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:: 17/nov/2022 . 22:42

TODAS AS ARTES NO CINEMA

Quando criaram a televisão disseram que o cinema iria se acabar, o mesmo com relação ao e-book da internet de que era o fim do tradicional livro de papel. O VHS, o DVD, o celular e outros meios eletrônicos não conseguiram exterminar com o cinema porque ele é mágico na tela e representa todas as artes num só lugar. Cinema é música, literatura, teatro, dança, poesia, artes plásticas e escultura em seu desenho e arquitetura. A telona vai continuar atraindo público porque é a expressão de todas as artes numa só. Dito isso, quero só lembrar da 15ª edição da Mostra de Cinema de Conquista que está sendo realizada no Centro de Cultura Camilo de Jesus Lima e se encerra nesta sexta-feira (dia 18/11). Desde terça-feira (dia 15/11) estão sendo exibidos bons filmes que tratam de questões sociais, do meio ambiente e da descriminação racial. Desde lá atrás, há 15 anos, a Mostra de Cinema de Conquista começou com Janela Indiscreta da Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia-Uesb, idealizada pelo saudoso Jorge Melquisedeque e com o criador do curso de Cinema pelo professor Itamar Aguiar. O Esmon Primo deu prosseguimento a esse trabalho e até agora já foram exibidos mais de 700 filmes vistos por milhares de conquistenses, pena que o setor empresarial dessa terra pouco tem contribuído. Aliás, nossos empresários locais, infelizmente, não são muito dados a colaborar com as iniciativas culturais da nossa Vitória da Conquista.

NÃO QUERO…

Autor: Jeremias Macário

Não quero vagar sem sentido,

Nem ver um amor se separar,

Nem perder de vista,

O horizonte azul do mar,

Nem fazer calar,

A voz do ativista,

Com sua ideologia,

Religião ou filosofia,

Cristã, judia ou mulçumana,

Tanto que seja humana.

 

Queria fazer o tempo parar,

Para nos livrar desse conflito,

Entre início e finitude,

De vida e morte,

Morte e vida,

Sem porta de saída.

 

Não quero mais ver refugiados,

De tantas etnias escorraçadas,

A chorar nas fronteiras farpadas,

Tratadas como chacais,

Numa marcha de desiguais.

 

Queria ver a arte do sorrir,

Ter o livro como lição,

Sem armas na mão,

Nem o açoite da chibata,

Que a alma mata.

 

Não quero ver,

Tanto indiferença e agonia,

Trilhar nessa distopia,

De caminhos de espinhos.

 

Nessa existência de aprendiz,

Tem o alegre e o infeliz,

Onde uns realizam seus planos,

Outros ficam nos desenganos.

 

 





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