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:: 25/ago/2023 . 23:35

A DIVINA COMÉDIA-INFERNO

DANTE ALIGHIERI – Tradução de José Pedro Xavier Pinheiro

Em trinta e quatro cantos, com estrofes de três versos, o poeta florentino Dante, aos 35 anos, em 1300, ano no qual o papa Bonifácio VIII proclamou o primeiro jubileu, fica perdido numa selva escura (vícios humanos) durante toda noite.  Ao amanhecer começa a subir por uma colina, quando lhe atravessam uma pantera, um leão e uma loba que o fazem retroceder. Então, aparece a imagem de Virgílio (sua musa Beatriz) que oferece tirá-lo de lá e conduzi-lo até o inferno e o purgatório.  Depois Beatriz, que simboliza a teologia, lhe leva até o paraíso.

O poeta Virgílio é o símbolo da razão humano e Dante, em cada canto da sua caminhada, fala das mazelas humanas, de São Paulo, da nobre Dama que é Maria, mães de Jesus, de santa Luzia, símbolo da graça iluminante, de Raquel, filha de Lobão e mulher do patriarca Jacó, dos pecados dos nobres e filósofos e de todos aqueles que não foram fiéis a Deus e nem rebeldes. Na porta do inferno encontra terríveis palavras.

Seguindo o caminho, como narra o tradutor da obra, “chegam ao Aqueronte, onde está o barqueiro infernal, Caronte que passa as almas dos danados à outra margem, para o suplício. Treme a terra, lampeja uma luz, e Dante cai sem sentidos”.

No terceiro canto ele diz: Deste mísero modo, tornou, chora/ Quem viveu sem jamais ter merecido/ Nem louvor, nem censura infamadora. Em outro verso “Não lhes é dado nunca esperar morte;/ É tão vil seu viver nessa desgraça,/Que invejam de outros toda e qualquer sorte”.

“De anjos (aqueles que não tomaram posição na luta entre os fiéis e os rebeldes a Deus) mesquinhos coro é-lhes unido, /Que rebeldes a Deus não se mostraram, /Nem, por si sós havendo sido, com rimas entre o primeiro e o terceiro verso. Alma inocente aqui jamais transita,/E, se Caronte contra ti assanha,/ Patente a causa está, que tanto o irrita”. Dante em seu poema épico teológico descreve vários círculos do inferno e chega a entrar no Limbo onde estão aqueles que não foram batizados. Ele fala dos sábios da antiguidade que, embora não cristãos, viveram virtuosamente.

No segundo círculo Dante cita Minos (rei de Creta e juiz do inferno na mitologia pagã), que julga as almas e designa-lhes a pena. Nesse círculo estão os luxuriosos. No terceiro os gulosos e sobre eles caem chuvas de granizo, água e neve e são dilacerados pelas unhas e dentes de Cérbero (um monstro meio cão e meio dragão, com três cabeças). No quarto, estão os pródigos e avarentos e assim o poeta vai narrando todas as camadas do inferno, daí o termo de cenas dantescas em referência a Dante.





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