A PEC CORPORATIVISTA DA IMPUNIDADE E A DESCONFIANÇA NAS VACINAS
Quando a Câmara dos Deputados aprovou a manutenção da prisão do parlamentar Daniel Silveira, cuja detenção em flagrante foi votada por unanimidade pelo Supremo Tribunal Federal, por ele ter pregado o fechamento do STF e pedido a volta do AI-5, ato que endureceu a ditadura civil-militar de 1964, logo pensei comigo que viria por aí uma medida corporativista para blindar seus pares da Casa Legislativa.
Não deu outra. Como revide ao STF, os canalhas querem votar, às pressas, uma PEC (Projeto de Emenda Constitucional) que garante, em definitivo, a total impunidade dos deputados, mesmo que sejam flagrados praticando ato criminoso. Essa PEC é como se desse ao deputado uma autorização expressa até para matar alguém, como um James Bond do filme 007 onde ele tem um passaporte da rainha para assassinar quem quer que seja.
Tudo foi combinado com antecedência entre eles para não ficar tão vergonhoso passar por cima de uma decisão do STF e soltar o deputado. Foi mais uma forma de engabelar a sociedade, como eles sempre fazem nessas ocasiões e, vamos reconhecer, são mestres nesse tipo de disfarce. No momento, jogam uma imagem de sérios, para depois mostrar a desfaçatez e como jogam sujos. Mordem e depois assopram.
Do Centrão, que já foi chamado de ladrão e de escória pelo próprio governo que aí está e, com a mesma cara de pau, depois fez acordo com o grupo, não dava para esperar outra coisa. Para quem tem memória, sabe muito bem que foi esse mesmo Centrão que já derrubou vários governos, com quais se conluiou e se envolveu em falcatruas e corrupções.
O pior e o mais lamentável, é que, no caso do corporativismo, não é somente o Centrão que se reúne para proteger seus colegas dos malfeitos e se tornarem intocáveis e privilegiados, nessa frágil democracia, onde é uma grande mentira essa de que todos são iguais perante as leis.
Os ditos partidos de esquerda e “oposição” (são raras as exceções) também estão lá nas negociações de costas viradas para o povo, como no caso da detonação da Lava-Jato, visando passar uma borracha em seus crimes. A camarilha é uma só quando se trata de corporativismo. Cá em baixo, na ralé, os súditos se dividem em xingamentos, ódios e intolerâncias onde cada um defende o seu canalha. É assim caminha o nosso Brasil. Lá em cima, eles riem de nossas caras de otários.
Uma discussão que gera desconfiança
Outro assunto que quero abordar, se me permitem, é quanto essa discussão pública entre os laboratórios e o governo federal sobre de quem é a responsabilidade no caso de uma vacina vir a provocar danos físicos e até mentais na saúde da pessoa que recebeu a dose de imunização.
Essa questão só faz abrir mais espaço para as fake news dos horrorosos negacionistas da ciência contra a vacinação. É uma polêmica que só faz gerar mais desconfiança sobre essa, ou aquela vacina. A essa altura já tem gente idiota dizendo que esse aumento de contaminação e mortes é decorrência da vacina.
Claro que se trata de uma imbecilidade, visto que os países que até agora mais vacinaram sua população, como a Inglaterra e Israel, estão registrando uma redução dos casos de infecção e mortes, inclusive com os hospitais mais desafogados e menos procura por leitos. No entanto, essa gente do mal não se cansa de soltar informações desencontradas e irracionais.
No mundo, somente o Brasil, a Argentina e a Venezuela estão contestando essa cláusula de responsabilidade, gerando mais demora nas negociações, enquanto mais de mil pessoas morrem diariamente em nosso país, que bateu nesta quarta-feira a marca de 250 mil vidas perdidas para esse maldito vírus.
No Brasil, a situação ainda é mais complicada em razão, principalmente, da falta de organização e planejamento por parte do governo federal desde o início da pandemia no ano passado. Como se não bastasse a pequena quantidade de vacinas, ainda temos os criminosos dos fura-filas. Portanto, essa discussão entre contratantes e contratados só traz pontos mais negativos diante de todo esse caos e confusão.
MAIS UM GENERAL NA PETROBRÁS DO PETRÓLEO QUE NUNCA FOI NOSSO
NÃO SABIA QUE AGENTES DE SAÚDE, PORTEIROS, VIGILANTES, RECEPCIONISTAS E OUTRAS FUNÇÕES ADMINISTRATIVAS DE HOSPITAIS E CLÍNICAS FIZESSEM PARTE DA LINHA DE FRENTE NO TRATAMENTO DOS PACIENTES DE COVID-19. POIS É, MESMO COM A ESCASSEZ DE VACINAS, TODOS ESTÃO SENDO IMUNIZADOS, CONTRARIANDO O PROTOCOLO DO MINISTÉRIO DA SAÚDE, MAS ESSE NÃO EXISTE.
