O BRASIL VIVE UM GENOCÍDIO E PRECISA DE AJUDA HUMANITÁRIA INTERNACIONAL
É preciso que se tenha a coragem de dizer, e não é nenhum exagero, que está havendo um genocídio no Brasil pelo descaso no combate à pandemia da Covid-19. Diante do atual quadro aterrador de mortandade em massa, o país precisa com urgência de uma ajuda humanitária internacional.
A história se repete, como ocorreu e ainda ocorre com as guerras e a fome em diversos países do continente africano onde as nações ricas e poderosas fazem de conta que nada está acontecendo. Pela primeira vez, o país está registrando maior número de óbitos que nascimentos. Tem 2,7% da população mundial, e acusou 27% de todas as mortes. É um disparate.
André Cairo faz o seu protesto num apelo aos governadores e prefeitos em defesa da vida. Seu cartaz já diz tudo. O povo necessita de ajuda humanitária.
A COVID E A FOME
Os brasileiros não merecem ser julgados e sentenciados ao cadafalso da morte porque têm um governo que, ao invés de unir esforços com governadores e prefeitos para combater o mal, só tem praticado desagregação; subestimado a doença como “gripezinha”; se posicionado contra os protocolos de isolamento; incentivado aglomerações; e adotado uma diplomacia ideológica externa desastrosa que emperrou a compra de vacinas.
Os dados estatísticos e os fatos não negam, a começar pelo número diário de mortes, o maior do mundo, com recordes acima de quatro mil, sem contar o colapso nos hospitais e os milhares de casos de vidas perdidas por falta de insumos e vagas nos leitos de UTI. Do outro lado, a vacinação é lenta, e agora se agrava com a escassez de doses, o que indica que o quadro tende a se agravar, como prevê os cientistas.
Como se não bastasse, num momento de mais de 14 milhões de desempregados, a Covid fez escancarar a peste da fome que também está deixando uma multidão debilitada de barriga vazia e morrendo aos poucos por falta de comida nas geladeiras e nas panelas. É um quadro aterrador que está a carecer de uma ajuda humanitária internacional porque as doações e o parco auxílio emergencial não estão dando conta da demanda.
O problema não está apenas restrito ao Brasil, mas afeta também os outros países, principalmente os nossos vizinhos da América do Sul. Portanto, é uma questão mundial. Os cientistas brasileiros estão sendo amordaçados por suas posições de alerta, e até as instituições, das quais fazem parte, chegam a sofrer cortes de verbas para desenvolver seus trabalhos.
O último mês de março foi tenebroso e o mais letal depois de um ano que o coronavírus aterrissou em nossa terra e encontrou um campo fértil. Os infectologistas fazem um prognóstico ainda mais terrível para abril, podendo chegar a mais de cinco mil mortes por dia. Até agora, mais de 345 mil pessoas perderam suas vidas, deixando famílias destroçadas para sempre.
Sem vacinas suficientes (somente pouco mais de 10% de uma população superior a 230 milhões de habitantes receberam a primeira dose) para imunizar o povo, o Brasil foi emboscado pelo vírus numa encruzilhada da morte. A nação brasileira não pode ser punida por uma diplomacia desastrosa de um governo negacionista que criou atritos com laboratórios e países fabricantes de matérias-primas para as vacinas.
Existe um conjunto de fatores negativos que transformaram nosso país num cenário de genocídio, como numa guerra onde o inimigo invisível só faz avançar porque encontrou aqui um “exército” desorganizado, bagunçado, sem liderança no comando e sem as armas avançadas para neutralizar o exterminador.
As aglomerações nas portas dos bancos são verdadeiros convites à Covid-19 que só faz elevar o número de mortes em mais de quatro mil por dia no país. Aonde vamos parar? 
Aqui mesmo em Vitória da Conquista temos os reflexos disso com uma prefeitura que está mais preocupada com o movimento do comércio lojista do que com a vida, e vem rebatendo as medidas restritivas do Governo do Estado. Tem sido inerte com relação a iniciativas próprias que outros municípios vêm tomando nas áreas política e social. Com quase 400 mortes, a cidade registra hoje uma média de três óbitos por dia, o que é um número bastante alto.













