VIGILÂNCIA SANITÁRIA VISITA FEIRAS LIVRES
Medida visa orientar boas práticas nesses locais.
A Secretaria Municipal de Saúde de Caetité, por meio da Vigilância Sanitária, vem realizando visitas técnicas nas feiras livres. Foram realizadas diversas visitas, durante os meses de abril e maio, nos boxes de peixe, carne, cereais, além de boxes de comida, pastéis e barracas de frutas e verduras.
“A medida visa orientar boas práticas de manipulação e armazenamento dos alimentos; cuidados desde a aquisição, transporte, armazenamento e descarte de produtos”, explica a secretária de Sáude, Cynthia Lopes.
A gerente de Vigilância Sanitária, Emanuela Trindade, destaca que a secretaria de Saúde orienta que as pessoas devem observar a qualidade dos produtos que adquirem nas feiras livres. “As visitas que nossa equipe realiza tem caráter educativo e não punitivo. Durante as vistorias os feirantes receberam folders informativos, com dicas e orientações educacionais”, finalizou Emanuela.
Assessoria de Comunicação de Caetité
UMA CHAMA QUE SE APAGA!
Não aguento mais ver imagens do roteiro da tocha olímpica cercada por viaturas da polícia, um aparato de soldados motoqueiros e seguranças trotando de calças curtas de cor marrom e óculos escuros! O repórter aparece com cara de paisagem anunciando a passagem da chama com aqueles chavões de sempre sobre pátria e cidadania como nas épocas de eleições. Aqui fico pensando como me fazem de besta e idiota num país que me tira o máximo e me dá o mínimo de educação, saúde, saneamento e segurança.
Lá fora nas calçadas, ruas e quarteirões se estendem as filas de mais de 11 milhões de desempregados nas portas das empresas. Outros milhões de crianças, idosos e mulheres grávidas passaram dias e noites se humilhando nos postos de saúde pela vacina H1N1 contra a gripe que não deu para todos. Mais uma chama de esperança se apagou ali naquelas torturantes filas para centenas de brasileiros.
A inflação corrói os intestinos das pessoas mais pobres e nos portões e corredores dos hospitais se ouve choros e sussurros angustiantes de pacientes crianças, mulheres, idosos e de seus parentes por falta de atendimento médico. Cada um engole a sua dor como pode e sente lá no fundo da alma o fogo da esperança se apagar. As cenas de terror se repetem todos os dias como se essa gente vivesse em campos de concentração.
No sol, na chuva, no frio, na água, por entre morros, montanhas, praças e arranha-céus, a chama das olimpíadas não se apaga. Lá fora nas metrópoles, rincões distantes e nos locais mais pacatos, os bandidos assaltantes atiram nos cidadãos desprotegidos para roubar um celular, um tênis, o dinheiro no bolso, sua casa ou sua loja comercial. O vento dos malfeitores chicoteia em nossos lombos e zune forte como furacão, roubando a esperança de se viver num Brasil melhor.
As multidões eufóricas gritam e abrem espaços aos empurrões para tocar na tocha e tirar uma foto, como fãs histéricas por seus ídolos de plástico e de metais enferrujados. A “heroína” é recebida com festas e shows, discursos hipócritas e aplausos. Nas cidades, vilas, povoados e nos grotões mais carentes de tudo, as escolas de taipa não têm telhado e as carteiras estão quebradas. Os alunos tentam arranhar seus nomes nos papéis sujos, enquanto o professor risca alguma coisa na lousa. Com o método arcaico e enfadonho, cada um faz de conta que cumpre com seu dever cívico.
Nos escritórios, gabinetes luxuosos e nas plenárias legislativas de ar condicionado com poltronas acolchoadas, os homens almofadinhas de palavras medidas tramam como assaltar a merenda escolar, os remédios e como desviar o dinheiro das refinarias, das hidrelétricas, das sondas de petróleo e das obras dos programas sociais. Faltam recursos para se fazer justiça, e o morador de rua cata uma migalha no lixo para matar a fome, enquanto a chama passa faceira e deslumbrante fazendo seu roteiro para os idólatras.
Por onde ela percorre, o mosquito da dengue, da chikukunha e da zica prolifera porque o dinheiro para o combate, a pesquisa e a prevenção é curto. As mães da microcefalia com seus bebês mirrados no colo derramam suas últimas lágrimas porque perderam a chama da esperança de terem seus filhos normais e saudáveis como planejavam.
Lá se foi mais uma esperança! A mídia, que tem o poder da coação, e os moços do governo nos ensinam uma lição mentirosa da prevenção da saúde quando os exames e os diagnósticos da doença tardam a chegar ou só chegam depois da morte do paciente que passou toda sua vida sem entender que cidadania é essa que os mandatários da pátria lhe prometeram.
