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OS ESCRITORES NA CONFERÊNCIA MUNICIPAL

Como nas décadas de 50 e 60, ainda na era dos jornais impressos, em que Vitória da Conquista vivia uma efervescência cultural, especialmente na área literária, com destaques para Camilo de Jesus Lima, Lionor Brasil, Ruy Bruno Bacelar e tantos outros, os escritores conquistenses da atualidade estão voltando com toda força e união.

Com grandes talentos, inclusive de jovens, um dos propósitos desse grupo é o de mostrar suas obras e apresentar suas ações, visando incentivar a arte do escrever, umas das linguagens artísticas que mais sofreu com o advento dos meios eletrônicos da internet e a falta de apoios do poder público e privado.

Neste sentido, demos o primeiro passo através de uma reunião virtual realizada no último dia 08/07/23 onde estiveram reunidos Adilson Ventura, Caio Aguiar Sirino, Jeremias Macário, John Barros, Juliana Brito, Lídia Cunha, Luís Altério, Morgana Poiesis, Nélio Silzantov e Paulo Henrique Medrado.

Após as apresentações pessoais, as pautas que seriam discutidas cederam lugar à elaboração de propostas a serem divulgadas durante a reunião do Conselho Municipal de Cultura, a ser realizada no dia 19 de julho, visando traçar um plano da literatura para a Conferência Municipal de Cultural em setembro próximo, no Centro de Cultura. Essa Conferência também tem como proposta principal criar o Plano Municipal de Cultura.

A princípio, os escritores conquistenses estão dispostos a realizar uma mostra de suas obras na área aberta do Centro de Cultura, com possíveis lançamentos de livros, bem como, a divulgação de um documento/manifesto sobre as demandas do setor durante a Conferência. Foi sugerido também a realização de um Encontro de Escritores, possivelmente em setembro.

Questões como a organização de uma Feira/Festa Literária, criação de uma associação, projeto de atividades literárias em escolas, formação de público leitor foram ainda pontuadas pelos participantes da reunião.

Vale dizer ainda que o universo de escritores em Conquista é vasto, como Ana Luz, Charles Ribeiro, Ed Goma, Giulia Santana, Leonardo Oliveira, Mateus Costa, Natan, Noi Soul, Renas Barreto, Victor Lima, Afonso Silvestre, Leon Lacerda, Gisberta Kali, Linaura Neto, Durval Menezes, Mozart Tanajura, Isnaura Pereira Ivo, Maria Aparecida Silva de Souza, Ruy Medeiros, Alberto David, Conceição Barros, entre outros.

Quanto ao Encontro de Escritores, apresentamos como justificativas e objetivos a serem alcançados a elaboração de atividades literárias a serem executadas pelo grupo, criações de acervo físico-digital e uma associação, organização de uma Feira/Festa Literária, levantamento de escritores residentes na cidade, promoção de concurso para novos escritores, bem como um formulário para mapeamento de escritores a ser divulgado pelas redes sociais.

O Encontro de Escritores tem como propósito elaborar atividades eventuais e permanentes, para fortalecer a cena literária na cidade. Nesse sentido, além de contar com a participação do grupo, o evento será aberto para os demais escritores e membros da sociedade interessados.

Dentre as metas apontadas, espera-se ampliar a participação dos demais poetas e prosadores que até o presente momento não compõem o grupo, sendo necessário criar um levantamento de escritores residentes na cidade, além de produzir atividades literárias nas escolas, bibliotecas públicas e comunitárias, visando a formação de novos leitores e escritores.

Em Vitória da Conquista, como no restante do país, uma imensa parcela da nossa população não visita e não conhece os museus, memoriais e demais áreas culturais. Diante do exposto, existe a   necessidade de criação de um espaço virtual dedicado à memória e à divulgação da literatura produzida em Conquista.

A associação teria ainda como função elaborar iniciativas voltadas para o desenvolvimento artístico e cultural da comunidade, apoiar estudos e pesquisa sobre a literatura conquistense, projetos educativos, culturais, artísticos, conferências, exposições, fóruns, cursos, bem como um selo literário próprio para viabilizar publicações dos escritores locais e inserí-los em todos processos de produção, distribuição e circulação do livro.

 

O CELULAR NAS ESCOLAS INCOMODA E FAZ CAIR O RENDIMENTO DO ALUNO

Pesquisas feitas em países mais desenvolvidos comprovaram que o não uso do celular, do tablete e outros tipos de aparelhos da internet nas escolas aumentaram o rendimento dos estudantes. Um desses estudos foi realizado pela London School of Economics, na Inglaterra, cujos alunos baniram os smartphones e melhoraram em 14% suas notas em exames de avaliação nacional.

Costumo dizer que o Brasil em termos de inovação tecnológica, na moda, nas mudanças das ideias, hábitos e tantas outras criações novas é um dos últimos países a adotar as novidades e também um dos últimos a excluir quando elas caducam e não estão dando mais resultados. É o caso do uso exagerado do celular que chega a causar doenças físicas e mentais.

