UM FUTURO SOMBRIO E TENEBROSO
Até o dia 30 de outubro não sabemos o que pode acontecer com o Brasil nos próximos quatro anos. Por enquanto estamos atravessando uma tempestade em mar revolto e não sabemos quanto tempo irá durar para termos uma calmaria e navegar em águas tranquilas.
Os ventos fortes com ciclones e tufões, os trovões e os relâmpagos nessa travessia tormentosa podem nos levar a um futuro sombrio de mais ódio, intolerância e destruição. Até pouco tempo era apenas uma ideologia de cunho fascista e conservadora que está se transformando numa seita tenebrosa.
Essa metáfora do tormento é o Brasil que há quatro anos vem sendo ameaçado em sua frágil democracia, e tudo começou com os movimentos de rua para dar um recado de que “o PT nunca mais” depois dos desastres na corrupção e nos malfeitos.
No entanto, pelo bem da nação, essa sentença feiticeira deve ser desfeita. Acontece que os raivosos não querem saber mais disso, não sabendo que também vão cair em desgraça. Chegou-se a uma cegueira tamanha que eles não querem mais enxergar a realidade e nem têm mais capacidade para tanto.
Essa tormenta tem origem também numa elite burguesa e num grupo de extremistas nazifascistas que viviam calados no armário porque não tinham quem lhes dessem voz e ação. Nas sombras das trevas surge um desconhecido que aproveitou a oportunidade dos conflitos e das divisões para renascer da sua tumba.
A senha já estava sendo anunciada por governos de extrema que tomaram o poder no exterior, principalmente na Europa. Os cientistas políticos, os sociólogos, os intelectuais e os analistas de plantão deram pouco ouvido para o que estava ocorrendo e não previram o pior.
A esquerda acomodada foi caindo nessa armadilha e não deu conta que por detrás de suas barreiras havia um inimigo perigoso. Uma turma aloprada foi fazendo suas estripulias e só pensou em tirar proveito e viver em suas mordomias, esquecendo do povo. Traiu um socialismo humano que havia pregado anos atrás. Da cachacinha tomou gosto pelo uísque e não quis mais largar o copo.
Outro fator que muito contribuiu para essa derrocada desastrosa foi o ajuntamento de 35 partidos, cuja maioria de tendência conservadora e moralista, formada, principalmente, por pastores evangélicos moralistas, foi comendo pelas beiradas do poder, sem contar a própria ajuda de um sistema eleitoral anacrônico coronelista que excluiu os bons de participarem da política.
O Congresso Nacional com suas negociatas escandalosas, inclusive contando como uma “oposição” que perdeu sua função histórica e filosófica, foi aninhando monstros do terror em sua casa, os quais se elegeram com o voto de um povo desassistido e desiludido com as promessas perdidas pelo meio do caminho.
Esse conjunto de fatores foi nos empurrando até os dias atuais para um precipício incerto de um país dividido. Para nos livrar dessa praga demoníaca e satânica de um futuro sombrio que se apresenta, a única saída é esquecer aquele grito de ordem de “PT nunca mais”, mas está muito difícil convencer o outro lado que, a esta altura está hipnotizada pelo mal.











