Mais uma vez cá estou eu visitando o “Velho Chico” e desta vez cheio e “exuberante”, nem tanto porque ele continua recebendo detritos e esgotos das cidades que o margeiam, como em Juazeiro.

Isso é triste de dizer, mas é uma verdade porque passam anos e as autoridades nada fazem para sua revitalização e limpeza. Há anos que o homem só faz dele retirar seu alimento e utilizá-lo para irrigação de seus frutos.

Lembro que há anos estive aqui e em outras cidades. Fiquei triste porque estava vazio e seco mostrando ilhas de areias. Havia locais que se passava andando e nem os barcos nele navegavam.

Atualmente tem água em abundância graças as chuvas enviadas por São Pedro, como sempre fala o homem popular e os ribeirinhos. É tempo de abundância natural, mas basta um período de estiagem para o “Velho Chico”, ou o São Francisco, pedir socorro.

Por enquanto, ninguém mais fala da escassez de peixes, das plantações morrendo, dos rebanhos percorrendo distancias para saciar sua sede, da sua foz sendo invadida pelo mar e o sal penetrando em seu leito adentro.

Quem mais lembra do frade à beira do rio fazendo greve de fome para impedir a transposição do rio para os estados nordestinos? Faz muitos anos e, de lá para cá, nenhum projeto para impedir que as sujeiras das cidades sejam jogadas no “Velho Chico”.

O homem é um predador voraz que não respeita o meio ambiente e não aprende que ele reage quando é maltratado! Depois que chegam as mazelas, é só rogar a Deus e pedir que mande chuva! Além do mais, quando a situação fica difícil diz que é assim que o Senhor quis.