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Quem é este “Coronavid”? . Por Jeremias Macário

“ANDANÇAS” TAMBÉM É MÚSICA

Não são só causos, contos e histórias, numa mistura de ficção com realidade, o novo livro “Andanças”, do jornalista e escritor Jeremias Macário, também tem poemas, muitos dos quais começam a ser musicados por artistas locais e de outras paragens do Brasil, como de Fortaleza, no Ceará.

Do título “Na Espera da Graça”, que fala do homem nordestino que sempre vive a esperar por tempos melhores, o cantor, músico e compositor Walter Lajes extraiu de sua viola uma bela canção, numa parceria que fez com o autor, com apresentação em vários festivais.

O músico e compositor Papalo Monteiro se interessou por “Nas Ciladas da Lua Cheia”, uma letra forte que descreve os políticos na figura de bichos que, de quatro em quatro anos, aproveitam as eleições com promessas vãs para se elegerem.

Tem “O Balanço do Mar”, um xote que lembra passagens de nossas vidas, e “Lágrimas de Mariana”, um belo poema triste sobre a tragédia do rompimento da barragem da Samarco, lá em Mariana (MG), musicados e cantados pelo amigo parceiro Dorinho Chaves.

Lá de Fortaleza, Ceará, os companheiros Edilson Barros e Heriberto Silva realizaram uma parceria musical aproveitando a letra “A DOR DA FINITUDE”, que versa sobre um tema que pouca gente gosta de abordar, que é a morte, e filosofa que tudo passa, tudo muda e tudo se transforma. Outros poemas estão sendo trabalhados para entrarem no rol das letras musicadas, inclusive do novo livro “ANDANÇAS”.

Essa é uma parceria com o amigo poeta e músico, baiano de Alagoinhas, Antônio Dean, que há muitos anos reside em Campina Grande da Paraíba com sua família, fazendo sucessos e cantando com sua profunda voz, a cultura nordestina para todo o Brasil.

Conheça o Espaço Cultural “A Estrada”

Com 3.483 itens entre livros (1.099), vinis nacionais e internacionais (481), CDs (284), filmes em DVDs (209), peças artesanais (188) e 106 quadros fotográficos, dentre outros objetos, o “Espaço Cultural a Estrada” que está inserido no blog do mesmo nome tem história e um longo caminho que praticamente começou na década de 1970 quando iniciava minha carreira jornalística como repórter em Salvador.

espaco cultural a estrada (5)

Nos últimos anos o Espaço Cultural vem reunindo amigos artistas e outras personalidades do universo cultural de Vitória da Conquista em encontros colaborativos de saraus de cantorias, recitais poéticos e debates em diversas áreas do conhecimento. Nasceu eclético por iniciativa de um pequeno grupo que resolveu homenagear o vinil e saborear o vinho. Assim pintou o primeiro encontro do “Vinho Vinil” com o cantor e compositor Mano di Sousa, os fotógrafos José Carlos D`Almeida e José Silva entre outros convidados.

CLIQUE AQUI para saber mais sobre o espaço cultural de Jeremias Macário.

CADÊ A PUNIÇÃO AOS DONOS DE TERRENOS VAZIOS E ABANDONADOS?

Passam governos e a situação dos terrenos vazios e abandonados é cada vez mais crítica, caótica e só faz aumentar, principalmente nas periferias. O poder executivo não toma providências e só faz escorchar o cidadão com impostos e, praticamente, não oferece nada em troca. A Câmara de Vereadores não cobra a fiscalização. Você paga o máximo e só recebe o mínimo.

Nem é preciso dizer que são verdadeiros atentados à saúde pública porque estas áreas se transformaram em matagais, lixeiras, focos da dengue, escorpiões, ratos, cobras, todo tipo de insetos, e muitos moradores tocam fogo como meio de amenizar o problema porque não suportam mais. Estes são “criminalizados” pela mídia que não questiona o outro lado.

De acordo com o Código de Posturas Municipal (Lei 695/1993), em Vitória da Conquista, os donos de terrenos vazios, baldios ou abandonados são obrigados a mantê-los limpos, capinados e fechados, A inobservância dessas obrigações sujeita o proprietário às penalidades, conforme o código citado.

Ainda sobre os pontos sobre a regulação, o dono é obrigado a construir muros, calçadas e manter a área limpa, evitando focos de doenças e lixo. O descarte irregular de entulhos ou a não manutenção da limpeza gera infração com previsão de multas (reincidências resulta em dobro da multa).

A prefeitura tem a competência de fiscalizar e notificar o proprietário. Em caso de descumprimento, realizar a limpeza, enviando a conta para o dono do imóvel. O não uso do terreno por muitos anos pode levar a medidas baseadas no Plano Diretor de Desenvolvimento Urbano (PDDU), visando a função social.

É isto aí, somos campeões em leis que não são cumpridas, e não adianta fazer denúncias e documentos à prefeitura porque terminam sendo engavetados. A quem apelar? Vamos ao Bispo ou ao Papa? Está tudo escrito no papel, mas o problema permanece grave. Cadê a Câmara Municipal, o Ministério Público, a OAB e outras autoridades que não cobram o cumprimento das leis por parte do poder executivo?

