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A LUXÚRIA DO CORPO E A FRAQUEZA DO ESPÍRITO NO LIMITE DA ESTUPIDEZ HUMANA

O que está acontecendo em Manaus (uma tragédia vergonhosa para o mundo) e em muitas capitais do Brasil é resultado de uma estupidez humana que não tem proporções em nossa história. Tudo isso já era previsível (nem precisa de explicações de infectologistas) com as festas de final de ano, colocadas como prioritárias e inadiáveis no calendário consumista. É a luxúria do corpo e do espírito por uma tragédia anunciada.

Faz parte dessa estupidez, que pode ser chamada de manada suicida de rebanho, ou loucura da cegueira (coisa de animal irracional), um conjunto de fatores que empurraram as pessoas a saírem de seu equilíbrio mental. A mídia com suas chamadas sobre as festas e viagens nos feriadões, mostrando imagens de movimentos de compras de presentes em lojas e shoppings também contribuiu, de certa forma, como atrativo às aglomerações.

UMA TRAGÉDIA ANUNCIADA

Sem falar dos negacionistas da ciência, que entraram na onda da psicopatia de um capitão-presidente que chama a Covid-19 de “gripezinha” e os brasileiros de “maricas”, o próprio consumismo doentio deixou as pessoas inebriadas por comemorar essas datas como se fosse um grande pecado e uma falha imperdoável deixa-las passar em branco, mesmo que seja uma única vez em suas vidas.

A mídia tem sua parcela de culpa quando nesse momento tão crucial, em se tratando de vidas humanas, só enxerga o seu lado comercial, embora tenha advertido quanto aos perigos das aglomerações. Entendo ser mais sensato não dar ênfase em coberturas jornalísticas dessa natureza, como as lives que os artistas carnavalescos de Salvador estão anunciando para o período dos festejos que foram cancelados.

Outro fator que traduz essa estupidez humana está nos pais dos tempos atuais, os quais perderam por completo o controle em seus filhos. Atualmente, os jovens não obedecem aos seus pais (não confundir liberdade com libertinagem e nem o individual como o coletivo) e caem nas baladas com o papo imbecil de que têm direito de ir e de vir e precisam se divertir.

Não sou nenhum cientista, mas no início das eleições afirmei para muita gente que o pior estava por vir entre final de dezembro e início de janeiro de 2021. Portanto, para mim trata-se de uma tragédia anunciada. A grande maioria se fez de cega, surda e muda, tudo pela ganância de ganhar mais dinheiro e pela luxúria do corpo que sufoca o espírito.

Bem, os tristes e lamentáveis fatos estão aí, e não é nenhum exagero da mídia, como um bando de idiotas abre a boca fedorenta para dizer. É duro, mas as pessoas estão morrendo por falta de oxigênio e leitos de UTIs nos hospitais. O mais revoltante ainda é aturar um governo que nada faz para minorar essa situação dramática que fugiu totalmente do controle.

Fosse outro governo, não importa se de direita, de centro ou de esquerda, comunista ou não, estaria tomando todas as providências urgentes para salvar vidas. Estaria presente 24 horas do dia para prestar assistência. Estaria, há muito tempo, alertando a população para seguir os protocolos e regramentos contra o vírus. Estaria agindo com planos de combate e de socorro imediato. Tenho certeza que pior do que este não existiria, nem vai mais existir, seja quem for, não importa o partido político.

Não, o presidente que temos dá mau exemplo quando sai sem máscara; fala barbaridades; xinga os jornalistas, chamando-os de canalhas e de mau caráter; e provoca aglomerações com seus seguidores extremistas da morte. É um presidente que nos envergonha, nos deixa depressivos e horroriza o mundo com essas cenas de genocídio.

É preciso ser muito insensível e desumano para não se revoltar e se angustiar com o que vem ocorrendo com nossos irmãos. Um dia a história vai culpar a todos nós por essa estupidez. Os monstros ainda encontram espaço para propagar fake news e soltar mentiras para confundir o povo desinformado e inculto. Essa não é uma “Pátria Amada” que deixa seus filhos morrerem à mingua. Onde está esse sentido de Deus, Pátria e Família?

