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:: 31/jan/2022 . 22:50

ATÉ A RAPADURA SUBIU DE PREÇO

Nem mais a feira livre é refúgio para os pobres de poder aquisitivo menor, visando fazer uma economia no orçamento familiar. Semana passada estive na “Feirinha” do Bairro Brasil e senti na pele a carestia. Moço, até a rapadura teve uma alta de 100% e em relação há dois meses. Um tijolo que custava R$5,00 agora está por R$10,0, e difícil de ser encontrado porque os barraqueiros se recusam a comprar o produto catingueiro.

Até há pouco tempo era vantagem fazer compras de frutas, verduras e folhas na feira porque os preços eram bem mais baixos do que nos supermercados. Atualmente, com a inflação em disparada, está praticamente tudo equiparado.  Um litro de andu que no final do ano era vendido por R$5,00 e R$6,00 o litro, agora está por R$10,00 e R$12,00. Virou grão de rico.

Não é somente o fator econômico de combustíveis e dólar mais alto que exercem influência na subida da inflação. Existe aquele fator psicológico invisível que conta. Quando vê tudo subindo, até o barraqueiro e o ambulante acrescentam mais uns reais, sem explicação plausível. É a onda dos preços altos. É como se fosse uma moda.

Na feira não tem aquela comodidade e conforto de uma loja ou supermercado, sem contar os gastos que são bem maiores com empregados, luz, água, impostos e outras obrigações. No entanto, a nossa feira de cada dia, mesmo nos redutos menores, está com os preços quase nivelados. Vamos começar a comer capim.

A situação está cada vez mais complicada, e nem a feira é mais saída para as hortaliças e frutas. Por falar em frutas, já percebeu que elas chegam ao consumidor bem mais ácidas, azedas e podres, cheias de pragas, principalmente o mamão, a manga, a melancia, a laranja, a tangerina, o abacaxi, o melão e até o nosso umbu sertanejo.

Para isso, imagino dois ou três motivos. Quando se trata de produto de exportação, os brasileiros ficam com o resto, o refugo. O melhor vai para o exterior. Outro problema é a modificação genética que introduziram nas lavouras, sem contar os agrotóxicos.

Depois que inventaram o umbu gigante, a fruta ficou mais azeda. Umbu doce é ainda o nativo da caatinga que, embora pequeno, é bem mais saboroso e nutritivo O grande só tem mais polpa, mas nem se compara com o nato do sertão que a gente vai lá e derruba no pé.





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