Como diz um certo juiz de futebol, “a lei é muito clara”. Por que os prefeitos e a Secretaria responsável não resolvem essa questão de vez? Ainda tem gente imbecil que chama Conquista de a “Suíça Baiana”, isto porque não conhece a situação das periferias.

Estes terrenos abandonados de lixo são uma vergonha para uma cidade que é a terceira da Bahia com cerca de 400 mil habitantes. Aqui não tem nada de “Suíça Baiana”, meu amigo. Vamos deixar dessa baboseira de engrandecimento bairrista!

SUCATA DA VERGONHA

Além dos terrenos abandonados, aqui no loteamento Sobradinho (Zabelê), próximo ao Atacadão e à saída para Anagé, tem uma sucata que é uma vergonha e é mais um atentado à saúde pública. É fonte de dengue, insetos de todas as espécies, sem contar a poluição diária de fuligem nas casas vizinhas.

Os moradores das proximidades já se reuniram e fizeram um documento ou requerimento à prefeitura solicitando a relocalização da Sucata Esperança para outro local adequado, mas, como sempre, foi engavetado.

O problema é tão grave que as pessoas das imediações do Miro Cairo já denominaram esta região de a “Rota do Lixo”. Quem mora próximo sofre diariamente com o barulho das máquinas, sem falar na poluição. Idosos e crianças, principalmente, sofrem com problemas respiratórios.

Escorpiões e ratos entram nas residências. É um horror e um tormento para a comunidade. Nenhum órgão toma uma atitude. Como em todo Brasil, o brasileiro só tem deveres e quase nada de direitos. Isto vai de encontro à democracia, aliás, é um atentado a ela.

LAMPIÃO FOGE DE PERNAMBUCO E FAZ ESTRAGOS NO SERTÃO BAIANO

Com o cerco ao banditismo pelo governo pernambucano de Estácio Coimbra, tendo como comandante Geral das Forças Volantes, Teófanes Torres Ferraz, o mesmo que capturou, em 1914, o cangaceiro Manoel Alves Batista de Moraes, o famoso Antônio Silvino, o temido Lampião foge para a Bahia em final de agosto de 1928 e faz estragos no sertão.

Na realidade, Virgulino Ferreira já estava enfraquecido, com seu bando reduzido depois da frustrante invasão à cidade de Mossoró (Rio Grande do Norte), em 1927, com 90 homens bem armados quando esteve em Juazeiro do Norte, em 1926, e recebeu modernas armas do governo federal para combater a Coluna Prestes.

Um dos primeiros atos de Estácio Coimbra foi mandar prender os coiteiros (sertanejos, fazendeiros coronéis, usineiros e até chefes políticos), deixando os bandoleiros desorientados. Outro fator que pesou na caça aos cangaceiros foi o apoio do governo pernambucano através da reposição de provisões de armas, munições e o soldo nos prazos determinados.

Essas medidas, conforme relata a escritora Marilourdes Ferraz, em seu livro “O Canto do Acauã”, resgatariam a campanha em Pernambuco, tornando-a numa eficiente realidade. Foram conservadas as táticas de lutas e as vestimentas apropriadas à caatinga e às modalidades de combate nela desenvolvidas, porque eram as tradicionais da região.

Em 1928, o bando de Lampião já se encontrava reduzido e não tinha condições de enfrentar as volantes. Sua tática foi fugir para a Bahia onde as forças policiais estavam enfraquecidas e não tinham experiências de combates na caatinga. Então, ele atravessou o Rio São Francisco em demanda do sertão baiano, partindo do sopé da Serra Negra, em Floresta, com apenas cinco homens (chegou a ter 130 a 150), entre eles o Luis Pedro, seu fiel escudeiro.

Seu itinerário englobou a Serra Tonã, a fazenda Salgado e o povoado Várzea da Ema, município de Glória. Naquela localidade, Lampião encontrou refúgio na fazenda Gangorra. Mesmo assim, as tropas pernambucanas foram ao seu encalço, mas sem sucesso.

Essa perseguição rendeu alguns versos, como “A força de Pernambuco/ É um bando de urubu/ Perseguindo Lampião/ Que é filho de Pajeú”. De início, Lampião mudou estrategicamente seu comportamento na Bahia, de cabra violento para pacato e bondoso, capaz de esbanjar dinheiro para a população, com intuito de fazer crer que ele era vítima de uma injusta perseguição.

O povo baiano acreditou nessa farsa e chegou a impressionar o coronel Petronilo Reis, chefe político de muito prestígio na área de Glória. Foi o primeiro protetor de Lampião na Bahia, tanto que o governo do estado solicitou o retorno das volantes pernambucanas à sua terra de origem.

Virgulino só estava esperando o momento certo para atacar, reforçando o seu bando, e Petronilo terminou sendo o principal objeto da sua ira quando deixou de ser-lhe útil. Depois que conheceu a região, coligou-se aos irmãos Engrácia no vizinho estado de Sergipe.

