O BRASILEIRO FICA COM AS PELES E A SOBRA DOS RESTOS DAS FRUTAS
Além das carcaças de frango, os supermercados e feiras estão agora vendendo poções de peles ao preço de R$3,00, no país que é o maior exportador do mundo dessa ave. Em 2021, as vendas para o exterior (cerca de 25 países) totalizaram 4,6 milhões de toneladas, o que representou um recorde.
Isso não é mais vergonha num país onde mais da metade da população sofrem de deficiência alimentar. Está tudo banalizado, e a fome está se tornando uma coisa normal. Estamos no limite da degradação humana, e a maioria que houve esse papo diz que é coisa de comunista.
De acordo com a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), a alta no volume das exportações foi de 9% em relação ao ano de 2020, quando foram embarcadas 4,23 milhões de toneladas. Em termos de receita, houve uma elevação de 25,7%, com US$7,66 bilhões registrados em 2021. O mesmo ocorre com a carne bovina onde a pobreza faz filas do osso.
Esse aumento das vendas do frango lá fora se deu mesmo com a redução das compras pela China, que é o principal destino do produto brasileiro. Outros países foram peças chaves para colocar o Brasil como maior exportador global, caso da Arábia Saudita, África do Sul, Japão, Estados Unidos e até para as Filipinas.
Para este ano de 2022, espera-se novo recorde de exportação, enquanto os brasileiros, diante do atual cenário econômico e social, vão continuar comendo pescoço e pernas de frango. A carne mesmo só quando consegue arrumar alguns trocados ou alguma doação das campanhas de Natal.
Ah, isso serve de glorificação para os patriotas ufanistas que carregam no peito o slogan “Pátria Amada”! O Brasil também é o maior exportador de café e soja, bem como, vendedor externo de carne bovina, enquanto por aqui milhões de famintos catam comidas no lixo ou fazem caldo dos ossos.
Com as frutas, o processo não é diferente. O Brasil manda mangas, uvas, melões, maracujá de primeira qualidade para o exterior. As sobras podres e com pragas ficam com os brasileiros da pátria armada de intolerâncias e ódio. Eles, os produtores capitalistas ainda dizem que alimentam nosso povo.
Há séculos que a base das exportações brasileiras é constituída de produtos primários, como grãos, ferro, aço, petróleo cru e outros itens. Temos uma das maiores costas litorâneas do mundo (oito mil quilômetros), mas importamos pescados. Em termos de produção e consumo, temos déficit de trigo e arroz, mas o país prefere exportar tudo para o exterior porque dá mais lucro.
Todos os anos o Brasil registra altos índices de superávit na balança comercial, graças às matérias-primas e o agronegócio. Os dados são exibidos com orgulho, só que as transações em contas correntes, a chamada contas externas têm um rombo de mais de US$28 bilhões.
O negócio é fazer reservas e deixar o povão na miséria. Esse quadro comprova que somos uma país atrasado, subdesenvolvido mesmo, porque vendemos primários e pagamos a preços altos os industrializados, tecnologia, fármacos, química fina, peças sofisticadas e outros itens que ainda não fabricamos.











