza com abuso de poder e opressão. A lei para o policial do tipo banda podre é corporativa. Quando ele comete um ato “criminoso”, tem como penalidade o seu recolhimento ao quartel por uns dias e depois volta a atuar nas ruas. A prisão é ficar em seu batalhão.

Sabemos que a grande maioria dos policiais são originários de famílias pobres, negros e que passaram por vários tipos de discriminação. Quando o indivíduo cai dentro da corporação militar parece querer extravasar sua raiva e seus complexos justamente nos mais excluídos. Coloca-se na posição de empregado a serviço da elite, tida como patronal que lhe paga. Quanto a essa questão, a psicologia pode melhor explicar.

Para que servem os treinamentos que dão o passaporte para o policial trabalhar nas ruas e lidar com a população? São mais preparos de força e manuseio de armas e pouco de relações humanas, de como tratar o cidadão com respeito? Todos são considerados bandidos até que provem o contrário? Diante do quadro atual, prefiro ser assaltado por um bandido que ser abordado por um policial porque com este não tem diálogo. Vai logo no tabefe e acusa a pessoa de desacato à autoridade.

O que questiono são esses métodos de treinamento que têm gerado mais violência. Por que tanta resistência às mudanças para criação de uma nova polícia, a começar pelo nível de instrução e formação do candidato? Durante este tempo de preparação, o comando não percebe diferenciar o joio do trigo? Aqueles de caráter violento que não podem colocar uma arma na cintura e ir fazer diligências? Alguma coisa precisa mudar, para não ficarmos só nos pedidos de desculpas.

NA AUSÊNCIA DE UM ESTADO FALIDO, O TRÁFICO E A RELIGIÃO OCUPAM ESPAÇO

Assim como o tráfico e as milícias com seus crimes dominaram as favelas onde o Estado elitista, burguês e capitalista, até mesmo conivente, sempre esteve ausente, negando a inserção de políticas públicas sociais, também correntes religiosas conservadoras e fanáticas ocuparam seus espaços nas pobres periferias excluídas, para inocular suas doutrinas oportunistas, muitas vezes de intolerância e ódio.

Nessa encruzilhada de bolsões de miséria e ignorância, é muito difícil saber onde está a diferença entre o mal e o bem. Para os esquecidos que não se sentem valorizados como gente, sem perspectivas de futuro, quem chega com o “bálsamo” da palavra de salvação e a proteção de vida é bem-vindo e até louvado. É um conforto. O mal, ou o mau, desaparece para se transformar em bem do bom que “sustenta” seu corpo faminto e “alimenta” a alma que se sentia vazia.

Dessa forma entram o tráfico e a religião dos oportunistas no espaço pobre e miserável deixado pelo Estado, que criou no país uma legião de ignorantes e excluídos do seio da sociedade, servos obedientes e fanáticos desses falsos profetas da verdade e da razão. Nos últimos anos, muitos deles galgaram o poder político com os votos desses rebanhos perdidos que foram atraídos para seus covis da maldade e do fanatismo religioso.

Terreno fértil

Não literalmente como na carta de Pero Vaz Caminha, do aqui em se plantando tudo dá, esse terreno de pobreza e de ignorância que perdura há séculos, com a falta de educação e saber, tornou-se fértil e de fácil cooptação, não somente para os políticos aventureiros e extremistas na caça dos votos, mas também para os traficantes de drogas e milicianos, bem como para o avanço do evangelismo fundamentalista.

Ao longo dos anos, os governantes aproveitadores e egoístas criaram um campo minado, altamente perigoso e prestes a explodir. Sem mais controle, para os traficantes e milicianos (mistura com militares) que invadiram os morros onde o Estado criminalizou os moradores, usa-se a força da violência na base do fuzil e dos tanques, matando até mesmo mais inocentes que criminosos.

