:: 15/jun/2016 . 22:08
A GRAMÁTICA “EM BUSCA DO SOL”
Um é romance e o outro uma gramática mínima imprescindível para quem pretende ingressar na narrativa de outros gêneros literários tão desprezados nos últimos anos no Brasil em decorrência dos desleixos dos nossos governantes para com a educação e a cultura. Mesmo assim, a nossa literatura atual não padece de produção de obras, mas da carência de patrocinadores e leitores para prestigiar seus autores.
Um exemplo disso está na região sudoeste onde existe uma gama enorme de escritores talentosos lançando livros, mas com inexpressiva divulgação e apoio mais consistente do poder público. Na semana passada (sexta-feira – dia 10/06), por exemplo, me fiz presente no lançamento dos livros “Em Busca do Sol”, de Esmeraldino Correia e “Gramática Mínima da Língua Portuguesa”, de Ubirajara Brito.
Sobre o trabalho do professor Ubirajara Brito, nascido em Tremedal (BA), cidadão honorário de Vitória da Conquista, engenheiro civil e especialista em radioatividade e fissão nuclear, me atrevo a tratá-lo como uma gramática básica dirigida, especialmente, para jovens estudantes e, creio que este foi o propósito do autor em se dignar a elaborar o tratado.
O próprio Ubirajara que já foi secretário e ministro interino do Ministério da Educação disse, em sua apresentação, que ao decidir escrever sobre o tema não se preocupou com minúcias, formalismo gramatical ou erudição balofa, mas com a finalidade de que as gerações futuras se lembrem que a “Ultima Flor do Lácio” foi língua vernácula nesta parte do mundo, conhecida, até bem pouco, pelo nome Brasil, com “s”.
“Preza aos céus seja essa “Gramática Mínima” útil aos brasileiros humanos, antes de ser o nosso idioma tragado pelo sincopado gutural do falar global dos androides tupiniquins” – destacou o autor. A advertência é pertinente no momento em que os frequentadores das redes sociais estão postando nossa língua portuguesa em códigos.
“Em Busca do Sol” é mais um romance de Esmeraldino Correia, nascido em Vitória da Conquista (BA), pós-graduado em Gestão de Pessoas e Estratégia em Segurança Pública, coronel da RR/PMBA e atual presidente da Academia Conquistense de Letras. O escritor, que tem no prelo outras obras, publicou em 2007 seu primeiro livro intitulado “Tempo, Sombras e Solidão”.
Numa mistura de sonho com a realidade, Esmeraldino tem uma escrita escorreita de fácil entendimento onde sempre coloca o comportamento humano como sua principal matéria-prima. Como autor, Esmeraldino ultrapassa as linhas do romance regional para ser universal como tantos outros de renome da literatura.
Aliás, não concordo com esta designação restrita de romancistas regionais, dada por certos estudiosos da literatura como se fosse um gênero menor do tipo “caipira”. No sentido mais amplo, toda linguagem, como a do nosso escritor em referência, é universal e abrangente.
Sobre a obra, a professora Terezinha Spínola enfatiza no prefácio que o livro,” de temática intimista e ao mesmo tempo realista, dá coesão à análise psicológica e à critica social, como que fazendo da literatura, como dizia Zola, “um documento humano”, isto é, uma aliança fecunda, doce e amarga, do sonho com a realidade”.
O escritor conquistense fala do eu profundo, dos dramas existenciais e da alma humana. O poeta Esechias Araújo Lima diz que “Em Busca do Sol” é um romance não linear, articulado, propositadamente, em espaços lacunares em que o alinhavo do enredo fica à mercê do leitor, requerendo deste maior grau de concentração.
No “Em Busca do Sol”, o leitor vai se extasiar com uma linguagem poética em capítulos curtos e dinâmicos, passando a fazer parte das narrativas. O autor tem este dom de também captar a alma do leitor para dentro da sua obra.
Os livros de Esmeraldino e Ubirajara foram lançados no auditório da Faculdade Fainor, com apoio ainda da Academia Conquistense de Letras. É mais uma prova de que Conquista está recheada de bons e dedicados escritores, pena que nossa literatura regional esteja esquecida há anos pelo poder público, daí a desilusão de muitos que decidiram abandonar por completo a arte de escrever.
Quem faz, de forma independente, sabe e conhece muito bem os caminhos espinhosos de tantos sacrifícios para publicar, divulgar e distribuir uma obra. Digo isso por experiência própria de luta na tarefa de escrever. O escritor é um teimoso inveterado que vive a mendigar de porta em porta por um apoio e reconhecimento. Poucos estendem as mãos e quase nada cai na cuia.
CACULÉ REALIZA MOBILIZAÇÃO CONTRA TRABALHO INFANTIL
Entre os dias 1º e 9 de junho o Governo de Caculé, por meio da Secretaria Municipal de Assistência Social, em parceria com CRAS, CREAS, Conselho Tutelar, CMDCA, Serviço Família Acolhedora SERPAI e Secretaria Municipal de Educação e Cultura, mobilizou o município para o combate à exploração do Trabalho Infantil.
