PRAÇA GUADALAJARA OU NORMAL
Em toda parte do mundo sempre existe um ponto (praça, avenida, monumento ou centro histórico) onde as pessoas se reúnem para expressar suas manifestações e protestos a favor e até contra a democracia e a liberdade. Dalí nascem os grandes ativistas com seus discursos e pronunciamentos que mudam os destinos de uma nação e de um povo. Em Salvador temos a Praça Castro Alves, a Sé; São Paulo, a Avenida Paulista; Rio de Janeiro, a Cinelândia e assim por diante como nas grandes capitais estrangeiras, só para citar Pequim, Paris, Londres, Madrid, Lisboa, Nova York e tantas outras. Em Vitória da Conquista nós temos a Praça Guadalajara ou simplesmente Escola Normal (foto), um patrimônio que, infelizmente, o Estado está demolindo. Aqui vai o meu repúdio. Essas praças se tornaram e fizeram história na luta pelos direitos humanos (contra ditaduras), reivindicações dos trabalhadores, passeatas LGBT, movimentos sociais e até encontros religiosos e “gritos de guerra” de blocos de carnavais, micaretas e festas em geral. Da Guadalajara partiram organizações contra e a favor de presidentes da República formando-se um colorido de bandeiras e camisas amarelas e vermelhas. As ideias e as discussões se afloram. Para o bem e para o mal, de lá saíram até alaridos que ferem a nossa pátria como os pedidos de intervenção militar no país. Cartazes criativos os mais diversos se juntam na Guadalajara e estampam frases lamentosas sobre o desemprego, a má qualidade na educação e na saúde e até para dizer que estou com fome, quero comer. São locais que devemos reverenciar porque representam nossas ágoras gregas que nunca podem ser esquecidas e servem de recordações memoráveis para o resto de nossas vidas como participantes ativos dessa sociedade, na maioria das vezes desumanas.














