Autoria de Jeremias Macário

Quando a pedra,

No sapato aperta,

Cada um sabe de si,

Como dizia o Vizir.

 

A vida é assim:

Cada um sabe de si,

Onde castiga sua dor,

Pode ser por amor,

No sofrer calado sozinho,

Pra não incomodar o vizinho.

 

Em meu canto,

Curto meu pranto,

No canto do Zé, Chico e Vandré,

Uns com bom pé de meia,

Outros de barriga vazia;

Pinga água fraca na pia,

Até no rico da lua cheia.

 

Nessa terra de gigante,

De tanto ouro e diamante,

Cada um sabe de si,

Uns gastando solas,

Outros nas enrolas.

 

Quando o vento sopra forte,

Seja do sul ou do norte,

Cada um sabe de si,

Um sorriso,

Pode não ser de alegria,

Cada choro com sua travessia.