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:: ‘Notícias’

E ASSIM CAMINHAM OS BRASILEIROS

É muito ridícula a encenação de um policial num batalhão do Espírito Santo em uma montagem de quinta categoria!

Ele anda serenamente até a entrada da corporação e indaga aos possíveis familiares dos amotinados:

– Vocês querem que a gente vá trabalhar?

– De lá do simulado portão algumas vozes, sem muita expressão, respondem com um não.

A impressão que passa é que a polícia militar é muito educada, cordial, democrática e pacífica, só que a população sabe muito bem que se fossem outros manifestantes em greve, os soldados simplesmente passariam por cima com seus tanques, cassetetes, gases e fuzis.

Gostaria só entender com quem eles aprenderam estas tramoias de tentar enganar o povo, como se todo mundo fosse burro e idiota? É subestimar demais a inteligência dos outros.

Do outro lado da política, lá em Brasília, o mordomo presidente Michel Temer indica seu ministro da Justiça (agora ex), Alexandre de Moraes, do PSDB (desfiliado) para ser ministro do Supremo Tribunal Federal (STF). Todos estão carecas de saber que ele continuará um partidário do governo.

Ai começam as encenações teatrais de contatos com os senadores que vão fazer a sabatina para aprovação do seu nome, tudo no faz de conta de que poderá haver alguma rejeição. São artistas e somos a galera a aplaudir suas artes circenses.

Para completar as artimanhas, só falta agora o indicado perguntar lá da mesa do Senado:

– Vocês querem que eu seja ministro?

Sem dúvida que todos vão responder sim. Desta vez não vai ter não, como no caso dos familiares dos policiais em greve no Espírito Santo.

É o mesmo que arguir se a galinha quer milho, ou se a raposa quer galinha. Como na piada, o sapo pede para que jogue ele no fogo e não na água. É como colocar periquitos no milharal.

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DE SALVADOR PARA CONQUISTA

Carlos Albán González

Há três anos “migrei” para Vitória da Conquista, depois de  concluir que Salvador, onde morei por mais de meio século, estava cassando meus direitos elementares de cidadão, aprisionando-me no interior de um apartamento na Barra, bairro festivo para os visitantes e insuportável para os que lá trabalham e residem. Nesse período de mudança de cidade e de clima andei pesquisando e ainda não encontrei alguém que tenha manifestado a intenção de fazer o caminho de volta.

O principal argumento que os novos conquistenses apresentam é a qualidade de vida que aqui encontraram. Confessam – e eu faço coro com eles – que sentem falta de uma boa programação cultural; das águas mornas da Baía de Todos os Santos; dos jogos do Galícia e do Bahia. Ao mesmo tempo reconhecem – e com toda razão – o reduzido número de agências bancárias e dos Correios, a má cobertura da cidade pelo transporte público, e, principalmente, o precário atendimento médico e hospitalar oferecido pelo poder público à população carente. Nesse sentido, uma grande parcela de culpa cabe às administrações de dezenas de municípios da região, cujos gestores desviam as verbas destinadas à saúde e “despacham” seus doentes para Conquista.

Há cerca de dez dias fiz uma viagem a Salvador, onde permaneci por duas semanas, hospedado num apart-hotel na Barra, onde . observei que, em vários aspectos, os problemas de três anos atrás se multiplicaram. Estado e município travam uma briga surda visando às eleições do próximo ano.

De um lado da cidade, mais precisamente na Avenida Paralela, o governador Rui Costa acelera o carro-chefe de sua administração, o metrô, que deve chegar ao final deste ano até o Aeroporto 2 de Julho. No outro extremo da cidade, erguem-se  – as obras tiveram início em novembro – os gigantescos camarotes (o maior deles, em Ondina, dificulta o acesso dos banhistas à praia), com as bênçãos do prefeito ACM Neto. Tanto na Paralela quanto na Avenida Oceânica (trecho Ondina-Barra), as obras pioram o mau humor de motoristas, moradores e comerciantes.

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DOM PEDRO II – HISTÓRIAS INESQUECÍVEIS!