Nesse item, o Brasil ainda parece um adolescente empolgado com seu novo “brinquedinho” de estimação que não larga o bicho por nada, desde o acordar ao dormir, nas refeições, nas mesas de bares, no bate-papo “descontraído” com os amigos, nas reuniões e outras atividades, incluindo a escolar.

Estava lendo o comentário de um cidadão num jornal da capital sobre o uso do celular onde ele dizia que tanta tecnologia empregada de forma equivocada é um inibidor do conhecimento. “Diversos países que no passado liberaram o uso dos celulares, tabletes e smartwatches para os estudantes e atacavam os professores que tentavam proibir o uso, se renderam à sabedoria dos mais velhos de que esses aparelhos em sala de aula atrapalham mais do que ajudam”.

O Brasil ainda resiste, mas muitos países modificaram suas leis para que os alunos fiquem longe de seus aparelhos no período em que estiverem em sala de aula, a não ser quando estritamente necessário e excepcional para fins educacionais de pesquisa.

A Holanda, por exemplo, anunciou que irá banir celulares das salas de aulas, como tentativa de limitar as distrações durante o ensino. Há dois anos a Finlândia, um padrão tecnológico que deve ser seguido no quesito educação de qualidade, já adotou a prática. O país passou a repensar seu modelo diante da era digital. Tem procurado focar seus esforços no ensino de habilidades e de matérias.

Na França existe uma lei proibindo o celular em aulas desde 2020. Não pegou muito, mas a norma proibitiva permanece. O uso em sala de aula é vetado. A província de Jiangxi, na China, tomou a iniciativa de emitir a primeira proibição para estudantes universitários de levarem dispositivos eletrônicos para as escolas. Outras unidades de ensino usam sacos para recolher os aparelhos. Quem se recusar vai ter pontuação menor nos exames.

Em Madri, o Ministério da Educação diz que exceções somente serão aceitas caso sejam expressamente previstos no projeto educacional. O Brasil, que já tem uma grande deficiência na educação (poucos brasileiros sabem ler e interpretar um texto), precisa rever seus conceitos, se os celulares devem ficar nas mãos dos estudantes durante as aulas ou pensar em outra alternativa.

No Vale do Silício, nos Estados Unidos, onde lá estão instaladas as grandes empresas tecnológicas, as escolas também voltaram praticamente aos métodos tradicionais de ensino com o consentimento dos pais, deixando afastado dos alunos esses aparelhos eletrônicos.

De forma contrária a tudo que escrevi neste texto, acabei de ler num jornal impresso a opinião de um educador onde ele afirma que essa tecnologia pode ser usada para melhorar a capacidade de leitura de várias maneiras, seja para sustentar os níveis de interesse da geração que nasceu conectada, bem como o vocabulário, a fluência e até mesmo a compreensão de palavras visuais por meio da leitura em um computador ou tablete.

Não sou especialista da área educacional, mas confesso não entender essa posição se a grande maioria dos navegantes de redes sociais “assassinam” o nosso português quando escreve, com graves erros de ortografia e concordância, principalmente, sem falar no vício da codificação das palavras. Como melhorar essa capacidade de leitura e vocabulário dos quais ele fala? Vejo nisso tudo um contraditório.

 

O BRASIL COMUNISTA?

Ainda tem muita gente por aí, e não são poucos (mais de 40%), da extrema direita, principalmente, que acredita que o Brasil pode se tornar um país comunista e logo na América do Sul. Esse pessoal praticamente nada sabe sobre o comunismo, só daquelas histórias de carochinhas de que comunista come criancinhas e mata idosos na ponta da faca. Estão viajando na maionese.

Ademais, nenhum país do mundo chegou a alcançar o comunismo, o comum entre a sociedade. A Rússia, no pós 1917, teve um regime stalinista totalitário que mandava trucidar os camponeses e políticos, especialmente os ucranianos que escondiam os alimentos, os quais deveriam sustentar as cidades e as indústrias de armamentos para tornar o país num poderio militar (Guerra Fria).

Também aqueles que eram contrários e criticavam o regime eram conduzidos a trabalhos forçados na Sibéria pelo resto de suas vidas. Milhões morreram por conta das atrocidades de Stalin. Naquela época estava se tentando implantar um socialismo de Estado, tanto que aos escritores se estabeleceu a literatura do realismo socialista. Muitos membros do partido, até certo tempo, defendiam os métodos de Stalin por acharem necessários para eliminar os contras.

Depois veio a tomada de poder na China com Mao (1947) e em Cuba (1959) com Fidel Castro, que só foi declarar a ilha como país socialista, em 1961, a partir dos embargos econômicos decretados pelos Estados Unidos. A China hoje é um misto de poder único ditatorial onde se proíbe o livre pensar com um capitalismo liberal onde a mão-de-obra é explorada com baixos salários. Cuba tem mais o DNA socialista com seus avanços na educação e na saúde, mas que vigia com mão de ferro a liberdade de expressão.

