:: 17/ago/2023 . 22:24
LOJISTAS DE RUAS
No Brasil e em outros países também, cada um se vira como pode. Nas esquinas, nos semáforos, ruas e avenidas sempre nos deparamos com lojas de móveis, como cadeiras, mesas, sofás, objetos de decoração, estofados, banquinhos e até louças e pratarias, sem falar em artesanatos diversos. Muitos são viajantes ambulantes que rodam o Brasil em caminhões comercializando móveis por onde passam. A maioria desses comerciantes é do Nordeste que se aventura para sobreviver porque não tem condições de montar seu próprio estabelecimento fixo. Essas pessoas trabalham na informalidade para se livrar da burocracia do Estado que é pesada. Esses “lojistas de ruas”, apesar do desconforto que levam na vida, eles levam como vantagem vender seus produtos por preços mais em conta e ainda têm uma boa pechincha a oferecer. Não deixam de ser aventureiros. Como se diz no popular, é o jeitinho brasileiro de ganhar a vida. Nossas lentes flagraram um desses lojistas temporário instalado na Avenida Filipinas, no semáforo da Rua Ulisses Guimarães, próxima do Hospital de Base.
TÃO FALADO E ODIADO!
Autoria do escritor e jornalista Jeremias Macário
Terra árida nordestina,
Do Assaré retirante,
Na “Triste Partida”
Da sua terra, amante,
Sou essa gente latina,
Tão falado e odiado
Por andantes trovadores,
Cordelistas e repentistas,
Escritores, mestres e doutores,
Da Bahia, Maranhão ao Ceará,
De todo estado nosso irmão,
Que ultrapassaram além-mar,
Desde os tempos coloniais,
No melaço dos canaviais,
E nas manchetes dos jornais.
Sertão agreste nordestino,
Pelos coronéis, escravizado,
De tanta canção que nos encantou,
No voo lamentoso da Asa Branca,
Na palavra libertária do Conselheiro,
Que deu voz ao catingueiro;
Da Coluna Prestes,
Que cortou nosso chão,
Como os jagunços de Lampião,
Onde nasceram os bravos e fortes,
Com suas tradicionais culturas,
Escritas nas lápides das sepulturas.
Tão falado e odiado,
Sou o Nordeste,
Não sou trapo farrapo,
De nazistas sulistas,
Senhores opressores,
Imigrantes intolerantes,
Que derrubam nosso cerrado,
Com suas cercas farpadas,
E ainda sugam nossos canais,
Das águas do “Velho Chico”
E nos chamam de macaco-mico,
Seus extremistas venais.
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