:: 8/jun/2016 . 0:22
ÔNIBUS ESCOLAR DE ITAMBÉ EM DESVIO DE FINALIDADE
Com a maior naturalidade, como se nada tivesse acontecido de irregularidade, o prefeito de Itambé tenta “justificar” o acidente com o ônibus escolar no domingo (dia 5/06) que transportava um grupo evangélico quando duas pessoas morreram e mais de 30 ficaram feridas.
Como se não houvesse nenhum desvio de finalidade, contrariando a lei federal do Ministério da Educação, o executivo municipal ainda confirmou ser praxe se fazer isso em final de semana e feriados quando o veículo estava “ocioso”. Sua declaração não separa o público do privado, a religião da política. Ainda se propala que nosso Estado é laico!
O exemplo do ônibus escolar de Itambé que terminou em tragédia é um caso típico de como prefeitos, governantes e políticos deste país tratam a coisa pública como se fossem donos, passando por cima da lei. É a mistura bem clara entre o público e o privado, sem o menor remorso de consciência, isto porque sempre impera a impunidade.
Em entrevista a um veículo regional de comunicação, o chefe do poder deixou transparecer que não houve nada de mais em seu ato ao liberar o ônibus para outros fins porque ele estava parado naquele dia, como se justificasse o uso para outros fins além do transporte escolar. Ora, o próprio nome impresso nas laterais do carro já diz tudo!
Não existe essa de ônibus “ocioso”, mesmo porque não é uma propriedade privada com fins lucrativos onde o motorista pode pegar as chaves para fazer um extra. Será que o prefeito não tem ciência disso e é mais um inocente? Acho que não. Muito me admira suas “justificativas” evasivas diante de tamanha gravidade.
O correto seria fazer manutenção no equipamento, justo quando o ônibus está parado e não ficar rodando por aí a serviço de qualquer grupo, no caso em referência ao evangélico que foi fazer um culto na cidade vizinha de Ribeirão do Largo.
O fato tem um monte de irregularidades desde a liberação do ônibus para um grupo evangélico, o uso do motorista quando deveria estar em descanso para trabalhar na segunda feira até o retorno do veículo lotado com outros caronas que ainda fizeram uma vaquinha para o condutor que, infelizmente, veio a falecer. Quem vai indenizar as famílias? Uma coisa é certa: Não será o prefeito quem vai fazer isso.
Diante do que está acontecendo no Brasil de hoje onde se tenta limpar a sujeira comandada por caciques políticos que sempre usaram a coisa pública em proveito próprio, esperamos que a Justiça (Ministério Público) puna no rigor da lei o responsável, ou responsáveis, pelo uso indevido do ônibus escolar de Itambé que terminou em desastre.
LUIS PIMENTEL LANÇA CENAS DE CINEMA NA LIVRARIA PORTO DOS LIVROS
A Editora Myrrha e o escritor Luís Pimentel promovem em Salvador, no dia 9 de junho (quinta-feira), às 19h, o lançamento do livro “CENAS DE CINEMA – CONTO EM GOTAS”,na livraria Porto dos Livros (Ladeira do Porto da Barra). Na ocasião, o autor, que já publicou mais de 50 livros, recebe os soteropolitanos para um bate-papo sobre literatura contemporânea, seguido de sessão de autógrafos.
Selecionado pelo Programa Nacional Biblioteca da Escola para distribuição no ensino médio, este volume de contos (Cenas de cinema – conto em gotas) retrata a vida miúda, em sua desconcertante grandeza; o homem em fúria, em êxtase, perdendo-se e encontrando-se nas mesmas curvas incertas; o amor, o ódio, esperanças e incertezas. A matéria prima dessas histórias é a mais substancial possível: o homem com seus dramas, medos, contemplações.
Contista muitas vezes premiado (Cruz e Souza, Literatura Para Todos e Prêmio Cidade de Belo Horizonte, entre outros), Luís Pimentel volta às narrativas curtas (neste livro, curtíssimas), com histórias eletrizantes.
Vamos ao cinema – Conto em gotas – É um livro para estantes e mesa de cabeceira de quem gosta da melhor literatura brasileira. Sobre a obra, o crítico literário André Sefrin escreveu: “Luís Pimentel escreve contos em que a suprema sofisticação se realiza, muitas vezes, na simplicidade, no desenho despretensioso da vida, em que todo mistério dela cabe numa cena de rua (…). Poucos contistas têm a medida exata do conto. Entre eles, Luís Pimentel”.
Luís Pimentel – É jornalista, escritor e dramaturgo. Formado em Comunicação Social, é roteirista de televisão formado no Primeiro Curso de Autor-Roteirista da Rede Globo (onde atuou depois, como redator, em vários programas humorísticos). Trabalhou em diversas redações de jornais e revistas do Rio de Janeiro (Jornal do Brasil, O Dia, Extra, Bundas, Opasquim21, entre outros) e tem mais de 50 livros publicados, entre contos, poesia, ficção infanto-juvenil, textos de humor e textos teatrais.
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