Na verdade, o assunto é sobre a Petrobrás, se não me engano, criada na década de 50 com o slogan de que o petróleo era nosso. Papo furado, tanto quanto aquele que a gente está cansado de ouvir, de que todos são iguais perante a lei. Essa é mais uma grande mentira, uma falácia de caloteiro. Coisa de vigarista que, infelizmente, muitos acreditam e terminam sendo enganados. Não existe democracia de barriga vazia. A questão não é só liberdade.
Mais uma vez, se não estou equivocado, o último general que dirigiu a Petrobrás foi Ernesto Geisel no final da ditadura civil-militar de 1964 ao final dos anos 80. Naquele tempo, era general com general-presidente. Agora será mais um general que vai bater continência para um capitão-presidente, e tende a destruir a empresa estatal, a que mais levou porrada e serviu de fonte de ladroagens para corruptos na história do Brasil.
CADÊ OS TRILHÕES?
Em tempos mais recentes, com a descoberta do présal, no Governo Lula, a promessa era de que os lucros com o petróleo (o país se tornou autossuficiente de uma hora para outra) iam encher a cuia dos pobres, praticamente zerando as desigualdades sociais. A presidente Dilma chegou a falar em trilhões para os setores da saúde e da educação.
O resto da história todos já sabem, pelo menos os que têm memória e sempre estão atentos às informações. Os gatunos vieram como salteadores e lambuzaram suas mãos no ouro negro. Deixaram a Petrobrás falida e endividada. Até agora eles colocam como maior culpa pela destruição da empresa o aprisionamento dos preços dos combustíveis, e quase nada comentam dos roubos.
Portanto, o petróleo nunca foi nosso, mas deles e, mais uma vez, aparece o destruidor do futuro para torrar seus ativos por preços de banana e sugar com o que ainda restou de um pouco de carne e nervo da caveira. Pelo menos desse capitão a gente já sabia que ele não veio para construir, mas para destruir.
Sua intenção não é somente atingir a Petrobrás, mas também o Banco do Brasil, os Correios (falido), a Eletrobrás, e depois vem a Caixa Econômica Federal. Com seu grosso jargão, lá de muitos anos, de enxugar o Estado, o destruidor já enxugou a saúde e a educação que já estão mais subnutridos do que nordestino na miséria da fome.
Não fossem os destruidores do futuro, os preços da gasolina e do diesel poderiam ser um dos mais baixos do mundo, sem abalar as estruturas financeiras da Petrobrás. Por que temos que ficar reféns dos preços internacionais e da variação do dólar? Por que exportamos tanto petróleo cru e importamos o acabado? É assim que somos autossuficientes? Por essas e outros é que os norte-americanos fazem chacotas de nós, dizem que somos os ricos e eles os pobres.
É mais um general sob o comando do capitão, como o do Ministério da Saúde que prescreve cloroquina para os pacientes de Covid, e para Manaus manda cargas do medicamento no lugar de oxigênio. É mais um desastre genocida.
Ele disse em campanha que ia acabar com a corrupção e acabou com o combate a ela, para blindar seus filhos dos malfeitos. Como a Petrobrás e outras estatais, o Brasil como um todo nunca foi nosso, mas deles que riem com as nossas caras de otários. Sempre fomos os bobos dessa realeza que só destila veneno como cobras peçonhentas.
CONQUISTA AMEAÇOU DESOBEDECER O DECRETO DO GOVERNO DO ESTADO
O poder público municipal de Vitória da Conquista continua inerte e inoperante quanto a medidas para conter o avanço do novo surto da Covid-19, pior que o primeiro no início do ano passado. Conquista seria a última cidade baiana a desobedecer ao toque de recolher decretado pelo Governo do Estado, e só depois resolveu se engajar no esforço de conter a transmissão do vírus, com a promessa do governador de abrir novos leitos em Caetité.
Acusar que os hospitais públicos de Conquista estão cheios porque a maioria dos pacientes é de fora é um despropósito, insensatez e até desumano. Outra mentalidade atrasada é exigir a criação de novos leitos quando nada se faz em termos de prevenção para reduzir as aglomerações. Isso é o mesmo que enxugar gelo. Até quando o Estado vai ter a capacidade financeira de instalar mais e mais leitos, se a contaminação continuar aumentando?