Os monstros de várias cabeças dos dois lados (governo e tráfico) só fazem crescer, e quem aparece para denunciar as injustiças, realizar e cobrar programas sociais, se torna alvo das balas assassinas deles. A população fica entre a cruz e a espada. Se ficar o bicho come, se correr o bicho pega.

Sem apoio político-social e opção de melhoria de vida, o tráfico encontra o campo propício para cooptar a população, principalmente os jovens, que entram numa viagem sem volta para o inferno. Por sua vez, o político bandido usa isso para lucrar, formando organizações criminosas empresariais, muitos delas se unindo aos traficantes e milicianos.  Está assim montado um Estado paralelo num espaço que deveria ser responsabilidade dos governantes.

Há quase quarenta anos, o ex-presidente João Goulart já dizia que “a maior parte do povo brasileiro é pobre, desnutrida, desprotegida, desinformada, analfabeta e sem oportunidades de estudo. Quando surge um governo voltado para a maioria dos brasileiros, fere os privilégios dessa minoria que domina a economia e escraviza nossos trabalhadores”.

Neopentecostais

O quadro continua atual e aí sobra espaço para o tráfico e a religião, especialmente tomado pela nova onda de neopentecostais ultraconservadores que estão espalhados em cada esquina das cidades. Nas periferias estão mais concentradas as pessoas que chegam às levas dos brejões mais longínquos dos interiores abandonados em busca de sobrevivência e dias melhores.

Acontece que esse indivíduo é mais um número nas estatísticas da pobreza desassistida. Sem infraestrutura, na maioria das vezes sem moradia própria, sem contar com programas de ação social por parte dos órgãos públicos, convivendo numa situação de precária educação e saúde e sem o reconhecimento como pessoa humana, ele não passa de mais um zé ninguém.

Nesse ambiente de abandono e desvalorização do ser, entram as igrejas com suas doutrinas fanáticas como salvadoras de almas, que prometem alento para o desespero e dias melhores em troca de um dízimo. Um pedreiro, servente ou um encanador que nunca foram valorizados são acolhidos e passam a ter voz naquela comunidade religiosa, muitos até como novos pastores.

O contingente desses descamisados, desvalorizados e de baixo nível de instrução, cooptados e doutrinados num processo de lavagem cerebral, com a pregação de intolerância contra as outras religiões, como o candomblé, por exemplo, só faz aumentar no Brasil.

Muitas dessas religiões propagam e incutem em seus fiéis, a maioria frágil e de fácil manipulação, a ideia de que fora da igreja não há salvação, e que só Cristo salva. Nessa linha pentecostal extremista e conservadora, dia desses ouvimos de uma cantora gospel que os católicos não são filhos de Deus.

VEREADORES COBRAM OBRAS DO PREFEITO

Como já era esperando no “toma lá, dá cá” entre os poderes, depois da aprovação do empréstimo de mais de 60 milhões de reais feito pelo executivo à Caixa Econômica, agora os vereadores estão cobrando do prefeito Hérzem Gusmão a contrapartida de suas emendas através de obras em suas zonas eleitorais, tanto nos distritos como nos bairros da cidade.

O bombardeio foi quase geral, ontem (dia 28/02), na sessão da Câmara Municipal de Vitória da Conquista, inclusive com críticas veladas de que o prefeito não tem atendido as indicações e os projetos de lei encaminhados pelos parlamentares. Não pouparam os secretários que, conforme os cobradores pelos serviços, não têm dado importância às solicitações dos vereadores.

A fala de Hermínio Oliveira foi a mais veemente, em tom de desabafo, e pediu que a Casa tome uma atitude para que o prefeito respeite as indicações e os projetos formulados pelo legislativo. Ele foi bem enfático quando destacou que o prefeito não está cumprindo com as emendas de recursos feitas pelos vereadores

Canalhas e carniças

A manifestação dos insatisfeitos só foi quebrada com o pronunciamento do vereador David Salomão, que começou afirmando que o país está de cabeça para baixo, e meteu o sarrafo no Congresso Nacional e no Supremo Tribunal Federal, endossando a convocação do capitão-presidente da República para que o povo se levante nas ruas do país conta essas instituições.