 

 

INDIVIDUALISMO E COMODISMO

Um dos males do nosso país é o individualismo, muito parecido com o comodismo, que anda de mãos dadas com o desrespeito aos outros. Ele está visível em todas as partes, principalmente nessa época de pandemia onde ainda tem gente imbecil que berra ser livre para andar sem máscara, e até não tomar a vacina. No trânsito ele anda a mil por hora. Sinceramente, é de dar raiva! Os caras param bem em frente de um sinal proibido e liga o alerta, como se isso estivesse acima da lei de trânsito e anulasse o sinal de que ali não pode parar. Em frente ao Banco do Brasil, na Avenida Olívia Flores, é de estarrece como o ser humano é individualista e comodista. Existe a sinalização horizontal e vertical indicando não estacionar, mas o motorista comodista insiste. Só falta parar o carro dentro do banco. Logo mais na frente tem uma transversal onde existem vagas, mas o indivíduo acha que dá muito trabalho ir até lá e voltar andando até a agência para realizar sua transação bancária. Confesso mesmo que não consigo entender essa gente. Dia desses, presenciei a chegada de agentes do trânsito que ainda tiveram a tolerância de chamar a atenção dos donos dos veículos irregulares de que no local é proibido estacionar, e lá está a sinalização. Será que eles são cegos e dirigem? Por toda a cidade, a desobediência às leis de trânsito estão por todas as partes através de dirigir e falar no celular; não usar o cinto de segurança; dar “roubadinhas”;  e estacionar nas avenidas Juracy Magalhães, Luís Eduardo e outras, tomando uma pista. Essas pessoas não deveriam viver em sociedade, pois elas nem estão aí para os outros, e ainda chamam os políticos de safados, ladrões, corruptos e egoístas.

TERRA ARRASADA

Soneto do jornalista Jeremias Macário

A geleira se derrete e o planeta treme e aquece;

O ancião olha o chão rachado e faz a sua prece;

O verde vira inferno nas carvoarias lambuzadas;

Queimadas matam as matas pra entrar manadas.

 

Furacões e tempestades retorcem vilas e cidades,

No flagelo de povos esmagados nas calamidades,

E o ranger das placas explodem fogo e terremotos;

Numa terra arrasada de pestes e famélicos mortos.

 

Rios secam poluídos de metais vertendo sangue;

O mar avança no galope dos ventos da noite fria,

E o pintor do mangue risca a paisagem que existia.

 

Raios e meteoritos deslizam entre a estrela guia,

E Deus recria outra esfera com raiz forte e sadia,

Recompondo os seres para cumprir sua profecia.

DA VIDA À MORTE, AS DESIGUALDADES SOCIAIS SÃO GRITANTES NO BRASIL

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Por que quando o pobre morre de Covid-19 o caixão sai diretamente do hospital para o cemitério, sem direito a velório e enterro pelos parentes e amigos, enquanto o rico, o político, um famoso ou uma celebridade têm todas as cerimônias funerárias normais e ainda é sepultado um dia depois? Será porque o vírus do rico é diferente e não pega?

Não é necessária muita explicação para entender a gritante desigualdade social no tratamento entre o rico poderoso e o pobre zé ninguém. Essa desigualdade começa no nascer e continua até na morte. Ainda tem gente que diz que na morte todos são iguais. É uma pura mentira. Só não tenho certeza sobre o espírito no pós-morte, no outro além do além.

É muito triste, mas essa é a face suja da nossa sociedade capitalista selvagem, cruel e hipócrita que fala de solidariedade e igualdade. Essa pandemia serviu para escancarar a realidade escondida dentro desse podre sistema, como essa a qual me referi acima, e por ter colocado nas ruas as caras sofridas de mais de 30 milhões de brasileiros vivendo abaixo da linha de pobreza. As imagens das filas nos bancos não mentem.

Não foi somente o caso da morte por Covid do prefeito de Goiás que teve cortejo fúnebre e velório, mas de tantos outros pelo Brasil a fora. Desde a chegada do coronavírus no início do ano passado até hoje vemos todos os dias na televisão cenas chocantes de pessoas pobres sendo enterradas às presas em valas comuns (caixões amontoados), sem velório e até sem a presença de parentes mais próximos. Como consolo, muitos acompanham pelo celular de forma virtual entre choros, revolta e lágrimas.