Na Bahia, incluiu novos elementos, como seu irmão mais novo Ezequiel, Corisco e as mulheres Dadá e Cila, uma grande novidade para o cangaço, pois na cultura sertaneja, a relação sexual tornava o homem vulnerável, com o “corpo aberto” a balas e facadas, e embotava seus sentidos para os perigos da caatinga.

Não demorou muito para o governo baiano pedir reforço às volantes de Pernambuco, inclusive com a aquiescência do coronel Petronilo e outros fazendeiros. Em 1929, os cangaceiros chegaram a assassinar quatro soldados baianos. Sucederam-se outras mortes, incêndios, roubos e sequestros.

Ainda nesse mesmo ano, em julho, ocorreu o assalto à vila de Pedra Branca e, no povoado de Brejões, foram aprisionados e mortos mais quatro policiais e um cabo. Em outubro, o bando ameaçou os trabalhadores da estrada de Juazeiro a Santo Antônio de Glória, visando interromper os trabalhos (Lampião tinha pavor a estradas). Nove homens da obra foram mortos.

Em dezembro de 1929 aconteceu um episódio macabro que deixou a população de Queimadas, na Bahia, aterrorizada. Com dezoito cangaceiros, Lampião forçou o juiz a preparar uma lista para a coleta de dinheiro e realizou diversas atrocidades, como o fuzilamento de sete soldados na porta do quartel.

De acordo com o major Optato Gueiros, em seu livro  “Lampião”, em Queimadas ocorreu um fato curioso. Ao penetrar na vila, um policial ao deparar-se com a situação do destacamento, ajoelhou-se e começou a orar. Lampião aproximou-se dele e deu ordens para que seus cabras não bulissem com o homem. “Não estão vendo que ele está doido?

Quando caiu a noite, os cangaceiros fizeram uma festa em comemoração pelos lucros auferidos em Queimadas. Em 1930 aconteceu outra tragédia nas proximidades da Serra do Urubu. Num tiroteio, morreram o tenente Geminiano Santos, um sargento e mais cinco companheiros.

 

 

 

 

O SISTEMA É BRUTO E CRUEL

Quando falo do sistema, não estou me referindo no sentido macro dos três poderes (executivo, legislativo e judiciário) e o capitalismo selvagem oligárquico que ditam suas regras e terminam descarregando todo seu peso nos mais desfavorecidos, se bem que toda sociedade brasileira pena.

Estou me reportando à nossa aldeia, no caso mais específico à Secretaria de Finanças da Prefeitura de Vitória da Conquista onde mais parece uma torre de babel, pois cada um fala uma língua diferente e se ouve o absurdo dos absurdos.

Depois de negociar minha dívida ativa e pagar as parcelas em dia, fui ontem (dia 30/01) à Secretaria (três vezes) solicitar uma certidão negativa e, após um dia exaustivo, não consegui êxito porque cada funcionário tinha sua interpretação a respeito do meu caso.

Na primeira tentativa, a atendente disse que não podia me liberar alegando que o pagamento que fiz do alvará 2025, na terça-feira (dia 27/01), na lotérica, não havia caído no sistema (olha ele aí nos atormentando e torturando!), mesmo mostrando o comprovante quitado. “A Caixa Econômica tem três dias para nos enviar a quitação” – disse a funcionária.

Argumentei se não poderia dar baixa no sistema através do comprovante, mas nada feito. Apelei para a gerência que fica ao lado e um rapaz conversou com algum superior que teve a compreensão de atender ao meu pedido.

Senti aquele alívio e a esperança de que meu problema seria resolvido. Puro engano, meu camarada!  O sistema acusou que eu tinha três parcelas do ISS em aberto. Aleguei que havia parcelado para o dia 10 de fevereiro, mas não estava com as papeladas.

Na árdua tarefa de solucionar a questão sai do centro e fui buscar os boletos em casa. Minha peregrinação tinha começado às 9h.30min e quando retornei pela segunda vez já era quase 13 horas. Mesmo arguindo que a data de vencimento era dez de fevereiro, o cruel do sistema não liberou minha certidão. Mais uma tremenda frustração. Insisti que o vencimento estava ali destacado para o dia 10 de fevereiro próximo. O jovem só me mostrava o maldito do sistema.

O mesmo funcionário (um estagiário) recomendou que eu retornasse mais tarde, isto pela terceira vez, e me reportasse com uma tal de Igor. Era por volta das 15 horas. Para meu espanto, ele se baseou na data do vencimento original e não na atualizada do 10/02/2026. Não adiantou em nada o meu argumento de que ainda não havia vencido. Não entendi, ou meu QI deve ser muito baixo.

O técnico obedece ao sistema, meu amigo, e este, cruelmente, negou minha certidão. “Não adianta tentar porque ele trava na hora que eu fizer a solicitação” – afirmou o moço. O ponteiro marcava 16 horas e o cansaço já dominava meu corpo e minha mente.

