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:: 24/abr/2021 . 0:48

O LIVRO IMPRESSO NUNCA VAI MORRER

Há 20 anos os “profetas” da internet anunciaram o sepultamento do livro impresso com o advento do chamado e-book pelo tablete e pelo computador. Até agora quebraram a cara, e vão continuar assim porque o livro impresso nunca vai morrer, muito pelo contrário.

Neste 23 de abril, “Dia do Livro”, o que podemos lamentar é que no Brasil, devido ao baixo índice educacional e cultural, se lê muito pouco em relação a outros países, inclusive se fizermos uma comparação com nossos vizinhos da América do Sul, como Argentina, Uruguai, Colômbia, Peru e outros. É até uma covardia colocar aqui nesta lista Estados Unidos e nações europeias.

Uma prova do baixo índice de leitura é a pequena quantidade de editoras e livrarias brasileiras. Nos últimos tempos, as maiores foram fechadas. Não precisamos ir muito longe. Aqui mesmo em nossa casa, em Vitória da Conquista, uma cidade de 230 mil habitantes, só temos dois estabelecimentos, se não me engano, dessa natureza. Para quem quer um preço mais em conta, felizmente ainda temos “ Sebo o Livreiro”, de Rai, no centro (Beco dos Artistas), com 60 mil exemplares. Esperamos que nunca venha a fechar as portas.

PÚBLICO REDUZIDO

Do início da computação para cá, podemos dizer que o livro emagreceu e tornou-se mais enxuto porque o seu público é cada vez mais reduzido. Além da baixa qualidade na educação e o surgimento do sistema eletrônico (redes sociais), outros fatores de valor menos relevantes, como a baixa aquisição financeira da nossa população e a falta de investimentos dos setores público e privado em novos talentos de escritores, influenciaram para a queda na produção literária.

No entanto, o livro vai continuar em seu devido lugar na preferência daqueles que adoram viajar pelo mundo da leitura, não importando se impresso ou na forma do e-book. Quando falavam que o impresso iria desaparecer, sempre respondia que aquele que não desenvolveu o hábito de ler não usa nenhum dos dois formatos.

É verdade que em nosso país o livro já teve seus bons tempos e era um veículo até citado em mesas de bares. Conheci um colega que lia até nos botequins quando estava só. Foi a saudosa época da nossa efervescência cultural, entre os anos 50 e 60, onde não somente o livro estava na onda, mas também outras linguagens artísticas, como o teatro, a boa música, o cinema, as artes plásticas e a escultura.

Nesse meio tempo de acentuado crescimento intelectual, veio o regime ditatorial com suas censuras, prisões e supressão da liberdade de pensamento e expressão. Toda aquela evolução foi interrompida. Não fosse esse triste episódio, talvez teríamos outro Brasil bem mais desenvolvido e menos desigual. Naquele tempo, muitos livros tiveram como destino a fogueira.

Depois disso, veio uma nova geração com outra mentalidade de não dar muita importância para o saber e o conhecimento. A isso, muitos deram o nome de alienação. O baixo nível de ensino também colaborou para essa decadência. Hoje, todo mundo só faz correr atrás do capital e esquece de alimentar o espiritual.

Os estilos e gêneros mais procurados são os livros de autoajuda, os infantis e de ficção. Ainda bem que muitas crianças têm pegado o gosto pela leitura. Nessa pandemia de muitas mortes e incertezas, a ansiedade e a depressão poderiam ser mais aliviadas se as pessoas ocupassem mais o seu tempo com um bom livro na mão, colocando a imaginação para voar. Tenho certeza que o livro é um bom remédio para a mente e o corpo, principalmente nesse período tão conturbado em que estamos atravessando.

Nesse “Dia do Livro” (23 de abril) quero aqui prestar uma homenagem aos grandes escritores brasileiros e estrangeiros, como Jorge Amado, Euclides Neto, João Ubaldo Ribeiros (baianos), Machado de Assis, José Lins do Rego, Lima Barreto, José de Alencar, Suassuna, Graciliano Ramos, Guimarães Rosa, George Orwell, Jack London, Ernest Hemingway e os brilhantes russos Vladímir Maiakóvski, Leon Tolsltói, Dostoiévski, dentre muitos outros.





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