Em seu discurso da Tribuna, chamou os deputados de canalhas e carniças, que estão querendo 30 bilhões de reais do governo federal. Na ocasião, atacou os cantores Kanário e Daniela Mercury – segundo ele, só esta recebeu 700 mil reais de cachê pago pelo – que destrataram abertamente a polícia militar, com termos pejorativos como “bundas moles”, durante o carnaval de Salvador. Lembrou que Daniela mandou o povo “tomar naquele lugar”.

De um modo geral, a sessão de ontem teve como maior alvo o prefeito, inclusive no que tange à precariedade na área da saúde, mas houve um momento de descontração com os parabéns dirigidos à vereadora Lúcia Rocha, em homenagem ao seu aniversário.

O parlamentar Cícero Custódio criticou a precária situação da saúde no município, citando a greve dos médicos na Santa Casa da Misericórdia onde muitos pacientes não estão sendo atendidos, e informando que a prefeitura não está fazendo o devido repasse de verbas. Outro que tratou da questão da saúde, criticando as filas enormes na Central de Marcação e a falta de equipamentos nos postos, foi Waldemir Dias

Coriolano Moraes voltou a acusar o estado de caos no setor do transporte público, e atacou o prefeito que, de acordo com ele, não está executando os projetos que a Câmara tem aprovado e enviado.

Ainda sobre as empresas de ônibus que rodam na cidade, Waldemir Dias declarou não entender os critérios da prefeitura quando libera recursos para a Viação Rosa por quilômetro rodado, enquanto que, para a Cidade Verde, é por passageiros transportados. Disse que a licitação prometida para escolha de uma nova empresa nunca é realizada.

Seu colega Edmilson Oliveira denunciou um acordo esdrúxulo que um preposto do governo municipal fez com um empresário, dispensando as multas em troca de material elétrico para iluminação de um campo no distrito de José Gonçalves. Ele quer que o legislativo forme uma comissão para apurar esse tipo de negociação, segundo ele, ilegal.

 

O CONTO DA CARTEIRA ASSINADA COM O FALSO SALÁRIO MÍNIMO

Como tantas outras no Brasil, a lei do salário mínimo padrão obrigatório, como parâmetro para que todo trabalhador tenha esse mísero ganho no final de cada mês, é uma deslavada mentira. A mídia anuncia que aumentou o número de carteiras assinadas no pais, mas não diz que milhares e milhares de empresas burlam o decreto e não pagam o valor real. É o conto do vigário da carteira que foi institucionalizado.

Aqui mesmo em Vitória da Conquista, principalmente médias e pequenas empresas, conheço várias que assinam a carteira, mas por fora só pagam a metade do mínimo, quando muito, 700 reais. É só fiscalizar, mas isso não existe porque a reforma trabalhista escravizou o pobre trabalhador, e ainda veio o capitão-presidente e acabou com o Ministério do Trabalho.

A CHAMADA “RACHADINHA”

A prática de assinar a carteira (não recolhem o FGTS e outros benefícios) e combinar com o empregado pagar outro valor bem abaixo do fixado está ficando comum. Diante da necessidade, e sabendo que uma enorme fila lá fora aceita estas mesmas condições humilhantes, o candidato não tem outra saída. É a chamada “rachadinha” trabalhista. Não adiante ter capacidade e preparo.

Isso ocorre em todas as profissões, inclusive de professores. A maioria das escolinhas particulares de Conquista assina a carteira do professor, mas avisa logo que só paga 500 ou 700 reais mensais por três ou quatro turnos de aulas por semana. Para ostentar e intimidar o pretendente a aceitar a oferta, o diretor, ou diretora, exibe um monte de currículos em sua mesa.