– Mas, olha aqui, a data diz que eu tenho até o dia 10 de fevereiro para pagar. Não teve conversa, o servidor se baseou no vencimento original de 12 de janeiro de 2026. Meu contador não acreditou no que lhe relatei.

Não é para entender. O sistema não tem lógica porque foi elaborado e é manejado por seres burocratas tecnólogos desumanos. Sai da Secretaria de Finanças no final da tarde, estafado, desolado e me sentindo um lixo como contribuinte. O sistema é bruto e cruel, não para os ricos e os grandes sonegadores de impostos.

DESILUSÃO

De autoria do jornalista e escritor Jeremias Macário

Vagueia no recôndito

Da minha alma

Uma desilusão sofrida,

Sem mais aquele sopro,

Do viver encanto

Do vento fresco humano,

Que fazia o nosso canto

Contra o fútil profano.

 

A gente carregava o manto,

Da cultura e do saber,

Era lindo de se ver:

As ideias em confronto.

 

Os sonhos como vultos,

Somem entre os incultos,

Que mataram o conhecer,

E não mais se acredita

No clarear do alvorecer.

 

A massa insossa alienada,

Passa em louca disparada,

Consome porcarias no lixo,

Nas entranhas do consumismo,

E fica toda fedorenta empolada,

Pelo percevejo do capitalismo.

 

Minha alma está seca cinzenta,

Nesta cacimba, sedenta,

Como um estorricado chão,

Que definha na desilusão.

 

A juventude do não pensar,

Sem mais atitude e metas,

Guiada por falsos profetas,

Caminha nesse escuro,

Em meio ao besteirol,

E meu único alento,

É apreciar um pôr-do-sol.

SÃO TANTAS PORCARIAS!

Fico confuso sem entender, talvez meus neurônios já estejam desgastados, como as pessoas nos dias atuais se enchem de tantas porcarias, inclusive no que entra pela boca, e saem comprando coisas nas lojas presenciais e virtuais, que nem precisam, e depois ficam endividadas ao ponto de faltar grana até para fazer o mercado ou a feira da casa.

Com o celular e as propagandas martelando em seus ouvidos, o consumidor se tornou um compulsivo doente que tenta compensar suas ansiedades do mundo moderno adquirindo tudo que é bugiganga.  É só rolando a tela, clicando e colocando no “carrinho de compras”.

Normalmente joga-se tudo no cartão porque o pix já está praticamente zerado. A maioria dos produtos nem é utilizada. A Copa de Futebol do Mundo vem aí e haja televisor para vender, para pagar em 30 ou 60 meses! Os mais pobres caem dentro!

É como massagear o ego e depois ficar na expectativa da chegada da encomenda, com aquela sensação de abrir e se sentir “feliz”. O mais frustrante é quando a compra se transforma num golpe e, ao invés de receber um aparelho para acalmar os nervos, lá está na linda embalagem um pedaço de ferro enferrujado envolto em papel picado.

É, meu camarada, a mídia que deveria fazer seu papel de conscientização, dá voz e sustentação ao sistema capitalista consumista, com matérias publicitárias, e não jornalísticas. As reportagens são verdadeiras pautas comerciais e o repórter incentiva a comprar mais e mais.

Os veículos de comunicação têm seus patrocinadores e precisam sobreviver e lucrar, mas não é necessário escancarar tanto.  Isso acontece, principalmente, em épocas de festas e datas comemorativas. A roda começa a girar no início de cada ano. O jornalismo perdeu a sua função de questionadora e formadora de opinião.

Na outra banda da cobiçada “maçã do amor” (agora é “morango do amor”) da internet estão as porcarias de textos e vídeos sem conteúdo, com até milhões de visualizações e seguidores que preenchem o vazio dessa gente que acompanha falsos ídolos e influenciadores. Também são porcarias. Eles ditam suas receitas de vida e comportamento como se fossem verdades padronizadas.

Para estas porcarias, em formatos de lixeiras, também existem compradores aos montes que engordam as idiotices e as imbecilidades do vazio existencial. A mídia rasa está lá marcando sua presença e mistura o joio com o trigo.

Como a massa é inculta e ignara, tudo é empurrado goela abaixo, e os bagulhos nem dão mais indigestão porque o corpo e a mente já estão adaptados às porcarias. As pessoas hoje mastigam até pedregulhos.

Nem sei o porquê de estar falando dessas porcarias! Que se lasquem os pobres de espírito, que também são pobres em termos financeiros! Não ganho nada com isso, só perda do meu precioso tempo em ficar aqui tratando desse assunto. Acho que sou um masoquista e estou me sentindo engasgado com um tremendo caroço na garganta!

Sabe de uma coisa: Gosto mesmo é de prosear a noite toda com bons companheiros até o dia amanhecer, olho no olho, trocando ideias, conhecimento e saber, sem falar na contação de causos, histórias e estórias, como fazia meu velho pai entre os compadres da roça, com um bule de café. Prefiro um vinho que dá mais inspiração.