Confesso que em nenhum momento vi a nossa mídia questionar esse tratamento tão desigual e desumano, como tantos outros fatos que ela tem deixado passar em branco. Sou jornalista profissional, mas jamais vou me furtar de levantar minhas críticas. Infelizmente, ela hoje só tem feito o factual e, mesmo assim, como uma péssima qualidade nas coberturas. Não se faz mais jornalismo como antigamente.

Além de matar muito mais pobres que são vulneráveis e só têm os hospitais públicos, os quais estão hoje superlotados, o rico e o poderoso vão para o Sírio Libanês e outras unidades particulares, com toda a infraestrutura necessária para salvar o paciente. O que estamos vendo no Brasil é um genocídio, cuja maior culpa é do governo federal que tem debochado da pandemia chamando-a de “gripezinha”, além de se posicionar contra o isolamento.

“O DIA “D” E A HORA “H”

Vários países estão vacinando seus habitantes (Inglaterra já está entrando na segunda dose), inclusive nossos vizinhos nas Américas Central e do Sul, enquanto o Brasil ainda está discutindo se a terra é plana ou redonda, ou qual é a cor da água. A angústia, as incertezas e a aflição tomam conta de um país sem rumo, com os extremistas berrando barbaridades.

O general intendente do Ministério da Saúde disse em público numa entrevista totalitária (sem perguntas dos jornalistas) que o Brasil vai começar a vacinar seu povo no “Dia “D” e na Hora “H”. Na linguagem militar de guerra, deve ser, então, no dia 6 de janeiro de 1944 quando da invasão da Normandia durante o final da Segunda Guerra Mundial. A hora não se sabe, mas pode ser num amanhecer, ou numa calada da noite. Quanto ao ano, vamos ter que voltar ao túnel do tempo.

Bem, a guerra do Dia “D” deverá ser contra a vacina da CoronaVac (a chinesa “comunista”), do governador de São Paulo, João Dórea. Não se tem ideia também do local onde as tropas vão desembarcar. Isso é estratégia logística de general. Trata-se de um segredo de Estado que não pode ser revelado. Se ocorrer vazamentos, com certeza cabeças vão rolar.

A arma do general, em combinação com o capitão-presidente (obediência total às suas ordens) será a vacina AstraZeneca, da Oxford, comprada pela Fiocruz. Tudo está dependendo de um sinal da Anvisa para que aconteça o Dia “D” e a Hora “H”, com fotos, imagens e tudo que o capitão e o general têm direito para sair na frente.

Quem será o primeiro da fila? É uma incógnita, mas não será a “gripezinha”, que não é nenhuma “marica” para se submeter a uma agulhada com seringa. Falam por aí que pode ser até um general. A agulha e a seringa serão usadas para todos, pois não existem outras no estoque. Guerra é guerra e não se fala nisso!

Nesse nosso esbofeteado país tão confuso, onde todos mandam e ninguém manda, meus amigos, só “rindo para não chorar”. Também, não é de hoje que servimos de piada para os estrangeiros lá fora. Deixando a brincadeira de lado (só para descontrair), a coisa é muito séria, pois mais de 200 mil já morreram e atingimos um pico maior que o primeiro do meado do ano 2020.

Sem querer ser pessimista, estamos entrando na segunda quinzena de 2021 e até agora nada mudou para melhor. Continuam no topo o individualismo e o egoísmo das pessoas em geral contra seus semelhantes. A violência, o ódio, a intolerância e o desrespeito só aumentam.

Acabaram-se as doações de Natal; os artistas endinheirados da Axé Music estão preparando suas lives para o carnaval cancelado de fevereiro; os empresários comerciantes atrás do dinheiro; e os pobres morrendo aos montes. É este o quadro! Vamos torcer para que as coisas mudem, e o “Dia “D” e a Hora “H” sejam abreviados, sem guerra e mortes, mas com vida e liberdade para todos brasileiros!