É muito vergonhoso e triste um professor no Brasil ter que se sujeitar a esse tipo de exploração desprezível, mas outras categorias também estão incluídas nesse pacote de escravidão. As empresas fazem isso porque sabem que não são incomodadas por fiscais do governo. Por outro lado, a mídia só faz mostrar a estatística do IBGE, mas não investiga o outro lado da verdade. Não divulga o outro lado macabro da moeda.

CONTO DO VIGÁRIO

É praticamente trabalhar de graça quem recebe 500 ou 700 reais por mês. Depois que a pessoa tira o dinheiro do transporte (a empresa não paga), no caso de Conquista, se for só um ônibus por dia, o funcionário fica com cerca de 400 a 600 reais, isso se não fizer um lanche na rua. Muitos trabalham com fome para ganhar uns trocados no final do mês.

Nenhum órgão, sindicato ou entidade do trabalhador investiga, fiscaliza e denuncia esta tremenda irregularidade do mercado. Fazem vistas grossas. Todos preferem acreditar na mentira e no conto do vigário do salário mínimo.  Aliás, o brasileiro está sendo massacrado pelas fake news e pelas mentiras publicitárias, sem reagir e sem se indignar. Uma claque de lunáticos e fanáticos invadiu nosso território.

Dias desses fiquei horrorizado quando ouvi de uma psicóloga da área de recursos humanos afirmar que o empregado capaz e dedicado tem o poder de barganhar aumento salarial. Ela está totalmente por fora da atual realidade brasileira. Está sonhando! Estamos sim, num regime de escravidão, onde milhões se sujeitam a ganhar menos de um salário mínimo para não passar fome e, mesmo assim, passando.

OS TERCEIRIZADORES VIGARISTAS

Com a reforma trabalhista e o fim do Ministério do Trabalho, o Brasil virou terra de ninguém onde os coronéis de chibata e arma na mão ditam as ordens. O operário em geral segue de cabeça baixa, recebendo as migalhas, com exceção de algumas classes mais fortes e privilegiadas, como petroleiros, químicos, metalúrgicos, bancários e outras.

Está aí para constatar os fatos a praga da terceirização. Aproveitadores e oportunistas montam firmas sem dinheiro, e até mesmo irregulares, verdadeiras arapucas, para explorar mão-de-obra barata e escrava. Ganham licitações e contratos do poder público e do setor privado na base das tramoias. Depois deitam e rolam descumprindo as “leis”. Atrasam os salários, não pagam décimo terceiro, não recolhem o FGTS e outros benefícios. Os “responsáveis” nunca são punidos.

Muitos abrem um escritório fajuto, sem nenhuma estrutura, pegam a grana do contratante terceirizador e se mandam com o dinheiro do trabalhador. Geralmente não dá em nada, e o empregado fica a ver navios, passando fome e outras necessidades. Estamos no Brasil faroeste das vigarices e das mentiras, como a do salário mínimo da carteira assinada.

Neste país das castas, só os funcionários públicos diretos do executivo, legislativo e judiciário são os privilegiados, muitos com ganhos de até 100 mil reais mensais. Nunca falta dinheiro e não há atrasos no pagamento desses “servidores” dos três poderes, que jamais sofrem cortes de verbas. Eles continuam mamando nas tetas do povo, que come o “pão que o diabo amassou”, com a redução de recursos na educação, na saúde e nos programas sociais em geral, e ainda são vítimas da mentira do salário mínimo.

 

 

O CARNAVAL CULTURAL DE CONQUISTA E A EXPLORAÇÃO NOS PREÇOS

Quando se fala em carnaval pensa-se logo em rua onde as pessoas têm mais espaço para se movimentar, brincar e criar blocos. A festa em lugar fechado dá a sensação de se estar num clube. Tem seu lado bom porque nos faz lembrar dos velhos tempos dos bons carnavais, que não mais existem.