Estou embaralhando a conversa, mas existem por aí uns exibidos intelectuais de “esquerda”, sentados em seus sofás e escrivaninhas, que ficam gastando o um por cento do seu QI com longas narrativas cheias de citações de pensadores dos séculos passados e depois postam em grupos de Zap, ou em outras redes.

Não que sejam porcarias, mas acham que todos têm o dever de ler suas extensas teorias nessas telas cansativas e depois emitir uma opinião e debater os teoremas, senão são vistos como alienados políticos. Essa militância precisa de mudança na linguagem porque os tempos estão mais para porcarias, não que se deva baixar o nível.

 

CACHORRO LOUCO RAIVOSO

A humanidade ainda não está dando conta de que existe um cachorro louco que tem o propósito de dominar o mundo. Com suas garras ferozes, convocou outros raivosos como ele e foi eleito pelos racionais e irracionais como o chefe maior para comandar a sua própria malta.

Nenhuma semelhança com o cacique chefe guerreiro da tribo dos Sioux do século XIX (1876) que foi apelidado de “Cachorro Louco” porque teve a coragem de reunir sua comunidade indígena e enfrentar a invasão dos yanques que depois de sangrenta luta tomaram suas terras. Na realidade, estamos precisando de um “cachorro louco” corajoso que defenda e proteja nossa gente desse outro cachorro maluco.

Este cachorro louco, do qual estou falando, está fazendo o contrário. Como um cão raivoso, não vacinado e, portanto, altamente perigoso, está atacando os humanos em seus territórios e até mandou sequestrar um presidente de outro país.

O cachorro louco fica ainda mais violento quando alguém tenta repeli-lo e não se aliar a ele. Ficou ainda pior depois que lhe negaram um tal prêmio da paz. Seu lema é fazer a paz pela força. Como prestar uma homenagem dessa para um cachorro que só quer morder por onde passa?

Ele destila toda sua raiva e avança para matar quando vê algum estranho passando em seu passeio ou morando em torno da sua casa. Agora ele achou de criar um Conselho, se elegeu como senhor vitalício e convidou outra matilha de raivosos como ele, para ser o dono de uma faixa de terra, lá no Oriente. Nela ele já até fez seu xixi e expeliu seu cocô fedorento. Quer fazer um balneário para abrigar a sua corja e seus seguidores.

Como é parente de lobos ou coiotes da escuridão, o cachorro louco está espalhando sua alcateia por toda parte. De longe se ouve seu uivo que faz lembrar de outro cachorro louco que existiu no passado e matou milhões de pessoas.  São parecidos com vampiros que não se dão bem com a luz do dia.

No início, o cachorro louco do meado dos anos 30 do século XX era tido como inofensivo e até fizeram acordos com ele, isto é, de cachorro para cachorro. Devagar foi mordendo pelas beiradas e quando reagiram ele já havia feito aquele estrago. Como já é louco mesmo, ele desrespeita até a natureza e deixa suas sujeiras por onde passa.

Aliás, não é somente ele, o planeta de hoje está cheio de cachorros loucos que vão soltando suas babas nojentas, contaminadas de vírus mortíferos que estão exterminando seres humanos com seus venenos.

Vez ou outra, quando seus ataques vão longe demais, ele se disfarça de manso para depois mostrar sua agressividade assassina. Enquanto isso, o cachorro louco está solto e você pode ser a próxima vítima. A mídia só fala dele e ninguém sabe qual seu próximo passo, ou a mordida fatal.

 

 

NO BAÚ DAS MEMÓRIAS

Fotos de arquivos de José Silva

Quando vejo antigas fotografias do nosso secular Patrimônio Histórico Arquitetônico, bate no peito uma saudade danada e, ao mesmo tempo, uma sensação de revolta. As imagens que vão se descortinando em nossas retinas são cenários deslumbrantes de cerca de 200 anos atrás quando Vitória da Conquista ainda era Vila Imperial da Victória e depois Cidade da Conquista.

Na época que o príncipe alemão Maximiliano Alexander Philipp por aqui passou, por volta de 1817, se deparou com uma vila, então Arraial Imperial da Conquista, no estilo de um presépio de cerca de 40 casas. Descreveu a vida da sua gente simples e a Serra do Periperi como uma floresta coberta por espessas matas, lembrando o frescor dos prados das zonas temperadas de uma vasta e bela paisagem da sua terra natal.

As antigas fotos pelas suas plasticidades, são como poesias homéricas do tempo, marcas de um passado glorioso, onde cada uma delas nos conta uma história, não apenas sobre a matéria em si, mas, especialmente, no âmbito espiritual. Elas já têm vida sem textos literários porque falam por si através de fortes palavras de sentimento e fazem voar nossa imaginação.

A revolta nasce justamente da estupidez do homem, principalmente do brasileiro, que traz em seu instinto a perversa cultura da destruição de seus monumentos e antigas construções de linhas coloniais e outros estilos das artes arquitetônicas esculturais. São belos casarões e ruas inteiras de Conquista que foram derrubados pela ganância imobiliária para dar lugar a uma nova armação de concreto pesado que não gera mais rima e estrofe aos poetas, nem melodias aos cancioneiros.