Enquanto os puxadores da tocha fazem algazarras e barulhos com suas danças festivas e exóticas, os bons se mantêm em silêncio sepulcral aceitando as desgraças humanas como lei natural dos fortes que estrangulam os fracos. Lá vai a chama glorificada por um povo que ainda acredita nessas glórias artificiais que se perdem no nevoeiro.
COM ISTO NÃO CONTAVAM
Nas ruas por onde passa, a “heroína” chama das olimpíadas continua atraindo multidões de fãs alienadas que querem tocá-la e tirar fotos de seus celulares. É a marcha da insensatez num país desgastado sem representação e sem moralidade. Após a votação do processo de impeachment no Senado, os brasileiros se recolheram em suas casas e a deslumbrante tocha tomou o lugar das manifestações. Ninguém questiona os gastos com este roteiro burlesco pelas cidades.
O Brasil é assim, cheio de contradições e paradoxos, típico de um povo inculto, acomodado e subserviente, que se contenta com o pouco que tem, desde que haja circo para se esbaldar. Tem preguiça de pensar, medo de contestar e ser taxado de politicamente incorreto. Enquanto isso, lá do alto na calada da noite conspiram, só que desta vez não contavam com o efeito bumerangue.
Os últimos fatos políticos, inclusive as delações e as conversas gravadas por um traidor deles terminaram por fortalecer a Operação Lava Jato e as investigações da Polícia Federal e do Ministério Público. Com isto eles não contavam porque o propósito nos bastidores dos porões do Congresso Nacional era montar um acordão e passar uma borracha nas contas das corrupções.
A trama urdida por todas as correntes do legislativo seria quem roubou, roubou, que não roubou, não rouba mais, enquanto a poeira não baixar. “Se gritar, pega ladrão! Não fica ninguém, meu irmão”! O Congresso Nacional, que deveria, se tivesse vergonha na cara, ter feito um mea culpa à nação, é o maior culpado por tudo que está acontecendo de mazelas no país.
Com suas benesses, mordomias e interesses particulares pelo poder, os políticos conseguiram tornar a nossa pátria numa terra árida e ingrata para se morar, quando se tinha tudo para ser um oásis. De tão envolvido com falcatruas e propinas, o presidente afastado da Câmara não pode nem viajar para o exterior porque pode ser preso. O presidente do Senado também é investigado por corrupção.
Como naquele velho ditado que se diz que, quando se está com muito azar o urubu debaixo caga no de cima, o vice-presidente interino da Câmara, Valdir Maranhão, é um boy do Eduardo Cunha, sem nenhuma representação e capacidade para dirigir os trabalhos parlamentares, mas é ele quem vai ao Chile para uma discussão sobre transparência. Estamos f… na vida, perdidos no mato sem cachorro. Toda banda toca desafinada pelos cafajestes de platão.
PREFEITURA DE CAETITÉ ENTREGA 124 TÍTULOS DE TERRA
Até setembro os processos de titulação de mais de 600 imóveis agrícolas serão concluídos.
Garantir ao cidadão o direito de possuir e cultivar a terra é uma missão do poder público. Diante dessa máxima, a Prefeitura de Caetité entregou na manhã dessa terça (31/05), através da Secretaria de Desenvolvimento Econômico, em parceria com o Governo do Estado 124 títulos de terra a agricultores do município. Nos últimos quatro anos, já foram entregues mais de 400 títulos como esse.
“Isso implica uma série de responsabilidades, como acesso ao crédito, formação e capacitação e incentivos fiscais para a cadeia produtiva. Ou seja, é todo um planejamento que, quando bem feito, só pode gerar resultados positivos”, explicou o secretário municipal de Administração, Planejamento e Finanças, Aldo Gondim.
O secretário de Desenvolvimento Econômico, Rosival Almeida, tem a expectativa de entregar até setembro, a titulação de mais 600 imóveis agrícolas em Caetité. “Estamos com uma nova parceria com o governo do Estado, através da CDA/Consórcio, para regularizarmos a certificação de mais de 600 terrenos agrícolas em nosso município. Quero aproveitar a oportunidade para agradecer ao Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Caetité que são importantes parceiros da administração municipal durante todo esse processo”, finalizou Rosival.
OS MOSQUETEIROS TRAPALHÕES
A tocha desfila como heroína pelo país a fora, torrando nosso suado dinheiro e arrastando multidões de inocentes úteis, enquanto delações premiadas, grampos telefônicos e conversas gravadas entre traídos e traidores mostram a verdadeira cara da política brasileira. Dizem que a história tem coisas do “arco da velha”. Ela é cruel quando revela a verdade.
