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:: 28/out/2021 . 22:45

UM LUGAR ACONCHEGANTE!

Com muito trabalho e sacrifício, o nosso amigo e companheiro, mais conhecido como Jhesus, frequentador assíduo do nosso “Sarau a Estrada”, que em breve estará de volta com o nosso pessoal, montou, no Bairro Jurema (primeira travessa na subida da Avenida Bartolomeu em direção à Rodoviária), o bar e restaurante “Rancho Imperial”, um lugar agradável e aconchegante para se relaxar e bater um bom papo com amigos e pessoas amadas. Estive lá (foto de Jeremias Macário) com minha esposa Vandilza Gonçalves e adorei o ambiente de uma boa música nos finais de semana. Quem já foi gostou e voltou para comemorar, tomar umas geladas e comer um tira-gosto, principalmente de uma porção de quibe preparado pelo próprio Jhesus, admirador e declamador dos poemas do nordestino Querino. É uma boa pedida para aliviar o estresse do trabalho de semana e ouvir as cantorias de grandes artistas locais que primam pela música popular brasileira de bom gosto.

Por falar em Sarau, depois de quase dois anos fora do circuito cultural por causa da pandemia, planejamos fazer um reencontro na primeira semana de dezembro, de forma descontraída para matar as saudades desse tempo de separação obrigatória. Esperamos contar com as presenças de todos companheiros (vacinados com a segunda dose), inclusive de Jhesus, o mais novo empresário da noite conquistense.

ENTRE ENGAÇOS E BAGAÇOS (III)

Continuação do nosso poema-teatro, de autoria do jornalista e escritor Jeremias Macário, que fala da cultura nordestina, destacando seus principais personagens, como escritores, poetas, trovadores, historiadores, cordelistas e repentistas.

Em todo lugar ia fazendo mais uma descoberta nordestina,

Agora na companhia de uma cabrocha hipada lá de Cabrobó,

Assim com ela passei pela famosa cidade de sal do Mossoró,

Onde Lampião recuou sua tropa e mandou baixar a carabina;

Quebrou outra caatinga carcará pra fugir da Volante assassina.

 

Comendo cascalho atravessei todo o Rio Grande do Norte,

No encalço atrevido para entrevistar o cangaceiro Lampião,

No bagaço cinzento, com papel e a arma da caneta na mão,

Mas o cabra farejador sentiu meu cheiro e logo me tocaiou,

Quando descampei numa ribanceira e avistei uma pedreira,

Do lajedo como dum nada o punhal em meu bucho encostou.,

E logo gritou: macaco! Vou arrancar suas tripas pros urubus;

Foi quando as pernas tremeram no susto do voar dos nambus.

 

Espera ai, capitão! Não cometa esse desatino, só quero lhe ver;

Sou afilhado do Padim Cícero do Juazeiro, jornalista e escritor,

Vim aqui para narrar sua epopeia nessa terra de cactos e umbus;

Fotografar vosmicê e sua companheira de toda lida Maria Bonita,

E assim domei a fera que já sangrou coronéis, soldados e doutor.

 

Na volta corrida pela trilha me deparei com o temido Corisco,

Com um parabelo de papo amarelo mirou bem na minha testa,

E disse seu tira da peste! Ajoelha e reza pro assado da festa;

Falei Corisco, não me entrego não, sou compadre de Lampião,

Mostrei seu “biête” que me dava passagem por toda essa região,

E ai baixou sua arma, e com coragem cortei a árida paisagem,

Numa carreira fui parar em Natal, do Forte dos Reis Magos,

Fazer chamegos e vadiagem, e das potiguaras receber afagos.

 

Mergulhei no litoral de dunas e me banhei no mar de lagos;

Ariei o espírito para encarar o folclorista Câmara Cascudo,

Que relutou em não aceitar em sua casa um estranho difuso,

Mas intruso insisti que só queria conhecer seu vasto estudo,

E ele aturou paciente, e culto resolveu baixar seu escudo,

Para mostrar seus escritos sobre os ritos da cultura Brasil,

De cabo a rabo dessa terra de tanta expressão de faces mil,

Dos costumes nordestinos de várias personagens divinos;

Tudo estava em seus rascunhos feitos no ritmo do vinil,

Dos deuses gregos narrando suas viagens de eternos hinos,

E naquele encanto, como um menino, pedi sua benção,

Para louvar minha jornada com o calor da sua benta mão.

