Em minhas visitas ao distrito da Tapera, no município de Encruzilhada, terrinha bucólica, agradável e pacata, dividida entre parte alta e baixa – até deveria ser construído um elevador, do tipo o “Lacerda”, em Salvador – onde nasceu minha esposa Vandilza Gonçalves, sempre apreciava a formosura da frondosa árvore na pracinha do lugarejo, chamada de Jamelão, que fornecia sua sombra a quem nela se abrigava. Estive lá no início deste mês e fiquei triste com sua derrubada pela Prefeitura Municipal, mesmo com os protestos dos moradores. Em seu lugar, o poder executivo ergueu um tipo de “coreto” aberto de madeira e telha, sob o argumento de que embeleza mais a área e beneficia mais a comunidade e a quem passa por ali. Se derrubar uma árvore já é um grande pecado contra a natureza, principalmente nos tempos atuais de aquecimento global, o monstrengo do prefeito destoou com a praça. Aquilo ali, senhor prefeito, ficou mais parecendo com um barracão para abrigar tropeiros que não mais existem! Nossas lentes estão sempre abertas para flagrar os absurdos e este foi mais um que não agradou em nada os taperenses, conforme comentários que ouvi no mercadinho de “Tonio”, inclusive do ilustre personagem folclórico “Três Quinas”. Depois ainda tem gente que diz que “a voz do povo é a voz de Deus”. Se assim fosse, o prefeito de Encruzilhada não teria ordenado a derrubada do antigo Jamelão, que deixou muitas saudades, sobretudo entre os moradores mais antigos. No lugar do Jamelão, o prefeito deveria ser obrigado a plantar mais 100 árvores na Tapera e, mesmo assim, não seria redimido do crime ecológico contra o meio ambiente.