Curiosidades do Império brasileiro, conforme as fontes:
Biblioteca Nacional, IMS, Coleção Teresa Cristina, Diário de Pedro II, Correspondências do acervo do Museu Imperial de Petrópolis, Biografias como As Barbas Do Imperador, Imperador Cidadão, Filho de uma Habsburgo, Chico Xavier e D. Pedro II, Cartas da Imperatriz, Teatro de Sombras, Construção da Ordem, D. Pedro II Ser ou Não Ser, Acervo Museu Histórico Nacional entre outros.
O Imperador pegava empréstimos no Banco do Brasil para pagar suas viagens.  Sua tolerância com a imprensa era grande. Hoje qualquer deputado estadual tem mais regalias com recursos públicos do que a família imperial à época. Moralmente, regredimos.
(1880) O Brasil era a 4º Economia do Mundo e o 9º Maior Império da História.
(1860-1889) A Média do Crescimento Econômico era de 8,81% ao Ano.
(1880) Eram 14 Impostos, atualmente são 92.
(1850-1889) A Média da Inflação era de 1,08% ao Ano.
(1880) A Moeda Brasileira tinha o mesmo valor do Dólar e da Libra Esterlina.
(1880) O Brasil tinha a Segunda Maior e Melhor Marinha do Mundo. Perdendo apenas para Inglaterra.
(1860-1889) O Brasil foi o primeiro país da América Latina e o segundo no Mundo a ter ensino especial para deficientes auditivos e deficientes visuais.
(1880) O Brasil foi o maior construtor de estradas de Ferro do Mundo, com mais de 26 mil Km.

Outras :

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NO BRASIL DOS MOSQUITOS E PARALELOS

Na Idade Média o latifúndio e a burguesia, siameses dos reis, príncipes e rainhas, contrastavam com as paisagens sociais rotas e sujas da pobreza e da extrema miséria. Vários estados paralelos dominavam o Velho Mundo Europeu. Sem higienização e serviços de saneamento, Londres, Paris, Madrid, Lisboa, Roma e outras capitais viviam infestadas de ratos de todas as espécies que logo propagaram pestes e mortes em massa.

Todo este cenário serviu de inspiração para o escritor Victor Hugo escrever o clássico “Os Miseráveis”. Se nas ruas, casebres, vilas e povoados a degradação humana era bem visível e aterrorizante com a fome, quem roubava um pedaço de pão caia nas masmorras fedorentas cheias de bichos. O condenado morria na podridão engolindo baratas. Lá fora os coches luxuosos transportavam a elite dos palácios para seus teatros, festas de bailes, encontros fortuitos e de negócios regados a banquetes.

Mais de quinhentos anos depois cá estamos no Brasil dos mosquitos da Dengue, da Chikungunya, da Zica, da Febre Amarela, da Malária, dos estados paralelos do terror, das facções de traficantes que hasteiam suas bandeiras nos presídios medievais dos esquartejamentos, e também dos ratos calungas que invadem becos, ruas, casebres e palafitas. Ao lado dos afortunados e poderosos em suas mansões, os quais viajam em aviões e carros luxuosos, a plebe fabrica seus heróis de mentira e cria seus falsos reis, príncipes e rainhas.

Lá do outro lado do Atlântico existiu uma derrubada da Bastilha e cabeças rolaram durante uma grande revolução que durou muitos anos. Cá perduram os estados paralelos dos poderes dentro de um Estado falido, sem moral e sem ética, que pede ao povo para se livrar dos mosquitos nos quintais onde as moradias convivem com esgotos a céu aberto, sem saneamento básico e água potável.

Neste Brasil da proliferação dos mosquitos, as regiões mais pobres (Norte e Nordeste) são as mais afetadas com doenças mortais que até atacam os cérebros dos bebês nos ventres de suas mães, provocando a microcefalia. Através de suas lágrimas, somente elas sabem quanto a dor é tão profunda. As propagandas institucionais deste Estado corrupto e as matérias da mídia recomendam como uma das soluções que as pessoas passem diariamente repelentes em seus corpos.