Em suas teorias, Marx e Engels discutiam a questão de classes, o trabalho e a exploração do capital, bem como, o poder do proletariado, não no sentido propriamente comunista do qual se fala hoje como se fosse possível isso se tornar realidade. Os direitistas de ideias egocêntricas e negativistas excomungam os dois, mas eles deixaram até hoje um grande legado de conquistas que a classe trabalhadora obteve com muito sangue e suor, para não dizer mortes em suas lutas reivindicatórias.

Os dois pensadores filósofos revolucionários da modernidade nasceram da Revolução Industrial no final do século XVIII, e o maior inimigo era justamente o capital que se apropriava do trabalho humano em condições desumanas, especialmente nas minas de carvão. A insatisfação dos operários estava na flor da pele onde existia um terreno fértil para os protestos e manifestações.

Tribos indígenas norte-americanas praticavam em suas aldeias um sistema de vida mais próximo do comunismo onde não haviam donos de terras e todos os bens eram comuns a todos. Tudo que se plantava, caçava ou colhia era compartilhado entre seus membros. Outras comunidades ou civilizações antigas na Ásia, na Oceania e até na África também adotavam esse mesmo esquema de vida.  A Rússia ficou distante de atingir seu estágio comunista e nem conseguiu colocar em prática as teorias de Marx e Engels.

Quanto ao Brasil virar comunista é uma mera divagação tresloucada de quem não conhece a realidade sócio-político do país, dependente das nações capitalistas (Estados Unidos e Europa) e que até hoje, depois de 500 anos, nem é dona de si em termos de soberania. Pela sua formação, eminentemente capitalista desconjuntado, o Brasil nunca será uma país comunista.

O Lula nunca foi comunista e nem estudou sobre o assunto, embora ele diga que se orgulha de assim ser chamado. Ele faz o jogo de agradar os ricos poderosos, as elites burguesas, as castas políticas e econômicas e os pobres. Seu estilo é populista e de alianças com Deus e o diabo para se manter no poder.

Se os pobres têm o chamado Bolsa Família, com uma ajuda em torno de 700 reais por mês, os capitalistas (banqueiros, industriais, agropecuaristas, comerciantes e outros) ganham bem mais com isenções fiscais, subsídios ao crédito com juros baixos, dentre outros benefícios. Neste país, quem se declara de esquerda é logo visto como comunista. Nem os partidos comunistas são comunistas.

 

 

“FLUXO E REFLUXO” XXVII

POSFÁCIO – VERGER HISTORIADOR, POR JOÃO JOSÉ REIS.

No posfácio, o escritor João José Reis diz que “Fluxo e Refluxo” (livro de Pierre Verger) é um estudo detalhado do tráfico negreiro para a Bahia a partir do Golfo do Benim, região então considerada pelos luso-brasileiros como Costa da Mina. Ela se estende do sudoeste da Nigéria ao litoral do Togo, passando pela República do Benim.

No entanto, segundo ele, para efeito do tráfico baiano, “a geografia abrange também paisagens mais interioranas do Golfo, como o reino de Oyó, ao norte do território iorubá, chegando mesmo ao país haussás, ainda mais adentro, no norte da Nigéria”. Antes de realizar o livro, Verger já tinha percorrido vários lugares.

Em seu comentário, José Reis destaca que, “se os jejes foram maioria entre os africanos traficados ao longo do século XVIII, os nagôs predominaram no século seguinte, numa concentração nunca antes verificada, pois chegaram a constituir cerca de 80% dos cativos nascidos na África que viviam na Bahia no final da década de 1850”.

Os números apresentados por Verger sobre o tráfico no Golfo do Benim foram revisados pelo projeto Slave Voyages que documentou cerca de 36 mil viagens negreiras entre a África e as diversas regiões das Américas. Pelos dados levantados, o Brasil figura como a região que mais importou mão-de-obra africana escravizada, em torno de 45% dos pertos de 11 milhões de vítimas do tráfico transatlântico.

De acordo com Verger, a Bahia teria recebido 1,2 milhão de cativos, 71% dos quais vindos do Golfo do Benim. “Esses números agora cresceram para 1,5 milhão, o que corresponde a 32% do tráfico brasileiro, mas a proporção registrada por Verger para os vindos do Golfo do Benim se mantém, pelo menos para o século XIX”.

Ainda conforme o autor do posfácio, Verger noticia com detalhes que a autonomia baiana no tráfico era relativa, ou melhor, era disputada no sentido de que os negociantes estavam em constante tensão com a Coroa Portuguesa e seus representantes coloniais quanto a regulamentação e ao controle do comércio de gente. A metrópole buscou por diversos meios disciplinar o comércio entre as duas regiões, no que encontrou acirrada oposição de uns traficantes.

