:: 2/ago/2023 . 21:41
A MALDIÇÃO DAS DANCINHAS!
Quando a seleção feminina, na Copa da Austrália, ganhou de goleada para a fraca Panamá, as mulheres começaram a ensaiar um estilo de dancinha para comemorar as vitórias. Não deu para fazer isso porque o Brasil perdeu na outra partida para a França de 2 x 1.
Isso fez lembrar a seleção masculina na Copa do Qatar no ano passado quando também venceu as primeiras partidas e inventaram a “dança do pombo” em que até o técnico Tite entrou na roda. Lá na frente o Brasil foi derrotada pela Croácia, um país pequeno do tamanho de Sergipe nas entranhas dos Balcãs.
Fiquei a imaginar se não seria a maldição das dancinhas brasileiras! Fora as superstições, é muita coincidência. A verdade é que o nosso futebol, masculino e feminino, anda caindo das pernas, mesmo com uma boa estrutura recebida pelos jogadores.
A última Copa Mundial em que o Brasil saiu campeão foi em 2002. De lá para cá o nosso futebol passou a ser desacreditado por outros países que não temem mais a camisa amarela. Jogam de igual para igual e, muitas vezes, com superioridade.
Classificar com a equipes da América do Sul é fácil e assim o Tite remou na onda da mídia e dos torcedores como uns dos melhores do mundo. Nas entrevistas era aquele falatório e exposição de técnicas, táticas e estratégias mirabolantes invencíveis. Como dizia Didi ou Garrincha, só faltou combinar com os adversários.
Quanto ao caso mais recente das mulheres que foram eliminadas na primeira etapa da Copa, foi um outro vexame o empate justamente para a Jamaica, uma pequena ilha no mar do Caribe, sem nenhuma infraestrutura. Para as meninas chegarem a Austrália, a população, com ajuda da família Boby Marley, teve que fazer uma vaquinha.
Do outro lado, com todo dinheiro, assistência médica, técnica e outras mordomias, a seleção não conseguiu dar conta do recado. Seria também a maldição do complexo de vira-lata, carimbado pelo escritor dramaturgo Nelson Rodrigues? Seria bom contratar um investigador com uma lupa para detectar onde está realmente o problema do futebol brasileiro.
Não será a maldita fama que subiu para a cabeça ou a falta de garra daqueles tempos onde o atleta suava a camisa de verdade, não importando o dinheiro? São vários fatores e um deles é a escassez de grandes craques. Tudo na vida tem seu ápice e sua natural queda.
SE A EMPRESA É DEFICITÁRIA, POR QUE NÃO ENTREGA LOGO A CONCESSÃO?
José Marias Caires, do movimento Duplica Sudoeste, trecho da BR-116 de Vitória da Conquista, obra que continua emperrada e incerta, diz não acreditar que a Via Bahia arrecada 362 milhões de reais por ano (muito pouco) e, que mesmo assim, gera um prejuízo de 70 milhões de reais.
Isso é informação da própria empresa. O mais inusitado e incoerente é que, apesar disso, a empresa reluta em entregar a concessão que o governo federal já pediu por várias vezes. Como afirmou José Maria, vá gostar de prejuízo assim! Acho que a Via Bahia é a única que adora trabalhar no déficit sem largar o osso.
De acordo com dados do líder do movimento, um trabalhador de salário mínimo com 35 anos de serviço recebe durante todo período pouco mais de 554 mil reais. Num dia a Via Bahia ganha um milhão de reais, o que equivale a 65 anos de salário de um trabalhador. É um absurdo e ninguém toma providências!
Na avaliação de Caires, temos pela frente três grandes obras que farão Conquista aumentar a população a 500 mil habitantes em 2030. Uma dessas obras está ligada à reindustrialização do Brasil. No entanto, o mais importante do momento é a Duplicação da Rio-Bahia.
Para aproveitar esse ensejo desenvolvimentista da cidade, esperamos que daqui para lá, Vitória da Conquista também avance nos outros setores, como da cultura que no momento encontra-se estacionada com equipamentos artísticos fechados há anos. Estou comentando isso porque não podemos ficar somente no Duplica Sudoeste. Os empresários também precisam se engajar nesta causa.
Não podemos ficar tão somente nos calendários do São João e Natal. O Conselho de Cultura tem feito seu trabalho reivindicatório, mas não possui o poder de execução. Tem outras várias demandas que não foram atendidas pelo executivo alegando sempre falta de recursos.
Sobre a Via Bahia, outra informação é que em 28 de abril, por iniciativa do Ministério dos Transportes, foi criada uma comissão de trabalho para fazer um relatório e propor um acordo entre a Agência Nacional de Transportes Terrestres e a firma. A comissão teria até três de junho para concluir os estudos visando o início imediato dos investimentos da concessionária, paralisados por determinação judicial.
Fala-se em reequilíbrio ou revisão dos contratos, imprescindíveis para começar as obras. Algumas demandas da Via Bahia estão em desacordo com o movimento do Duplica Sudoeste, como o aumento do pedágio, a falta de cronograma com os prazos para duplicação e as modificações que a empresa pretende implantar.
Uma dessas mudanças seria utilizar os acostamentos e transformá-los em faixa adicional. Isso não passa de um deboche para com os usuários que já sofrem com as deficiências da pista. Caso isso seja feito, adeus duplicação, como alerta José Maria.
É bom lembrar que várias cidades que estão em torno de Conquista já se integraram ao movimento. Porém, essa opção por si só não basta. É urgente que todas se juntem para realizar uma grande manifestação de protesto juntamente com a sociedade e caminhoneiros para pressionar de vez a Via Bahia.
Por falar nessa união dos segmentos das comunidades, aqui eu pergunto: Cadê a participação mais efetiva e ativa dos políticos da região? Afinal de contas são mais de um milhão de habitantes de 80 municípios que podem se beneficiar com a duplicação, não somente na área social como também do desenvolvimento econômico. A Assembleia Legislativa da Bahia está anunciando para breve uma CPI da Via Bahia. Vamos ver no que vai dar.
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