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:: 28/abr/2021 . 22:16

E TOME MAIS TRAPALHADAS!

Um diz que tomou a vacina escondida, certamente com receio do chefe saber. O outro ataca novamente a China de quem tanto precisa para comprar medicamentos e insumos químicos. Confunde uma vacina alemã com americana.

O capitão-presidente sai de Brasília com sua tropa para uma cidadezinha, na Bahia, gastando o dinheiro do povo para inaugurar uma estrada de apenas 22 quilômetros que durou quatro anos para ser concluída.  Para provocar o Governo do PT, faz aglomerações para disseminar o vírus e visita um batalhão da polícia.

ESPETÁCULO DANTESCO

Sem máscaras, os seguidores da morte aplaudem, tiram selfies, salivam entre eles, cospem e fazem festas. Que espetáculo dantesco nesses tempos de pandemia de quase 400 mil mortes! Só no Brasil se vê essas cenas bizarras, enquanto o povo passa fome e não tem vacinas para combater a Covid-19.

Todos os dias tem mais trapalhadas no placo Brasil. Na Câmara dos Deputados começam a armar o circo de uma “CPI do Fim do Mundo”, com discursos mentirosos de que estão empenhados em esclarecer e punir os culpados por esse genocídio.

O Renan Calheiro, o homem beneficiário das propinas da Lava-Jato (foi sepultada), com pose de ético e moral, condena os negacionistas, as negligências contra a pandemia e os absurdos cometidos na área da saúde. Pela primeira vez, o filho do Bozó se mostra preocupado com a aglomeração da CPI. Coisa inusitada, merecedora de registro jornalístico. Ele agora não é mais negacionista da ciência!

Tudo não passa de um filme desgastado com mais umas pitadas de horrores, de bruxarias e suspenses. Os feiticeiros são praticamente os mesmos, e os enredos seguem um roteiro macabro com alguns ingredientes extraídos dos ossos de cadáveres que a terra já consumiu.

Cada vez mais o circo vai ficando mais pesado, com apresentações recomendadas só para adultos sem problemas coronários ou de pressão. Zumbis, lobisomens, fantasmas do mal, monstros e outras criaturas dos infernos travam uma batalha entre si onde depois todos se abraçam. É só uma simulação com efeitos especiais como em filmes de ficção.

A plateia ignara e desmemoriada aplaude os personagens atores, como se fosse uma peça nova, e acreditam que novos tempos virão. “A caravana passa enquanto os cães ladram”. Outros nas arquibancadas de madeira, debaixo da lona suja e rasgada, xingam, jogam pedras, atiram cascas de bananas e promete morte aos construtores do circo. Na saída, cada um segue para suas casas, destilando raiva e prometendo vingança. Uns mais otimistas dizem que tudo vai passar, tudo vai melhorar, mas as trapalhadas continuam e parecem não terem fim.

Parece fora de contexto, mas não é. O autor do livro “Uma Breve História do Mundo”, Geoffrey Blainey, cita no final da sua obra, que a religião floresce quando a vida corre perigo e quando existe dor. Ela continua a florescer nas enchentes, nas catástrofes, quando a fome bate nas portas e a morte precoce é expectativa da maioria das pessoas. A religião floresce quando uma colheita é arrasada por pestes, secas e exaustão do solo ou tempestades.

“Monarcas poderosos ganhavam muito ao sustentá-la. A religião oficial lhes permitia proclamar que eram mesmos descendentes de deuses”. Portanto, desobedecer ao rei significava desobedecer aos deuses. No século XX, segundo o autor, ela enfraqueceu por causa da prosperidade e da longevidade. No entanto, ela retorna forte quando ressurgem os flagelos, como agora em nosso país.





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