Diferente de todas as outras, inclusive no final do ano, a Copa do Mundo do Qatar, um pequeno país encravado em pleno deserto arábico, pode ser considerada a mais vergonhosa da história, a começar pelo alto nível de corrupção e a escravidão trabalhista dos operários que construíram os estádios.

Em tudo o país sede é o único e se supera em exotismos e aberrações contra os princípios e direitos humanos. Terceiro maior produtor de petróleo e gás do planeta, o Qatar é dirigido por uma ditadura mulçumana onde a mulher é submissa e as pessoas não têm liberdade.

Tudo começou com escândalos, com a conivência da própria FIFA. Para realizar o evento, os dirigentes compraram os votos de várias confederações como a CONMEBOL e a Concacaff.  Até o Michel Platini, da França foi subornado.

Outra questão foi o regime implantado de escravidão no trabalho dos imigrantes onde até seus passaportes foram retidos, com horários absurdos de servidão, sem as mínimas seguranças, tanto que morreram mais de seis mil durante as edificações das arenas.

Como lá quem manda são os petrodólares, a FIFA simplesmente fez vistas grossas. Por sua vez, é a Copa que vai mais emitir gases de efeito estufa na atmosfera porque todos locais vão funcionar com ar condicionado para controlar as altas temperaturas.

É a única Copa de Futebol do Mundo onde mochileiros não entram porque tudo lá é caríssimo, desde uma água mineral a uma hospedagem. É a Copa dos milionários numa cultura diferenciada da grande maioria dos países.

O Qatar tem cerca de três milhões de habitantes dos quais mais de 80% são de imigrantes, a maioria de indianos e países do Oriente Médio. Até o nível das seleções não é o mesmo da passada de 2018 e muitos craques estão se despedindo do futebol. A abertura entre o Gatar e o Equador foi horrível. Mais pareceu um “baba de várzea”.

As comemorações são feitas de “bico seco”, isto é, sem uma cervejinha. Existem outras nuances que se destacam das outras. Como já é a Copa das surpresas, a maioria negativas, pode até dar uma “zebra” na final e nenhum dos favoritos levar a taça.

A grande mídia só mostra o lado bonito, o fantástico de prédios suntuosos e até ilha artificial. O outro lado ela joga para debaixo do tapete. É a festa dos camelos e dos milionários em estádios e camarotes luxuosos. É uma Copa comprada, vergonhosamente!