A INSENSATEZ DOS CARNAVALESCOS

Com toda essa pandemia ceifando vidas, com mais de 200 mil mortes no país, com tanta barbárie e desmando do governo federal, com tantas incertezas sobre essa vacina, os artistas do axé music (só tem lixo) se preparam para fazer lives durante os dias previsto do carnaval, o qual foi cancelado na Bahia e no país em geral. Só pensam neles e na vaidade de se manter na mídia.

Esse pessoal está cheio da grana e ricos de tantos carnavais passados, e não necessita disso. Considero uma insensatez, e também da mídia que anuncia a festança com exultação e regozijo. Será que esse pessoal não imagina que essas lives, inclusive em trios elétricos, vão servir de atrativo para aglomerações de seus fãs em bares, espaços de eventos, clubes e até dentro de suas casas com amigos?

Como sempre tenho comentado, a nossa mídia, infelizmente, deixou de ser questionadora e não tem a coragem de contestar contra esses “famosos” que dão audiência para ela. Onde fica a reflexão para dizer que essas lives vão incitar as pessoas a saírem às ruas para festejar o carnaval? Muitos vão aproveitar para colocar telões em espaços proibidos de festas e até cobrar ingressos.

É um grande mau exemplo dessa gente do axé, como Ivete Sangalo, Cláudia Leite, Olodum, Bel Marques e tantos outros. Deveriam, pelo menos, ter sentimentos e respeitar os mortos. Não é tempo de festejar, mas de clamar por isolamento, e que todos sigam os protocolos de precaução contra esse vírus maldito.

De um lado, fazem pronunciamentos de lamento e de pesar pelas perdas de vidas. Do outro, inventam de fazer lives, comprometendo os regramentos recomendados pela Prefeitura de Salvador, pelo Governo do Estado, dos infectologistas e dos médicos.

Será que eles não estão acompanhando os noticiários dos superlotamentos nos hospitais, inclusive de pessoas morrendo à mingua nos corredores? Mas não! Se esses artistas endinheirados pegarem Covid vão logo para o Sírio Libanês, ou outras unidades de saúde particulares, com toda estrutura. Já os pobres que entram na onda deles, vão morrer nas portas dos SUS.

Para eles, pomposas lives com coreografias e muita curtição (ganham até cachês de patrocinadores e emissoras de televisão), enquanto os músicos que tiram seus sustentos nos bares e algumas casas de shows estão na amargura, comendo o pão que o diabo amassou, agora sem o auxílio emergencial do governo.

É assim que se dizem solidários com os seres humanos e até mandam que todos se cuidem? É o tal do morde e assopra. Considero tais atitudes como hipócritas e incoerentes. Eles deveriam é estar lutando nos meios de comunicação convencionais, nas redes sociais e entre seus fãs para que cobrem do governo federal (não está nem aí para a situação de calamidade) mais pressa para vacinação já.

Da minha parte, sou contra esse comportamento de indiferença desses artistas e da própria mídia que dá cobertura. Não me incomodo com críticas, mesmo porque já estou calejado de ser chamado do contra e de outras coisas mais. Sinceramente, não consigo entender essas loucuras e devaneios do meu país!

Posso estar até errado, mas essa é a minha posição. Infelizmente, estamos num país paradoxal e contraditório, que vive uma psicopatia generalizada onde impera o egoísmo e o individualismo. Nesse caso específico das lives do carnaval, estão colocando o sucesso acima da vida e provocando mais mortes. Está colocando o povo em mais riscos.

IMAGEM, LUZ E A FOTOGRAFIA

Pelas lentes do jornalista Jeremias Macário, as imagens já dizem tudo. No lugar do texto, a imaginação

UMA HOMENAGEM AO DIA DO FOTÓGRAFO

Já disseram que uma boa imagem vale por mil palavras, mas depende muito do fotógrafo ter sensibilidade para captá-la (olá meus amigos Zé Silva, José Carlos D´Almeida, Edna Nolasco, Sabiá, Raimundo Leser, Ney, Cadete que já se foi, dentre muitos outros). A minha homenagem a todos.

Diria que a imagem fotografada, por si só, já é uma poesia nos seus detalhes porque ela nasceu da luz que deu vida e origem ao universo. Portanto, por essência, o fotógrafo é um artista da poesia, hoje tão pouco valorizado por causa da tecnologia do celular que banalizou, em termos, a profissão.

