Versos do jornalista e escritor Jeremias Macário

Mente moura, ibérica, negra e índia,

Essa cor do melaço brasileiro mente,

Mente feio o eleitor na urna ao ir votar,

Depois o eleito só quer tirar proveito,

Promete pão e escola e dá circo e esmola;

Enganam o governo e o caro parlamentar.

E a avenida histérica se racha para xingar.

 

Mente sem hora e horário,

Reino virado ao contrário,

De sangue mestiço Pau Brasil!

Nos una de quem nos dividiu.

 

Gente falsa compra sapato em Nova York!

Só quer falar I love !very good, nok, nok;

Rouba meu cofre e sempre se diz inocente;

O demente mente que a ditadura não existiu;

Mente na TV que não pratica preconceito;

Faz de conta que lê e só vê as redes sociais;

Avança os sinais e se diz humano solidário;

Apoia os fascistas e o corrupto salafrário.

 

Mente vil brasileira tão incoerente mente,

Onde o forró lambada virou coisa normal;

A puta finge amor na cama e que gozou;

A Igreja prega que a inquisição já passou;

O malandro se gaba de esperto inteligente;

Todo mundo só quer em tudo levar vantagem;

Cabra da peste está sumindo do Nordeste,

Como Suassuna com sua viagem armorial;

Mente brasileira de cultura e vida desigual.