“Do outro lado do tabuleiro, os africanos negociavam com absoluta soberania junto aos comerciantes e representantes europeus, muitos deles dublês de traficantes. O poder e a riqueza dos reis, chefes e negociantes africanos cresceram à sombra do tráfico, pelo que competiam e guerreavam entre si em busca da preferência no fornecimento dos cativos. Por vezes, vários governantes da África enviavam embaixadas à Bahia e a Lisboa (mais tarde ao Rio de Janeiro), para negociar termos das relações comerciais…”

Portugal, França, Holanda, Inglaterra e Espanha, principalmente, foram nações envolvidas no tráfico com seus impérios coloniais. Verger deixa claro que os europeus foram os principais responsáveis pela trágica história do tráfico.

Apesar de alguns historiadores apontarem o ano de 1931 como primeira proibição do tráfico para o Brasil, no caso da Bahia essa data é anterior, já que pelo tratado de 1815, entre Portugal e Inglaterra, esse comércio seria oficialmente abolido acima da linha do Equador. Nessa latitude estavam os principais portos que faziam o tráfico com a Bahia, localizados no Golfo do Benim. Desde 1810, os cruzadores ingleses aprisionavam navios baianos naquela linha.

“No caso da Bahia, o caráter internacional do tráfico ilegal permanece até o último e trágico desembarque, em 1851, que resultou na morte de dezenas de escravos afogados ou de cansaço e fome. No chamado desembarque da Pontinha, o navio negreiro Relâmpago tinha por capitão um venezuelano, o piloto e o copiloto espanhóis de Málaga, um italiano como seu último proprietário e o rei de Lagos (Onim) como principal interessado na carga humana”.

No mesmo ano de 1851, a Inglaterra bombardeou Lagos, depôs o rei Kosoko e o substituiu por Akitoyê, que aceitou a política antitráfico inglês. Assim tinha início a ocupação britânica na Nigéria. Verger denuncia em sua obra que o espírito dos colonizadores na África era de que o branco, “mesmo se um bandido em território africano, devia sempre ser respeitado pelas autoridades africanas”.

Segundo Verger, os iorubás, enquanto nagôs, teriam criado na Bahia uma nova civilização harmônica, tendo na religião os orixás, o seu principal pilar. Sobre as rebeliões na Bahia, como a Revolta dos Malês, em 1835, Verger seguiu os passos de Nina Rodrigues através de pesquisas no Arquivo Público da Bahia. Eles atribuíam ao islã militante a responsabilidade pelos movimentos.

 

EU SEREI VOCÊ AMANHÃ SEM A CRÍTICA E A MEMÓRIA DA NOSSA MÍDIA

Nesta semana foi anunciado com todo estardalhaço sob o manto do marketing paramentado das baianas e ao som do tambor dos movimentos negros, no Farol da Barra, a implantação das fábricas de automóveis da poderosa chinesa BYD, em Camaçari, com direito a todas isenções fiscais por vários anos.

“Belas” matérias e manchetes da mídia impressa, eletrônica e virtual que não se prestou a fazer nenhuma crítica e a relembrar o caso da Ford no primeiro Governo do PT, cercada de todas solenidades e pompas e que depois fechou as portas deixando muitas famílias na amargura do desemprego. Eu serei você amanhã. Qual certeza teremos que isso não possa acontecer?

Temos uma mídia que não mais questiona e cobra com base no investigativo do passado. Empolga-se com a grandeza dos números de três bilhões de reais de investimentos, cinco mil empregos diretos e a produção anual de 150 a 300 mil automóveis. É a mídia do factual que se acomodou no tempo.

Essa empresa tem 700 mil funcionários espalhados por 400 cidades de 70 países, e os chineses, num misto de comunismo com capitalismo selvagem, tem a peculiaridade de sempre levar largas vantagens nas demoradas negociações e não pagar bem seus empregados. Com tantas vantagens, é claro que eles aceitaram de pronto, e poderiam até ter mais.

Na verdade, os numerários são impressionantes, mas nada se falou ou escreveu a respeito dos valores que deixarão de ser cobrados pelos tributos isentos ao longo de cerca de dez anos, os quais poderiam ser empregados em programas sociais nas áreas da educação e da saúde. Devo estar sendo ranzinza e espírito de porco.

Nesse momento me faz lembrar dos milhões dos Bolsas Famílias que dependem dos bilhões de reais do Tesouro do Povo e, para essa empresa BYD, creio que nenhum está habilitado a uma vaga de emprego para se livrar dessa assistência e ter seu salário com o próprio suor.

Passa também pela minha cabeça que o montante grandioso (não é pouca coisa) dessas isenções tributárias poderia ser usado para a criação de centenas e milhares de micro e pequenas empresas que iriam proporcionar mais trabalho e renda para as pessoas menos graduadas e instruídas, inclusive para os cadastrados do Bolsa Família.

