:: 10/nov/2022 . 23:58
PARABÓLICA ESTRELADA
De Jeremias Macário, uma homenagem ao aniversário de Vitória da Conquista
O bandeirante impiedoso e destemido:
Os bravos índios da sua terra expulsou,
Com artimanha venenosa numa bebida, ´
O conquistador com sua ira banqueteou,
E de crueldade ainda para Deus rezou.
A vitória, dizem foi de Nossa Senhora,
Mãe se tornou da Conquista das Flores;
Abençoou e a ornamentou de estrelas,
Onde havia sofridas lágrimas de dores,
E nos deixou uma Parabólica Estrelada.
O homem dos anéis que só a ele adora,
Matou a Serra e aterrou o Poço Escuro;
Acabou com as minações e seus painéis;
Não pensou nos filhos e netos do futuro;
E a mãe do alto acolhe o filho que chora.
Parábolica Estrelada deve ser só de glória,
Da Conquista como pediu Nossa Senhora;
Se todos os fiéis estendessem o seu manto,
Para a todos proteger do mal aqui e agora,
E preservar tudo que marcou nossa história.
No inverno implacável, rói o osso o frio,
E se embriaga de vinho o menestrel Elomar;
Na boêmia cantoria aparece o Glauber,
Com as mágicas cenas do sertão e do mar,
Entre poções de poesia de um caudaloso rio.
BR Avenida parte ao meio o leste e o oeste,
Do potente mercado dos eletros ao fino café,
Misturado ao aroma poético de Jesus Camilo,
Com todas as religiões que professam sua fé,
E na elegante mulher com seu estilo se veste.
Daqui se ouve o som de todo universo,
Captado pela parabólica toda estrelada,
De energia que irradia por qualquer lado;
No beijo abençoado da noite enluarada,
Que inspira nos brutos o romântico verso.
Terra das Boiadas, da “Viola Quebrada”
Deus e o Diabo e o Cristo do seu Cravo,
Do matuto sertanejo que faz sua morada;
Planalto mestiço do melado do escravo,
Dos tropeiros da Ressaca da toada dobrada.
Conquista das intrigas e lutas dos coronéis,
De seus casarões e sobrados de finos lençóis,
Nasceu do gado e do comércio se desenvolveu,
Pede perdão pelo extermínio dos Mangoiós,
E ora para nos livrar de todas tragédias cruéis!
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