:: 22/dez/2022 . 22:52
O “CALANGO” AMBULANTE
Ele é sempre visto na Praça Barão do Rio Branco e arredores, no centro da cidade, mas corre bares, restaurantes e outros pontos de movimento, como filas de bancos. Mais conhecido como “Calango”, ele é um vendedor ambulante daqueles que não larga o pé do cliente enquanto não compra alguma de suas bugigangas “importadas”, muitas das quais novidades que não se encontram nas lojas. São muitos anos de lida, cerca de 30 ou mais na batalha da vida que lhe deu sustento à família, inclusive para educar seus filhos. “Calango” ambulante é daquele empreendedor inventivo que está no sangue do brasileiro que se vira para sobreviver. Sua informalidade vem de anos, tanto que o desemprego não lhe atingiu. Nas datas comemorativas do comércio, como agora no Natal, “Calango” também tem seu faturamento aumentado com seus produtos inusitados que servem de presente. É cabra sabido porque pede um preço alto para depois lhe vender pela metade do pedido. Ali na praça ele é mais conhecido que farinha na feira e tem gente que corta por fora para não ser cercado e cair em sua lábia de vendedor. É uma figura que já se tornou patrimônio e folclore de Conquista.
NUNCA DIGA QUE É NADA
Mais uma recente da lavra do jornalista e escritor Jeremias Macário
Se duvido do sentido do ser,
Pior é viver sem você.
Minha alma chora,
Quando meu mal lhe devora.
Perdão lhe peço, meu amor,
Se minha flecha lhe sangrou.
A vida é cheia de cilada,
Mas nunca diga que é nada,
Pelo espelho do outro,
Por achar ser sensacional.
Mire em sua virtude especial,
De transmitir felicidade,
Para os seus da comunidade.
Todos com suas frustrações.
Não condene seu destino,
Nem entre em desatino,
Por causa das decepções.
Nunca diga que é nada,
Porque uns vivem no luxo,
E você arrasta sua enxada.
Olhe para dentro de si,
Do seu nobre sentimental,
Que já fez tanto bem social,
Com seu olhar de amar,
Coisa que nunca vi igual.
De espírito criativo,
De energia visceral,
Sem você não mais vivo,
Minha maior amada:
Me julgue como quiser,
Mas nunca diga que é nada.
Ainda estou em pé,
Na minha nesga fé,
De peregrino errante,
Com meu pecado repugnante,
E nem me pergunte,
Que nem tenho o saber,
De a mim mesmo responder.
Você tem luz que me ilumina,
Ouro reluzente dessa mina;
Esbanja seu sorriso alegre:
Sei disso e não negue,
E ainda diz que não é nada,
Em sua árdua jornada?
Nunca diga que é nada,
Porque o nada não existe,
Nesse universo sideral.
Sua própria existência,
De pensar é o sinal,
Pra não dizer ser nada.
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