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:: 5/out/2022 . 23:38

UM FUTURO SOMBRIO E TENEBROSO

Até o dia 30 de outubro não sabemos o que pode acontecer com o Brasil nos próximos quatro anos. Por enquanto estamos atravessando uma tempestade em mar revolto e não sabemos quanto tempo irá durar para termos uma calmaria e navegar em águas tranquilas.

Os ventos fortes com ciclones e tufões, os trovões e os relâmpagos nessa travessia tormentosa podem nos levar a um futuro sombrio de mais ódio, intolerância e destruição. Até pouco tempo era apenas uma ideologia de cunho fascista e conservadora que está se transformando numa seita tenebrosa.

Essa metáfora do tormento é o Brasil que há quatro anos vem sendo ameaçado em sua frágil democracia, e tudo começou com os movimentos de rua para dar um recado de que “o PT nunca mais” depois dos desastres na corrupção e nos malfeitos.

No entanto, pelo bem da nação, essa sentença feiticeira deve ser desfeita. Acontece que os raivosos não querem saber mais disso, não sabendo que também vão cair em desgraça. Chegou-se a uma cegueira tamanha que eles não querem mais enxergar a realidade e nem têm mais capacidade para tanto.

Essa tormenta tem origem também numa elite burguesa e num grupo de extremistas nazifascistas que viviam calados no armário porque não tinham quem lhes dessem voz e ação. Nas sombras das trevas surge um desconhecido que aproveitou a oportunidade dos conflitos e das divisões para renascer da sua tumba.

A senha já estava sendo anunciada por governos de extrema que tomaram o poder no exterior, principalmente na Europa. Os cientistas políticos, os sociólogos, os intelectuais e os analistas de plantão deram pouco ouvido para o que estava ocorrendo e não previram o pior.

A esquerda acomodada foi caindo nessa armadilha e não deu conta que por detrás de suas barreiras havia um inimigo perigoso. Uma turma aloprada foi fazendo suas estripulias e só pensou em tirar proveito e viver em suas mordomias, esquecendo do povo. Traiu um socialismo humano que havia pregado anos atrás. Da cachacinha tomou gosto pelo uísque e não quis mais largar o copo.

Outro fator que muito contribuiu para essa derrocada desastrosa foi o ajuntamento de 35 partidos, cuja maioria de tendência conservadora e moralista, formada, principalmente, por pastores evangélicos moralistas, foi comendo pelas beiradas do poder, sem contar a própria ajuda de um sistema eleitoral anacrônico coronelista que excluiu os bons de participarem da política.

O Congresso Nacional com suas negociatas escandalosas, inclusive contando como uma “oposição” que perdeu sua função histórica e filosófica, foi aninhando monstros do terror em sua casa, os quais se elegeram com o voto de um povo desassistido e desiludido com as promessas perdidas pelo meio do caminho.

Esse conjunto de fatores foi nos empurrando até os dias atuais para um precipício incerto de um país dividido. Para nos livrar dessa praga demoníaca e satânica de um futuro sombrio que se apresenta, a única saída é esquecer aquele grito de ordem de “PT nunca mais”, mas está muito difícil convencer o outro lado que, a esta altura está hipnotizada pelo mal.

 

 

O QUE SERÁ DO CINE MADRIGAL?

Lá está aquele imponente prédio na rua Ernesto Dantas há cerca de 15 anos fechado sendo desgastado pelo tempo. Ali tem história quando bons filmes atraíram milhares de moradores conquistenses. Guarda lembranças na mente de muita gente, namorados, casais, jovens, professores, intelectuais e gente do nosso povo. Eu mesmo estive lá por várias vezes assistindo boas películas.

Foi o último dos cinemas de rua de Vitória da Conquista. Como se diz no popular, o último dos moicanos. Quando encerrou suas atividades por causa da onda da internet, dos DVDs e fitas cassetes, a Igreja Universal – se não me engano – tentou compra o prédio, mas não deu certo.

Depois de muito discutir, a Prefeitura Municipal, entre os anos 2015/16, no governo de Guilherme Menezes, adquiriu o antigo Cine Madrigal por cerca de um milhão e 100 mil reais, barato pela sua estrutura e localização. Foi utilizado o dinheiro do Tesoura, isto é, do povo, e passado para a gestão da Secretaria de Educação.

São sete anos sem ser utilizado, coisas da Bahia e do nosso Brasil. A intenção do governo passado era transformar o antigo Madrigal num cineteatro, conforme garantiu o secretário de Educação da época, Valdemir Dias, hoje vereador. Até o momento nada aconteceu e lá está o elefante branco.

Quando de uma audiência do Conselho Municipal de Cultura, a prefeita Sheila Lemos explicou que o propósito era reativar o Cine Madrigal, mas antes tem que ser realizadas obras de reforma interna e externa de acessibilidade de modo a atender as exigências do Corpo de Bombeiros e do Conselho de Engenharia e Arquitetura.

Estamos sabendo que já existe um projeto de licitação para fazer os devidos reparos visando a abertura de suas instalações. No entanto, fica a pergunta, inclusive dos artistas em geral e da população sobre a sua utilização. Vai ser mesmo um cine teatro, ou apenas mais um estabelecimento de uso da Secretaria de Educação para reuniões, oficinas de capacitação e local de eventos de formatura? É isso que toda sociedade está querendo saber.

Existe a discussão de que haja uma gestão compartilhada entre a Educação e a Cultura através das duas secretarias, mas até o momento pouco se sabe e se anuncia sobre o assunto. O poder público tem a obrigação de informar e dar uma satisfação, mesmo porque é recurso do contribuinte. A Câmara de Vereadores também precisa se pronunciar e entrar nesse debate.