O portal de entrada que guiava e ainda guia a outros pontos da cidade era a conhecida Rua Grande, naquela época, hoje praticamente todo miolo do centro de Conquista, compreendendo o antigo Jardim das Borboletas, hoje Praça Tancredo Neves, e a Praça Barão do Rio Branco até o Caixeiro Viajante (Praça do Índio), com seus suntuosos casarões históricos que foram demolidos para dar lugar a bancos, hotéis e lojas comerciais.

Na Rua grande nos encantamos com as belas fotos em preto e branco da feira da cidade onde se reuniam produtores rurais e comerciantes para realizar seus negócios. O local também era utilizado para comemorações do Sete de Setembro, festejos juninos, eventos diversos e até para comícios eleitorais dos coronéis.

Poucas edificações sobreviveram à ganância imobiliária. Esse ímpeto de demolição ainda continua nos dias atuais, como no final do século XIX e durante todo o século XX. Essa insensatez custou muito caro para os conquistenses que não contam com um Centro Histórico para apresentar aos seus visitantes, como existe nas grandes cidades.  Pelo menos esta lacuna se encontra em escassas fotos em mãos de pouca gente que teve a sensibilidade de preservar este acervo, um verdadeiro tesouro cultural, como a primeira Igreja de Nossa Senhora das Vitórias.

No roteiro dessas antigas fotos, destacamos preciosidades de riquezas passadas. Nossos olhos brilham com a velha Praça Nove de Novembro de portas coloniais e nos faz entrar no túnel do tempo onde se realizava antigos carnavais, e nos bares de sinucas se confabulavam coronéis com seus jagunços no início do século XX. Um pouco mais adiante, a Rua do Triunfo, ou Rua dos Cachorros (poucos conhecem) porque ali existia um açougue e os cães se juntavam para se alimentar de vísceras dos animas.

Bem que ali hoje poderia se ter uma intensa vida noturna cultural de botecos gastronômicos com encontros de artistas, intelectuais, shows musicais, declamação de poemas e apresentação de outras artes. O mesmo se poderia dizer do Terminal Lauro de Freitas (o Pela Porco), implantado em 1984 por Pedral Sampaio.

Nossa caminhada segue pelas fotos na Alameda Ramiro Santos (Beco Chico Piloto em referência à casa comercial Major Francisco Piloto da Silva), célula do surgimento da cidade próxima à Rua Maximiliano Fernandes (antiga Rua Grande), passando pelo casarão de dona Zeza (ainda em pé) ao lado do moderno prédio do Banco do Nordeste. Mais na frente a casa do Grêmio Castro Alves onde funcionou até pouco tempo a Rádio Clube, infelizmente descaracterizado. Na maior parte foram instalados modernos escritórios empresariais.

Oh quanta saudade do imponente Lindoia onde existiam lojas de serviços diversos e era ponto de ônibus, ou marinetes, em direção a outras cidades! Ao lado, o palacete do coronel Paulino (hoje Banco do Brasil) e um pouco mais embaixo outro casarão que abrigava os tropeiros que se transformou na primeira Igreja Batista. Praticamente toda aquela área foi tombada ao chão e desfigurada em nome do progresso. Ah, temos ainda fotografias da Alameda Lima Guerra (Beco da Tesoura por conta das alfaiatarias)!

A nossa viagem prossegue pela Rua Dois de Julho (Rua da Várzea porque sempre alagava nas enchentes) onde está localizada a casa do cineasta conquistense Glauber Rocha, ainda em sua originalidade, mas fechada e carente de manutenção. Pode se acabar. Cortando mais alguns quarteirões, temos a famosa Rua João Pessoa, ou Rua das Boiadas, como era chamada, por onde transitavam os boiadeiros e vaqueiros conduzindo o gado para outras paragens.  Não podemos deixar de lado o Colégio Macaúbas que deu lugar ao Fórum.

São fotos documentais, testemunhos da nossa história, como o “Megasapo”, ou Dom Pedro, lugar de divertimento, prazer e boemia naquela época onde residiam as prostitutas, por sinal muito movimentado. Assim era conhecida porque na trilha que levava até o local, um tipo brejo, cruzavam muitos sapos e na escuridão os boêmios chegavam a pisar neles.

Existem muitas outras fotos de ruas e casarões, mas poucos deles ainda resistem à depredação humana, embora ameaçados, como a Casa Regis Pacheco, do ex-prefeito e governador da Bahia, o antigo palacete que sediou a Câmara de Vereadores, construído em 1910/12 pelo mestre Luiz Pedreiro, onde foi residência do coronel Manoel Fernandes dos Santos, ou Maneca Santos, antes de abrigar o Hotel Central e o Fórum (possui quatro estátuas no telhado representando os deuses Apolo, Mercúrio, Diana e Júpiter), o prédio da Prefeitura Municipal (sede do governo desde 1962), na Praça Joaquim Correia, inaugurado em 1921 que serviu de quartel da polícia militar, dentre outras raridades.