NÃO FAZ NADA
Na verdade, a Prefeitura de Conquista não vem fazendo nada em termos de medidas restritivas na cidade para reduzir o número de casos, mais de 100 por dia, com uma média de duas mortes (no final de semana foram registrados cinco). Depois de um ano, quase 300 pessoas perderam suas vidas, e a dor só é mais sentida pelos parentes e amigos da vítima da Covid.
É mais que justo que os três hospitais públicos, o Geral, o HCC e o São Vicente recebam pacientes da região. A prefeitura não tem nenhuma unidade Covid, e Vitória da Conquista, com mais de 300 mil habitantes, há anos se alimenta economicamente dos cerca de 70 a 80 municípios que gravitam em torno dela. Tire as mais de 50 mil pessoas que diariamente circulam na cidade, fazendo compras, tratamento de saúde e resolvendo outros problemas, e o comércio de Conquista em pouco tempo entrará em falência.
Outro motivo é que esses hospitais atendem pelo SUS. Já disse aqui e repito que não adianta criar novos leitos se não for acompanhado de medidas de isolamento. Essa de não obedecer ao decreto do Governo do Estado só pode ter partido do prefeito Herzem Gusmão que há dois meses está internado no Sírio Libanês, pago com o nosso dinheiro. E como ficam os que procuram o SUS e encontram as portas fechadas por falta de vagas?
“BANDIDOS CRIMINOSOS”
Esse estado de calamidade em que estamos vivendo, no caso específico de Conquista, não tem somente como culpado o poder público. Boa parcela da população, a maioria de jovens, também é culpada com as aglomerações em festas e bebedeiras em bares e restaurantes. Por mais que se faça advertência e campanhas, mais eles se aglomeram.
Em minha opinião, quem assim procede de forma irracional e egoísta, colocando vidas em risco, deve ser tratado como “bandido criminoso” porque está levando pessoas à morte. Não tem diálogo com essa gente que provoca aglomerações nas ruas, sem máscaras e sem adotar nenhum protocolo de distanciamento.
Sempre me posicionei contra qualquer tipo de violência policial, mas, sinceramente, para essa gente imbecil não tem diálogo. A ação da polícia tem que ser mais drástica e enérgica, pois muitos estão morrendo contaminados, principalmente, em razão das aglomerações.
Nesse caos na saúde, torcedores, como do Flamengo, no último domingo, preferiram se juntar em bares do que ficar em casa assistindo o futebol. Esse pessoal chega ao absurdo de dizer que o time é sua vida. Fala besteira do direito de ir e vir, e se esquece de que a vida está acima de tudo. Perdoai, Senhor, porque não sabe o que diz! Para você ter o direito de ir e vir, primeiro precisa respeitar a vida do outro..
ATÉ PARECE QUE A COVID-19 NÃO PASSOU EM VITÓRIA DA CONQUISTA
Será que a Prefeitura Municipal de Vitória da Conquista, a terceira maior cidade da Bahia, com cerca de 340 mil habitantes, está esperando que entre no noticiário nacional sobre o alarmante número de casos e mortes de Covid-19, com o colapso total da rede hospitalar, como ocorreu em Manaus onde milhares perderam suas vidas por falta de leitos e oxigênio, para agir com medidas de contenção?
A impressão que se tem é que o coronavírus não passou em nossa cidade, e que tudo continua em plena normalidade, como se nada estivesse acontecendo. Diante da crítica situação (os hospitais estão no limite máximo), o poder público, ora chefiado pela prefeita em exercício, não tem tomado nenhuma medida restritiva para, pelo menos, controlar o novo surto da pandemia.
UM DOS PIORES
Caímos no toque de recolher do decreto do Governo do Estado, como a grande maioria dos municípios baianos, mas o quadro em Vitória da Conquista é um dos piores porque depois da liberação geral do comércio e com a crescente incidência de casos e falecimentos (quase 300), a Prefeitura não tomou providências mais drásticas, para conter as aglomerações em festas, bares e restaurantes.
Mesmo de partido e ideologias diferentes, a Prefeitura de Salvador tem trabalhado em sintonia com o governador Rui Costa, visando salvar vidas. O prefeito daqui deveria, pelo menos, seguir o exemplo do seu colega da capital, do qual recebeu apoio para se reeleger, e fazem parte do mesmo grupo de ACM Neto. Não entendo como aqui vem ocorrendo o contrário.