 

O CARNAVAL DA MORTE E A CPI DO NADA

Foi só o número de mortes e casos da Covid-19 baixar para os empresários, que só visam lucro, pressionar o prefeito de Salvador, Bruno Reis, para realizar o carnaval no início do próximo ano, mesmo contrariando posições de infectologistas e patologistas. Eles não estão nem aí para a vida! São uns genocidas, corruptos e psicopatas.

Caso aconteça a festa, pode desde já ser chamada de mensageira de mais mortes. Assim, todo esforço empreendido no sentido de exterminar este maldito vírus do nosso convício pode ir por água abaixo. O mais irônico (é subestimar a inteligência dos outros) é que o evento pode ocorrer dentro dos protocolos recomendados pela ciência.

Gostaria de saber como seguir essas normas numa festa de massa, de multidões alcoolizadas pulando corpo a corpo nas ruas e avenidas de Salvador, ainda mais com turistas vindos de todas partes do Brasil e de outros países, com todo tipo de variante? Será que algum cientista aí pode me explicar se isso é possível?

Além de ser da morte, pode ser apelidado também de carnaval da insensatez, quando em muitas nações europeias está se registrando uma alta de contaminações, como no Reino Unido e no Leste Europeu. Como a prefeitura vai controlar a entrada de foliões negacionistas brasileiros e de outros lugares que não se vacinaram?

Vai ser um carnaval de bandinhas e pequenos blocos isolados, sem os megatrios elétricos e os famosos camarotes? Vai ser uma festa fechada com uma quantidade determinada de pessoas? Não me venham com essa de que os acessos serão controlados somente para aqueles que já foram imunizados com a segunda dose.

Segundo as estatísticas, no Brasil de hoje, 18 milhões ainda não receberam essa segunda dose, e aí é onde mora o perigo da danada voltar com toda força. Além do mais, nem se sabe quantos milhões de psicopatas não tomaram nem a primeira dose, seguindo a voz de um maluco capitão-presidente que associou vacinas a AIDS.

Além de ser temerário e colocar o dinheiro acima da vida, esse carnaval ainda pode comprometer o São João, em junho. Nesse caso, sem contar as vidas perdidas, o prejuízo pode ser ainda bem maior. Não se sabe ainda qual a posição do Governo do Estado, mas em se tratando de ano de eleições, tudo pode ocorrer.

A CPI DO NADA

Outro assunto que, se me permitem, quero aqui abordar em nossa conversa é sobre o final da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Senado, depois de longos seis meses de xingamentos, discussões e relatos de milhares de mortes que poderiam ter sido evitadas.

Existem partes, como da empresa paulista de saúde, que tratavam os pacientes como cobaias, utilizando o Kit Covid, que mais lembram os crimes nazistas de extermínio de judeus, ciganos e discriminados durante a segunda Guerra Mundial.

Apesar de todo esse aparato de barbaridades, apontado no relatório, principalmente cometidas por um genocida presidente, alguém aí acha que essa CPI vai dar em alguma coisa com aquele procurador Geral da República no cargo? O Augusto Aras é simplesmente um pau mandado do capitão e envergonha a imagem da Bahia de Ruy Barbosa e tantas outras personalidades importantes da nossa história. Nesse nosso Brasil atual, é claro que essa CPI não vai dar em nada.

Mesmo assim, entendo que essa Comissão serviu para expor a podridão dos fatos de um presidente desequilibrado, sem nenhuma condição de exercer a função maior da pátria maltratada. Serviu para mostrar as tramas das corrupções, embora seguidores da morte digam que ele é um governo sem malfeitos. Serviu para mostrar como aconteceu o genocídio de milhares e milhões de brasileiros, por pura negligência de um governo que queria adotar a imunidade por rebanho e não comprar vacinas.

O Bozó se acha um deus onipresente (coisa de maluco mesmo) que age como ministro da Saúde (um manda e o outro obedece), procurador da República, diretor Geral da Polícia Federal, ministro da Educação, do Meio Ambiente, que está sendo destruído, e das Relações Exteriores, principalmente.

No nosso país de hoje, infelizmente, não é possível se fazer um diagnóstico ou um Raio X do Brasil. É o absurdo dos absurdos, e nem historiadores, sociólogos, cientistas políticos e psiquiatras conseguem explicar esse inexplicável. Por mais que seja forte e mestre das palavras, que se use o raciocínio lógico, fica difícil dar uma definição exata sobre que Brasil é esse e como chegamos a esse ponto tão trágico!





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