:: 22/jun/2023 . 22:31
NA VILA DO SÃO JOÃO
O São João, uma festa tipicamente nordestina, apesar de ter sido descarecterizada nos últimos anos com a mistura maléfica de outros ritmos, como do arrocha e da sofrência, caso do cantor Thierry, que foi contratado pela Prefeitura de Vitória da Conquista onde se apresentou no Espaço Glauber Rocha, ainda é o melhor evento festivo popular, superando o bagunçado e elitizado carnaval. Melhor para quem foi à Vila Junina, armada na Praça Nove de Novembro, no centro da cidade, onde se apresentou somente bandas forrozeiras que mantiveram a nossa tradição cultural, sem falar nas comidas e bebidas típicas. Todo ano se fala e se bota a boca no trombone contra deturpação do nosso forró, mas prefeitos, politicamente incorretos e eleitoreiros, continuam contratando bandas sertanejas, de axé music e pagodeiras por altos preços que variam de 300 a 500 mil reais (muitas superfaturadas), ao invés dos autênticos pés-de-serras ou arrasta-pés como eram chamados desde o surgimento do ritmo por volta de 1930 e 1940/50 com Luiz Gonzaga, Jackson do Pandeiro, Trio Nordestino, Sivuca e Marinês de saudosas lembranças com o triângulo, a sanfona e o zabumba.
MIL DESCULPAS
Autoria do jornalista e escritor Jeremias Macário
Desculpa, desculpa, desculpa,
Peço mil desculpas,
Nem todas são sinceras,
Meras palavras de boca oca,
Por vezes tão maquinal;
Desculpas pelo meu verso,
Se atravessou o seu,
Entre a linha do bem e do mal.
Desculpa, desculpa, desculpa,
Por não ter lhe telefonado,
Não retornado seu recado,
É que ando muito ocupado;
Desculpa ter acabado nosso amor,
Pela mensagem do celular,
Sem sentir de perto seu olhar,
Sua expressão de raiva e dor.
Desculpa, desculpa, desculpa,
Por ter matado o tempo,
Negado sua existência;
Seguir contrário ao vento;
Confundir anormal com normal,
Religião, fé e ciência,
Ser repetitivo superficial,
Como um agressivo ativo,
Com desculpas de passivo.
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