:: 17/jun/2016 . 0:27
MALUCO E MENTIROSO
O cara só pode ser um maluco e mentiroso que poderia estar internado num hospício psiquiátrico, ou preso por prevaricação, injúria, infâmia, calúnia e difamação. O cara delata na Operação Lava Jata do Ministério Público Federal mais de 20 políticos de receber propinas, inclusive o seu ex-chefe, e todos negam veementemente chamando-o de mentiroso e fantasioso, com intuito apenas de se livrar dos seus malfeitos.
O Sérgio Machado, ex-presidente da Transpetro, já derrubou três ministros e agora aponta o dedo para o presidente interino da República, Michel Temer. É coisa de doido, meus camaradas! É bandido entregando bandido, coisa de quadrilha quando está acossada depois de um roubo de grandes proporções. Depois das pistas descobertas, dinheiro usado no sustento próprio do poder e em suas mordomias, cada um se esconde em seus esconderijos e nega a participação no assalto.
Em detalhes, o cara cita datas, ano, locais de encontros e as quantias entregues a cada malfeitor. Mesmo assim, todos confessam inocência e atacam com pedradas o tesoureiro que foi responsável por anos pela formação e distribuição do Fundo das Propinas, uma espécie de Fundo Monetário dos Políticos, o FMP do Poder.
Na história contada pelo delator, o bando era deveras ganancioso e tinha indivíduo que requeria mais para si, de acordo com seu posto que exercia no comando do grupo. Coisa do tipo: O que me cabe na partilha desse saque tem que ser maior que a de fulano porque eu sou o dono desta pasta e me arrisquei bem mais.
O tesoureiro que controlava os fornecedores da grana tinha que se virar para saciar apetites e gulas diferentes. O ex-chefe Renan Calheiros, por exemplo, foi o que mais recebeu. Os menos representativos ganhavam menos. O bando tinha seu próprio código de ético. Vamos reconhecer que o Machado tinha mesmo “jogo de cintura”, como se diz no jargão político e empresarial.
Parece coisa de ficção literária de romance policial, filme de faroeste ou coisa semelhante, mas é tudo realidade o que aconteceu e ainda acontece no reino chamado Brasil. Escritores, poetas, compositores, teatrólogos e artistas em geral não podem se queixar da falta de matéria-prima para elaboração das suas obras. É um reino recheado de fatos escabrosos que mostram as vísceras mais podres do poder.
“LA MANO DE ADIÓS”
Albán González – jornalista
“La mano de adiós” foi a manchete de capa da edição da última segunda-feira do diário esportivo argentino “Olé”,referindo-se, em tom de zombaria, à eliminação precoce da seleção brasileira da Copa América Centenário, com um gol irregular assinalado pelo atacante peruano Diaz. O jornal lembrou que, na semifinal do torneio continental de 1995, o Brasil desclassificou a Argentina com um gol de mão marcado por Túlio Maravilha. Deixou de mencionar o gol anulado do equatoriano Bolaños na partida de estreia dos brasileiros na Copa.
Enquete realizada pelo jornal “O Estado de S. Paulo” revelou que a maioria dos consultados apontou Dunga como o principal responsável pelo declínio do futebol apresentado nos últimos anos pela seleção brasileira, uma queda iniciada após os 7 a 1 e os 4 a 0, aplicados, respectivamente, pela Alemanha e Holanda na Copa do Mundo de 2014.
Os leitores do diário paulista colocaram uma boa parte da culpa na administração da CBF, cujo presidente, Marco Polo del Nero, tem evitado atravessar as fronteiras do nosso país com receio de ir fazer companhia a José Maria Marín, preso num apartamento em Nova Iorque. Vigiado pela justiça norte-americana, Marín só tem direito a sair para ir a uma igreja católica se arrepender dos seus pecados.
Assim como dezenas de políticos arrolados pela Operação Lava-Jato, del Nero e toda a “cartolagem” do futebol brasileiro e do Comitê Olímpico Brasileiro (COI) se sentem protegidos pelo manto da impunidade.
Carlos Caetano Bledorn Verri, capitão do time campeão do mundo em 1994, ganhou de um tio o apelido de Dunga por causa de sua baixa estatura. No decorrer de sua vida como esportista, o gaúcho de Ijuí revelou um temperamento mais para Zangado, um dos sete anões, trabalhadores em uma mina, que davam proteção a Branca de Neve.
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