Os velhos caciques são raposas da política. É o que falam por aí, mas não é o que se tem visto nos últimos dias. Estão mais para raposas do povo. Como o ex-presidente José Sarney, os senadores Renan Calheiros e Romero Jucá, os três mosqueteiros trapalhões, caíram no tacho fervente do ex-presidente da Transpetro, Sérgio Machado com perguntas direcionadas, induzidas e falas desconexas sobre a atual situação de atoleiro do Brasil e seus personagens?
Não dá para entender como estas ditas “raposas” experientes caíram logo no colo do Sérgio Machado que no ano passado teve de deixar a Transpetro sob fortes denúncias de ter recebido propinas! De lá para cá, esteve sumido da cena das investigações do Ministério Público e da Operação Lava Jato, preparando o bote! Por que o homem não foi preso?
Cadê seus afiados desconfiametros políticos de expertos? A Procuradoria Geral da República e a força tarefa da Lava Jato montaram uma armadilha e eles pousaram como moscas em visgo de jaca. Não são tão raposas assim como parecem ser! Bastou encher o ego deles para sugerirem um conluio de ministros!
Depois de ter caído no ostracismo sem cargo e peso político, o amigo coligado terminou virando traidor e um tsunami que já derrubou dois ministros. O Sérgio Machado diz, o Rodrigo Janot (o procurador Geral) é um grande mau caráter. Você (Renan) deveria ter impedido sua nomeação.
“LÁGRIMAS AZUIS – MEMÓRIAS”
Em rodas de amigos, bate-papos, saraus e encontros diversos quando as pessoas me perguntam aonde nasci sempre respondo que em Mairi (antiga Monte Alegre) e em Piritiba, mas também em Amargosa, Salvador e Vitória da Conquista, na Bahia.
– Mas, como assim, cara?
Aí tento explicar que Mairi é a terra-mãe biológica onde uma parteira da roça me pegou numa fazendinha que nem sei mais seu nome. Foi o lugar onde a maior parte dos meus familiares e parentes, os Macários, os Almeidas e os Lisboas construíram e solidificaram suas bases.
Em Piritiba, que no final dos anos 40 e início dos 50 ainda pertencia ao município de Mundo Novo (olha a confusão!), foi aonde meus pais, vindos de mudança de Mairi, me registraram. Sempre lavradores, venderam uma terrinha para comprar outra. Piritiba, onde me criei e fiz o primário, me adotou como filho.
Amargosa, no Seminário Nossa Senhora do Bom Conselho, me deu a formação ginasial e parte do clássico durante seis anos, de 1962 a 1968. Em Salvador foram mais de 20 anos entre a universidade (Faculdade de Comunicação/Jornalismo) e a base profissional. Vitória da Conquista me deu o título de cidadão e mais raízes para o crescimento no jornalismo. Aqui tomei gosto e inventei seguir carreira solo de escritor.
Bem, confesso que nem eu mesmo entendi esse “nariz de cera” para falar da nova edição do livro “Lágrimas Azuis – Memórias”, da professora licenciada em Letras pela Uneb (Jacobina), Iraci Pacheco Pedreira. Acho que foi para também dizer do orgulho de ter nascido nesta terra de Mairi, embora, por circunstâncias familiares da época, ter partido ainda criança para outras plagas, sem levar no embornal seu valioso registro de nascimento. Tenho essa frustração.
Sem mais delongas, li a nova edição de “Lágrimas Azuis” e digo que a obra literária de Iraci Pacheco não se reporta apenas às memórias familiares, mas também é história de Mairi e região; é documentário; é autobiografia e reportagem sociológica quando fala da seca do sertão, dos hábitos, dos costumes e da cultura popular do interior.
Para confirmar e provar a minha análise sobre o trabalho de Iraci, destaco alguns trechos da carta do sr. Colbert Torres da Silva onde comenta que a autora fez bem narrar sobre as feiras semanais, que além de um mercado a céu aberto, elas eram também ponto de encontro de toda sociedade do município. Só retifico, sr. Colbert, que as feiras ainda são ponto de encontro, mesmo com a internet e as redes sociais.
Como disse Colbert, a escritora fala no seu livro sobre casamentos, tropeiros, ciganos e boiadeiros, “figuras que tiveram papel saliente em todo interior do Brasil e também aí em nossa Bahia”. A entrada de Lampião no município, em 1933, citada por Iraci, quando muita gente fugiu para o mato, também é história que ouvi dos meus pais e os mais antigos.