Não seria uma alternativa para reduzir esse programa de bilhões e dar oportunidade para esses dependentes saírem da pobreza? Preferimos dar aos chineses que vão fabricar carros de luxo, de 200 a 300 mil reais ou mais, mesmo sendo híbridos e elétricos. Aí entra o argumento da sustentabilidade do meio ambiente, mesmo botando mais carros nas estradas, quando deveria ser o contrário.

Nos anúncios retumbantes dizem que as fábricas, inclusive de insumos (lítio e ferro fosfato) para exportação, vão entrar em operação no segundo semestre de 2024, por ironia, ao que tudo indica, na mesma planta da Ford. Lucram os dois e empobrece a nação.

Ah, ia me esquecendo que foi anunciado que os veículos elétricos de até 300 mil reais terão isenção de IPVA! Quem compra um carro nesse valor é rico que será privilegiado com a liberação do imposto a ser pago pelo indivíduo que a duras penas e a prestação adquire um automóvel por 50 ou 70 mil, muitas vezes para seu ganha pão.

Perguntaria: Isso é justo? Acredito que não, mas aí entra a politicagem de fortalecer o capitalismo com o chapéu dos outros.   Temos centenas de exemplos de indústrias na Bahia que se aproveitaram das isenções e depois caíram fora. É aquele caso de eu serei você amanhã.

 

 

AS CANETAS E O SABER

Nos tempos primitivos, há milhões de anos, o homem rabiscava nas cavernas suas pinturas, usando tintas vegetais e até o sangue de animais, com os dedos ou “pinceis” da madeira e penas de aves, que expressavam suas linguagens sobre a vida na terra. Depois vieram as escritas em cerâmicas e pergaminhos que contam as origens da nossa história. Os tempos foram se evoluindo desde o homem sapiens até chegarmos às canetas, símbolos do saber. Os mais velhos se lembram das conhecidas penas e tinteiros nas salas de aula onde os jovens estudantes sempre saiam sujos com as camisas respingadas de tintas, sem falar nas provas borradas que os professores davam bronca. Vieram logo depois as benditas canetas (a famosa big) que foram se evoluindo com a sofisticação da indústria e hoje temos as mais diversas nas papelarias (até banhadas de ouro) e nunca vão deixar de existir mesmo com o advento da tecnologia virtual da internet. A assinatura tradicional ainda é a mais confiável, não importando o tipo de caneta, que já foi e ainda é instrumento de aplicar sentenças, atestar documentos, promissórias, tratados e convenções, bem como rascunhar um poema ou um pensamento enquanto viaja dentro de um ônibus e até numa mesa de bar quando brota a inspiração. Portanto, caneta também significa ter o saber porque o analfabeto (não quer dizer que ele não possua a sabedoria oral) simplesmente usa as digitais para provar sua identidade existencial. Quem é fascinado por canetas, e existem muitos colecionadores delas por aí, pode visar o nosso Museu Padre Palmeiras de Vitória da Conquista.

NO GOLFO DO BENIM

Autoria do jornalista e escritor Jeremias Macário

Brigam nações estrangeiras!

Ingleses, espanhóis e franceses,

Holandeses e portugueses,

Até capitães baianos brasileiros,

De canhões, bacamartes e estopim,

Em navios e canhoneiras,

Pelo tráfico negreiros,

No Golfo do Benim.

 

Brigam reis do Oyó e Daomé,

Com seus deuses orixás de fé,

Contra os reinos de Ardra,

Badagre, Porto Novo e Onim,

Em pântanos, savanas e mares;

Destroem aldeias e lares,

Para as vendas insanas,

De carnes negreiras humanas,

Nesse oceano de sangue,

Por cativos prisioneiros,

No Golfo do Benin.

 

Brigam navegantes traficantes,

Pelo domínio de Uidá,

Para escravos comercializar,

Por tabacos, ouro e aguardentes,

Moedas zimbo e cauri,

Até degolam cabeças,

Nessas feitorias fortalezas,

Horrores que nunca vi;

Matam gentes nas prisões,

Para lotar fedorentos porões,

De africanos, príncipes,

Rainhas de cetim,

Jejes, tapas e haussás,

Minas, nagôs-iorubás,

Filhos do Golfo do Benin.

O QUE ESTÁ HAVENDO COM A HUMANIDADE?

Entre as pessoas com as quais converso sobre assuntos gerais, sempre ouço lamentos e palavras de decepções a respeito do que está ocorrendo com a humanidade nos tempos atuais no sentido do avanço da desumanização, do individualismo, do desrespeito para com os outros e até mesmo pela sua face cadavérica de crueldade.

Estou me referindo diretamente sobre a nossa pequena aldeia onde moramos chamada Brasil, mas é claro que o problema do qual questiono é global e não está restrito ao ser humanus brasilis. Os países ricos pouco se importam com os pobres, sem falar numa certa regressão em termos de mentalidade, predominando as ideias retrógradas e repressivas entre líderes e liderados.