O maior absurdo e o cúmulo da incoerência é um governante politizar essa doença que tem causado tantos sofrimentos aos brasileiros, principalmente no atual panorama da pandemia onde mais de 240 mil pessoas perderam suas vidas no Brasil. Não sei se esse é o caso do executivo de Conquista, mas a verdade é que a inoperância aqui é visível, como se tudo estivesse normal.
Em conjunto com o Governo do Estado, o atual prefeito de Salvador, Bruno Reis, vem tomado medidas restritivas de fechar algumas atividades não essenciais e os bairros mais contaminados pela Covid-19, como Brotas, Pituba e Itapuã, incluindo a dedetização e testes do corona nas pessoas.
Aqui, esse comitê gestor, que muito fala e nada faz, não tem nem o mapeamento dos bairros mais atingidos, Se é que existe esse mapa, como no caso do mosquito da dengue, não decreta medidas restritivas por pura incompetência, ou receio da pressão dos lojistas. Enquanto isso, quase duas pessoas morrem por dia e mais de 100 são infectados, sem contar a questão dos hospitais que começam a entrar em colapso.
Existem uns imbecis, sobretudo do comércio (só pensam neles e no dinheiro), que indicam como solução criar mais leitos, não importando quem morra de Covid. Até quando o governo vai ter capacidade financeira de criar mais e mais leitos nesse quadro falimentar em que vive o nosso país? O pior é que tem muita gente que só pensa em si, como se não vivesse numa sociedade, como se não existisse coletividade.
Outro problema que requer apuração é quanto ao processo de vacinação em Conquista onde muitos furaram a fila, com declarações falsificadas das unidades de saúde. Está faltando mais transparência por parte do poder público.
O protocolo do Ministério da Saúde fala de imunização somente dos profissionais da linha de frente, mas a lista vai além desse pessoal, abrangendo trabalhadores que não fazem parte desse grupo. É só cruzar o número de vacinados na área da saúde com os que realmente estão hoje atuando na linha de frente.
O COMÉRCIO INFORMAL DE AMBULANTES
Fotos do jornalista e escritor Jeremias Macário
É meus amigos, se a situação já estava feia para os mais de 13 milhões de desempregados e subutilizados no mercado de trabalho, piorou mais ainda com a chegada da Covid-19 no início do ano passado, e ainda mais agressiva depois de um ano, em razão de diversos fatores, desde um governo genocida até a própria população que não tem senso de coletividade e parte para as aglomerações suicidas. Para sobreviver a esse caos, por falta de estratégia do poder público central, todos se viram como podem, vendendo seus produtos no comércio informal de ambulantes. As ruas e avenidas das capitais e grandes cidades do nosso Brasil estão superlotadas de ambulantes tentando fazer uns trocados para apaziguar a fome. Vitória da Conquista não é exceção. Em todos os lugares, nas portas dos bancos, nas calçadas, em frente dos supermercados, praças e lojas, lá estão eles oferecendo suas mercadorias, como frutas, doces, bombons, chaveiros, artesanatos, bijuterias e outras tantas bugigangas. É claro que deixam a cidade com a cara mais feia, mas fazer o quê diante de tanta pobreza e aprofundamento das desigualdades sociais? A crise só tende a se agravar, e não adianta querer ser otimista porque a realidade está ai bem escancarada. Dias melhores e esperança não caem do céu de graça. O povo tem que se levantar e se indignar com esse quadro tão degradante, para que as coisas mudem. Nada se consegue sem sacrifício e sofrimento, a não ser para eles que se especializaram em roubar a dignidade da população brasileira com suas canalhices, malandragens e ladroagens.
SEU VIGÁRIO
Poema atualizado de autoria do jornalista Jeremias Macário
Seu vigário, a sua benção,
Vim aqui me confessar,
Contra o Senhor Deus blasfemei,
Pensei muitas vezes em me matar,
Nesse solo do meu sertão,
Só tenho levado pancada e reio,
Confesso, seu vigário,
Que nem Nele mais creio.
Seu vigário, sou da terra lavrador,
A minha mulher perdi no parto,
Nem o menino mirrado vingou,
Sempre roguei pela chuva da vez,
Carreguei cruz e pedra em procissão,
Com toda fé, como ensina a religião,
E nesse ano, seu vigário,
Perdi até minha última rez,
Toda noite choro em meu quarto,
Nunca a ninguém desejei mal,
Dessa vida miserável, estou farto,
Seu doutor me prometeu água,
E só me mandou castigo e sal.