Tudo isto soa como um grande insulto aos pobres e aos quase 13 milhões de desempregados que não têm dinheiro suficiente para a alimentação quanto mais para comprar repelentes nas farmácias. O pior é que a mídia burguesa entra neste jogo e entrevista mulheres e famílias de maior poder aquisitivo, bem arrumadas e todas vestidas, ensinando a passar repelentes em seus filhos.

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A SALVADOR SEM MEMÓRIA

Não adianta muito o orgulho de ter um mar como o da Baia de Todos os Santos com todo seu potencial de recursos naturais se seus habitantes não têm educação para preservá-los. Assim é Salvador que também perdeu sua memória cultural e está, simplesmente, destruindo seu patrimônio histórico, seus monumentos e seu encantamento que já atraiu milhões de turistas estrangeiros e visitantes brasileiros.

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Li na semana passada, num jornal da capital, o comentário do produtor cultural Demitri Ganzelevitch onde desabafa dizendo que o próprio soteropolitano se encarrega de depredar as belezas da terra. Fala de uma cultura perdida e cita azulejos e pedras portuguesas de praças e passeios que foram substituídos por placas de concreto. Na minha visão, nos últimos anos a capital saiu do iluminismo para as trevas.

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Um estudo do Inema (o instituto que cuida do meio ambiente) revela que, em 2016, Salvador só teve duas praias 100% propícias para o banho, e olha que elas estão fora do perímetro urbano. O aeroporto internacional de Salvador que, por desgraça política teve seu nome do “Dois de Julho” retirado, foi classificado como o pior do país.

As areias e as águas das praias estão fétidas e escuras, cheias de coliformes fecais porque os rios das Pedras, Jaguaribe, Paraguai, Camarujipi e outros que passam perto ou cortam a capital estão contaminados e poluídos por esgotos domésticos. Em Salvador, 20% das residências não têm esgotamento sanitário.

Morei 23 anos em Salvador e ainda tive a felicidade de pegar o resto dos bons tempos entre o final da década de 60 ao final dos anos 80. Não se trata de saudosismo, mas de valorização dos bens culturais e naturais. A Rua Chile ainda era um charme com suas boates, cafés, a loja Adamastor, a primeira escada rolante das Americanas e a famosa mulher de roxo. A boate Clock, no Contorno, e o Anjo Azul, no Dois de Julho, eram pontos de encontros de boêmios, artistas, políticos e intelectuais em plena efervescência cultural.

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No Centro Histórico dos seculares casarões, hoje escorados por estacas de madeiras e caiando aos pedações, as noites eram aprazíveis e se andava sossegado no tempo em que Salvador ainda transpirava cultura desde o final dos anos 40 do século passado quando despontava firme no horizonte a Universidade Federal da Bahia. Logo mais, o reitor Edigar Santos fez surgir novas ideias progressistas através dos cursos de artes plásticas, filosofia, teatro e abertura de centros de discussões.

No tempo da Geração Mapa com Glauber Rocha, João Carlos Teixeira Gomes, Fernando da Rocha Peres, Florisvaldo Matos, da arquiteta Lina Bardi, do tropicalismo, do cinema novo e de tantos outros acontecimentos e movimentos culturais, Salvador foi ao olimpo das criações artísticas e intelectuais. Hoje Salvador vive a era do já teve Jorge Amado, Caribé, Mário Cravo, Pierre Verger, Juarez Paraíso, Calazans Neto, Roberto Pires, escolas de samba, grandes salas de cinema, bienais e festivais.

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O PONTO DA QUESTÃO

O MURO DE TRUMP

Quem vai conter o falastrão xenófobo e fascista Donald Trump, presidente dos Estados Unidos com seus decretos malucos e investidas agressivas contra a mídia? Como prometido, ele quer construir um muro na fronteira com o México e ainda exige que o país pague os custos.

O governo mexicano já reagiu que não vai pagar nada e cancelou uma reunião que teria com o mandatário norte-americano desastrado. Pelo menos para uma coisa o muro vai servir: Colocar o Brasil preocupado em cima dele, vigiando os dois lados, se pula ou não e para onde. Por falar nos Estados Unidos, a Inglaterra antes dominadora agora se comporta como cachorrinho colonizado e subserviente.