Ontem, foi o Dia do Fotógrafo, infelizmente pouco lembrado pela nossa mídia, mas aqui saúdo a todos que trabalham com a imagem, a luz e a fotografia. Nos meus 50 anos de jornalismo (desde 1971) aprendi que existem determinados textos onde pode ser publicado sem uma foto (no caso da pressa e da falta de espaço), mas em outros seria um pecado divulgar a matéria sem uma foto.

Um dos exemplos, dentre milhares, citaria uma matéria de filas de banco. Como publicar essa reportagem sem o acompanhamento de uma ou mais fotos? Seria uma “prevaricação” jornalística, no bom sentido. O leitor, ou o telespectador, indagaria logo: Cadê a foto, ou a imagem? Aí é onde ela vale por mil palavras.

No jornalismo, o repórter de redação e o fotográfico são como a dupla de Cosme e Damião, sempre andam juntos atrás dos fatos e dos acontecimentos na busca pela melhor história para o seu público. Durante cerca de quinze anos, eu e meu companheiro Zé Silva fizemos isso em nossas andanças pelo sertão do sudoeste, ora entrevistando prefeitos, produtores e empresários, ora cobrindo calamidades, denunciando invasões, corrupções e os estragos provocados pela seca.

Além da fotojornalismo, o fotógrafo também é um artista da pintura quando capta as mais belas paisagens da natureza, um pássaro raro, um pôr-do-sol deslumbrante e poético, ou uma imagem que só é vista pelos olhos e pelas lentes de um grande fotógrafo. Ele vê o que muitos não veem.

Fotografia também é história quando se documenta personalidades, reuniões e eventos familiares, guerras, rebeliões, manifestações de ruas, protestos e até ações de regimes tirânicos e ditatoriais. Ele deixa um legado para a nossa posteridade (olá meu amigo Evandro Teixeira que correu mundo) e nos deixou inéditas imagens dos nossos povos.

O texto pode ser até contestado, dependendo do interesse do acusado ou da interpretação do fato, de acordo com o julgamento e a ideologia de cada um, mas a foto é incontestável. Ela não pode ser desfeita, a não ser pelo tempo. Ela serve como prova criminal em audiências e para tirar dúvidas processuais. Uma foto consegue até levantar um texto fraco.

AS FESTAS DA COVID-19 ONDE AS VACINAS NÃO FORAM CONVIDADAS

O PLANETA TERRA, OU ÁGUA, ESTÁ DE PONTA-CABEÇA COM A ONDA DE EXTREMISTAS NAZIFASCISTAS. OS ESTADOS UNIDOS, QUEM DIRIA, EM TODA SUA HISTÓRIA SE TRANSFORMARAM NUMA REPÚBLICA DE BANANAS, COMO TANTO FORAM CHAMADOS OS PAÍSES DAS AMÉRICAS CENTRAL E DO SUL. INVADIRAM O CAPITÓLIO! EU SEREI VOCÊS AMANHÃ.

Bem, o assunto não é este do subtítulo tenebroso, mas sobre as festas da Covid-19 de final de ano, onde as vacinas ficaram de fora. Faltando poucos dias para o Natal e Ano Novo, os vírus espinhosos se reuniram e ficaram assanhados, ou ouriçados. Foi um tal de um convidando o outro que quase ninguém ficou de fora, só mesmo os mais lerdos que resolveram tirar um cochilo. Quase ninguém ficou em seus casulos descansando.

Contam que em Salvador foi um reboliço danado. Era um cochichando no ouvido do outro para convencer o melhor lugar para fazer a festa. Milhares preferiram pegar a estrada para conhecer as novidades no interior e apreciar as belas paisagens. Todos com a tara por carne fresca. Outros foram para as praias, bares, baladas, pancadões, filas de bancos e festas fechadas de condomínios.

Tudo indica que aqueles que foram para os ferrys e embarcações nas travessias para Bom Despacho, em Itaparica, e Morro de São Paulo, levaram vantagem, se deram bem. As festanças foram os lugares mais preferidos. Os bichinhos nojentos pegajosos se esbaldaram. Não se sabe quem mais tirou proveito, se na capital, ou no interior. Em todo Brasil, a combinação foi a mesma entre eles pelas redes sociais.