Seu vigário, no confessionário,
Ouviu todo seu triste lamento,
Viu em sua velhice seu tempo,
Lá fora só batia o seco vento,
E disse, filho você não pecou,
Quem pecou foi o nosso patrão,
Que nos faz de pano de chão,
E da sua velha surrada batina,
De tanta sabedoria latina,
Com senso dela tirou o lenço,
Suas lágrimas caindo enxugou,
Abençoou o penado nordestino,
Aquele homem sofrido franzino.
DESVIOS DE VACINAS, MAIS ARMAS, OS SUICIDAS E OS DEFENSORES DA DITADURA
EM QUE PAÍS NÓS ESTAMOS? O CONSELHO DE ÉTICA (DESATIVADO) CONTRA O DEPUTADO DITADOR É UMA FORMA DE TENTAR ENCOBIR O CORPORATIVISMO DA CÂMARA. NÃO VAI DAR EM NADA. UMA VERGONHA NESSA REPÚBLICA DE BANANAS!
A enfermeira faz de conta que aplica a vacina nos velhinhos e desvia as doses; o capitão-presidente está mais preocupado em colocar mais armas nas mãos dos brasileiros, mesmo diante de um quadro aterrador de mais de 240 mil mortes vítimas da pandemia da Covid-19; na onda de mais um pico violento do vírus, os “suicidas” kamikazes das aglomerações entram no embalo das festas clandestinas de carnaval; e um deputado extremista nazista prega o fechamento do Congresso Nacional e do Supremo Tribunal Federal, com apologia à decretação de uma réplica do AI-5 no Brasil.
Diante desse quadro de terror, o poeta condoreiro, se vivo fosse, indagaria, oh Senhor Deus, em que país nos estamos? Quanta heresia entre os céus e a terra! Quanta desgraça está caiando sobre nós, perdidos como num mato sem cachorro, sem um planejamento central de combate à pandemia, sem o auxílio emergencial para matar a fome de milhões e com um governo que tudo tem feito para que não haja vacina para o povo! Ele representa a própria morte!
CRIME COM REQUINTE DE CRUELDADE
O ser humano, vez por outra, sempre está retratando seus instintos mais primitivos e perversos contra o seu semelhante, sem nenhum remorso de consciência quando coloca a cabeça no travesseiro para dormir. Demorei a acreditar numa imagem onde uma enfermeira injeta uma seringa no braço de um velhinho de mais de 80 anos sem a dose da vacina contra o coronavírus. Todo alegre e emocionado ele retorna para casa com seus parentes bem mais aliviado.
Tudo leva a crer que o ato não se trata de engano, erro ou equívoco. A cultura da corrupção em nosso país aponta para o desvio de vacinas para a venda, ou para outra pessoa parente e amiga. Para esse caso, alguém fala em punir com a cassação do diploma profissional, ou uma simples exoneração do cargo. Isso no Brasil nem vai acontecer, mas fosse no Oriente ou na Ásia, essa pessoa seria imediatamente fuzilada, pois trata-se de um crime com requinte de crueldade.
Como se não bastassem os fura-filas safados e covardes, mais essa que é de cortar o coração. Vá que um desses idosos recém “vacinados” de mentira venha a óbito. É um prato feito para os negacionistas da ciência e defensores da cloroquina (o Brasil está cheio deles) condenar a vacinação e abrir suas páginas de fake news com suas canalhices. Pior ainda se a vacina for procedente da China”. Quem assim age deve ser considerado como assassino e merece, pelo menos, prisão perpétua. A impunidade em nosso país abre espaço para esses psicopatas seguidores da morte e disseminadores do ódio.
UMA INGENUIDADE!
As sociedades científicas, as organizações médicas, as prefeituras e outras instituições têm feito críticas veladas contra o governo federal pela falta de planejamento no processo de compra de vacinas, e a consequente escassez do medicamento. Chegam a pedir a saída do general do Ministério da Saúde.
Sinceramente, acho até uma certa ingenuidade nos comentários. Será que essas entidades ainda não entenderam que o cara de Brasília não quer vacinar a população? Ainda não caiu a ficha? Ele mesmo já deixou isso claro em seus pronunciamentos, dizendo que não vai se vacinar, uma forma de desestímulo. Por outro lado, desde o meado do ano passado, ele vem emperrando as negociações com os laboratórios, com desculpas esfarrapadas.
Outra atitude ingênua é pedir a cabeça do ministro intendente da Saúde, quando o recado deveria ser diretamente dirigido ao chefe que, na verdade, é quem comanda na pasta. Ele pode até tirar o general e colocar outro militar, de patente mais inferior, como um coronel.