Versos e pensamentos de grandes escritores, poetas e compositores, como Luiz Gonzaga, Humberto Teixeira, Zé Dantas, Patativa do Assaré, Dom e Ravel, Tim Maia, Alceu Valença, Zé Ramalho, Jorge Amado, Hélio Pólvora (jornalista e escritor), Renato Teixeira, Gilberto Gil e tantos outros são mencionados nos capítulos do seu livro, a exemplo de “Raízes” que fala das lembranças dos ancestrais, caso do seu bisavô Calixto Pereira Pacheco, homem rico e todo poderoso, dono do povoado de Várzea da Roça, que guardava dinheiro num saco, no forro do seu grande casarão.
HOJE TEM PALHAÇADA, TEM SIM SENHOR!
Todos os dias eles invadem nossas casas e nos dão um chute em nosso estômago. Roubam nossas comidas. Cospem e esbofeteiam nossas caras. Tratam-nos como gado em boiada e tudo fica por isso mesmo, como se nada tivesse acontecido. Servimos de saco de pancada e cada um aproveita da dar sua porrada.
Sai um ruim e entra outro pior. Enquanto a tocha olímpica faz festa gastando nosso parco dinheirinho, metem a tesoura na já combalida educação e na saúde. A chama é burguesa e cheia de luxo. O povo é o lixo que segue atrás do fogo, dançando, pulando e batendo palmas. Desfila de avião, tirolesa, rapel e em locais de elite nos centros das cidades e nada de periferia em contato com a pobreza.
No Planalto tem mais trapalhadas no ministério que mais parece um ser mitológico de zumbis saído das cavernas de Sarney, FHC, Lula e Dilma. Nas medidas de arrocho, nada de redução no pagamento dos juros exorbitantes da dívida pública. Tudo pelos banqueiros do sistema financeiro que suga a nação. Todo dia tem mais palhaçada, sim senhor!
Sabe daquele cara que tenta explicar o inexplicável e termina se enrolando todo em mentiras? É o caso do Romero Jucá, ministro do Planejamento por pouco mais de uma semana, fazendo um esforço danado para traduzir suas falas com o Sérgio Machado, ex-diretor da Transpetro, no sentido de obstruir a Operação Lava Jato e fazer um acordão do “centrão” até com o Supremo Tribunal Federal.
A isto ele chama de pacto nacional do bem para estancar a sangria. Tudo está bem claro no áudio, mas ele tenta dar sua interpretação como se todos nós fossemos burros idiotas. O que mais aparecem nas conversas desses donos do circo são palavrões por todo lado. O Brasil, a política, o judiciário e todas as instituições são tratados como porras.
O Jucá, mais um palhaço aloprado, é uma sombra que sempre procurou estar em todos os lugares para se disfarçar das investigações da Justiça. Ao assumir o governo interino, o Michel Temer, ou “Treme-Treme”, teve que engolir este e outros purgantes do conservadorismo, fazendo um retrocesso no tempo. O Eduardo Cunha e outros companheiros da extrema-direita da tropa de choque passaram a ser referência na coalisão.
TEMER, O OBSCURO
Blog Refletor TAL-Televisión América Latina http://refletor.tal.tv/ponto-de-vista/orlando-senna-temer-o-obscuro
Itamar indica artigo de Orlando Senna:
Todo mundo sabe, embora às vezes de maneira imprecisa, o que é obscurantismo. É impedir que verdades ou fatos venham à luz, é oposição ao progresso intelectual ou material, é restringir ou negar o acesso do povo ao conhecimento. A vítima é a sociedade. O caminho do obscurantismo para impedir que a sociedade tenha acesso a conhecimentos são os diversos tipos de repressão política, militar, religiosa, sexual, comportamental. Enfim, todas as certezas absolutas e todos os preconceitos.
De uma maneira mais rápida e incisiva, outro caminho sempre foi utilizado ao longo dos séculos: anular filósofos, artistas e cientistas. Anular através da prisão, da tortura, do exílio e da morte. Como os martírios de Galileu, Dante, Lutero, Voltaire, Nostradamus, García Lorca, Jesus. E também, no nosso tempo, Salman Rushdie, Glauber Rocha, Victor Jara, Vladimir Herzog. E milhares de outros pensadores/comunicadores. “Viva la muerte, abajo la inteligencia” era um dos slogans da ditadura franquista na Espanha.
A Idade Média foi considerada, tanto pela Renascença que a sucedeu no século XV como pelos iluministas do século XVIII, como a Era Obscurantista, a Idade das Trevas. Um período histórico de contínua deterioração material (economia destroçada pelo fim do Império Romano) e, profundamente, degeneração cultural e ética. Basta citar a Santa Inquisição, o trabalho escravo ou “servil” (sem remuneração) do feudalismo, as Cruzadas. O que nos interessa nessa História é que traços, vestígios e excrementos da Idade Média permanecem na nossa Idade Contemporânea, tanto em níveis de poder como em níveis de atitudes pessoais.
