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:: 13/out/2022 . 23:49

POLUIÇÃO DE TORRES

Depois de invadida por moradias clandestinas, depredada por exploradores de areia, terra e pedras por muitas décadas, com a modernização das tecnologias de comunicação, principalmente, a Serra do Periperi, tombada em 1996, se não me engano, pelo governo de José Pedral, está poluída de torres e fios elétricos, de telefone e operadoras de internet. Infelizmente, mesmo tendo sido transformada em “parque de preservação ambiental”, a Serra, com seu lindo pôr-do-sol, ainda é pouco visitada pelos conquistenses e visitantes, quando já deveria ser um cartão postal de Vitória da Conquista. Além das invasões constantes que ainda acontecem, sem falar nos incêndios, ela hoje está com seu visual poluído por torres na parte mais alta. Despois de tantos estragos praticados pelo ser humano, principalmente pelo poder público que dela retirou toneladas de materiais, como durante a construção da BR-116, a chamada Rio-Bahia, ainda nos restou um pedaço de mata do Poço Escuro e o monumento ao Cristo que o executivo promete urbanizar a área. No entanto, não adianta realizar obras de beneficiamento se não houver total segurança, pois até hoje as pessoas têm medo de subir à Serra para fazer algumas imagens e apreciar a cidade lá de cima.

MEU NORDESTE CATINGUEIRO

De Jeremias Macário. Uma homenagem ao Dia do Nordeste 8 de outubro.

Não vou falar de escritores,

Poetas, cancioneiros e sanfoneiros,

Mas de Maria, João e José,

Das rezadeiras e parteiras,

Do homem forte e contrito,

Que a seca vence com fé.

Da cantoria do adjutório,

Da batida da palha do feijão,

Das belezas do litoral e do sertão,

Do couro aboiador vaqueiro,

Do meu Nordeste,

De espinho catingueiro.

 

Falo dessa terra árida,

De alma pensativa cálida,

Do sol o ano todo a brilhar,

Da chuva a explodir em cores,

Dessas raras aves e flores,

Do luar no meu terreiro,

Do meu Nordeste,

De espinho catingueiro.

 

Falo da foice e da enxada,

Do “Velho Chico” a irrigar,

De tanta gente em procissão,

Para ao Supremo pedir e orar,

Que conserve sua bravura,

E das ervas tenha cura.

 

Daqui nasceu o Brasil,

Feito rebeliões dos malês,

Alfaiates, balaiadas e sabinadas;

Cruzou tropeiros e mascates,

E o samba veio da Bahia,

Em nome de todos orixás,

Com cheiro de amor no ar.

 

Falo do frevo pernambucano,

Do retirante valente estradeiro

Do meu Nordeste agreste,

De espinho catingueiro.





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