As forças armadas e boa parte da sociedade omissa, principalmente os políticos mercenários, têm suas grandes parcelas de culpa por tudo quanto vem ocorrendo de mal. Um dia a história vai nos colocar no banco dos réus. Não temos uma oposição. Temos uns canalhas ladrões que se venderam em troca de poder e absolvição de seus roubos com o fim da Lava-Jato.
O EXAURIDO CAMPEONATO BAIANO
Carlos Albán González – jornalista
“Qual o principal acontecimento dessa semana no mundo do esporte?”. Se a pergunta for feita a um torcedor de futebol em Vitória da Conquista a resposta, certamente, será uma provável definição do Campeonato Brasileiro de 2020, domingo, no Maracanã, com o jogo Flamengo x Internacional. Um número menor de aficionados manifestará preocupação com a queda do Bahia para a segunda divisão. Uma certeza eu tenho: ninguém vai lembrar que o secular Campeonato Baiano, o segundo mais antigo do país, depois do Paulista, está em campo, sem público, por força da pandemia. Poucos têm conhecimento de que dia 28 de maio o Vitória da Conquista encerrará suas atividades oficiais de campo na presente temporada.
A idolatria pelo que vem de fora não é uma particularidade do conquistense. Antes da chegada da televisão as potentes ondas das rádios do Rio e São Paulo já “faziam a cabeça” dos torcedores de todo o Nordeste, com exceção de Salvador, Recife e Fortaleza, onde os times locais ainda empolgam. Com as obras de ampliação da Fonte Nova o Bahia disputou uma edição do Brasileiro em Aracaju. Na oportunidade, assisti a mobilização dos sergipanos, recepcionando os times do eixo Rio-SP no aeroporto e torcendo contra os baianos no “Batistão”. Numa recente pesquisa feita em Conquista, o Bahia ficou em quinto lugar, depois de Flamengo, Corinthians, Palmeiras e Vasco.
Vejo nisso tudo uma nódoa na personalidade do nordestino, melhor observada no uso de camisetas, torcidas organizadas, lojas de souvenir e fogos de artifício. Na Espanha, mas propriamente na região da Galícia, não se vê alguém exibindo as camisas de Real Madri e Barcelona. Esse regionalismo se acentua quando é mais evidente o sentimento separatista de catalões e bascos.
Com um calendário apertado e a falta de interesse da CBF e das federações, os estaduais caminham para o desaparecimento. Sem o Galícia, Ypiranga e Botafogo, que juntos somam 22 títulos estaduais, o “Bahiano” deste ano terá 51 partidas, disputadas entre 17 de fevereiro e 23 de maio, com transmissão da TV Educativa (UESB, no Sudoeste), Serão 10 os participantes (Bahia (equipe alternativa), Vitória, Vitória da Conquista, Fluminense e Bahia de Feira de Santana, Jacuipense (Riachão do Jacuípe), Juazeirense, Doce Mel (Ipiaú), Atlético (Alagoinhas) e Unirb (Mata de São João).
Na fase preliminar, com apenas jogos de ida, serão classificados os quatro semifinalistas e descartado o último colocado, que passa para a série B. Os times mais bem qualificados estão garantidos nos torneios nacionais, mas só em 2022. Os representantes baianos nas competições organizadas pela CBF em 2021 já estão definidos: Brasileirão B – Vitória: C – Jacuipense; D – Atlético, Bahia de Feira e Juazeirense; Copa do Brasil – Bahia, Juazeirense e Atlético; Nordestão – Bahia e Vitória. O futuro do Bahia (fica na A ou cai para a B?) no Campeonato Brasileiro será definido nos jogos contra Fortaleza e Santos.
No ano passado, o Doce Mel, clube apoiado por uma indústria de alimentos de Ipiaú, despertou a curiosidade dos torcedores. Agora é a vez do Unirb, campeão da 2ª. Divisão em 2020, fundado há dois anos. Está vinculado à Faculdade Regional da Bahia, com sede em Mata de São João, criada em 2002. Suas 17 unidades estão distribuídas na Bahia, Sergipe, Piauí, Alagoas, Ceará e Rio Grande. Os estádios de Ipiaú e Mata não foram aprovados pela FBF. Os jogos de Doce Mel e Unirb serão levados, respectivamente, para Conquista e Alagoinhas. Como o mesmo problema, a Jacuipense mandará seus jogos em Pituaçu.
