Nas lentes das máquinas fotográficas e dos celulares, nos debates de diversos temas, no bate-papo fraternal e acalorado, nas contações de causos, nos casos de pessoas que aqui pernoitaram, nas pessoas que já partiram para o outro lado do além ou para a outra margem do rio, nas declamações de poemas, nas cantorias dos violeiros, nos amores encontrados e nas madrugadas comendo e bebericando, o nosso “Sarau A Estrada”, que já está completando 13 anos (ficou dois anos parado por causa da pandemia da Covid-19), tem muita história para se contar. Daria para se fazer até um documentário com seus personagens, uns polêmicos e outros até engraçados. Tudo começou em 2010 num encontro de amigos entre Jeremias Macário, Manno di Souza e José Carlos D´Almeida quando pintou a ideia de reunirmos um grupo somente para ouvir vinis e tomar vinho. Assim surgiu o “Vinho Vinil”, com o Pérgula e o Dom Bosco. Dessa turma de fundadores, outros amigos foram se incorporando e o formato foi se modificando e se ajustando para até chegar ao “Sarau A Estrada”, tendo como abertura dos trabalhos um temo escolhido democraticamente. O evento é realizado no Espaço Cultural A Estrada. Tem os frequentadores assíduos do tipo professor Itamar Aguiar até gente nova que sempre aparece em nossos encontros. A maioria é composta de artistas. Tem muito mais coisa para contar, mas o que fica de eterno são as trocas de ideias, de conhecimento e aprendizagem. Muitos já dizem que o sarau já é de fato de utilidade pública e que já poderia ter recebido homenagens, reconhecimento e moção de aplausos da Câmara de Vereadores e outras entidades pela sua persistência em continuar existindo. Ah, ia quase me esquecendo de dizer que o sarau é colaborativo onde cada um traz petiscos, comidas e bebidas. É uma muvuca organizada e sadia.