O ANO ACABOU PARA O CONQUISTA?
Albán González – jornalista
Diariamente observo o fechamento de pontos comerciais em Vitória da Conquista, no mesmo ritmo que surgem as placas de “aluga-se” ou “vende-se”,por força de uma crise econômica que vem sufocando o país. O futebol, por ser um fator de entretenimento, deixou de fazer parte do orçamento doméstico de muitas famílias, como se pode constatar pelos estádios vazios, ou pela iniciativa de alguns clubes do Rio de Janeiro que buscam praças esportivas no Norte e Nordeste e no Distrito Federal, onde ainda existem fanáticos torcedores dos times cariocas.
Há um outro aspecto a ser considerado no cenário futebolístico. Ainda não chegamos na metade do ano e centenas de clubes chamados de profissionais já encerraram suas atividades, porque não estão relacionados entre os 80 privilegiados (alguns, nem tanto) que vão disputar até dezembro as quatro séries do Campeonato Brasileiro, promovido pela CBF. Nesse contexto é que o Esporte Clube Primeiros Passos de Vitória da Conquista se enquadra.
Ameaçado de cair para a segunda divisão do Campeonato Baiano, eliminado prematuramente da Copa do Nordeste e deixando fugir em casa a oportunidade de continuar participando da Copa do Brasil, o Conquista está dispensando ou emprestando (Todinho e Marion foram cedidos até o final do ano, respectivamente, ao Taboão da Serra, de São Paulo, e Salgueiro, de Pernambuco) os seus atletas.
A TOCHA DOS ATOCHADOS
Mesmo atochados em dívidas, com escândalos de corrupção em todas as esferas do governo, inflação acima de 10%, crise moral e ética, juros altos e mais de 11 milhões de desempregados, o povo segue em festa atrás da tocha olímpica como se vivesse no país das maravilhas. Basta o circo e tudo mais se esquece, até de que ainda está recente o processo de impeachment em meio a tantas intrigas e disputas gananciosas pelo poder.
Por onde passa a chama nos municípios brasileiros com suas economias falidas, sem escolas e saúde decentes para a população, gasta-se mais dinheiro, com o discurso alienante de que o evento é uma honra e de suma importância. As pessoas que a conduzem nos seus cinco minutos de fama (logo são esquecidas) se sentem divinas e iluminadas pelo espírito da luz. No mais tudo é festa e carnaval!
Não há como negar a importância das olimpíadas para a humanidade no sentido da união dos povos e expressão máxima dos esportes. Acontece que o Brasil, por razões políticas e sociais com tantas desigualdades e injustiças, não poderia sediar um evento internacional dessa magnitude que requer grandes volumes de recursos, justamente extraídos de uma casa pobre e desarrumada, sem contar as corrupções que nela existem.
Boa parte dessa caravana de festas é bancada pelo próprio contribuinte através das prefeituras cujos executivos do poder público não se cansam de dizer que não têm mais verbas para manter hospitais, escolas e outros programas sociais. A tocha dos atochados é um atestado de insensatez por onde marcham os inocentes úteis, sem questionar quanto custa seu desfile, recheado de pompas e elogios.
Longe de tanta pobreza e das filas humilhantes de crianças, mulheres grávidas e idosos ávidos por uma vacinação contra a mortal gripe H1N1, a tocha corta as principais avenidas e ruas das cidades arrastando multidões, a maioria de endividados e injustiçados ao longo de suas vidas.
Para receber a “divina” tocha, cada município, em média, gasta entre 50 a 100 mil reais na mobilização das suas ações estruturais, mas isso não é dito por que não existe transparência nas contas públicas. É só indagar quanto a Prefeitura de Vitória da Conquista, Itapetinga, Itambé, Teixeira de Freitas e tantos outros municípios pela Bahia e pelo país gastaram para receber a chama olímpica.
Pode-se até dizer que tudo isso é um monte de demagogia barata, mas, demagogia maior foi do governo que fez questão que o Brasil sediasse uma olimpíada e uma Copa Mundial de Futebol entre tantos problemas prioritários para serem resolvidos.
No entanto, mesmo atochados sem pão, o povo se contenta com o circo e ainda se diz orgulhado com o evento. Haja vaidades! Todos querem pelo menos um minuto de fama para carregar e tocar a tocha dos atochados. Todos querem sair na imagem!