Como já foi mostrado, o Vitória da Conquista não tem nenhum compromisso oficial a partir de junho. No ano passado esteve perto do descenso no torneio local e não fez boa campanha no “Brasileirão” da série D. Vai ter que melhorar sua participação nos jogos do estadual, para voltar em 2022 ao cenário nacional. A tabela beneficiou o alvi-verde, que fará cinco jogos em casa e quatro fora.
Dia 20/02 – 16 hs – Vitória – Barradão
Dia 28/02 – 16 hs – Fluminense – Feira
Dia 03/03 – 20h30 – Doce Mel – Lomantão
Dia 07/03 – 16 hs – Bahia – Lomantão
Dia 14/03 – 16 hs – Jacuipense – Feira/04
Dia 21/03 – 16 hs – Juazeirense – Lomantão
Dia 04/04 – 16 hs – Bahia de Feira – Lomantão
Dia 17/04 – 16 hs – Unirb – Alagoinhas
Dia 28/04 – 19h30 – Atlético – Lomantão
A programação completa e o regulamento podem ser acessados no portal da FBF.
AS AGLOMERAÇÕES E A FALTA DE INVESTIGAÇÃO CONTRA OS EGOÍSTAS FURA-FILAS
Todos finais de semana existem aglomerações de festas com sons altos nos bares e restaurantes nas imediações da Avenida Olívia Flores, em Vitória da Conquista, e a Prefeitura Municipal e a polícia militar não têm agido com firmeza para acabar com a zoeira desses animais suicidas.
A situação em Conquista só tem se agravado com uma média de 100 casos por dia, e os leitos de UTIs já estão com ocupação acima dos 90%. Na Bahia, o governador Rui Costa tem alertado para um risco de colapso nos hospitais, incluindo as principais cidades, como Feira de Santana, Ilhéus, Itabuna, Jequié e Vitória da Conquista.
Sem investigações contra os fura-filas
Além da falta de medidas restritivas por parte da prefeita em exercício, temos que conviver com o absurdo dos fura-filas das vacinas, que não são poucos em nossa cidade. Infelizmente, não temos aqui uma promotoria e uma justiça eficientes para investigar as irregularidades ocorridas no município e punir esses párias da sociedade dentro da lei, com todo rigor.
Precisamos também de uma mídia eficiente para denunciar a Secretaria da Saúde e toda essa gente que se vacinou como profissionais que estão na linha de frente no combate ao vírus. Não é porque a pessoa é medica que deve ser vacinada, sem contar trabalhadores do setor administrativo de unidades de saúde que foram vacinadas.
Lamentavelmente, não temos um comando central do Ministério da Saúde para colocar ordem e regras definidas que sejam obedecidas, e aí, cada estado e prefeitura faz o que bem quer. A verdade é que o esquema de vacinação no país virou uma bagunça. É como uma casa sem chefia onde cada membro almoça e janta em horários diferentes e faz o que o que lhe der na telha.
Diante da falta de organização central e da observância às prioridades, muitos estão sendo injustiçados e foram passados para trás por elementos egoístas que procuram levar vantagem em tudo, os mesmos que abrem a boca para falar em solidariedade e aparecem nas tvs e nas redes sociais fazendo doações de alimentos e brinquedos em época de Natal.
O aumento populacional e as epidemias
Só para ilustrar o atual quadro de pandemia no mundo, vamos citar aqui o historiador Geoffrey Blainey, em seu livro “Uma Breve História do Mundo”. Em sua obra, ele fala do crescimento dos povos a partir do cultivo de lavouras e da criação de animais domésticos. Com isso, a população na terra aumentou drasticamente, talvez por volta de 10 a 8 mil anos a.C. Nessa época, estima-se que a população girava em torno de 10 milhões de habitantes. De acordo com o pesquisador, por volta de 2.000 a. C existiam 90 milhões de pessoas e 300 milhões no tempo de Cristo.
Sem recurso e conhecimento da ciência naquela época, é de se imaginar, e os próprios estudos confirmam, muitas epidemias levavam mais da metade da população. Hoje temos a ciência na mão e cerca de 10 bilhões de humanos. Mesmo assim, milhões (perto de três) já tiveram suas vidas ceifadas pela nova pandemia da Covid-19. Ainda tem muita gente terraplanista que nega a ciência.
Por muitas vezes, o crescimento do mundo era refreado pelas epidemias. Sem saber, os nômades levavam vantagens em termos de saúde. “Por estarem com constante mudança, deixavam para trás os dejetos que produziam. Por usarem pouca roupa, em climas tropicais, ficavam mais expostos à luz solar, que impedia e proliferação de germes. Por não possuírem animais, eram alvo de menor número de doenças. Por outro lado, na nova ordem, a aglomeração de pessoas nas cidades aumentava o risco de infecção”.
