MAIS DECEPÇÕES QUE TERMINAM NOS EMPURRANDO PARA O DESCRÉDITO
Nesse país, os séculos de história e os anos de vida sempre nos levaram a mais decepções, especialmente na política, que terminam nos levando ao descrédito para aquela velha frase comum de que “o Brasil não tem jeito”, embora os mais otimistas ainda acreditem o contrário.
No dia a dia a gente sente uma certa sensação de frustração e aquela vontade de se recolher em seu canto e desistir até de lutar quando se vê esses montes de leis não serem cumpridas; imperar a impunidade e as mentiras; os governos de esquerda se juntando a gente oportunista e corrupta, tudo pela tal governabilidade; a violência que só faz aumentar; o ódio e a intolerância sempre no pódio; e o luto virando o jogo contra a luta.
Não estou aqui para alimentar a depressão, mas, infelizmente, é essa a realidade quando se procura ser sério e brigar pelos direitos humanos e pela redução das desigualdades sociais. Até no convívio pessoal entre os ditos “amigos” sofremos as decepções por causa das falsidades, do doentio individualismo e daquela letargia de apenas cada um cuidar de si.
Tudo isso é um reflexo dos nossos políticos e governantes que não dão o devido exemplo. A grande maioria faz as promessas e, de tanto nos enganar, a população não mais acredita neles e dizem não querer saber de política. Vamos passando o tempo na base da enrolação e no faz de conta de que as coisas estão funcionando. A alienação política (muitos têm raiva quando se fala nessa palavra) vai levando essa gente para o consumismo, como se isso fosse o ponto de partida para a felicidade.
Nos endividamos sabendo que lá na frente tem o desenrola e assim esse ciclo vicioso vai se repetindo todos os anos. Defendemos o meio ambiente, mas jogamos lixo no mar, nas ruas e até admitimos o desmatamento para plantar soja e criar boi para exportar os produtos para o mercado externo. Participamos de campanhas solidárias com certa contribuição financeira, mas quando vemos um ser humano caído na rua passamos indiferentes. Cortamos o outro lado para não vermos a miséria estampada nas calçadas e marquises.
Agora mesmo estava acabando de ler num jornal que por ano o mundo produz 480 milhões de toneladas de plásticos e que 8,3 bilhões somente em 2022. A previsão é chegarmos a 13 bilhões até 2050. O Brasil está entre os cinco maiores produtores mundiais de lixo plástico e recicla apenas 1%. Grande parte é jogada no mar. Petrolíferas estão querendo explorar mais petróleo na Amazônia.
Não acreditamos nos governos, não importa a tendência ideológica. Não queremos saber da nossa história passada. Por isso estamos sempre repetindo os erros, como loucos. Estamos perdendo nossa memória para a inteligência artificial, para tornarmos robôs. Imitamos as culturas alheias superficiais dos super-heróis. Damos mais valor ao que vem de fora do que ao nosso nacional. Assim fica difícil construir uma verdadeira nação se não temos uma soberania própria.
Que me perdoem, mas minha fala é um desabafo e uma provocação. Posso até incomodar muita gente que não quer parar para pensar e refletir nessas questões. O negócio é seguir em frente e não olhar para trás. Ah, nem quero saber dessas coisas! Vou me aporrinhar com isso, se tenho outros problemas pessoais! Até parece que não vivemos em sociedade. Só gritamos e choramos quando somos atingidos pelas injustiças sociais.