Não podemos deixar de citar os antigos cinemas de Conquista, entre os anos 70 e 80, com bons filmes, todos bem frequentados pelos amantes da Sétima Arte, inclusive pelo menino Glauber Rocha. A geração mais velha se lembra muito bem do Rivera, Cine Glória, Eldorado, Cine Trianon (1977), o Ritz, todos eles registrados em velhas fotografias. Muitos desses cines pertenciam ao empresário Nivaldo Araújo. Por fim o Cine Madrigal, o último a ser fechado e que assim permanece há muitos anos, sendo corroído pelo tempo.

Enfim, são papeis, tintas, textos escritos e fotografias. São expressões contra o esquecimento e a favor da memória, como prova de que o passado nunca morre. É algo vivo e pulsante que ainda vive em nossas emoções.

Cada fotografia, cuidadosamente trabalhada com esmero, representa um processo de resgate, não apenas técnico, mas, sobretudo, espiritual. Revelar uma imagem antiga é pedir licença ao tempo para aquilo que se foi. As imagens atravessam quase dois séculos de história, fragmentos de um passado que se foi.

Antes da fotografia existia a pintura, o retrato pintado como símbolo de poder. A fotografia mudou o mundo e nos oferece uma sensação de pertencimento, como é o caso das fotos que trazem Vitória da Conquista de volta, num ritual mágico que faz renovar a nossa sensibilidade. As imagens são como convites para que você olhe o passado com coração e com alma. São obras que celebram a persistência da vida e a beleza daquilo que permanece eterno.

 

 

 

 

 

COMO “PADIM CIÇO” ARMOU LAMPIÃO E SEU BANDO NO AUGE DO CANGAÇO

Com a psicose de combater a Coluna Prestes, através dos ”Batalhões Patrióticos”, o padre Cícero, ou “Padim Ciço”, como era chamado no Nordeste, convocou Lampião e seu bando, em março de 1926, para se juntar às forças das volantes contra o comunismo.

Na ocasião, ele e o deputado baiano Floro Bartolomeu armaram um esquema fajuto e deram a Lampião uma falsa patente de capitão além de armas “modernas” do exército, distribuídas a todos seus comparsas, mais de 100 homens, e isso com o aval do Governo de Arthur Bernardes.

Lampião e seus bandoleiros foram recebidos com honras em Juazeiro do Norte, num encontro ou num circo onde o povo se aglomerava em frente à casa de “Padim Ciço” para ver o “rei do cangaço”. Todos queriam apertar suas mãos.

O sacerdote acreditava convencer Lampião a deixar o cangaço, mas o cangaceiro, que era cabra esperto, aproveitou a oportunidade para se armar e viveu o seu auge naquele ano, com saques e mortes, deixando um rastro de terra arrasada no sertão. Ao se sentir fortalecido, até se atreveu atacar Mossoró, em 1927, só que se estrepou e aí sofreu suas piores baixas entre 1927/28.

Em suas narrativas sobre as memórias do seu pai Manuel Flor, combatente do cangaço, a professora e escritora Marilourdes Ferraz, em sua obra “O Canto do Acauã”, conta que depois de assassinar José Nogueira, um de seus maiores inimigos, Lampião chegou a Juazeiro, no Ceará, em março de 1926, convidado por pessoas de prestígio na região do Cariri e pelo seu líder carismático padre Cicero.

Na época, Juazeiro formava o quartel-general do “Batalhão Patriótico”, construído para combater a Coluna Prestes. O propósito era fustigar os “revoltosos”. Lampião e o bando, em meio às festanças, receberam armamentos do exército e abundante munição, “ato validado por uma farsa de promoção: Um funcionário federal, o inspetor agrícola Pedro de Albuquerque Uchoa outorgou as “patentes” de capitão a Virgulino Ferreira; de primeiro-tenente a Antônio Ferreira, seu irmão e a de segundo-tenente a Sabino Gomes de Góis”.

A escritora afirma que essa fantasiosa pretensão de legalidade deu impulso à vida de Lampião como bandoleiro que se encontrava em baixa. Anteriormente seu grupo atingia um número de quinze a vinte homens, raramente cinquenta a sessenta. Logo no cerco a Nazaré, lançou noventa combatentes. Em pouco tempo alcançou cento e trinta homens bem armados com Mausers automáticas e uma profusão de munição.

Planejaram combater a Coluna Prestes. De início, Virgulino empreendeu marcha com essa finalidade e para causar boa impressão. “Quero ver se esse Prestes, presta mesmo”. Do Ceará, entretanto, retornou a Pernambuco e penetrou em Cabrobó, onde a população lhe entregou dinheiro e objetos para evitar problemas.

Saindo de Cabrobó, seguiu ao longo do Rio São Francisco rumo à cidade de Belém do São Francisco. Precavido, nas proximidades, incumbiu um mensageiro de avisar às autoridades locais que Lampião, na qualidade de “capitão”, iria entrar na cidade.

