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:: 15/dez/2022 . 23:31

ACAMPAMENTOS DOS BOZÓS

Não dá mesmo para entender que há mais de um mês das eleições os acampamentos dos “bozonaristas” continuem lá em frente do Tiro de Guerra de Vitória da Conquista em protesto contra o resultado do pleito para presidente no segundo turno! Além de ser uma aberração, os barracões de lonas passam uma péssima imagem para a praça onde estão as estátuas do artista Cajaíba. O mais incrível é que a Prefeitura Municipal, as autoridades (Justiça) e a polícia militar não tomam nenhuma providência para desocupar a área. Caso fossem moradores de rua, há muito tempo já teriam sido expulsos dali na base da força, a ponta pés e no cassetete. Os acampamentos têm até estrutura de um carro de som, mesas, materiais de propaganda e sanitários públicos. Quem financia toda essa presepada? Até quando esses “sebastionistas” palhaços vão permanecer exibindo aquele espetáculo dantesco? Certamente estão esperando que o sargento do Tiro de Guerra saia com seus soldados reservistas e marchem com eles até Brasília para fechar o Congresso Nacional, o Tribunal Superior Federal, derrubar o presidente eleito e decretar o golpe militar, conforme pregam. Não passam de um bando de malucos e imbecis que continuam atentando contra a democracia. Isso não é crime? A coisa ficou tão bestial que ninguém dá mais importância e nem fazem comentários. Para não dizer trágica, aquela cena dos acampamentos é cômica e hilária, com um aspecto de feiura para Conquista. É uma coisa inacreditável! Só vendo para crer! A que ponto chegam o extremismo e o radicalismo! Mais parece movimento do MST ou dos sem teto. Só está faltando uma bandeira vermelha, mas essa cor é comunista. A mídia nem divulga mais nada. Imagine a doutrinação à lá talibã! Serão mesmo patriotas? Sem mais comentários.

ALMA SECA

Um dos trechos do Livro II da obra “Airyl”, de Luis Altério, pseudônimo de Luis Filipe da Silva, Edições Uesb – prêmio professora Zélia Saldanha – Poesia:

Nada amarga mais que doce utilidade do carme.

Avanço a pleitear contenção…

Os glúteos amam o assento áspero,

Trespassa de feixes luzentes a laje fria,

Derrete o vínculo dial na escrivaninha e

Tomando desses elos a liberdade

Espargindo cada uma das partes do todo.

Todo o desaire mofo com pompa

(sacudido no estendal farpado)

Ostenta lapela de trato fino.

< fino quilate na arruinada peneira.

A picareta mole contentado,

Preconiza bebedeiras e mulheres

Nas ruas de luxilo,

Grão diamantífero em punhado escanifrado,

Sua dama de regresso à cubata

Equilibrava pequena cápsula

(dez kwanzas de óleo alimentar),

Os filhos debaixo da frondosa mangueira

Sortidos nas mínguas da terra batida

(que pela arraiada requestaram no capim ratos

Colhidos pelos seus engenhosos ardis) e juntos

Pingo dilatado e à vez de iguaria grossa e indelicada

Cevam sopa de rato e funge de mandioca.

A picareta mole ruma ao dundo

Deixando as margens do rio migigi,

Dançando na lâmina vil do mercado negro>

Agora desfeita a quimera,

No cárcere sonha com o cascalho

Coado com a arruinada peneira

Luis Altério nasceu na França e foi para Portugal com a família quando tinha seis anos. Hoje reside em Vitória da Conquista.





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