Essa visão é praticamente geral entre as gerações mais idosas que lembram dos tempos onde havia mais harmonia, crença e confiança nas pessoas; onde os filhos ouviam os ensinamentos dos pais e os jovens reverenciavam os mais velhos; não batiam e nem matavam professores, sem contar que os crimes de barbaridades eram bem mais raros.

A pergunta que fica é o que está havendo ou acontecendo com a humanidade? Uma resposta para os filósofos, psicólogos/psiquiatras, historiadores, sociólogos e antropólogos. Alguém aí poder até rebater o meu pensar de que a nossa história em suas origens está recheada de atrocidades desde os povos da Mesopotâmia/Babilônios, as conquistas romanas, as inquisições da Igreja Católica na Idade Média, os conflitos entre as diversas etnias africanas e tribos indígenas, os sacrifícios humanos aos seus deuses, as duas guerras mundiais mais recentes, dentre tantas outras.

No entanto, a questão atual está mais ligada ao quesito da decadência humana do saber e do conhecimento, do negativismo da ciência e do fanatismo religioso, do egoísmo aviltante, do extremismo nazifascista, da polarização na política, da indiferença com a dor do outro, do retraimento da juventude presa às novas tecnologias, da destruição em massa do meio ambiente (o apocalipse bíblico é o presente), do ódio e da intolerância racista, homofóbica, xenófoba e misógina, sem falar nos crimes hediondos, impiedosos e estarrecedores.

O anormal virou normal e comum. O errado no certo. Para muitos problemas quanto a pergunta sobre o que está havendo com a nossa humanidade, especialmente os relacionados com os nossos jovens, logo vem à cabeça o mal que o celular e as redes sociais da internet provocam na mente humana, ao ponto de gente ficar ligada mais de dez horas ao dia no aparelho. Será que toda culpa está nesse mundo virtual banalizado, sem caráter e princípios?

É uma fase ou crise de atraso e opressão que a humanidade está atravessando para depois se ajustar e voltar a praticar o verdadeiro humanismo socialista? O que podemos fazer para reverter esse quadro? Ainda existem reparos ou estamos caminhando para o fim, inclusive da destruição da terra por causa das catástrofes e tragédias provocadas pelo homem? São reflexões que cada um deve fazer e tirar suas conclusões.

Em sua essência de ambição, lucro e selvageria, creio que esse sistema capitalista bruto consumista está esgotado. Está levando a humanidade a autodestruição, mas os ricos não aceitam fazer mudanças e socializar seus bens. Almejam cada vez mais o ter e pouco pensam no ser. A decadência humanitária está nas profundas desigualdades sociais e regionais, internas e externas. A própria globalização contribuiu para isso.

É a minha visão que pode ser discordante de outros. É um tema que carece de mais debate e discussão por parte de intelectuais e das pessoas que hoje sofrem na pele essa desarmonia e sofrimento.  Ronda no ar uma onda de desânimo, pessimismo e descrença. Com tantas maldades, bandidagens e violência, ninguém mais confia em ninguém. É sinal da própria degeneração humana.

Hoje temos medo de sair de casa (há anos não era assim), pânico, estresse e a depressão está cada vez mais se alastrando como um vírus maligno, principalmente entre adolescentes que ficam trancados em seus quartos escuros com a tela grudada nos olhos.

Os adultos só pensam em ganhar dinheiro, não cuidam de seus filhos como deveria (querem é ficar livres deles), não dormem direito e sentem calafrios do desemprego. Temos mais doenças e doentes e menos assistência à saúde nos países subdesenvolvidos ou emergentes. A cultura foi banida de nossas vidas. Não se valoriza mais o conteúdo e nem o mérito, mas a mediocridade.

O progresso desordenado (agora só se fala em inteligência artificial) fez aumentar a miséria, e mais gente sai de seus lares na leva da desestrutura familiar para viver nas ruas. Temos mais pessoas infelizes e descontentes com a vida. Nem mais sabemos quem somos e para onde vamos. Moramos num planeta das incertezas porque esquecemos do nosso passado e temos dúvidas sobre o futuro.  O que está acontecendo com a humanidade?

APELO AO TORCEDOR CONQUISTENSE

Carlos González – jornalista

Se você, prezado amante do futebol, que almeja ver sua cidade ser objeto de elogios, mesmo que seja no campo esportivo, leve seu apoio ao Primeiro Passo Vitória da Conquista, comparecendo, domingo (9), ao Estádio Lomanto Júnior para assistir ao jogo – o maior clássico da região Sudoeste – contra o Jequié, pela última rodada da 1ª fase do Campeonato Baiano da 2ª divisão.

Além da velha rivalidade entre os dois municípios, a partida, que começa às 15 horas, será o penúltimo obstáculo para que o clube alviverde volte a participar do grupo de elite do futebol baiano e de conseguir uma vaga em 2024 na Copa do Brasil ou numa das séries do Brasileirão.

