O SARAU A ESTRADA E A CASA DA CULTURA DISCUTIRAM “TROPICÁLIA”
Dessa vez, o Sarau Colaborativo A Estrada foi realizado, no último sábado (dia 10/12) na bela casa do poeta, compositor e músico Dorinho Chaves, no Bairro Brasil, numa parceria com a Casa da Cultura Carlos Jheovah. Conceição (Conça), a companheira de Dorinho, foi a nossa anfitriã, bastante atenciosa e dedicada com os convidados presentes.
O tema foi “Tropicália” em homenagem a Gal Costa, conduzido por Dorinho que falou das origens do movimento, misturando “Por que não dizer que falei das Flores (Caminhando e Cantando) de Geraldo Vandré, com Caetano Veloso, Gilberto Gil, Capinan, Tom Zé e outros grandes artistas famosos que fizeram músicas de protesto contra a ditadura civil-militar de 1964.
Na verdade, foi um movimento de cunho modernista que teve suas origens entre o final dos anos 50 e início dos 60 até os 70, com a rebeldia dos jovens (hippies) que resolveram fazer uma radical mudança das ideias conservadoras, coincidindo com o regime ditatorial.
Na ocasião também foi lembrado “O Movimento Modernista de 1922” (cem anos) com Oswald de Andrade, Mário de Andrade, Anita Malfatti, Di Cavalcanti, Tarsila do Amaral dentre outros que revolucionaram as artes no Brasil, criando o modernismo e culminando com o Manifesto Antropofágico.
O professor Itamar Aquiar, um dos maiores frequentadores dos nossos saraus, numa linha mais academicistas foi bem mais longe no tempo e nos trouxe Jean Paul Sartre com sua filosofia existencialista até chegar aos tempos atuais da Tropicália com sua linguagem de protestos contra o sistema daquela época.
Foi mais uma bela noite cultural onde o nosso diretor artístico Manu Di Souza comandou as cantorias ao lado de Papalo Monteiro, o próprio Dorinho e logo depois o nosso amigo Baducha, exaltando a nossa música popular brasileira. Não faltaram as comidas (uma gostosa carne com aipim) e as bebidas, sem falar no bom papo na troca de conhecimentos, num clima sempre fraternal.
Participaram do evento cultural o jornalista e escritor Jeremias Macário com sua esposa Vandilza Gonçalves, José Carlos, Cleide, Maria Luiza, amigos de Dorinho e o pessoal da Casa da Cultura. Foi mais uma noite prazerosa que deverá ser repetida em fevereiro do próximo ano no “Espaço Cultural A Estrada” com o tema sugerido “Uma Nação em homenagem aos ciganos que nunca tiveram sua pátria.

