Com a interdição do Teatro Carlos Jheová, na Praça 10 de Novembro, os artistas em geral, músicos, as artes cênicas e outras linguagens ficaram sem local para realizar seus ensaios e eventos. Estão indo, com sacrifícios para outros locais, como o Centro de Cultura Camillo de Jesus Lima que pertence ao estado.

O antigo Cine Madrigal seria o ideal para atender a demanda, mas a nossa cultura, infelizmente, está órfã de pai e mães. Anda aí pelas ruas como uma mendiga maltrapilha com a cuia na mão pedindo esmolas. Todos passam e poucos dão alguma atenção jogando umas moedinhas em seu prato.

Queremos uma posição sobre este e outros equipamentos culturais, como a Casa Glauber Rocha que também se encontra fechada a mercê do tempo que não perdoa no quesito desgaste e destruição do nosso patrimônio histórico, na verdade, um resto que ainda está de pé. Tende misericórdia de nós, oh Senhor!

O NORDESTE NÃO É CURRAL DO SUL

BASTA DO POVO NORDESTINO SER TRATADO COMO COISA INFERIOR QUE PODE SER DESCARTADO!

Os extremistas de direita nazifascistas do Sul têm o desejo de transformar o Nordeste num holocausto e sempre menosprezam nosso povo com xingamentos e até com expressões assassinas de que todo nordestino deveria ser morto.

Isto ocorre, principalmente, em épocas de eleições quando a região vota ao contrário de suas ideias burguesas, como agora com a onda de áudios malditos e raivosos nas redes sociais, tratando o Nordeste como se fosse uma escória do país que merece ser varrido do Brasil.

Quero apenas dizer a esses imbecis retrógrados e amantes do retrocesso saídos da era medieval, ou para ser mais recente, do nazismo hitlerista, que sinto muito orgulho de ser sertanejo catingueiro nordestino, e não somos currais desses escravocratas. Se no Brasil as leis fossem severas para punir com rigor esses xenófobos, esses elementos bandidos e bandidas deveriam ir para a cadeia.

Estão circulando mensagens de ódio porque o Nordeste deu maioria ao candidato do PT. Não se trata apenas de uma questão política, mas de uma barbárie praticada por indivíduos do Sul onde mais cresce a ideologia nazista de supremacia da raça. Entendem eles que os nordestinos devem ser extintos.

Esquecem esses radicais conservadores que numa “guerra” de expressões culturais, de ideias, de escritores, poetas, cancioneiros, compositores, repentistas, músicos e pensadores, o Nordeste escorraça todos eles e ainda ganhamos nas tradições populares.

Não somos só bons no facão, na foice e na peixeira, mas também na coragem, na resistência, no trabalho, no caráter e na força da palavra. Somos fortes, e todo nordestino já nasce lutador com espirito de vencer, mesmo diante de tantas adversidades, inclusive das climáticas e da própria exploração do Sul.

Existe sim uma grande desigualdade regional secular e ela foi criada desde o período imperial, o qual se submetia ao patronato dos senhores do café e do comércio. Na República, o quadro continuou o mesmo onde os governantes tiraram recursos do Nordeste para despejar no Sul, especialmente enquanto perdurou a política do café com leite.

Quando o grande planejador economista Celso Furtado idealizou a Sudene (Superintendência de Desenvolvimento Regional) muitos sulistas foram contra. Outros até aproveitaram das facilidades dadas através da liberação de impostos para passar o calote e não implantar as empresas previstas nos contratos.

De forma direta e indireta, o Sul cresceu às custas do Nordeste quando serviu da sua mão-de-obra e utilizou do seu poder de barganha para desviar verbas da região. Como a elite rica capitalista que não quer ver o pobre melhorar de vida, o Sul sempre teve o mesmo comportamento com relação ao Nordeste.

Qual moral tem esses meliantes de ameaçar a matança de nordestino quando eles próprios destruíram o seu meio ambiente e definharam suas terras com plantios de soja e milho e depois vieram para nossos cerrados da Bahia (região Barreiras), do Piauí e Maranhão explorar nossos solos?

Eles estão aqui utilizando nossas águas, nosso chão, secando nossos rios com suas barragens e escravizando nosso trabalhador para lucrar com a exportação de grãos para China e outros países. A bancada ruralista xenófoba no Congresso Nacional é formada por qual região, ou quais?

Quem mais recebe dinheiro com juros subsidiados do governo federal, através dos bancos oficiais, para depois derrubar e queimar florestas para plantar soja e criar bois? Como jornalista acompanhei a criação do Polo Petroquímico de Camaçari, na Bahia, e os cargos de diretoria e chefias foram ocupados pelos sulistas.

Os nossos governantes do Nordeste, tanto de direita como de esquerda, têm grande parcela de culpa quando aceitam isentar impostos (ICMS) por dez ou mais anos a indústrias sulistas em troca de umas migalhas de empregos com salários mais baixos que os operários de suas matrizes.

Um exemplo disso são as fábricas de sapatos, tecidos e tênis que são instaladas em nossa região, inclusive com doações de terrenos. Esses empresários do Sul usam o tempo em que o imposto é liberado e depois fecham as portas deixando os trabalhadores na amargura. Depois levantam acampamento e vão para outro lugar utilizando dos mesmos métodos.

As lojas Avan do fascista fazem o mesmo nos municípios onde chegam, se apropriando da isenção do ISS. É o dinheiro do povo sofrido do Nordeste que alimenta esses sanguessugas que depois desprezam os nordestinos e os trata como se fossem inferiores e um bando de imprestáveis que merecem ser mortos.

 





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