Independente de sua simpatia pelos times do Rio e São Paulo, vista no domingo o verde e  branco e se junte nas arquibancadas do Lomantão aos membros das torcidas organizadas Criptonita e Comando Feminino, para não deixar que o “Bode”  teimosamente empaque no terreno de sua casa – suas três vitórias no torneio foram conseguidas em Salvador (duas) e Itabuna -, o que significará nova paralisação do futebol conquistense até março do próximo ano. Jogadores e comissão técnica ficarão desempregados por seis meses até o começo da temporada 2024.

No interior do Nordeste e na maioria das capitais, exceção a Salvador, Recife e Fortaleza, nota-se uma forte vocação do torcedor em transferir sua paixão para os clubes cariocas e paulistas, em prejuízo dos locais.  O Brasileirão da série “A” tem apenas dois clubes nordestinos: o Bahia (já pegou o caminho do descenso) e o Fortaleza, que há três anos vem se estruturando, haja vista que hoje disputa a Sul-Americana. Vamos observar a série “B”, onde os seis representantes do Nordeste fazem companhia a 11 do interior de São Paulo, Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Minas Gerais.

Pergunto: por que razão o nordestino não pratica esportes de quadra, pista e aquáticos? Em Olimpíadas e Mundiais e torneios nacionais, nossa região praticamente é excluída. Cometeria uma falta se não fizesse ressalva ao trabalho realizado, com poucos recursos materiais, nas academias de boxe de Salvador, na preparação dos atletas que têm trazido medalhas para o Brasil.

Por justiça, lembro aqui de três baianos medalhistas olímpicos: o nadador Edvaldo Valério (bronze nos Jogos de Sidney 2000), a maratonista aquática Ana Marcela (ouro em Tóquio 2020 e em sete mundiais) e o canoísta Isaquias Queiroz (ouro em Tóquio). Os dois primeiros aperfeiçoaram sua técnica em clubes de São Paulo, Minas e Rio Grande do Sul.

A demolição do Estádio Octávio Mangabeira em 2010 para servir de sede à Copa do Mundo de 2014, quando o projeto inicial seria uma reforma, a um custo superior a R$ 1 bilhão, acima do previsto que era R$ 500 milhões, “matou” o esporte amador na Bahia, como denunciaram dirigentes e atletas. Os tratores e escavadeiras não derrubaram somente o velho estádio. Continuaram seu caminho. Ao fim da operação, do Ginásio Antônio Balbino e do Parque Aquático Juracy Magalhães, que faziam parte do complexo esportivo da Fonte Nova, só restaram pedras de concreto. As autoridades governamentais da época prometeram que em um ano construir um ginásio e piscina olímpica.

Retomando o principal tema desta nossa conversa, exponho a situação no momento do Campeonato Baiano da série “B”, antes da rodada de domingo que vai apontar os quatro classificados para as semifinais. O Jequié antecipou sua passagem para a segunda fase. Restam três vagas e cinco candidatos, observando que, em caso de igualdade nos pontos ganhos, serão computados número de vitórias e saldo de gols. Além de Conquista x Jequié, a última rodada, com os jogos iniciando às 15 horas, marca Jacobina x Fluminense, em Jacobina; Juazeiro x Grapiúna em Juazeiro; Unirb x Leônico, em Feira de Santana; e Galícia x Colo-Colo, em Salvador.

Em segundo lugar está o Jacobina (14 pontos, 4 vitórias e saldo de 5), seguido pelo Grapiúna (14 – 4 – 2), Vitória da Conquista (14 – 3 – 8), Fluminense (13 – 3 – 5) e Unirb (13 – 3 – 1). Vão permanecer na série “B”, o Juazeiro, e, lamentavelmente, o Galícia, apontado pelos mais antigos membros da comunidade galega de Salvador como “filho bastardo”, em desrespeito aos imigrantes espanhóis que em 1º de janeiro de 1933 fundaram o primeiro tricampeão baiano. Colo~Colo e Leônico estão “degolados”.

Com base nos números avaliem as chances do Vitória da Conquista, mas é imprescindível que você, conquistense, vá ao “Lomantão” para dar seu grito de incentivo a esse grupo altruísta que mantém vivo o futebol nesta cidade. Desligue-se por um dia dos jogos das equipes do Sul pela televisão. Acabou aquele tempo que os grandes clubes viajavam pelo país e pelo mundo – até o Bahia foi duas vezes a Europa, incluindo a então impenetrável União Soviética – fazendo amistosos e divulgando nosso popular esporte.

A ocupação total dos 12.500 lugares do “Lomantão” só se dará com a vinda de um clube da elite do futebol nacional. Essa atribuição é dada neste momento ao Vitória da Conquista, cujo primeiro passo é ganhar o Jequié e a semifinal do acesso. Em seguida, ficar entre os três melhores colocados na série “A” de 2024, assegurando uma vaga na Copa do Brasil.  Entre 2013 e 2018, o alviverde participou de quatro Copas do Brasil. Aqui estiveram Sport do Recife, Palmeiras, Náutico e Coritiba.

