HOMENAGEM AOS PRESOS POLÍTICOS
No próximo ano, em 1º de abril (Dia da Mentira), o golpe civil-militar de 1964 dos generais que implantaram mais uma ditadura no Brasil estará completando 60 anos, data esta que deve ser lembrada, repudiada e contestada por todos cidadãos brasileiros. Devemos sim, prestar homenagens aos presos políticos que na luta heroica contra um regime de opressão foram torturados, mortos e desaparecidos. Em Itapetinga, na Praça da Concha Acústica, ao lado da Biblioteca Municipal, foi erguido um monumento em homenagem a esses personagens que tombaram em favor da democracia. Em Vitória da Conquista, na Praça Tancredo Neves, também existe um monumento semelhante do grande escultor Romeu Ferreira com os nomes dos baianos que foram vítimas desse terror. Infelizmente, essas esculturas passam despercebidas do nosso público porque poucos conhecem essa história, principalmente nossos jovens. É preciso que no próximo ano ocorram debates, seminários, discussões diversas nas instituições e em todos os cantos do país para se dizer com viva voz que ditadura nunca mais. No governo passado, os extremistas imbecis foram para as ruas e avenidas pedir uma intervenção militar e tivemos o 8 de janeiro, em Brasília, quando uma turba ensandecida invadiu os três poderes com a intenção de instalar em nosso país um regime de opressão. Conquista, por exemplo, foi uma das cidades baianas que mais sofreu a mão pesada dos militares no dia 6 de maio de 1964, quando o eleito pelo povo, Pedral Sampaio, teve seu mandato cassado. Tudo isso e mais está retratado no livro “Uma Conquista Cassada”, do jornalista e escritor Jeremias Macário.