Enquanto a nova forma de vida proporcionava mais alimentos, fazendo acelerar a população, também fomentava vírus que, periodicamente, diminuía o número de habitantes. O trato com os animais expôs as pessoas a determinadas doenças. Por exemplo, como assinala o historiador, a tuberculose pode ter vindo através do leite da vaca e das cabras domesticadas; o sarampo e a varíola foram transmitidos do gado para as pessoas que cuidavam dele, pela ordenha ou ingestão da sua carne; uma forma de malária provavelmente veio das aves; e a gripe, dos porcos e patos.
POR QUE CONQUISTA TEM A GASOLINA MAIS CARA DA BAHIA?
NINGUÉM AINDA CONSEGUIU ABRIR ESSA CAIXA PRETA DO CARTEL DOS COMBUSTÍVEIS EM VITÓRIA DA CONQUISTA. O PROBLEMA JÁ VIROU UM CASO DE POLÍCIA.
Na legislatura passada da Câmara de Vereadores foi aberta uma CPI para apurar o motivo da gasolina comercializada em Conquista ser considerada a mais cara da Bahia, levando em consideração que os revendedores do produto na cidade pegam o combustível em Jequié a 150 quilômetros. A Comissão procurou saber se estava havendo cartelização nos preços, de acordo com o clamor dos usuários.
Como todos sabem, a CPI não chegou a lugar nenhum. Para dar uma satisfação dos trabalhos, o vereador Sidiney criou uma lei, que já nasceu morta, obrigando aos donos de postos que passassem a usar mangueiras transparentes nas bombas, como se isso fosse resolver o problema dos altos preços. Essa CPI respondeu que não encontrou indícios de cartel entre os proprietários.
PREÇOS MAIS ALTOS
No entanto, como explicar essa gasolina tão cara na praça de Conquista, com diferenças de preços superiores em relação a outras bombas situadas fora do perímetro urbano, como na BR-116, e em cidades da região?
Aqui em Conquista, por exemplo, não adianta o motorista fazer pesquisa de preços porque ele termina rodando e só encontra diferença mínima de centavos, o que significa que não compensa, se for levar em conta o gasto do combustível que ele vai dispender durante a procura.
Tudo isso levar a crer que existe mesmo um cartel, e ninguém consegue abrir essa caixa preta para detectar a combinação entre as empresas. Temos que convocar um super-herói, com um potente raio laser, para enxergar onde está esse mistério, porque as autoridades locais, o poder público, o Ministério Público, o Procon e a Justiça não conseguiram desvendar o segredo.
Os empresários juram de pé junto de que não existe cartel, mas não é isso que o povo e os consumidores percebem. Com as altas constantes dos combustíveis, praticamente por semana, construir posto de gasolina em Conquista está sendo o negócio mais rentável (sempre está surgindo mais um nessas avenidas).
Enquanto isso, os consumidores em geral, principalmente taxistas, vendedores, carros por aplicativo, autônomos e profissionais liberais que mais se movimentam e necessitam usar seus veículos, só levam pancada e prejuízos em suas despesas para realizar seus trabalhos.
Não adianta se revoltar, protestar e até fazer greves porque nada muda, e a nossa gasolina continua sendo a mais cara da Bahia. Isso, inclusive, tem reflexo nos preços, especialmente dos serviços. E olha que não estamos falando aqui dos custos dos botijões de gás.
Certa vez fiz um comentário aqui sobre esse mesmo assunto, comparando o preço da gasolina de Conquista com o de Juazeiro da Bahia, por exemplo, onde os donos de postos pegam o produto na Refinaria Landulfo Alves, distante 500 quilômetros.
Na última viagem que fiz para aquela cidade fui observando os preços no percurso de 800 quilômetros e constatei o que todos sempre comentam com relação aos custos dos combustíveis em Conquista. Na verdade, o consumidor local não tem mais a quem apelar, a não ser para o Bispo, ou até mesmo para o Papa.
Esperamos que a Câmara de Vereadores retorne à questão e apure, com mais afinco, o motivo da gasolina de Conquista ter esse preço tão alto. Esse trabalho deve ser feito em conjunto com outros órgãos da cidade.
Não dá para entender, por exemplo, o porquê de os aumentos nas refinarias serem repassados pelas bombas com tanta rapidez, e quando existe uma insignificante queda, exista tanta demora para o posto processar a redução. São indagações sem resposta.