AINDA SOBRE O SÃO JOÃO

Quero aqui reproduzir alguns trechos de um comentário com o título “SOS São João” feito por Jorge Braga Barreto, na coluna “Opinião do Leitor”, publicado pelo jornal “A Tarde”. Antes disso, sobre o mesmo assunto, conversando com uma prima sobre o São João de Senhor do Bonfim, considerado em tempos passados como um dos mais famosos do Brasil, ela me confidenciou que foi uma grande decepção a começar pelas apresentações.  “Pelas músicas, ninguém dançava, só pulava”.

Sobre o artigo de Jorge Barreto, ele afirma que há muito segmento musical alienígena de origem carnavalesca atropelando as tradicionais festas juninas, para tristeza dos forrozeiros, cujas danças típicas são agredidas pela parafernália eletrônica, numa demonstração de selvageria empresarial voltada exclusivamente para o lucro.

Mais adiante declara que o endividamento irresponsável das prefeituras poderia ser evitado se tomassem a iniciativa viável de dar oportunidade aos inúmeros artistas da terra prata da casa que dominam os instrumentos que fazem a alegria dos amantes do forró. Destaca que “os valores exorbitantes pagos aos ETs terminam por afugentar a população de baixa renda, diante das inacessíveis diárias de pousadas e hotéis, restaurantes e outras atividades comerciais envolvidas nos eventos”.

Em seu desabafo, escreve que “muitos forrozeiros terminam retornando para suas casas frustrados diante de tanta sofrência cansativa e sonolenta violentando as noites juninas. Como justificar prefeituras falidas pagando cachês altíssimos em torno de 500 mil reais por apresentação a cantores e bandas de arrocha, sofrência, sertanejas no estilo Luan Santana, Gustavo Lima, dentre outros que nada têm a ver com o São João”?

Segundo ele, a contratação de bandas locais das cidades e de suas regiões que entendem do ritmo nordestino seria a solução nas quais se destinaria cachês dentro dos limites razoáveis ao alcance dos cofres municipais, no que concordo e endosso plenamente.

Em sua opinião, ainda é tempo de salvar o melhor São João do Brasil que é inegavelmente o do Nordeste. “Se o carnaval está dominado por essa galera esperta, que o mesmo não aconteça com o São João. A reconstrução do Brasil exige a preservação de suas raízes culturais. Luiz Gonzaga, Dominguinhos, Genival Lacerda, entre tantos outros que nos deixaram devem estar se contorcendo no túmulo”

Por fim, vou aqui republicar um poema da minha autoria que fiz criticando toda essa situação, com o título de “NÃO MISTURE NOSSO FORRÓ”:

Não misture

Nosso forró, não,

Nem profane

Nossas festas juninas,

Com suas músicas assassinas.

 

Nosso forró,

Nasceu do fifó,

Na poeira do arrasta-pé,

Ao som do triângulo,

Da zabumba e da sanfona,

No melaço da cana,

Com cultura, tradição e fé.

 

Nosso forró é nordestino

Dos santos Antônio, João e Pedro

Popular do idoso ao menino.

 

Seu prefeito carcará safadão,

Nosso forró do forrobodó

Não está à venda, não.

 

Não misture nosso forró, não

Com alienígenas estrangeiros,

De chapéu de couro,

Indumentária de cangaceiros,

Que roubam nosso ouro,

E nem sabem cantar,

Xote, xaxado e baião.

 

Salvem Jachson do Pandeiro,

Marinês, Sivuca e Gonzagão,

Sem essa plástica indecência,

De misturar sertanejo e pagodão,

Axé, arrocha e sofrência.

 

Não misture nosso forró, não,

Nóis quer dançar é forrozeiro,

Na letra agreste do Nordeste,

Com licor, quentão e mungunzá,

Como nos tempos do candeeiro.

 

A cada ano o triângulo, a zabumba e a sanfona são substituídos por bandas eletrônicas. Nosso São João está se acabando. Segundo o Portal Transparência, artistas como Wesley Safadão recebem cachês altíssimos. Anos atrás Elba Ramalho criticou o badalado São João de Campina Grande por privilegiar os sertanejos. Recentemente Flávio José teve seu tempo de apresentação reduzido para o sertanejo Gustavo Lima.

Alceu Valença também fez a mesma crítica. As festas juninas estão perdendo suas identidades. Os órgãos de turismo nada fazem para salvar nosso São João, muito pelo contrário.

A nossa mídia, infelizmente, tem sido omissa e até elogia esses shows que nada têm a ver com o nosso forró.  Gonzagão dizia “Ai que saudades que sinto/ Das noites de São João/ Das noites tão brasileiras nas fogueiras/ Sob o luar do sertão”.





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