O X DO XILINDRO

O homem megalomaníaco fissurado na letra X de suas organizações de fachadas para chegar a ser o mais rico do mundo está agora foragido e pode ir para o xilindró de Bangu onde já deveria estar morando há muito tempo se houvesse punição e justiça no Brasil. É, o X mágico não deu sorte como imaginava e seus castelos viraram pó.

O homem X, como todos já sabem, é o Eike Batista que enganou todo mundo, mas não por muito tempo. Sua pretensão em 2012,quando era o 7º mais rico do mundo era ser o bilionário número 1em 2016. A Operação Eficiente da Polícia Federal bem que poderia ser denominada de Deficiente.

O HOMEM DE OURO

Junto com o rei X nas trapaças e roubalheiras, o Brasil também tem o seu Homem de Ouro, de nome Cabral, não o navegador que desbravou mares e aportou em terras estranhas. O atual do Rio de Janeiro que vem roubando milhões do erário há 15 anos tem sua mania voltada para joias preciosas de ouro e diamante. Além de também ser o homem do guardanapo na cabeça, é ainda mago feiticeiro que transforma montes de granas em ouro. Ele e seus comparsas criaram até uma mina fictícia de barras de ouro. Está no xilindró para fazer par com o homem X. Coisa de filme de gangsteres do faroeste sem lei.

PROCON DA ÁGUA

A Superintendência de Proteção e Defesa do Consumidor (Procon-Ba) está notificando a Embasa para explicar os motivos da falta de água em vários municípios da região metropolitana de Salvador, como Lauro de Freitas, Itaparica e outros. Vitória da Conquista atravessa pela terceira vez um drástico racionamento no abastecimento de água com um calendário de três dias sim e três dias não. Muitos bairros ficam com as torneiras secas quando deveriam receber o precioso líquido. Pelo que eu saiba, o Procon daqui nunca tomou uma providência para notificar a Embasa. A Prefeitura Municipal também precisa intervir em favor dos usuários que pagam pelo produto e não recebem. Vamos ter que recorrer ao Bispo ou ao Papa?

CAÇADA IMPLACÁVEL

Normalmente, os bandidos que atacam caixas eletrônicos e bancos do interior (uma mina de ouro) aterrorizam as cidades e depois dos atos, sempre com explosões, fogem em debandada e a polícia, depois de uma vasculhada na região, não consegue prendê-los. Mas, basta ter um militar como vítima nos confrontos para a caçada aos marginais ser implacável. Foi o que aconteceu no último assalto em Bom Jesus da Lapa onde morreu um policial. Colocaram até força tarefa e um bandido levou a pior. O mesmo ocorreu no bairro da Pituba, em Salvador, onde uma farmácia foi roubada e um militar perdeu a vida. Quando se trata de civil envolvido, ai não tem caçada implacável.

CENTRO ADMINISTRATIVO

Somente agora, depois de muitos anos, a Prefeitura Municipal de Vitória da Conquista está reconhecendo de que a terceira maior cidade da Bahia precisa de um centro administrativo para abrigar suas secretarias e departamentos, deixando de gastar mais de cinco milhões de reais por ano em aluguel. Tem prédio ai que o poder público paga entre 20 a 40 mil reais por mês de aluguel. Além de reduzir despesas, a construção de um conjunto administrativo em outro local desafogaria por demais o centro da cidade melhorando o trânsito de carros e pedestres.

Está na hora também de se pensar em transferir o apertado Terminal de Ônibus da Lauro de Freitas para outra área. Trata-se de um projeto de mobilidade urbana oferecendo outra qualidade de vida à cidade. Não adianta mais requalificar aquele Terminal porque, sem espaço adequado para atender a demanda da população, tudo vai continuar no mesmo. É gastar dinheiro à toa.