A essas concentrações bem aglomeradas, com muita gente curtindo e enchendo a cara como bárbaros dos tempos romanos, eles chamaram de “covidões” dos idiotas. Aliás, eles têm atração total por esses tipos humanos suicidas que colocam a diversão acima da vida.

O alvo maior são os pobres por serem mais vulneráveis. Até na morte eles são desiguais. Quando um pobre morre de covid é imediatamente enterrado. Quando é um rico, uma celebridade ou um famoso, dão um jeitinho de demorar mais para o velório dos parentes e amigos.

Entre eles (os vírus) existe um acordo de não perder tempo em visitar moradias isoladas, mesmo porque, mais cedo ou mais tarde, vão para lá depois das festas. Depois das zoeiras, cada um acompanha o seu par, sua alma gêmea, para injetar seus venenos nos velhinhos que tentam se esconder deles.

Foram nuvens e nuvens voando em bandos para as cidades e locais mais agitados, mais loucos. Dizem que houve até disputa no tapa e na bofetada pelas localizações mais favoritas, de preferência onde tinha mais pobres “lascados”. Você não sabia? Pois é, eles não são muito chegados a ricos. Ah, por isso que eles são chamados de comunistas? Nada disso, seu ignorante negacionista da ciência!

AS VACINAS FICARAM DE FORA

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É TEMPO DE REZAR

Nessa pandemia onde os brutos se infestam nas festas, baladas e aglomerações, com mais de 200 mil mortes no Brasil, o que mais se fala é se ter esperança e fé, de que tudo vai passar. A questão é quando tudo isso vai passar. Com tantas incertezas, num país sem comando, é tempo de rezar e se meditar sobre a vida e a morte. Dar um mergulho em si mesmo. O povo brasileiro está sem um guia. Aliás, tem um capitão na presidência que só fala barbaridades e torce para que mais pessoas morram quando dificulta os programas de isolamento e o processo de vacinação, soltando fake news  de terror para seus seguidores malucos extremistas. Na tormenta, o nosso povo se apega na fé e na religião, de acordo com o credo de cada um, mas isso só não basta. Está escrito nas escrituras quando Deus disse: Faça por ti que te ajudarei. Temos que reagir, denunciar, protestar, contestar para que essa situação de desastre e abismo se dissipe, para que essa tempestade cesse e tenhamos dias melhores. Não basta só ter otimismo. Muitos têm encontrado paz e mais tranquilidade na Igreja e na Praça Tancredo Neves. O local nos faz refletir sobre esses momentos tão cruéis e de tantas perdas de parentes e amigos para esta peste que está ceifando vidas humanas em todo planeta. Cada um reza ao seu modo. A imagem da foto clicada pelo jornalista Jeremias Macário nos leva a várias reflexões, como a de não ser egoísta e individualista, bem como, preservar a nossa natureza e sermos mais humanos no sentido filosófico do ser.

HISTERIA E PSICOPATIA

Poema de autoria do jornalista e escritor Jeremias Macário

Sou como a poeira do tempo,

Empurrada por essa ventania,

Da infinita galáxia viajante,

Como ente estrela cadente,

Bem distante dessa filosofia,

Que nos engasga de asfixia.

 

Histeria, exagero, psicopatia,

Gripezinha de marica brasileiro,

Quem morre cedo dá bobeira,

E daí, não sou nenhum coveiro,

Se dane sua besta, vire caveira,

Agride, não vacine de Covid.

 

Meu peito está cheio de bronca,

Tem a dor do verso e do amor,

Encrenca de um ser navegante,

De ameríndio dessa mata gigante,

Caldeirão de negro e de eurasiano,

Como sangue quente de um cigano.

 

Não tenho mais crença nessa gente,

De carona na histeria do corona,

Como patética mente inconsequente,

Que copulou com o espinho maldito,

Soltou saliva com seu infernal grito,

Como o genocida, louco alienígena,

Que quer acabar com a nação indígena.

 

 

 

 

 





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