Com o tema: “TODOS JUNTOS CONTRA A EXPLORAÇÃO DO TRABALHO INFANTIL” e o lema: “Trabalho Infantil nem de Brincadeira”, a ação contemplou as escolas municipais, o povoado de Várzea Grande e toda a sede, através da distribuição de jornais informativos sobre o tema, palestras e entrevista na Rádio Atalaia FM com a presença do Enfermeiro Flávio Cardoso Araújo, Coordenador do CREAS, que debateu os malefícios do trabalho infantil na saúde e na vida de crianças e adolescentes, da Psicóloga Fabrícia Prates Amorim, Coordenadora do Serviço Família Acolhedora, que explanou sobre os impactos psicológicos e educacionais causados pela exploração do trabalho infantil, Articuladora do PETI Cynara Damaceno que encerrou o encontro enfatizando a importância de todos estarem juntos contra a exploração do trabalho de crianças e adolescentes.
A culminância aconteceu no dia 09 de junho, com uma apresentação teatral lúdica itinerante por todos os bairros da cidade, ressaltando a problemática da exploração do trabalho infantil. “As ações estratégicas irão continuar, pois a sensibilização é um processo construído lentamente, mas traz frutos muito positivos em combate à violação dos direitos das nossas crianças e adolescentes”,destacou a Secretária Municipal de Assistência Social Sônia Regina Fernandes Pessoa.
Assessoria de Comunicação de Caculé
VEXAMES E ARRASTÕES JUNINOS
A sensação que temos é que o Brasil nos últimos anos vem sofrendo sucessivos vexames e arrastões de tudo que é ruim na economia, na política, na moral, na ética e agora, como se não bastassem tantos fatos desastrosos, no futebol com a eliminação da “seleção” na primeira fase da Copa América. “A pátria de chuteiras” está descalça. É, estamos mesmo precisando de uma reza forte de todas as religiões juntas para afastar essa urucubaca!
No entanto, sem reação popular, indignação e consciência política, não tem reza que afaste esta maldição. Lá fora nosso país está sendo visto como um carro velho que não pega nem no tranco. Motivo de piada e chacota, não está sendo fácil para o brasileiro mostrar seu passaporte no exterior.
Com um presidente interino da República sem respaldo popular, os presidentes da Câmara e do Senado e outros caciques políticos do Congresso Nacional sob fortes investigações de receber propinas, quer mais! Muitos deles, como o presidente da CBF, não podem nem viajar para o exterior, senão é cadeia na certa. Qualquer noticiário que vem da mídia é um susto só!
Não aguento mais torcer tanta trouxa de roupa encardida! Desta vez, se me permite, vou falar do arrastão junino que vem aí com um amontoado de lixo musical do axé, do pagode, do arrocha, do sertanejo, do rock e outros “estilos” barulhentos, alienantes e alienígenas que sufocam e matam o forró autêntico que deveria ser tocado nesta época. O maior culpado por mais este arrastão de coisa ruim é o poder público que torra nosso dinheiro em bandas de “forró de plástico”.
Mas, não é só isso, meus camaradas! Nesta época do ano, muitos prefeitos que andam a reclamar da falta de dinheiro para educação e a saúde, aproveitam para desviar recursos com superfaturamento nos contratos dos músicos. Coisa por debaixo do pano, sem nenhuma transparência como determina a lei, quando cada prefeitura deveria publicar o custo da festa e quanto cada artista está recebendo para fazer o seu show.
QUADRILHAS JUNINAS DE CACULÉ
As tradicionais quadrilhas juninas abriram os festejos com lindas criações apresentadas nos dois últimos fins de semana. A Quadrilha Junina Busca-pé foi a primeira a se apresentar e encantou a plateia com o tema “Meu Cordel Encantado é o Sertão. Aqui é o meu lugar! O sertão é do tamanho do mundo. O sertão é dentro da gente.
“No dia 10 de junho Quadrilha Junina Xiado do Xineloapresentou “Pirata! O descobridor dos sete mares”, seduzindo os presentes com uma surpreendente demonstração de alegria e criatividade. E no dia 11 de junho a tradicional Quadrilha Junina Jacques Carvalho mostrou a cultura e as belezas de Pernambuco inspirados no tema: “Pernambuco, coração do folclore brasileiro”!
Um animado arrasta-pé embalou as noites após a apresentação das quadrilhas com a participação de Joel e seu Forró, Banda Forró a dois e a dupla Gil e Vanessa.
No dia 17 de junho, sexta-feira, as escolas municipais apresentam lindas criações no Arraiá da Educação que este ano também terá Quermesse com barracas temáticas tendo como contexto: Cultura, Ecologia e Diversão e reapresentação das Quadrilhas Juninas.
Assessoria de Comunicação da Prefeitura Municipal
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