Fotos de Vandilza Gonçalves

Neste ano, aconteceu no Espaço Glauber Rocha, no Bairro Brasil, o Carnaval Cultural de Conquista (ano passado foi no Bulevar Shopping). Até aí tudo bem, mas o que assustou os participantes foram os preços cobrados pelas bebidas e comidas lá dentro.

Os barraqueiros cobraram cinco reais por uma latinha de cerveja de 350 ml porque eram obrigados a pegar o produto só na distribuidora dos organizadores do evento, sem falar nos trezentos reais pelo ponto. Muitos preferiram tomar sua bebida na rua por três reais a latinha.

Nos supermercados e nas distribuidoras da cidade, o consumidor consegue comprar uma lata por dois reais e até menos que isso em alguns lugares. Por cinco reais significa mais de 100% de lucro, o que já é muita exploração, mesmo levando em consideração os gastos com as bandas e pessoas de segurança e do som.

Fora a exploração que foi a principal reclamação, o Carnaval Cultural de Conquista ocorreu em clima de paz e tranquilidade, com boas músicas que animaram os foliões, com as bandas de sopro circulando no circuito do Glauber Rocha, com marchinhas dos tempos antigos.

Mesmo com atraso, no domingo o mini trio da banda do cantor e compositor Baducha, com sua jinga de carnavalesco e boas músicas, arrasou e não deixou ninguém parado. Pela sua apresentação no palco, Baducha pode fazer sucesso em qualquer trio elétrico de Salvador, bem melhor que muitas porcarias que desfilam nas avenidas da capital.

Mesmo com alguns problemas, principalmente no quesito exploração, a organização ofereceu uma opção de diversão para quem não pode viajar por falta de grana e terminou ficando em Vitória da Conquista que nestes dias tem pouco movimento nas ruas.

Só para lembrar, Conquista já teve bons carnavais que começaram lá pelos idos de 1927 e teve suas micaretas de sucesso, competindo com Feira de Santana, em finais dos anos 80 e na década de 90. No Governo do PT a festa foi minguando até se acabar. Somente de uns anos para cá surgiu o Carnaval Cultural, com um pouco de raiz nos eventos do passado.

Mais uma vez volto a falar que o país, na situação em que se encontra, com toda essa crise social, econômica e política, não deveria se dar ao luxo de ficar uma semana parada. Os empresários e governantes dizem que a festa dá lucro, o que é uma tremenda mentira. Salvador, por exemplo, tira dos cofres públicos mais de 150 milhões de reais, sem contar os gastos com logística e segurança.

O contribuinte paga um absurdo para os artistas famosos de sempre (todos afortunados com recursos públicos), que apresentam um lixo em termos de músicas, e o povo alienado no asfalto cobre seus “ídolos” de aplausos e elogios. Os arrastas chinelos pipoqueiros fazem tudo o que eles mandam, sem consciência de que estão pagando um preço alto.

Se for fazer um cálculo através do PIB do país, contabilizando as perdas diárias na produção, mais prejuízos no SUS com o aumento de acidentes e outras despesas do Estado na prestação de serviços na organização, o carnaval gera um déficit e serve para deixar o rico mais rico e o pobre mais pobre.

Por outro lado, a nossa mídia, que embolsa muita verba dos patrocinadores, não divulga nem um terço da violência da festa, para não passar uma imagem negativa para os turistas, principalmente os gringos. Multidões vão às ruas e às praças, chegando a mais de um milhão em alguns blocos.

Vá organizar uma manifestação contra os desmandos dos governantes na falta de educação e saúde, principalmente, aparece, quando muito, uns poucos milhares, e olhe lá. Ninguém mais quer saber de política, enquanto os políticos se esbaldam e fazem o que bem querem, defendendo seus próprios interesses. Exploram, oprimem e até roubam nosso suado dinheiro.





WebtivaHOSTING // webtiva.com . Webdesign da Bahia