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O LUTHIER QUE DÁ VIDA À MÚSICA

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Com calma e muita paciência, as guitarras, os cavaquinhos, bandolins, as violas, violões e outros instrumentos de corda, através das placas finas do jacarandá, vão tomando forma nas mãos de Gilberto Ribeiro Sousa, o luthier que há 30 anos faz o som emocionar e transformar pessoas nos acordes e nas vozes dos artistas da música em suas apresentações nos palcos da vida.

Na verdade, o primeiro sopro musical é de seu Gilberto quando dá por concluída sua arte de confeccionar instrumentos que vão ser as vedetes nos shows, concertos e festivais. Ao passar a viola ou o violão para o outro artista que vai atrair e levantar plateias, é dele a primeira afinação e o veredicto de que está pronto para encantar os ouvintes.

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Pelas suas mãos lixando, moldando e juntando as madeiras de jacarandá, cedro ou pinho, a guitarra é como uma criança que nasce e vai crescendo com o músico até ficar adulta e ter os sucessos merecidos. Quando acontece um problema com o instrumento, leva um arranhão ou uma pancada, lá está o luthier como um médico de hospital para tratá-lo e fazer voltar aos palcos.

A depender das circunstâncias, das encomendas e das demandas por consertos, um instrumento pode levar de três a quatro meses para ser concluído, como apontou seu Gilberto para um violão quase pronto pendurado na parede de sua oficina de fabricar sons e dar vida à música, no alto do Guarani, na Rua João Gonçalves.

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De profissionais mesmo em Vitória da Conquista, que há anos trabalham no ramo, só três são de credibilidade. Existem outros por aí que não passam de curiosos e não merecem confiança. Seu Gilberto Ribeiro conta que começou a profissão artística de luthier porque não deu certo na carreira musical de violinista. “Um dia disse para minha mãe: Vou fazer violão”, e aprendeu por conta própria.

Há 30 anos seu Gilberto trabalha construindo instrumentos, com muito carinho, como o bom sapateiro, o alfaiate, o relojoeiro, o ferreiro, o amolador de facas e outros profissionais da arte pouco admirados por aí no mundo atual das sofisticadas tecnologias que exigem pouco esforço e dedicação.

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Nesse compasso da vida onde cada um precisa criar seu roteiro para sobreviver, o luthier vai, através da criação de seus instrumentos, dando notas ao som, como o maestro que rege uma orquestra dando a devida afinação, de modo a deixar a plateia encantada.

 

 

ENCONTRO COM AGRICULTORES FAMILIARES

Com o objetivo de fortalecer ainda mais a Alimentação Escolar em Caetité, a Diretoria de Fomento e Apoio Municipal (Difam) realizou na manhã dessa quarta-feira (25/01), no auditório da Casa Anísio Teixeira, uma reunião com cerca de 60 agricultores familiares do município.

Reunião PNAE - Agricultura Familiar

O encontro contou com a participação da diretora da Difam, Auta Rosa Gotardo, e da Nutricionista, Angélica Fagundes. Na oportunidade, foi discutida a importância social e financeira do fornecimento de alimentos para a merenda escolar através da agricultura familiar, além de ter sido feito o cadastramento dos agricultores presentes.

Do total de recursos repassados do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), no âmbito do Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE), no mínimo, 30% deve ser utilizado na aquisição de gêneros alimentícios diretamente da agricultura familiar. Em Caetité mais de 42% dos recursos são utilizados para esse tipo de aquisição.

“Nosso objetivo é fazer com que esse percentual aumente ainda mais. Não estamos contentes com apenas 40%. Continuaremos servindo merenda escolar de qualidade do primeiro ao último dia de aula e contaremos cada vez mais com o apoio da agricultura familiar”, declarou o prefeito Aldo Gondim. (Diretoria de Comunicação de Caetité)

 

 

COMO ACONTECE A EUGENIA NO BRASIL DOS PODEROSOS

Durante séculos, desde o início da colonização, a elite capitalista brasileira sempre foi opressora, tirânica e nunca aceitou repartir os benefícios das riquezas com os mais pobres, principalmente com os negros que serviram de escravos sujeitos ao tronco e à chibata. É bom lembrar que a desigualdade no Brasil sempre foi estrutural, não resultado das crises.