Na ocasião, o coronel João Nunes, que organizava a defesa regional, com o objetivo de repelir a Coluna Prestes, respondeu: Diga a Lampião que não o conheço como capitão e que, se vier, eu o recebo a bala. Deu meia volta e foi a Salgueiro e dali seguiu à sua zona de preferência de atividades, em torno da vila de São Francisco.

Em 1926, o problema atingia o ponto crítico e a impressão que se tinha era que, no sertão, não havia lugar para se exercer outras atividades que não de cangaceiro, miliciano das volantes, bem como informante de uma ou outra facção. Os agricultores abandonaram o trato do campo e dos animais.

Naquela ocasião cantavam: “Minha mãe, me dê dinheiro/ pra comprá um cinturão/ pra viver de cartucheira/ no grupo de Lampião. Minha mãe me dê dinheiro/ pra comprá um cinturão/ que a vida melhó do mundo/ é ainda mais Lampião”.

As violências cometidas no sertão de Pernambuco estenderam-se ao sertão alagoano, principalmente nos municípios de Mata Grande, Água Branca e Santana. Um comerciante de Nazaré chegou a dizer que no período de 1926 ao princípio de 1927 lembrava dos dias amargos que atravessaram as pessoas do distrito, hoje Carqueja (Floresta).

JOGOS DE GUERRA

(Chico Ribeiro Neto)

Meus soldadinhos de chumbo da estante não querem invadir outras áreas da casa. Com grande disposição e amor à Pátria, limitam-se a proteger meus livros de possíveis invasores. Nesse mundo sempre tem gente querendo queimar livros.

Na nossa brincadeira de guerrô, na turma  da Rua Gabriel Soares (Ladeira dos Aflitos), em Salvador, o cara tava “preso” com 3 tapinhas na cabeça e a “prisão” era o poste mais próximo, iluminado pela lua, já que alguns treinavam nas lâmpadas a pontaria dos badogues.

No jogo de Batalha Naval não me lembro de ter invadido nenhum país.

Adorei o “trezoitão” de pão que o padeiro da Padaria Minerva, do meu pai Waldemar, fez para mim quando eu tinha 6 anos. Com cartucheira e tudo, o revólver de pão foi devorado por mim e amigos da Rua 2 de Julho, em Ipiaú (BA). Não  sobrou uma bala sequer.

No São João os bolsos da frente da calça cheios de bomba e os bolsos de trás cheios de amendoim cozido.

A gente tirava a pólvora de 4 bombas, fazia o montinho no chão, uma pedrinha por cima, pisava com um calcanhar, batia continência e batia um calcanhar no outro PUM!!!

O grande ato de heroísmo era segurar um traque nos dentes e acender o pavio.

Acordo com um bonito barulho. Meus brinquedos fazem uma passeata até a sala. Meu trator de dar corda vai na frente. Não querem ser agredidos e querem continuar produzindo beleza.

Pedro, meu neto, aos 7 anos tinha um exército de miúdos soldadinhos verde  de plástico. A tropa toda cabia num saco plástico. Um dia fui visitá-lo e, na saída, ele me presenteou com um soldadinho.

“Mas esse soldado não tem fuzil!”, exclamei.

“Mas, vô, esse é o cara das comunicações. Veja os equipamentos nas costas .

 

UM TELEFÉRICO PARA O CRISTO

Sobre a questão da urbanização e da segurança na área do Cristo da Serra do Periperi, do escultor Mário Cravo, o nosso amigo e companheiro Dal Farias nos lembra que um dos maiores projetos discutido na Câmara de Vereadores, no início dos anos 90, foi do parlamentar Adison Vilas Boas (in memoriam) visando tornar o local no maior ponto turístico de Vitória da Conquista, inclusive com a implantação de um teleférico (um bondinho) ligando a Serra ao Poço Escuro. Essa iniciativa me faz lembrar também da proposta do ex-prefeito Raul Ferraz quando se candidatou ao poder executivo, pela segunda vez, se não me engano no início dos anos 2000. Sua ideia era construir um bondinho ligando o Cristo ao final da Ernesto Dantas. Bem, o projeto do vereador foi engavetado. Dal nos recorda ainda que, quando Conquista ainda não tinha virado uma “Suíça Baiana”, uma comissão com o governador ACM esteve na cidade, para mostrar as potencialidades regionais e turísticas do Planalto de Conquista. “Em minha opinião está faltando na Câmara lideranças robustas que voltem a encampar os grandes assuntos de interesse da cidade e da região. Fazem algumas audiências públicas, mas ineficazes, que não fazem o efeito esperado para a população. Os grandes temas de Conquista estão ficando no esquecimento” – brada Dal Farias. É isso aí, meu amigo, até quando aqueles quiosques vão continuar fechados por falta de segurança permanente no local? Vamos nos contentar apenas com aquele mirante e o resto permanecendo no mesmo? As pessoas ainda têm medo de visitar o monumento e apreciar a cidade lá do alto. Não bastam esses eventos promovidos pela Polícia Militar. Aquela área merece muito mais que isso.





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