Este poder capital egoísta dos donos absolutos da terra na forma dos coronéis e depois da burguesia urbana “progressista” comercial e industrial, porém conservadora, terminou por fincar no Brasil as raízes de um processo lento de eugenia através das profundas desigualdades sociais que vão eliminando os mais fracos.

No nazismo da Alemanha houve uma política pré-estabelecida de um partido que procurou fazer a depuração das raças ao condenar à morte milhões de considerados impuros. No Brasil, o próprio sistema exploratório e predatório de subjugação se encarregou de depurar e excluir as pessoas. Também tivemos e temos aqui nossos campos de extermínios.

Quando a coisa esquenta um pouco, esse pessoal da plutocracia fala em diálogo, só que os poderosos nunca abriram mão de nada e fecham o cerco todas as vezes que o pobre começa a ganhar um dinheirinho. Para disfarçar e enganar, criam secretarias da mulher, do idoso, do negro e agora inventaram a Secretaria Nacional da Juventude que cheira mais a fascismo.

Foi assim no Governo de Getúlio Vargas no seu segundo mandato a partir dos anos 50 quando os dominadores da riqueza acossaram o presidente e tentaram um golpe. Getúlio se suicidou em 54, mas eles nunca desistiram. Voltaram com toda força em 1964 contra as reformas de base e depuseram com tanques, fuzis e metralhadoras o presidente João Goulart.

No poder, os opressores generais, com apoio dos Estados Unidos e aval da burguesia oligarca nacional, impuseram o maior arrocho aos trabalhadores, aposentados e demais categorias desfavorecidas. Todos tiveram que sofrer calados. Milhares foram torturados e centenas mortos nos porões da ditadura. Com a tirania dos coturnos militares foi mais fácil praticar a eugenia.

Bastaram ocorrer as barbaridades de esquartejamentos nas penitenciárias do Norte e do Nordeste, regiões de baixo índice de desenvolvimento humano, para o secretário da Juventude dar uma declaração nazista, diz ele que neste ponto era um coxinha, de que deveria ter rebeliões todas as semanas, com mais e mais matanças. Na sua visão, só assim se acabaria de vez com a raça dos marginais, vítimas de uma sociedade individualista.

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UM DISCURSO NAZISTA

Vamos ser claros e diretos, sem rodeios: O discurso ufanista e nacionalista da posse de Donald Trump na presidência dos Estados Unidos tem o odor do nazismo de Hitler quando assumiu a chancelaria da Alemanha em 1933.

Naquela época da Alemanha arrasada e destroçada pela I Guerra Mundial, o povo sem autoestima apoiou as ideias nacionalistas do primeiro ministro e deu sequência a uma série de ações que levaram milhões de judeus, ciganos e minorias à morte, inclusive em campos de concentrações.

A diferença agora é que os Estados Unidos não atravessam período de decadência. Pelo contrário, a economia cresceu, o desemprego caiu e a inflação é quase zero.

No entanto, existem muitas semelhanças entre Trump e o nazismo, como seu estilo discriminatório, o conservadorismo de boa parte da população e as investidas de censura do novo presidente contra a mídia que não lhe agrada.

Agora, no lugar dos judeus de Hitler, os mulçumanos, negros e os imigrantes em geral são seu alvos prediletos de ódio. A história e os bárbaros massacres se repetem, o que denota estarmos anos luz de alcançarmos a civilização humanista prevista pelos sociólogos, filósofos e otimistas de plantão.

Vejo o prenúncio de uma era mais turva e turbulenta, carregada de rancores e separações entre fronteiras através de muros. Como na Alemanha dos 30, os grandes conglomerados empresariais e os chefes das principais nações do planeta também apoiaram os primeiros atos nacionalistas de Hitler, inclusive a anexação da Áustria e a invasão da Polônia, e deu no que deu depois.

Para um povo pedante, arrogante e que se acha superior a todos como os norte-americanos, o discurso de Trump é mais gasolina na fogueira das vaidades. Como os republicanos conservadores dos Estados Unidos, os congressistas da Alemanha também deram seus votos de confiança nas loucuras de Hitler.





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